Cartaxo anuncia concurso para a saúde, área sensível da prefeitura

Decisão ocorre após problemas relacionados à área na administração municipal

Luciano Cartaxo assina autorização para a realização de novos concursos públicos. Foto. Alexandro Potter

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), vai anunciar concurso público para a área de Saúde nesta segunda-feira (20). A notícia surge depois de denúncias envolvendo problemas de atendimento no Hospital Ortotrauma de Mangabeira. O número de vagas ainda não foi revelado. Elas serão destinadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz das Armas, ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Especialidades, que está com obras avançadas no bairro Bancários. A medida tende a desafogar a unidade de Mangabeira.

O certame abrange os níveis médio, técnico e superior, e todos os detalhes, como número de vagas, especialidades e remuneração inicial, serão detalhados pelo prefeito, às 9h30, no Paço Municipal, no Centro. “É com muita satisfação que mesmo neste cenário de crise econômica em todo o País, temos a capacidade de anunciar mais um concurso, colocando pela porta da frente da Prefeitura, profissionais qualificados e preparados para os bons serviços que oferecemos na Rede Municipal de Saúde”, afirmou Cartaxo. Ele reforçou que nos últimos quatro anos foram convocados quase 2 mil concursados.

Mais concurso

Este será o quarto concurso anunciado pelo prefeito da capital para os próximos meses. No final de julho, o gestor anunciou os concursos da Controladoria Geral do Município (CGM), com 20 vagas; para o Instituto de Previdência do Município (IPM), com 60 vagas; e para agentes de controle urbano da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), com 70 vagas.

Aníbal Marcolino chega a sete e lidera ranking de vínculos de trabalho com órgãos públicos

Ferramenta premiada no terceiro Hackfest mostra que 4.682 acumulam cargos

Aníbal Marcolino volta para a Assembleia Legislativa através de uma articulação do governador Ricardo Coutinho. Foto: Divulgação/ALPB

O deputado estadual Aníbal Marcolino (PSD) pode se gabar se ser um trabalhador incansável. Empossado na semana passada na vaga aberta com a licença de Jullys Roberto (PMDB), na Assembleia Legislativa, ele acrescenta mais um vínculo ao currículo. Marcolino é o líder absoluto do ranking de servidores públicos com maior número de vínculos com órgãos públicos na Paraíba. Ao todo, são seis como médico e um como deputado. Os dados são revelados pela ferramenta Folha Limpa, uma das vencedoras na terceira edição do Hackfest Contra a Corrupção. A premiação foi entregue na última sexta-feira (18). Confira outras ferramentas.

Aníbal Marcolino aparece nas folhas funcionais de repartições paraibanas declaradas no primeiro semestre deste ano ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). A relação dos vínculos inclui Prefeitura Municipal de João Pessoa, Fundo Municipal de Saúde de Cabedelo, Fundo Municipal de Saúde de Sapé, Fundo Municipal de Saúde de João Pessoa, Prefeitura Municipal de Bayeux e Ipep. Ao todo, contabilizando as declarações de pagamento mensais nos primeiros meses do ano, aparece remuneração acumulada de R$ 21.849. O cargo de deputado estadual, função assumida na última quinta-feira (17), paga salário de R$ 25 mil.

A profissão de médico, por causa dos plantões, é uma das que permitem acumulação de vencimentos. Eventuais abusos, no entanto, deverão ser investigados por Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público da Paraíba. Ao todo, de acordo com a ferramenta Folha Limpa, 4.682 servidores acumulam cargos no Estado. A tropa de elite dos que mais acumulam é integrada pelos médicos. Os professores também podem acumular, mas não há registros tão significativos como no caso dos médicos. A Folha Lima tem como base os dados declarados por prefeituras e governo do Estado.

Governista

O deputado estadual Aníbal Marcolino volta à Assembleia depois do insucesso nas eleições de 2014. Ele migra da condição de ferrenho adversário do governador Ricardo Coutinho (PSB) para aliado incondicional. O socialista, inclusive, foi relacionado na articulação para viabilizar a posse dele. Em contraponto, Marcolino abandona a postura de aliado do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD). Ele acusa do colega de partido de tê-lo tratado com indiferença e não tê-lo apoiado nas eleições de 2016, quando ficou apenas com o cargo de quinto suplente de vereador. A postura na Casa será de ataque ao ex-aliado.

 

PSB: disputa por espaço causou arranca-rabo entre Estela e lideranças ligadas a Sandra e Cida

Congresso do segmento de mulheres do PSB terminou em troca de acusações e empurra-empurra

Reprodução/YouTube

A briga generalizada no Congresso do segmento de mulheres do PSB, em João Pessoa, foi muito além do arranca-rabo, nesta sexta-feira (18). As pessoas têm compartilhado o vídeo em que a deputada Estela Bezerra troca empurrões e acusações com lideranças ligadas à vereadora Sandra Marrocos. O que pouca gente sabe é que esta é apenas a primeira manifestação de uma gerra silenciosa travada há muito nos bastidores do partido. O ingrediente novo é a projeção ganhada pela secretária de Desenvolvimento Humano do Estado, Cida Ramos, alçada à condição de candidata a deputada estadual, em disputa direta com Estela.

Durante o encontro, como mostram as imagens, a deputada Estela Bezerra se incomodou com os rumos da reunião. Acostumada a ter a maioria dos apoios nos embates internos, ela experimentou o efeito inverso desta vez. Resultado: a reunião terminou, como se diria no popular, no cacete. Houve empurra-empurra, gritaria e celular arremessado no chão. Um tumulto sem precedentes. Estela e Sandra sempre foram as duas lideranças femininas de maior renome no Coletivo dos Girassóis. Com a cancha conquistada por Cida no pleito de 2016, o grupo dela, aliado ao de Sandra, conseguiu maioria.

O estremecimento não é novo e foi agravado no ano passado, quando, frustando suas expectativas de Estela, Cida Ramos foi lançada pelo governador Ricardo Coutinho para a disputa da prefeitura de João Pessoa. Mesmo com o insucesso da socialista, ela ganhou nome para disputar vaga na Assembleia Legislativa. O resultado disso é previsível: o aumento da tensão com Estela. O embate interno ganhou as ruas e mostrou que a disputa para 2018 terá briga por cada palmo e voto que o Coletivo Girassol tenha condições de produzir.

Nota de esclarecimento de Estela Bezerra

Hoje, durante o Congresso do segmento mulheres do PSB, fui agredida após uma discussão sobre a eleição do novo grupo dirigente que será conduzido para uma gestão bianual. A certa altura tentei me retirar do recinto, mas fui intimidada por gravações e impedida de sair do local de forma violenta.

Infelizmente, algumas pessoas distribuíram um vídeo, imbuídas de má fé, tentando distorcer os fatos. Tanto que o trecho do vídeo divulgado não documenta a reunião, mas sim uma parte fragmentada que apenas me atinge.

Estou profundamente abalada e consternada com o ocorrido, pois defendo a ética, o diálogo, a solidariedade e o respeito as diferenças no campo político em toda minha trajetória.

O projeto construído pelo PSB na Paraíba é maior do que diferenças pontuais e isoladas. Neste sentido, seguimos trabalhando para o fortalecimento dos segmentos sociais e da participação popular.

Estela Bezerra

Deputada Estadual -PSB

Nota de esclarecimento de Sandra Marrocos

A Vereadora Sandra Marrocos vem a público esclarecer que não esteve envolvida em nenhum fato ocorrido na tarde de hoje (18) , durante o 6 congresso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) de João Pessoa.

Marrocos enfatiza que a sua participação e , consequentemente, da sua militância, foi inteiramente participativa apenas nas discussões coletivas , qualificando o diálogo sobre todas as discussões envolvendo os segmentos de Juventude, Movimentos Sociais, LGBT e no segmento de mulheres.

A parlamentar Sandra lamenta todo o ocorrido no evento, mas garante que o acontecido não irá manchar a grandeza do congresso. “Sairemos em unidade como sempre estivemos durante os últimos anos e prontos para continuar mudando a cidade de João Pessoa e a Paraíba”, concluiu.

 

 

Após polêmica, UFPB diz que não negou título de Doutor Honoris Causa a Lula

Nota da Reitoria alega que desistência foi antecipada pelo Instituto Lula

Título Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aprovado pelo Consuni em 2011. (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

A reitora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Margareth Diniz, divulgou nota para esclarecer a polêmica sobre a não concessão do título de Doutor Honoris Causa pela instituição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista estará em João Pessoa no dia 26 e, originalmente, havia a expectativa de ele recebesse a honraria aprovada em 2011. O documento confirma que houve a consulta da instituição, porém, ao serem informados dos procedimentos necessários para a homenagem, o próprio Instituto Lula optou pela desistência. A solenidade foi substituída pelo recebimento, por parte do ex-gestor, do Título de Cidadão Pessoense, concedido pela Câmara da Capital.

A nota da UFPB ressalta, também, que a instituição decidiu se pronunciar por causa da repercussão negativa do fato. A universidade, segundo o relato, passou a ser atacada nas redes sociais tanto pelos simpatizantes de Lula, quanto pelos seus adversários. “Para responder à consulta, nos termos de sua formulação, foram considerados os procedimentos internos necessários quanto ao cumprimento de exigências institucionais, que envolvem ritos do Cerimonial, convocação de Assembleia Extraordinária do Consuni, traslado de conselheiros e avaliação logística do local proposto para a solenidade de entrega do título”, disse a nota.

“Ao retomar o contato com a presidência do PT, para ajustes e providências, esta Universidade foi avisada que a organização nacional da agenda do ex-presidente havia optado pelo recebimento do Título de Doutor Honoris Causa noutra oportunidade. Sem a confirmação do evento solene, não houve, portanto, recusa ou suspensão da entrega do título por parte da UFPB. Deu-se por encerrada a momentânea tratativa, que é de rotina para cerimônias dessa natureza”, destacou.

NOTA PÚBLICA

O Gabinete da Reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), considerando inconsistentes as reiteradas versões disseminadas em redes sociais e na imprensa sobre a entrega de título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, informa:

1. A honraria universitária foi concedida pelo Conselho Universitário (Consuni) em 2011, e a UFPB foi consultada pela presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) do estado da Paraíba sobre a possibilidade de realização da cerimônia de entrega do título no dia 26 de agosto de 2017, em local fora das dependências da Universidade, quando do planejamento da agenda geral do agraciado na capital paraibana;

2. Para responder à consulta, nos termos de sua formulação, foram considerados os procedimentos internos necessários quanto ao cumprimento de exigências institucionais, que envolvem ritos do Cerimonial, convocação de Assembleia Extraordinária do Consuni, traslado de conselheiros e avaliação logística do local proposto para a solenidade de entrega do título;

3. Ao retomar o contato com a presidência do PT, para ajustes e providências, esta Universidade foi avisada que a organização nacional da agenda do ex-presidente havia optado pelo recebimento do Título de Doutor Honoris Causa noutra oportunidade. Sem a confirmação do evento solene, não houve, portanto, recusa ou suspensão da entrega do título por parte da UFPB. Deu-se por encerrada a momentânea tratativa, que é de rotina para cerimônias dessa natureza.

4. As inteligências universitária e paraibana sabem que a repetição de uma narrativa não tem, por si só, o poder de transformá-la em uma verdade. Sabem, também, que manifestações permeadas de agressividade gratuita e desinformação não estão à altura de suas grandezas, e não permitem, assim, injustiças a pessoas e à nossa Instituição.

Finalmente, a Administração Superior da UFPB reafirma sua crença nos princípios e valores inerentes à transparência, ao diálogo e ao respeito às divergências, sempre motivadas pela verdade e movidas pela delicadeza, com a certeza de que a UFPB deve ser a soma do que há de melhor em cada um de nós.

João Pessoa, 15 de agosto de 2017.

GABINETE DA REITORIA

Estado e municípios pagam empresas proibidas de contratar com serviço público

Licitações de empresas somam R$ 129 milhões e gestores terão que justificar contratos

André Carlo Torres cobra providências dos gestores públicos. Foto: Divulgação/TCE

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba identificou que o governo da Paraíba e várias prefeituras estão admitindo contratos com empresas punidas por irregularidades. Legalmente, elas não podem contratar com o serviço público. Ao todo, 68 gestores foram notificados pelo órgão de controle. O levantamento realizado durante auditoria detectou que as licitações em questão envolvem o montante de R$ 129 milhões.

O presidente do Tribunal de Contas, André Carlo Torres Pontes, encaminhou um ofício circular, na manhã desta sexta-feira (18), alertando os gestores paraibanos que estão promovendo esses certames. Ele ressaltou que têm aparecido neles os nomes de pessoas físicas e jurídicas com restrições e sanções em vigência. Na planilha encaminhada aos gestores, além das informações sobre o vencedor do certame, está observada a data da homologação do procedimento, os valores licitados, o tipo de sanção, a identificação do órgão sancionado, além do período inicial e final da penalidade.

A orientação do TCE é para que os gestores convoquem representantes dessas empresas ou pessoa física vencedora da licitação constante da relação, para coletar justificativas “acerca da situação sancionatória na qual se encontra e/ou regularizar a pendência”. “É mais uma ação de cunho pedagógico que o TCE, por meio do acompanhamento de gestão, realiza junto aos seus jurisdicionados, dentro das atribuições legalmente conferidas ao Tribunal, como órgão de controle externo”, destacou o presidente André Carlo.

Segundo ele, algumas sanções se aplicam aos gestores que contrataram as empresas. “Cabe ao gestor notificar as empresas para que elas apresentem justificativas e eles se previnam, para que os contratados não voltem a repetir práticas irregulares na Paraíba”, alertou.

Confira a relação das empresas proibidas

Prefeitura descarta projeto de Paulo Niemeyer para revitalizar falésia do Cabo Branco

Neto de Oscar Niemeyer veio a João Pessoa para visita à Estação Ciência e vai propor projeto para a área

Paulo Niemeyer apresenta proposta complementar para a barreira do Cabo Branco. Imagem: Reprodução/TV Câmara

Durante entrevista ao Jornal da Paraíba, Paulo Niemeyer apresentou as linhas da proposta que pretende apresentar. Ressaltou, no entanto, que a decisão de aceitar ou não caberá ao prefeito Luciano Cartaxo. “Fomos convidados para realizar uma análise e elaborar um projeto para a recuperação e proteção da falésia, que sofre um processo de erosão”, explicou Paulo, que presidente o Instituto Niemeyer. Segundo ele, o projeto da Estação Ciência, Cultura e Artes, elaborado pelo avô em 2006, previa uma intervenção na área. “Mas o projeto foi executado apenas parcialmente, e pretendemos começar um novo, do zero, mais modernizado. As soluções de 10 anos atrás podem não ser as mesmas de hoje”, acrescenta.

O problema e o que inviabiliza qualquer projeto agora, segundo Josival Pereira, é que já existe uma proposta pronta, fruto de estudos pagos pela prefeitura. Esse projeto já elaborado foi licitado e vai ser executado quando o Eia-Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente) for aprovado pelo órgão licenciador, no caso, a Superintendência de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Sudema). Os estudos preveem intervenções no mar, com a instalação de gabiões, e no continente, com obras de drenagem e colocação de rochas calcárias na base da barreira. A obra tem orçamento previsto de R$ 84 milhões. “Os estudos já foram feitos e o projeto já está pronto”, disse o secretário.

A proposta de Niemeyer, segundo ele reforçou, visava o complemento da construção da Estação Ciência. Os estudos realizados até agora mostram que a infiltração da água da chuva na área, provocada pela supressão da mata nativa, tem fragilizado a barreira. O projeto proposto por Paulo, por isso, foca na preservação da falésia, na reutilização de água e eficiência energética; a expectativa dele é que a proposta seja apresentada à prefeitura até dezembro. “Estaremos trabalhando com uma equipe multidisciplinar para pensar as melhores soluções turísticas e ambientais para a falésia do Cabo Branco. Acreditamos que, com isso, quem ganha é o meio ambiente e a população de João Pessoa”, concluiu.

 

Governo federal vai leiloar aeroportos de João Pessoa e Campina Grande

Terminais paraibanos estão entre os 13 que serão repassados à iniciativa privada

Aeroporto Castro Pinto entra no radar de privatizações do presidente Michel Temer. Foto: Felipe Gesteira

O governo federal vai repassar os aeroportos Castro Pinto, localizado em Bayeux, na Grande João Pessoa, e João Suassuna, em Campina Grande, para a iniciativa privada. A decisão foi anunciada após reunião nesta quinta-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro contou com a participação dos ministros Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Maurício Quintellada, da Aviação Civil. Foi analisada a possibilidade da formação de três blocos, envolvendo 13 aeroportos. O lote é menor que o pensado por Quintella uma semana antes, quando ele revelou a intenção de levar a leilão 19 terminais.

Com a medida, que ainda está em estudo, o governo estima arrecadar mais de R$ 6 bilhões. A medida visa melhorar o caixa do governo para 2018. Entre os aeroportos, está o de Congonhas, em São Paulo. O anúncio oficial será feito após a reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que deve ocorrer no próximo dia 23. Nordeste, os terminais de Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro (CE), Campina Grande (PB), Maceió (AL) e Recife (PE) serão incluídos. No Centro-Oeste, serão leiloados os aeroportos de Sinop, Alta Floresta, Cuiabá e Barra do Garça. Já no Sudeste, além de Congonhas, serão repassados à iniciativa privada os aeroportos de Vitória e Macaé (RJ).

O leilão do Congonhas ocorrerá de forma separada dos demais. Ainda não está definido o modelo do leilão, mas o governo não descarta a possibilidade de a primeira rodada ocorrer ainda este ano.

 

 

Sindicância do CRM faz Jullys Roberto reduzir licença médica de 121 para dez dias

Investigação se mostrou um santo remédio e parlamentar vai tirar outros 114 dias para tratar assuntos particulares

Aníbal Marcolino (C) foi empossado pelo presidente da Assembleia Gervásio Maia. A solenidade foi acompanhada também por Jullys Roberto e Branco Mendes. Foto: Nyll Pereira

A investigação anunciada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) se mostrou um santo remédio para o deputado estadual Jullys Roberto (PMDB). O parlamentar, após negociação com o governador Ricardo Coutinho (PSB), tinha anunciado licença médica de 121 dias. O prazo seria usado para fazer exames e, talvez, uma nova cirurgia bariátrica. A primeira ocorreu há 12 anos e, ele relata, voltou a engordar. Com o afastamento, Roberto abre caminho para a posse do suplente, Aníbal Marcolino (PSD). Se a doença do peemedebista transformou Aníbal em governista, a sindicância do CRM praticamente curou o parlamentar.

Me explico melhor. Quando anunciou a licença, Jullys Roberto justificou a necessidade de um longo afastamento para tratar a doença. Admitiu, também, o envolvimento do governador na articulação para levar Aníbal para a Assembleia. O fato chamou a atenção do CRM. O presidente da entidade, João Medeiros, então, determinou a abertura de uma sindicância. O corregedor do Conselho Regional de Medicina, Wilberto Trigueiro, mandou notificar a Assembleia Legislativa. O objetivo era saber se realmente seriam necessários esses 121 dias para o tratamento.

Reprodução/DPL/ALPB/17/08/17

Caso fosse detectado o que Trigueiro classificou de uma “licença graciosa”, o médico responsável poderia ser alvo de processo ético. Quer dizer, o risco ainda existe. Mas vamos deixar isso de lado. Centremos a atenção no parlamentar. Isso foi o suficiente para gerar um desconforto sem tamanho em todos os escalões da Assembleia Legislativa. Simplesmente ninguém achava o tal documento emitido por médico atestando a necessidade de uma licença de 121 dias. A CBN João Pessoa questionou a Secretaria Legislativa e a Junta Médica, mas, curiosamente, ninguém dava notícia do tal documento protocolado na semana passada.

O mistério foi solucionado no decorrer do dia, quando o Diário do Poder Legislativo desta quinta-feira (17) finalmente foi publicado. A licença médica de Jullys Roberto será de apenas 10 dias. O restante do prazo, os outros 114 dias do afastamento, foi justificado com a necessidade de tratar assuntos particulares. Ou seja, dos 124 dias requeridos, apenas dez dias serão abonados pela Casa. O prazo de dez dias, vale ressaltar, é similar ao tirado pelo deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) para fazer uma cirurgia bariátrica.

Superado toda a celeuma, Aníbal Marcolino foi empossado na tarde desta quinta-feira, sem nenhum holofote. De agora e enquanto durar a licença de Jullys Roberto, ele estará na Casa em defesa da gestão socialista. Marcolino assumiu postura crítica em relação ao colega de partido e prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. A sua chegada à Casa vem revestida por uma estratégia de enfrentamento ao prefeito. Marcolino, inclusive, já anunciou que vai pedir a desfiliação da atual sigla. Ele já deixou claro que a missão dada será cumprida.

Câmara arquiva CPI para investigar contrato da gestão de Ricardo Coutinho

Escândalo que ficou conhecido como Caso Desck diz respeito à suposta compra de carteiras escolares

Mesa Diretora seguiu recomendação da assessoria jurídica da Casa. Foto: Olenildo Nascimento

O presidente da Câmara de Vereadores de João Pessoa, Marcos Vinícius (PSDB), mandou arquivar a CPI do Caso Desk. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi protocolada no ano passado pela vereadora Raíssa Lacerda (PSD). O objetivo da proposta era investigar o contrato firmado para a compra de carteiras escolares ainda durante a gestão do então prefeito da capital, Ricardo Coutinho (PSB). A decisão da Mesa Diretora foi justificada com a informação de que o parecer jurídico emitido pela Procuradoria da Casa mostrou que o pedido não preenchia os requisitos necessários para justificar a apuração.

A proposta da vereadora era apurar supostas irregularidades na compra de carteiras escolares por parte da prefeitura de João Pessoa junto às empresas Desk Móveis e Produtos Plásticos Ltda. e Delta Produtos e Serviços Ltda. O contrato foi executado na época em que o hoje governador Ricardo Coutinho comandava a capital. O parecer da procuradoria justificou que o pedido não poderia ser atendido “por falta de atendimento aos requisitos constitucionais e regimentais”. A decisão foi tomada com base no parecer de nº 090/2017 da Procuradoria do Legislativo pessoense. A Procuradoria avaliou que o pedido não preenche os requisitos impostos pelo Regimento Interno da Casa.

O parecer também leva em conta que tramita no Ministério Público uma ação para investigar a suposta irregularidade do chamado “Caso Desk”. “Segundo o requerimento de instauração de CPI em questão, o Ministério Público Estadual ajuizou o processo nº 00009264-10.2013.815.2001 contra as empresas citadas e outras pessoas físicas em virtude das alegadas irregularidades cometidas da gestão do citado contrato”, afirma a Procuradoria, no documento, que conclui: “…o fato apontado como determinado não é capaz de justificar a inauguração de uma investigação parlamentar. Diante do exposto, opinamos pelo não preenchimento deste requisito”.

O pedido de instalação da CPI para que fosse apurado um suposto superfaturamento na compra das carteiras escolares foi feito pela bancada de situação da Câmara em março deste ano. Ainda aguardam decisão da Casa outros três pedidos de instauração de CPI, todos protocolados pela bancada governista.

Gervásio confirma posse de Aníbal Marcolino nesta quinta-feira na Assembleia

Parlamentar vai assumir vaga aberta com a polêmica licença médica de Jullys Roberto

Aníbal Marcolino volta para a Assembleia Legislativa através de uma articulação do governador Ricardo Coutinho. Foto: Divulgação/ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB), marcou para as 10h desta quinta-feira (17) a posse do suplente de deputado Aníbal Marcolino (PSD). O parlamentar assume a vaga de Jullys Roberto (PMDB), que pediu licença médica de 121 dias. Marcolino chega à Casa com nova postura ideológica. Ao invés de ferrenho adversário do governador Ricardo Coutinho (PSB), agora vai figurar na bancada governista. A articulação para a chegada dele ao cargo, vale ressaltar, contou com articulação do governador. Houve muita polêmica, também, sobre a necessidade de licença médica de Roberto.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), João Medeiros, não gostou nada de saber que, entre as justificativas para a licença, o deputado alegou uma articulação gestada no Palácio da Redenção. Medeiros então anunciou a instauração de uma sindicância para apurar a postura dos médicos responsáveis pela recomendação de afastamento. O procedimento foi aberto pelo corregedor da entidade, Wilberto Trigueiro. No primeiro momento, após a notícia da investigação, houve jogo de empurra entre os servidores do Legislativo em relação à licença médica. Na Secretaria do Legislativo da Casa, a informação dada nesta quarta-feira foi de que não havia nada por lá. A diretora da Junta Médica da Assembleia Legislativa, Dayse Queiroga, falou ao repórter da CBN João Pessoa, Marcelo Andrade, que nada foi protocolado por lá também.

Jullys Roberto alegou em entrevista recente (atualmente ele tem fugido dos repórteres) que vai se afastar para fazer uma revisão da cirurgia bariátrica realizada há 12 anos. Ele alegou que voltou a ganhar peso. O problema é que passou a enfrentar receio em relação à sindicância do CRM. Depois de muita procura, o secretário do Legislativo, Severino Motta, alegou que a licença médica já está em análise. Apesar da pressa para a posse de Marcolino, no entanto, ninguém tem dado certeza de quando ela vai acontecer na Assembleia Legislativa. O próprio líder do governo, Hervázio Bezerra (PSB), disse não fazer conta da articulação.

Alheios à ameaça do CRM, uma reunião foi realizada no final da manhã desta quarta, com a presença de Gervásio Maia. Nela ficou acertada a posse do suplente para a manhã desta quinta-feira. O corregedor do CRM disse que a apuração terá curso e que serão analisados outras licenças médicas concedidas para parlamentares da Casa. Caso fique comprovada concessão “graciosa” do benefício, haverá abertura de processo ético contra o médico.