Declaração de desembargador gera guerra de notas de repúdio na Paraíba

Uma declaração do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, na última quarta-feira (22), provocou um tremendo embate entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB). O magistrado, em postagem no Facebook, questionou o pagamento de honorários sucumbenciais, definidos no novo Código do Processo Civil (CPC).

Foto: Kleide Teixeira

Foto: Kleide Teixeira

A OAB, que representa os advogados, reagiu de pronto:

“O desafio que se impõe aos jurisdicionados não está na remuneração dos advogados, mas na má prestação dos serviços judiciários, na tentativa do TJPB de limitar o horário de atendimento nos fóruns, nos processos que se avolumam nos cartórios sem qualquer perspectiva de celeridade, no atraso injustificável na distribuição de feitos, problemas decorrentes, dentre outros fatores, da insuficiência no número de magistrados e servidores”.

A reação da Associação dos Magistrados reproduziu a queixa em relação aos advogados:

“A AMPB repudia veementemente o posicionamento da OAB-PB, que desviou o foco de uma opinião acadêmica (de Márcio Murilo), além de ainda tentar denegrir a marca que o magistrado deixou no Judiciário paraibano enquanto ocupou o cargo de Corregedor Geral de Justiça. É público e notório que o desembargador Márcio Murilo cumpriu seus deveres enquanto Corregedor de forma prestimosa, com ações claras e transparentes, tanto que seu trabalho foi reconhecido por servidores, magistrados e toda comunidade jurídica por promover a aproximação entre o Judiciário e a população, além de baixar provimentos reconhecidos nacionalmente, tais como o de Atos Ordinários e Código de Normas Judiciais e Extrajudiciais”.

Em postagem com data de hoje, Márcio Murilo preferiu silenciar:
“O sábio se cala e não consente. Para nós, simples mortais, o conformismo das palavras agrada o monopolista das idéias”.

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