Discussão fisiológica deixa os bastidores do governo e ganha as ruas

Que o clima não está bom entre o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), e o chefe de Gabinete do governo do Estado, Fábio Maia, não é mais segredo para ninguém. Mas o motivo passa longe dos princípios republicanos. Com interesses eleitorais em Campina Grande, Galdino tem se mostrado chateado por não conseguir indicar novos servidores estaduais para a cidade. Maia é a pedra no sapato do socialista.

Presidente do PSB de Campina Grande, Fábio Maia guarda a sete chaves as nomeações na Rainha da Borborema. A situação tem irritado Adriano Galdino, que conseguiu apoio para assumir a presidência da Assembleia Legislativa, mas não tem conseguido influenciar na escolha dos cargos comissionados na segunda maior cidade do Estado. A situação não mudou nem depois de procurar o governador Ricardo Coutinho (PSB), que considerou a discussão meramente paroquial.

Galdino, que antes se queixava apenas para os aliados mais próximos, desde o fim de semana não poupa críticas a Maia. De quebra, tem admitido aos aliados, a quem prometeu cargos em Campina Grande, que não tem poder para nomeação. O líder da base governista na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra (PSB), tem tentado distensionar a relação, mas sem sucesso. A crise acontece na mesma semana em que Adriano Galdino definirá sobre a instalação ou não da CPI do Empreender.

Até quarta-feira vamos saber até onde vai a insatisfação do presidente da Assembleia Legislativa.

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