PSB promete cobrar na Justiça o mandato de João Azevêdo

Presidente nacional do PSB diz que PSB vai cobrar a restituição de cada centavo gasto na campanha

João Azevêdo criticou quebra da ordem democrática no partido. Foto: Divulgação/Secom-PB

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, prometeu judicializar a saída de João Azevêdo do partido. O agora ex-socialista anunciou a desfiliação da sigla na última terça-feira (3). Em carta, ele falou em ditadura dentro da agremiação. O dirigente disse que vai pedir a restituição do mandato ou, pelo menos, a restituição por cada centavo gasto durante a campanha. Ao todo, foram gastos R$ 3,8 milhões durante a campanha vencida por Azevêdo no primeiro turno.

De acordo com entrevista concedida ao site ParlamentoPB, na visão socialista, João Azevêdo traiu o partido. Siqueira, inclusive, sugere que o governador já queria deixar o partido quando, segundo ele, se recusou a apoiar a posse do ex-governador no comando do partido. O dirigente diz já ter visto traições antes, mas alega que surpreendeu como esta ocorreu ainda no primeiro ano de gestão. A pecha de traidor, vale ressaltar, tem sido rejeitada por Azevêdo. Ele alega que decidiu sair da sigla porque houve queda na democracia interna do partido.

A judicialização da questão, com pedidos e cassação do mandato do governador tende a dar pouco ou nenhum resultado. O histórico de julgamentos da Justiça Eleitoral é todo pró-entendimento de que não há como cobrar um mandato Executivo na Justiça. A fidelidade eleitoral vale, por isso, apenas para os cargos proporcionais. Ou seja, se houver desfiliação de deputados, eles poderão perder o mandato.

 

Servidores paraibanos terão alíquotas previdenciárias elevadas de 11% para 14%

Projetos terão que ser aprovados pela Assembleia e câmaras municipais até julho do ano que vem

Deputados estaduais deverão discutir mudanças nas regras da Previdência. Foto: Alexandre Kito

Os servidores estaduais paraibanos terão que pagar alíquotas de contribuições previdenciárias de 14% a partir do ano que vem. A mesma regra deve valer para os servidores municipais de cidades com institutos próprios de previdências. A exigência é da reforma da Previdência, promulgada em novembro pelo Congresso. O prazo limite para que a regra seja obedecida foi estabelecido pelo governo para julho do ano que vem.

O secretário de Planejamento do Estado, Gilmar Martins, explicou que o projeto que será encaminhado à Assembleia Legislativa segue ainda neste ano. “A PBPrev tem discutido o assunto e vamos apresentar a proposta ao governador”, ressaltou, lembrando que só após isso a matéria será encaminhada para a apreciação dos deputados estaduais. O Estado tem mais de 100 mil servidores na folha. Deles, 33 mil são efetivos. O déficit previdenciário mensal supera a casa dos R$ 100 milhões.

Na mesma linha segue o presidente do Instituto de Previdência do Município (IPM) de João Pessoa, Roberto Wagner. Ele explicou que participou, recentemente, de evento no Recife com secretários de várias cidades brasileiras, quando o tema foi debatido. A proposta que será encaminhada ao prefeito Luciano Cartaxo (PV) também está sendo elaborada. “Estamos esperando os cálculos atuariais para aprofundar o debate”, ressalta. São mais de 11 mil servidores na folha do Município, sendo que pouco mais de 4 mil figuram entre os efetivos.

A proposta que altera as regras de aposentadoria ganhou força e foi aprovada pelo Congresso após um acordo que visava poupar os governos regionais e deixar que eles fossem tratados em uma proposta paralela, que seria discutida posteriormente. O texto aprovado no Congresso, por isso, não previu idade mínima par a aposentadoria e tempo de contribuição. Mesmo assim, sobrou para os estados e municípios, a exigência de elevar as alíquotas.

Portaria publicada nesta quarta-feira (4) regulamenta alguns desses trechos. O governo estabeleceu, por exemplo, que estados e municípios terão até 31 de julho do ano que vem para comprovar que aumentaram as alíquotas previdenciárias de seus servidores para pelo menos 14%, como determina a reforma.

Essa regra deverá ser seguida por todos os estados que apresentam déficit atuarial nas contas previdenciárias. Segundo a secretaria de Previdência, esse é o caso de quase todos os entes.

Os governadores e prefeitos terão duas opções. Ou estabelecer uma alíquota de ao menos 14%, ou adotar o modelo progressivo da União, com contribuições que variam de 7,5% a 22%, a depender do salário do servidor. A maior alíquota vale para quem ganha acima de R$ 39 mil.

O ente que não comprovar que adotou a mudança até 31 de julho perderá o certificado de regularidade previdenciária e pode ficar sem receber repasses voluntários de recursos da União, além de ser bloqueado em operações de crédito.

 

Sexta fase da Xeque-Mate visa vereadores “financiados” por Leto Viana

Quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos contra suspeitos do recebimento de R$ 200 mil

Vereadores acusados de receber recursos ilegais pagos pelo ex-prefeito estão afastados do cargo. Foto: Divulgação

A Força-Tarefa que compõe a Operação Xeque-Mate deflagrou nesta quarta-feira (4) a sexta fase da investigação para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão contra vereadores de Cabedelo. Benone Bernardo da Silva, Jonas Pequeno dos Santos, Janderson Bizarria de Brito e Josimar de Lima Silva foram afastados nesta quarta dos cargos por decisão do juiz Henrique Jorge Jácome, atendendo a pedido da Força-tarefa.

Os quatro alvos da fase atual não estavam na relação dos dez afastados na primeira etapa da operação, desencadeada em abril do ano passado. Eles foram eleitos em 2016 e teriam recebido das mãos do então prefeito Leto Viana vantagem indevida, consubstanciada na distribuição igualitária da quantia de R$ 200 mil, para a composição de seu grupo de sustentação política no parlamento (legislatura de 2017 a 2020).

A ação conta com participação de membros do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado da Paraíba, pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Controladoria-Geral da União (GCU).

De acordo com as investigações, os réus na ação teriam assumindo, com o recebimento do dinheiro, o “compromisso de satisfazer os interesses pessoais de Leto Viana, de seus aliados (membros da organização investigada), assim como os desejos anticoncorrenciais do empresário ROBERTO SANTIAGO”, diz trecho da investigação.

As acusações são de corrupção passiva. O Ministério Público Estadual requereu, ainda, a reparação pelos danos materiais e morais praticados, entre outras medidas pertinentes.

Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pelos agentes da Polícia Federal, com a colaboração técnica dos auditores da CGU, nas residências dos quatro vereadores, cujo afastamento das funções públicas também foi requerido pelo Promotores do Gaeco.

Prefeito, secretários e vereador são afastados dos cargos em Cuité de Mamanguape

Gestores são acusados de promover “rachadinha” com a contratação de servidores fantasmas

Djair Magno Dantas é acusado de improbidade administrativa. Foto: Divulgação

A juíza da 2ª Vara Mista de Mamanguape, Kalina de Oliveira Lima Marques, determinou o afastamento do prefeito de Cuité de Mamanguape, Djair Magno Dantas (PSB). A decisão foi proferida nesta terça-feira (3), em resposta a Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público da Paraíba. A decisão é extensiva ainda ao secretário de Finanças do Município, Antony Charles da Silva; ao vereador Ezequias José de Souza, e ao irmão do prefeito, Dioclécio Magno Dantas. Todos são acusados de improbidade administrativa.

O afastamento dos cargos, proferido liminarmente, será pelo prazo de 180 dias. Foi determinado ainda o bloqueio dos bens dos réus até o limite de R$ 2,3 milhões. São réus na ação, ainda, o secretário e o ex-secretário de saúde, Valdir Magno Dantas e Leandro Silva da Costa, e o ex-secretário de Finanças, José Carlos Dantas Filho.

“Resta configurado, ao menos em juízo de cognição sumária, que os promovidos praticaram atos de improbidade administrativa, consubstanciado no enriquecimento ilícito dos agentes públicos envolvidos e violação aos princípios da administração pública, de modo que se afigura necessária a adoção de medidas assecuratórias destinadas a recompor futuramente o erário”, diz a magistrada em trecho da decisão.

O inquérito conduzido pelo Ministério Público apontoua existência de desvios de recursos públicos com fraudes na contratação de prestadores de serviços (pessoa física) no Município e no Fundo
Municipal de Saúde (FMS).

“As fraudes consistiam na simulação de contratação de prestadores de serviços e na divisão dos salários dos contratados que efetivamente prestavam o serviço, a chamada “rachadinha”. Fora isso, também foram verificadas contratações de prestadores de serviços (pessoa física) burlando a regra legal da exigência de concurso público, através do meio ardil de alterná-las entre órgãos e secretarias do município para inviabilizar a fiscalização. Uma verdadeira simulação, contratação de servidores por anos a fio, mas com aparência de contratação emergencial e temporária”, diz a magistrada.

Vários dos servidores que constam na lista de contratados pela gestão municipal foram ouvidos no inquérito e disseram nunca ter trabalhado na prefeitura. Muitos relataram ainda que recebiam uma parte dos salários e que o restante era dividido entre os réus no processo.

“Nesse contexto, imperioso destacar a evolução significativa das despesas com pagamento de prestadores de serviços contratados pelo Município e o Fundo Municipal de Saúde entre os anos de 2017 e 2018, passando de R$ 705.558,00 para R$ 2.322.868,00. Não se quer dizer com isso que haja irregularidades em todas as contratações, mas, diante do que foi apurado, é bem provável que haja outros casos semelhantes aos que aqui foram apurados”, ressalta a magistrada em outro trecho.

 

Paraibanos são homenageados em Brasília em fórum sobre combate à corrupção

Membros do Gaeco, MPF e PF foram lembrados pelo trabalho em prol da sociedade

Trabalho de combate à corrupção, na Paraíba, foi lembrado em evento realizado em Brasília. Foto: Divulgação/CGU

O trabalho realizado na Paraíba para o combate aos malfeitos na gestão pública foi reconhecido em Brasília. Foram premiados nesta terça-feira (3), durante o Fórum “O Controle no Combate à Corrupção”, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), representantes dos Ministérios Públicos Estadual, Federal e da Polícia Federal com atuação no Estado. O evento é uma alusão ao Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado em 9 de dezembro.

Os premiados foram o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público da Paraíba, promotor Octávio Paulo Neto, os procuradores da República Tiago Misael (Patos) e Acácia Suassuna (Campina Grande), além do delegado da Polícia Federal Carlos Felipe Maciel (Chefe da Delegacia de Campina Grande-PB).

Eles foram homenageados pelos relevantes trabalhos de combate à corrupção realizados no país. A Controladoria Regional da União no estado da Paraíba, foi representada no evento pelo superintendente Severino Queiroz.

O ministro da CGU, Wagner Rosário, fez uma prestação de contas dos principais resultados alcançados pela CGU no ano de 2019, ressaltando que essa é a melhor maneira de devolver ao contribuinte aquilo que ele paga em impostos. Segundo ele, as duas principais missões da Controladoria são apoiar a governança e gestão pública e combater a corrupção.

Fórum

O Fórum “O Controle no Combate à Corrupção” se estende até o dia 5/12 e visa debater a relevância do controle na melhoria da gestão pública e no combate à corrupção. O encontro está dividido em painéis e oficinas temáticas e contará com a participação de autoridades de diversos órgãos federais, assim como organizações sociais, parlamentares e executivos de empresas.

Na ocasião, serão discutidos temas como integridade, responsabilização de empresas, inovação, auditoria, transparência, entre outros.

João Azevêdo fala “em busca da democracia perdida” e anuncia desfiliação do PSB

Azevêdo e Ricardo Coutinho, atual e ex-governador, protagonizaram um distanciamento gradual desde a posse

Não mais: João Azevedo comunica a desfiliação do PSB, partido comandado atualmente por Ricardo Coutinho. Foto: Divulgação

O governador João Azevêdo anunciou, nesta terça-feira (3), a desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em carta divulgada ao povo paraibano, o gestor afirma que chegou a aguardar o restabelecimento do diálogo no PSB, mas, diante da falta de qualquer atitude de autocrítica depois da intervenção no Diretório Estadual, sai da legenda “em busca da democracia perdida”.

João Azevêdo também agradeceu a todos os militantes, dirigentes e colaboradores que confiaram nas propostas do governo e têm hipotecado solidariedade irrestrita nesse momento tão delicado. O gestor havia prometido deixar o partido neste mês, caso não houvesse um entendimento interno no PSB. Ele e o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) têm protagonizado um distanciamento iniciado após a posse, mas agravado após movimento do ex-governador para assumir a direção estadual da sigla. De saída, falando em democracia, o atual gestor também faz críticas ao que chamou de “ditadura”.

Segundo um dos trechos do documento assinado pelo governador, “A democracia que defendemos não deve ser um conceito vago, um ser abstrato, que se usa quando convém, para embasar as próprias teses e dar ganho de causa a argumentos e procedimentos. Democracia é uma palavra viva que precisa estar presente no nosso dia a dia. E eu procuro praticá-la nas minhas atividades, no cotidiano, com minha equipe, com amigos, com companheiros e companheiras, na relação com a comunidade, com as instituições e os movimentos sociais. Uma prática que adoto em família, compartilhando com minha esposa e estendendo esse conceito a filhos e netos, como um legado de vida”, conceituou.

Leia a carta na íntegra:

“Saio do PSB em busca da democracia perdida”

 

Ao povo paraibano.

Tenho exercido os limites da paciência para não incorrer nas falhas que a pressa leva sempre a cometermos. Mas, como humanos, todos temos nossos limites. E o meu chegou com o PSB, partido ao qual sou filiado e me elegi governador em 2018. Desde a dissolução do Diretório Estadual, em agosto deste ano, sucedido por uma intervenção nacional ou simplesmentpelo golpe aplicado – segundo companheiros de partido e a imprensa local, que o incômodo com a situação só se agravava e exigia, mais cedo ou mais tarde, uma tomada de decisão. E ela chegou. Saio do PSB em busca da democracia perdida.

Muitos achavam que essa decisão deveria ter sido imediata ao ato de força que culminou com a dissolução do Diretório eleito em congresso, sem a menor justificativa. Ou quando foi nomeada uma Comissão Interventora pela direção nacional da legenda que colocaram meu nome junto com o senador Veneziano Vital e outros dois companheiros, sem consulta alguma, nessa tal Comissão Interventora.

Não a tomei em nenhum desses momentos, embora justificativas não faltassem, justamente para que os ânimos pudessem ser serenados, o diálogo restabelecido e a ordem verdadeiramente democrática voltasse a predominar no PSB paraibano.

O que se viu, no entanto, foi a falta de qualquer gesto ou atitude de autocrítica pelo terrível erro cometido com a bonita história de nosso partido na Paraíba. Nos nivelamos a legendas autocráticas, de ocasião, sem zelo pelos mandatos eletivos em andamento. E pensar que o partido acaba de realizar evento nacional para promover uma Autorreforma. Sem democracia interna não existem sequer reformas, imaginem autorreforma.

A democracia que defendemos não deve ser um conceito vago, um ser abstrato, que se usa quando convém, para embasar as próprias teses e dar ganho de causa a argumentos e procedimentos. Democracia é uma palavra viva que precisa estar presente no nosso dia a dia. E eu procuro praticá-la nas minhas atividades, no cotidiano, com minha equipe, com amigos, com companheiros e companheiras, na relação com a comunidade, com as instituições e os movimentos sociais. Uma prática que adoto em família, compartilhando com minha esposa e estendendo esse conceito a filhos e netos, como um legado de vida.

Mágoas e rancores não cabem em meu coração. Apenas lamentações. A primeira, por ter que deixar o partido pelo qual fui eleito. Sem antes deixar de agradecer a todos os militantes, dirigentes e colaboradores que confiaram nas nossas propostas e têm hipotecado solidariedade irrestrita nesse momento tão delicado.

A segunda e última lamentação eu não poderia deixar de registrar, porque essa dói profundamente e não vou guardar apenas comigo, pois isso faz mal à alma. Ironicamente, as maiores críticas ao nosso Governo nesses 11 meses não vieram da oposição, dos partidos políticos, dos sindicatos e associações de classe, dos deputados na Assembléia, da imprensa, dos artistas e intelectuais, das universidades e da sociedade em geral, que têm toda legitimidade para contestar e apontar os caminhos a serem seguidos pelos governantes.

A maioria das críticas – ou melhor, dos ataques –, veio de membros do nosso próprio partido. E não foi do militante lá na ponta ou de alguém que votou e contribuiu de alguma forma, talvez desgostoso com algum fato menor ou desentendimento com alguém dos quadros governamentais. O antagonismo veio de figuras de proa do PSB, que mesmo antes da Intervenção ou do golpe, já atacavam o Governo, secretários e o governador.

Cheguei a ser severamente criticado em entrevistas e redes sociais simplesmente por dar continuidade ao Projeto do PSB, por sequenciar obras e realizações que não foram concluídas até 31 de dezembro de 2018 e muitas dadas como concluídas e inauguradas. Mantivemos nomes e continuamos todos os programas e projetos do Governo anterior, com direito a ampliá-los, incorporando novas visões e atores sociais. Mantive grande parte da equipe anterior, mesmo assim, pelo fato de ter realmente assumido as funções de governador do estado, tomando minhas próprias decisões, com possíveis erros e acertos, não foi do agrado de alguns que achavam que continuariam a governar a Paraíba.

Convivi neste período, com boicotes e sabotagens internos à gestão promovidos por alguns, que apegados a funções e salários, não tiveram a dignidade de entregar seus cargos, agindo ou não sob algum tipo de comando superior.

Confesso que ainda não entendi o porquê disso tudo. Quais objetivos se escondem – se é que existem ou foi de ato impensado – para a semeadura de tanta discórdia em uma legenda que venceu as eleições de forma consagradora e transformou-se na maior agremiação partidária do Estado.

Mas, como a vida é feita de ciclos, iniciaremos uma nova caminhada a partir de hoje.

“A cada chamado da vida, o coração deve estar pronto para a despedida e para novo começo, com ânimo e sem lamúrias”, assim escreveu um famoso escritor alemão.

Quero agradecer aos inúmeros convites que tenho recebido, de dirigentes estaduais e nacionais, para ingressar em uma nova legenda. Não abri diálogo e nem avancei em qualquer tratativa, ante minha filiação anterior ao PSB. Mas irei fazê-lo neste final de ano, a fim de iniciar 2020 em uma nova e acolhedora casa. Não pretendo criar novo partido ou seguir modismos oportunistas. Acredito que o fortalecimento da democracia passa por partidos programáticos, ideológicos, com diversidade, unidade e, principalmente, com eleições internas de seus membros em fóruns regimentais e respeito às decisões de todas as instâncias partidárias.

Irei mudar de partido porque o meu atual desconfigurou-se por completo na Paraíba. Mas os princípios e o conjunto de idéias que acredito, caminharão sempre comigo. Vou procurar uma legenda que se afine com nossa visão de mundo e de Brasil, que não seja sectária, dona da verdade, que não exerça patrulha ideológica e refute alianças programáticas. Também que não flerte com o extremismo, com o fanatismo político, seja de direita ou de esquerda, nem tampouco pratique a idolatria personalista. Que os discursos para dentro sejam os mesmos para fora. Que a verdade seja sempre o que norteie as decisões. Que o dinheiro público seja respeitado.

Acredito em um partido que abrace o pluralismo de idéias, a independência e o respeito entre os poderes; que professe a liberdade de imprensa e de religião, o estado laico, o multiculturalismo, o desenvolvimento sustentável, a globalização e a inclusão social com desenvolvimento; a defesa das causas ambientais, o direito das minorias e o respeito às famílias; a diversidade, o empreendedorismo e o Estado para corrigir as desigualdades e também como indutor da economia; os valores cristãos, sem usar em vão o nome de Deus em atividade política; e, por fim, a harmonia, o diálogo e a paz social entre nós cidadãos.

Aos amigos e amigas que esperaram por essa decisão e confiam em nosso trabalho, que com muita humildade e seriedade vem mantendo e melhorando praticamente todos os índices da Paraíba, em destaque no cenário nacional, convido-os para nos acompanhar nessa caminhada que se inicia.

A partir de hoje, vou consultar muitos de vocês para que tomemos a decisão em conjunto, porque ninguém, sozinho, é dono da verdade.

Aos paraibanos e paraibanas, meus sinceros respeitos. Ajudem-me a continuar trilhando o mesmo caminho confiado, até o dia 31 de dezembro de 2022.

DEMOCRACIA, SEMPRE!
DITADURA, NUNCA MAIS!

João Azevêdo Lins Filho
Governador da Paraíba

Chega a oito o número de deputados com celulares clonados neste ano na Paraíba

Ricardo Barbosa e Cabo Gilberto foram as últimas vítimas dos hackers entre os deputados estaduais

Ricardo Barbosa tem alertado amigos para o risco de serem vítimas de falsários. Foto: Divulgação/ALPB

Os ataques aos celulares de deputados estaduais tiveram novas vítimas  nesta segunda-feira (2). Os casos serão investigados pela Secretaria de Segurança e Defesa Social (SSDS). Os novos alvos foram Ricardo Barbosa (PSB) e Cabo Gilberto (PSL). Ambos tiveram o número de celular copiado e ficaram incomunicáveis. O ato contínuo disso foi o envio, pelos falsários, de mensagens para a lista de contato deles pedindo dinheiro, alegando ser os respectivos parlamentares.

Até o momento, foram oito parlamentares vítimas dos ataques. A lista inclui, além de Ricardo e Gilberto, os deputados Trocolli Júnior (Pode), Wallber Virgolino (Patri), Branco Mendes (Pode), Lindolfo Pires (Pode), Jane Panta (PP) e Moacir Rodrigues (PSL). Este último foi alvo em agosto deste ano. Todos os outros tiveram os celulares clonados entre a semana passada e esta semana.

O deputado Ricardo Barbosa acredita que pelo menos 300 pessoas da lista de relacionamentos dele receberam mensagens. “Eu observei que por volta das 15h (desta segunda) meu celular deixou de funcionar. Liguei, desliguei, liguei de novo e ele não funcionava. Depois soube pelo meu filho que várias pessoas estavam ligando para comunicar que receberam mensagens partidas do meu número pedindo dinheiro”, ressaltou o parlamentar.

Entre as pessoas que receberam mensagem está o jornalista Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco. A pessoa perguntava se ele tinha conta em um banco específico. Como percebeu que era golpe, Cerqueira encerrou o assunto logo em seguida.

De acordo com o presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho (PSB), pelo menos 20 prefeitos paraibanos foram alvos dos criminosos de 2017 para cá. O número vem crescendo desde então. O gestor pede que os prefeitos fiquem muito atentos aos documentos recebidos como links de programas federais. Vários deles, assegura o prefeito, são vírus.

Cartaxo diz que conversará com partidos aliados, mas candidato dele sairá do PV

Agendas do prefeito da capital têm sido repletas de pré-candidatos interessados em apoio

O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB), o deputado estadual Eduardo Carneiro (PRTB) e vice-prefeito Manoel Júnior (SD) estão na rua em busca de apoio para a disputa eleitoral de 2020. Todos querem o apoio do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), para o pleito. O gestor pessoense, no entanto, dá sinais de que vai buscar um nome dentro do Partido Verde. Em conversa com o blog, nesta segunda-feira (2), ele disse que deve afunilar a discussão em janeiro. “O mês de dezembro será de intenso trabalho no Executivo”, garante.

Questionado sobre a filiação partidária do ungido do grupo apoiado por ele, Cartaxo ressaltou a necessidade de ser alguém do Partido Verde. “Será do PV. Essa é a nossa disposição. Alguém com esse perfil (de conhecedor da gestão), do Partido Verde, que pense em uma cidade sustentável, equilibrada, com qualidade de vida para a população, que pense em espaços de lazer. Então, a gente tem feito esse debate e isso não impede os aliados de apresentarem nomes para a discussão, mas a nossa compreensão é a de que João Pessoa não pode dar um passo atrás”, disse.

Entre os nomes do PV mais próximos ao prefeito e que poderão disputar as eleições estão os secretários Diego Tavares (Desenvolvimento Social) e Zennedy Bezerra (Desenvolvimento Urbano). Aparecem na lista também as secretárias Daniella Bandeira (Planejamento) e Socorro Gadelha (Habitação). O atual prefeito não pode mais ser candidato por já ter sido reeleito. Em conversa com o blog, ele alegou que o nome a ser escolhido será alguém que conheça bem a gestão municipal.

Prefeito de Cabedelo denuncia lançamento de fezes em praia e vai multar catamarãs

Vítor Hugo aciona órgãos de meio ambiente e quer apuração de responsabilidades

O prefeito de Cabedelo, Vítor Hugo (DEM), denunciou nesta segunda-feira (2) o lançamento de fezes na praia do Poço, no município. O gestor acusa os catamarãs de lavarem os banheiros no mar, fazendo com que as marés tragam os dejetos para a praia. Nas imagens, o democrata anda pela praia exibindo o cocô espalhado em meio ao sargaço. “A cada passo que você dá, encontra mais fezes”, ressaltou o prefeito, acusando as embarcações de emporcalharem uma das praias mais bonitas da cidade.

O prefeito disse que está acionando os órgãos competentes e garantiu que a Secretaria de Meio Ambiente do Município vai inspecionar e multar os catamarãs. As praias de Cabedelo estiveram entre as mais atingidas pelas manchas de óleo, fruto de derramamento em alto-mar. A situação agora também provoca revolta na população e por uma questão óbvia: os responsáveis pelo problema estão logo ao lado. É preciso que haja punição exemplar para os responsáveis.

Confira as imagens:

PTB e Podemos alinham discurso e aliança para 2020 em JP e CG

Plano é lançar Wilson Filho (PTB) para prefeito de João Pessoa e Ana Cláudia (Pode) em Campina Grande

Wilson Filho deve disputar a prefeitura de João Pessoa. Foto: Divulgação/ALPB

O PTB e o Podemos devem se tornar os primeiros partidos a firmarem aliança para as eleições de 2020. O tema foi alvo de reuniões de dirigentes das duas legendas no fim de semana. De acordo com informações de bastidores, falta apenas oficializar a composição. O ponto de partida será o anúncio das candidaturas de Wilson Filho (PTB), em João Pessoa, e Ana Cláudia Vital do Rêgo (Pode), em Campina Grande.

Ana Cláudia é o nome de Veneziano para disputar a prefeitura de Campina Grande. Foto: Divulgação

Uma reunião entre dirigentes das duas legendas ocorreu na última sexta-feira (29) e o tema foi amadurecido no fim de semana. Estiveram presentes, entre outras lideranças, o presidente estadual do PTB, Wilson Santiago, e o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB), marido de Ana Cláudia. O Podemos, inclusive, é a sigla que vem investindo com mais insistência nos convites para atrair o governador João Azevêdo (PSB) para o rol de filiados da agremiação, hoje comandada pelo vereador de Campina Grande, Galego do Leite.

O PTB, vale ressaltar, também é uma das siglas que poderão receber o governador em suas fileiras para eleições futuras. Veneziano, que chegou a ser cotado para a disputa em Campina Grande, tem dito que a prioridade é investir em Ana Cláudia para a disputa. Já Wilson Filho tem sido às pessoas próximas que não abre mão da disputa. Ambos poderão ter o apoio de João Azevêdo nas eleições de 2020.

O petebista coloca o nome para a disputa da prefeitura da capital pela segunda vez. Em 2016, ele acabou abrindo mão da cabeça de chapa para a hoje deputada estadual Cida Ramos (PSB), que tinha o apoio do então governador Ricardo Coutinho (PSB). Para o pleito atual, ele tem dito a aliados que não abre mão de concorrer. O projeto eleitoral, ele reforma, foi o que o convenceu a trocar um mandato na Câmara dos Deputados pela Assembleia. A conta do petebista foi a de que o convívio diário em João Pessoa abriria espaço maior para a busca da viabilidade eleitoral.

Além de João Pessoa e Campina Grande, a parceria entre as duas legendas será espelhada em todas as cidades onde os arranjos políticos paroquiais não interfiram. A perspectiva das lideranças das duas siglas é que a oficialização da parceria seja anunciada ainda nesta semana.