LP menos importante dos Beatles, Yellow Submarine faz 50 anos

Neste domingo (13), faz 50 anos que os Beatles lançaram o LP com a trilha da animação Yellow Submarine, da qual eram personagens.

O lançamento ocorreu menos de dois meses depois que o Álbum Branco chegou às lojas e coincidiu com o momento em que o grupo estava sendo filmado para o que viria a ser o documentário Let It Be.

O disco só tem canções dos Beatles no lado A.

Das seis faixas, quatro eram inéditas: Only a Northern Song, It’s All Too Much, All Together Now e Hey Bulldog.

Yellow Submarine já aparecia no LP Revolver, de 1966, e All You Need Is Love, num single de 1967.

O lado B contém a trilha instrumental que George Martin escreveu para o filme.

Pepperland é a mais bela dessas faixas compostas por Martin.

Yellow Submarine é o disco menos importante dos Beatles.

Seu maior pecado é não conter todas as canções do quarteto que estão no desenho animado.

Em 1999, já na era do CD, a compilação Yellow Submarine Songtrack resolveu o problema, ao reunir 15 músicas dos Beatles que estão no filme. Todas devidamente remasterizadas.

Mas, dessa vez, os temas instrumentais de George Martin ficaram de fora.

O colecionador precisa dos dois.

CD Esher Demos, dos Beatles, é verdadeiro presente de Natal

Parece difícil de acreditar, mas, no Natal de 2018, há CD inédito dos Beatles no mercado.

Sim. É verdade.

O disco se chama Esher Demos.

É uma preciosidade absoluta.

O que é, afinal, Esher Demos?

Se esse lançamento fosse há uns 25 anos, no auge da MTV, diríamos que era um unplugged dos Beatles.

Ou, mais precisamente, a versão unplugged do Álbum Branco.

Mas o MTV unplugged é coisa do passado.

Vou, então, chamar Esher Demos de um rascunho do Álbum Branco.

O CD, com 27 faixas, faz parte das edições comemorativas dos 50 anos do White Album.

Na edição standard, a única lançada no Brasil, vem o álbum original com seus dois discos + o CD bônus Esher Demos.

Esher é o lugar onde o beatle George Harrison tinha uma casa. Em 1968, depois do retiro espiritual na Índia, foi lá que o quarteto se reuniu para gravar as demos das novas canções. A maior parte delas estaria no álbum duplo que seria lançado em 22 de novembro daquele ano.

Esse material já correu o mundo em bootlegs, nunca num disco oficial, como agora. Oficialmente, no volume 3 do Anthology, em 1996, havia algumas poucas faixas das sessões de Esher. Mas não tantas como nesse Esher Demos.

As gravações têm boa qualidade técnica e mostram os Beatles “passando” 19 canções do Álbum Branco. As outras faixas ficaram para o Abbey Road ou para as carreiras solo.

Esher Demos deve ser ouvido como introdução ao Álbum Branco.

Em seguida, o ouvinte pode se deleitar com a nova mixagem do grande disco duplo que os Beatles lançaram em 1968. Exatamente há meio século, nesta quinta-feira 22 de novembro.

Os Beatles do “Álbum Branco” são os Beatles de 1968

O Álbum Branco dos Beatles está fazendo 50 anos.

O aniversário é no dia 22 de novembro, data em que o álbum duplo foi lançado no Reino Unido em 1968.

Mas a festa começou no dia nove de novembro, quando chegaram às lojas as edições comemorativas do cinquentenário do White Album.

O maestro e produtor George Martin, o quinto beatle, considerava o álbum excessivo.

Dois discos! 30 faixas! Era muito! – dizia Martin.

Paul McCartney nunca gostou dessa conversa.

É o Álbum Branco dos Beatles! Ponto final! – respondia Paul.

Fico com Paul.

O White Album é o oposto do Sgt. Pepper, o disco que os Beatles fizeram um ano antes.

O Pepper tem unidade, a despeito da diversidade que há nas canções. É uma suíte pop com começo, meio e fim para ser ouvida integralmente. Traz uma sonoridade inovadora para o universo do pop/rock.

O Álbum Branco não tem essa unidade. É desigual. Uma extensa coleção de canções díspares.

Há excesso de elementos na capa do Pepper.

A do Álbum Branco é toda branca.

O título do Pepper é quilométrico: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

O Álbum Branco nem título tem. Apenas o nome da banda: The Beatles.

Muitos dizem que o disco flagra o inicio dos estertores dos Beatles.

O próprio Lennon disse, certa vez, que era “John e a banda, Paul e a banda, George e a banda, Ringo e a banda”.

Ele devia estar com a razão. Mas, paradoxalmente, isso não faz com que o álbum seja menos Beatles. Eles estão no auge da criatividade e oferecem um repertório irresistível que vai da ingenuidade de Ob-la-di Ob-la-da, de Paul, à radical experiência de John (e Yoko) com música concreta em Revolution #9.

São extremos.

Entre eles, tudo é possível.

Helter Skelter, de Paul, antecipa o metal.

Julia, de John, é apenas uma terna canção de amor filial.

Em While My Guitar Gently Weeps, George leva Eric Clapton, um deus da guitarra, para tocar com os Beatles.

Em Blackbird, Paul canta pelos direitos civis.

Em Yer Blues, John cita Dylan.

Em Honey Pie, Paul faz a música do tempo em que seu pai atuava como músico amador.

Em Revolution, John responde aos manifestantes divididos entre a violência e a não violência.

Há um rock que mistura Berry com os Beach Boys para dialogar com os soviéticos.

Há um “parabéns pra você” criado coletivamente após uma alegre sessão de cinema.

Há um “boa noite, durma bem”.

Há um convite ao sexo: “por que não fazemos aqui mesmo na estrada?”.

Há crítica social com porquinhos inspirada em Orwell.

Há até uma canção de amor dedicada a uma sheepdog de nome Martha.

Há tantas outras coisas.

Algumas, há meio século, provocavam uma certa estranheza. Hoje, não mais. Ou será que sim?

O ano de 1968 foi marcante.

Os Beatles do Álbum Branco são os Beatles de 1968.

Os Beatles e seus mortos. RIP Geoff Emerick

O engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, morreu nesta terça-feira (02) nos Estados Unidos.

Ele tinha 72 anos.

Emerick teve um ataque fulminante do coração.

Os Beatles e seus mortos. Já são tantos.

Geoff Emerick está na memória afetiva dos fãs mais chegados.

Como engenheiro de som do quarteto, começou a atuar em 1966, na época do LP Revolver. Tinha somente 20 anos e era assistente do maestro e produtor George Martin, o quinto beatle.

Emerick gravou os Beatles da fase mais criativa e também mais conturbada. Foi testemunha de grandes experiências que viriam a se transformar em verdadeiros clássicos da música popular do mundo.

Muitos não o conhecem, mas seu nome está nas contracapas e fichas técnicas de inúmeros discos. Também é verbete da Ultimate Beatles Encyclopedia.

Emerick percorria o mundo falando do seu trabalho e da experiência com os Beatles. Esteve no Brasil há pouco.

Ontem, conversava com seu agente ao telefone quando teve o ataque cardíaco que o matou.

Melhor coletânea dos Beatles foi lançada em CD há 25 anos

Lançados em vinil em 1973, os discos duplos The Beatles/1962-1966 e The Beatles/1967-1970 , conhecidos como The Red Album e The Blue Album, foram editados em CD em 1993, 25 anos atrás.

Atualmente, estão no mercado com a remasterização de 2009.

Considero o conjunto de quatro discos a melhor coletânea do grupo.

A capa do Álbum Vermelho é a mesma de Please Please Me, primeiro disco dos Beatles.

A capa do Álbum Azul aproveita foto feita para o LP Get Back, que, com outra capa e outro repertório, se transformou em Let It Be.

Mas vamos falar um pouco sobre coletâneas dos Beatles.

A primeira coletânea oficial dos Beatles lançada no Reino Unido pela EMI foi A Collection of Beatles Oldies. Chegou às lojas para o Natal de 1966. Na era do CD, não foi relançada oficialmente. No Brasil – lembram? – simplificávamos o título e chamávamos o disco de Oldies.

Em 1987/88, quando a discografia oficial dos Beatles foi lançada em CD pela primeira vez, os singles foram reunidos num álbum duplo chamado Past Masters. Permaneceu em catálogo na remasterização de 2009.

Coletânea com cara de disco de carreira, Yellow Submarine Songtrack, como trilha da animação de 1968, é muito mais completa do que o LP original. Lançada em 1999.

No ano 2000, a compilação 1 se transformou num fenômeno mundial de vendas. Pretendia introduzir os Beatles ao público do novo milênio com 27 canções que, na década de 1960, alcançaram o topo das paradas.

Há outras  compilações oficiais dos Beatles, infelizmente retiradas de catálogo nas edições em CD.

Cito três: as duplas Rock’n’ Roll Music (1976) e Love Songs (1977) e a simples The Beatles Ballads (1980).

São ótimas coletâneas. Todas elas.

Mas (volto ao início do texto), quando o assunto é coletânea dos Beatles, o melhor material, o mais completo, o mais representativo, o mais extenso, é o que foi reunido nos álbuns duplos 1962-1966 e 1967-1970 .

É primoroso, por exemplo, se quisermos apresentar o trabalho do grupo aos garotos e garotas de hoje.

Compiladas em ordem cronológica, as 54 canções oferecem um retrato muito fiel dos Beatles. O repertório dos quatro discos tem grandes sucessos e uma ou outra música menos popular.

As edições que encontramos agora no mercado têm melhor qualidade sonora do que as de 25 anos atrás. Seduzem velhos e novos fãs. Mesmo os que possuem todos os álbuns do quarteto.

Single dos Beatles com Hey Jude e Revolution foi lançado há 50 anos

Segunda-feira, 26 de agosto de 1968.

Nos Estados Unidos, ainda com o selo Capitol, é lançado o novo single dos Beatles.

No lado A, Hey Jude. No lado B, Revolution.

Sexta-feira, 30 de agosto de 1968.

Já com o selo Apple, Hey Jude e Revolution chegam às lojas do Reino Unido.

50 anos depois, qualquer garoto dirá que Apple é o nome da empresa de produtos eletrônicos fundada por Steve Jobs.

Meio século atrás, era outra coisa. Apple era o nome da empresa fundada pelos quatro Beatles para, fundamentalmente, comercializar os discos do grupo e lançar novos artistas.

Os singles (no Brasil, compactos simples) da Apple eram lindos.

No lado A, o verde da maçã ainda inteira.

No lado B, o branco da maçã partida ao meio.

Hey Jude/Revolution foi o primeiro single com o selo Apple.

Hey Jude é uma balada de Paul McCartney. Letra e música de Paul, apesar da assinatura Lennon/McCartney.

Revolution é um rock de John Lennon. Letra e música de John, apesar da assinatura Lennon/McCartney.

Hey Jude – O Jude do título na verdade é Julian, filho de Lennon que sofria com a separação dos pais. McCartney escreveu a canção pensando no garoto, que estava com cinco anos. É uma das suas melodias mais marcantes. E tem o “na-na-na-na” do longo coro que fecha a gravação. Hey Jude dura sete minutos, mas isto não impediu o seu sucesso radiofônico. A música atravessou meio século e ainda hoje fecha os shows de Paul McCartney, emocionando plateias do mundo inteiro.

Revolution – É a resposta dos Beatles aos acontecimentos de 1968, ao tema da revolução. Essa resposta só podia vir de Lennon, o mais politizado dos quatro. Como há duas versões (a do single e, em seguida, a do Álbum Branco), Lennon preferiu a ambiguidade. Podem contar com ele para a revolução? Uma versão diz que sim, a outra diz que não. No compacto, Revolution é um rock visceral, pesado, cheio de guitarras saturadas – do jeito que John gostava.

50 anos se foram e cá estamos nós falando de Hey Jude e Revolution.

Parece que os Beatles faziam boa música, não é?

Tinha revolução, sim!, nos Beatles de 68

Em 1968, os Beatles lançaram dois singles e um álbum-duplo com 30 canções novas.

Produziram muito para uma banda em fim de carreira.

Em março, o primeiro single do ano:

Lady Madonna, de Paul McCartney, no lado A.

The Inner Light, de George Harrison, no lado B.

Um rock de Paul e mais uma incursão de George pela música indiana.

Em agosto, o segundo single do ano, o primeiro na Apple, o novo selo do grupo:

Hey Jude, de Paul McCartney, no lado A.

Revolution, de John Lennon, no lado B.

Com Hey Jude, os Beatles colocaram no topo das paradas (e nas programações radiofônicas) uma canção que durava sete longos minutos.

Com Revolution, dialogaram com um dos temas cruciais daquele ano: a saída é pela violência ou pela não violência?

Mas foram ambíguos. A música teve duas versões. Numa, Lennon diz que sim aos que querem a destruição. Na outra, diz que não.

Por fim, em novembro, o álbum-duplo intitulado The Beatles. Depois conhecido como The White Album.

A capa é o oposto do Sgt. Pepper de um ano atrás. O excesso de rostos e cores é trocado pelo mínimo. O nome da banda e o número do exemplar sobre o branco.

Era John e a banda, Paul e a banda, George e a banda, Ringo e a banda. Quem disse foi John Lennon.

Projetos individuais reunidos numa grande colagem.

O reggae que o mundo ainda não conhecia direito aparece com pouco molho no hit Ob-la-di Ob-la-da, de Paul McCartney.

Na outra ponta, com a ajuda de Yoko Ono, John Lennon faz musique concrete em Revolution 9.

São extremos.

Entre eles, tudo é possível – revela o irresistível repertório do álbum.

Helter Skelter, de Paul, antecipa o metal.

Julia, de John, é apenas uma terna canção de amor filial.

Em While My Guitar Gently Weeps, George leva Eric Clapton, um deus da guitarra, para tocar com os Beatles.

Em Blackbird, Paul canta pelos direitos civis.

Em Yer Blues, John cita Dylan.

Há um “parabéns pra você”.

Há um “boa noite, durma bem”.

Há um convite ao sexo: “por que não fazemos aqui mesmo na estrada?”.

Há crítica social com os porquinhos vindos de Orwell.

Há tanta coisa mais!

Os Beatles são os melhores, mesmo que não sejam mais um grupo.

Estão nos estertores de uma trajetória tão curta quanto luminosa.

O Álbum Branco traz os Beatles de 1968. Há 50 anos.

O maestro e produtor George Martin achou excessivo.

Dois discos! Música demais! Poderia ser um disco só!

Ao que Paul McCartney respondeu:

Ora! É o Álbum Branco dos Beatles!

“Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane” fazem 50 anos!

O single (no Brasil, compacto simples) dos Beatles com Strawberry Fields Forever e Penny Lane está fazendo 50 anos.

Nos Estados Unidos, foi lançado no dia 13 de fevereiro de 1967. No Reino Unido, no dia 17.

As duas canções (uma de John Lennon, outra de Paul McCartney) eram o prenúncio de algo extraordinário que estava em gestação: o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em junho daquele ano.

Strawberry Fields Forever e Penny Lane são reminiscências da infância em Liverpool. Os Beatles fazem a música nova do presente falando do passado.

Strawberry Fields Forever, embora assinada por Lennon/McCartney, foi composta por John Lennon a partir das lembranças que ele tinha de um orfanato do Exército da Salvação.

O registro inicial não indicava que a canção pudesse se transformar num dos pontos altos da discografia do grupo e num marco indiscutível do rock psicodélico. Os diversos registros (há até um bootleg com eles) confirmam que a canção cresceu no estúdio, enquanto era gravada. E, aí, temos que somar a melodia enigmática de John ao arranjo deslumbrante de George Martin.

Seguem áudio e vídeo, para reouvir e rever.

Penny Lane, igualmente atribuída à dupla Lennon/McCartney, foi composta por Paul McCartney.

A letra fala de uma rua de Liverpool. É uma balada com as marcas do inspirado melodista que Paul sempre foi, desde muito jovem. O solo de trompete de David Mason remete ao barroco e às influências da música erudita que os Beatles, via George Martin, incorporaram ao trabalho deles.

Vamos rever o vídeo oficial.

Strawberry Fields Forever e Penny Lane se completam em suas diferenças. São tão belas que formam um compacto sem lado B. Na época, a canção de Lennon provocou uma certa estranheza em alguns ouvintes, o que não ocorreu com a de McCartney. A passagem do tempo as fez igualmente poderosas.

Foram gravadas para o Sgt. Pepper, mas acabaram ficando de fora.

Flagram os Beatles num impasse. Depois do LP Revolver, após o fim das turnês, o que restaria a eles?

A resposta veio nesse single agora cinquentenário.

Com todos os significados que encerram, Strawberry Fields Forever e Penny Lane continuam fascinantes!

Filme sobre os Beatles termina com grande presente aos fãs!

Fui ao Recife ver os Beatles no cinema: Eight Days a Week, The Touring Years, o documentário de Ron Howard.

Começo com um registro: uma pena que João Pessoa, com suas 27 salas, tenha ficado de fora. O filme teve quatro dias de exibições nos cinemas brasileiros, e nós aqui não fomos contemplados.

Mas vamos ao que vi.

(Na foto, o diretor Ron Howard com Paul McCartney e Ringo Starr)

Antes de ver Eight Days a Week, o espectador que conhece os personagens faz uma pergunta crucial:

Ainda é possível oferecer algum ineditismo num filme sobre os Beatles?

Com suas 10 horas de duração, o documentário Anthology já teria esgotado o assunto em meados da década de 1990!

Os estagiários agora recrutados para procurar imagens inéditas conseguiram alguma coisa, mas terá sido suficiente? Certamente não!

O que há, então, de tão atraente no documentário de Howard?

O tema escolhido pelos realizadores! Esse é o segredo do filme. O tema e a competência com que foi tratado e transformado em cinema.

Eight Days a Weeks não é uma biografia dos Beatles com começo, meio e fim. É um retrato do quarteto tirado a partir dos anos loucos das turnês. E que retrato!

Quem conhece a trajetória do grupo entende, logo no início, que o filme deve terminar ali por volta de 1966, quando acabam as turnês. E é o que acontece. Mas resta algum tempo para o que veio depois: o Pepper, como disco mais importante e influente, e o que fizeram nos anos finais. Claro, porque era necessário dizer que, em 1969, já nos estertores, os rapazes tocaram ao vivo no telhado da Apple. Eight Days a Week termina com dois números do último show dos Beatles, dando a impressão de que estamos revendo, na tela grande, o documentário Let It Be.

A narrativa é ágil e eficiente. Entrevistas da época, shows, fãs, contexto histórico (o assassinato de Kennedy, a luta contra o racismo), além dos muitos depoimentos que comentam a cena de longe. Está tudo lá. A música conduz o filme. E puxa o espectador pelas mãos, entre a razão e a emoção, para que ele se deixe levar.

É irresistível!

E o desfecho, surpreendente, é um grande presente para quem ama os Beatles!

Depois que sobem os créditos, quando o filme acaba, há um bônus: o show do Shea Stadium restaurado em 4K com áudio remasterizado em Abbey Road!

Pois é! O show completo, com imagens inacreditavelmente belas e áudio que supera as limitações técnicas do registro original!

Ao jovem Paul, o repórter pergunta:

Qual será o papel dos Beatles na história da cultura ocidental?

O músico se surpreende:

Cultura? Isso é só diversão!

Já vimos que estava enganado! Felizmente!