Esgotados os ingressos para show de Roberto Carlos no Pedra do Reino

Esgotados os ingressos para o show que Roberto Carlos fará no Teatro A Pedra do Reino, em João Pessoa.

A apresentação será no dia 10 de dezembro.

A venda foi iniciada uma semana atrás com preços que variavam entre R$ 250 e R$ 800.

Roberto Carlos está em turnê mundial com o show Amor Sin Límite, título do CD que lançou no ano passado com canções em Espanhol.

Esta será a primeira vez em que Roberto Carlos cantará num teatro em João Pessoa.

Os fãs do Rei agora se perguntam: será que haverá um show extra?

Começa venda de ingressos para Roberto Carlos no Pedra do Reino

Começa nesta segunda-feira (23), às 10 da manhã, a venda de ingressos para o show de Roberto Carlos no Teatro A Pedra do Reino.

O show será no dia 10 de dezembro.

Os ingressos serão vendidos pelo site Eventim.

Vendas físicas na Mioche do Manaíra Shopping.

Plateia ouro: 400 (meia) e 800 (inteira).

Plateia prata: 300 (meia) e 600 (inteira).

Plateia bronze: 250 (meia) e 500 (inteira).

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O show de Roberto Carlos é sempre muito parecido. Como são os shows de Paul McCartney ou dos Rolling Stones. Não é defeito.

Uma série de sucessos, uma ou outra canção nova. A fórmula é essa. Não há grandes surpresas. Nem é necessário.

No caso de Roberto Carlos, o que é mais importante é a experiência de estar diante de um artista com a dimensão desse cantor a quem nós, brasileiros, há tantos anos chamamos de Rei.

O set list de hits percorre a carreira de Roberto Carlos. O show geralmente começa com um medley instrumental seguido de Emoções. E termina com Jesus Cristo e a distribuição de rosas.

As canções oferecem pequenos retratos do Rei. Falam do tempo delas e de como essas melodias e letras foram se inserindo na memória afetiva de milhões de pessoas. Isso está entre o que há de essencial no show de Roberto Carlos.

E há o seu extraordinário carisma, a voz tamanha, a grande banda conduzida pelo maestro Eduardo Lages.

Na música popular do Brasil, poucas coisas são tão boas quanto ver Roberto Carlos ao vivo.

Perde muitíssimo quem ainda não teve esse experiência.

Eu repito sempre!

Roberto Carlos no Pedra do Reino é presente de Natal antecipado

Roberto Carlos faz show em João Pessoa no dia 10 de dezembro.

Será no Teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

A venda de ingressos começa segunda-feira (23). O serviço está no fim da coluna.

Segue um texto em que percorro a extensa trajetória desse grande artista a quem chamamos de Rei.

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Roberto Carlos é o artista mais popular da música brasileira e um dos mais amados pelo público. Se voltarmos a 1965, podemos dizer que, àquela época, quando alcançou o topo das paradas com Quero que Vá Tudo pro Inferno, ninguém imaginava que o cantor que se consolidava como ídolo da juventude se transformaria nesta figura a quem chamamos de Rei – nem seus ouvintes, nem os críticos, muito menos os marqueteiros que criaram a Jovem Guarda, o programa de televisão comandado por Roberto todos os domingos na antiga TV Record.

Nascido em Cachoeiro do Itapemirim, Roberto Carlos Braga cantava desde menino. Começou a atuar profissionalmente no Rio de Janeiro em 1959, como crooner de boate. Suas primeiras gravações confirmam que tentou entrar na turma da Bossa Nova. Não conseguiu. O disco de estreia soava como um pastiche de João Gilberto. O caminho seguinte foi o rock, mas a contenção de sua performance vocal e o perfeccionismo que o acompanha desde cedo mostram que incorporou ao seu canto algo da lição de João, o homem que criou a batida da Bossa Nova ao violão ao gravar Chega de Saudade.

O espírito transgressor e a ingenuidade do rock primitivo estão presentes nas músicas que deram dimensão nacional a Roberto Carlos. E são marcas da Jovem Guarda. Mas os sinais de amadurecimento logo seriam notados. Como no disco Em Ritmo de Aventura, de 1967, que já incorpora ao seu repertório canções menos ingênuas e novos timbres fornecidos pelos arranjos de metais e pelas cordas. Ao se desvencilhar do programa de televisão, Roberto Carlos se curvaria às influências da soul music, adesão difundida nos discos gravados entre o final da década de 1960 e o início da de 1970.

Em 1970, gravou Jesus Cristo, inaugurando a extensa série de canções de inspiração religiosa. Em 1971, compôs (com o parceiro, Erasmo Carlos) Detalhes, que muitos costumam apontar como a melhor das suas canções. O espírito transgressor e a ingenuidade do rock primitivo ficavam para trás. Com a linha melódica toda construída a partir de dois acordes básicos (um maior, outro menor), em Detalhes, Roberto e Erasmo recorrem à fórmula simples, mas eficaz, que já tinham utilizado em Sentado à Beira do Caminho e que voltariam a usar diversas vezes dali por diante.

As imagens do documentário Uma Noite em 67, lançado em 2010, mostram que, aos 26 anos, em plena era dos festivais, Roberto Carlos já era um performer com total domínio do palco e da voz. Muito mais do que seus companheiros de geração. Mas a verdade é que o amadurecimento do grande artista que ele é só se deu plenamente na década de 1970. Tempo também em que consolidou uma relação única com o público, associando seus discos aos natais de milhões de brasileiros e se fazendo de fato merecedor do título de Rei, com o qual todos nós, afetuosamente, o tratamos já há várias décadas.

Curiosamente, Roberto Carlos não é uma unanimidade nacional. Ele ainda tem muitos críticos entre os ouvintes do que se convencionou chamar de MPB. Se pensarmos nas restrições que lhe são feitas, encontraremos desde os que defendem o argumento de que somente o repertório antigo é bom, até os que acreditam que suas canções sempre soam melhor nas vozes de outros intérpretes. Ou os que atribuem a Erasmo os méritos que teimam em não enxergar em Roberto. Parecem esquecer que nenhum artista conseguiu inserir tantas canções na memória afetiva dos brasileiros. E isto não é pouco.

Na última década do século XX, Roberto Carlos acabou quebrando a tradição do disco anual com canções inéditas. Na primeira do século XXI, fez duas coisas que nunca havia feito: rendeu-se ao formato acústico que a MTV difundiu em todo o mundo e dividiu um disco com outro artista. Em 2008, ao lado de Caetano Veloso, debruçou-se sobre o repertório de Antônio Carlos Jobim no instante em que eram comemorados os 50 anos da Bossa Nova. Ali, às vésperas de festejar meio século de carreira, Roberto voltou à bossa, por onde quis começar quando ainda era um cantor de boate.

Em 2012, o EP com Esse Cara Sou Eu vendeu tanto quanto seus velhos LPs. Em 2015, diante de uma plateia de convidados, regravou velhos sucessos com novos arranjos nos lendários estúdios londrinos de Abbey Road.

Da transgressão ingênua de Parei na Contramão ao grito ecológico de As Baleias, do erotismo de Cavalgada à manifestação de fé de Nossa Senhora – citaríamos dezenas de canções que oferecem um retrato de Roberto Carlos tirado a partir do que ele cantou. Mas ficaremos com quatro momentos emblemáticos: Quero que Vá Tudo pro Inferno, como síntese da sua rebeldia juvenil; Jesus Cristo, como a canção mais marcante do homem religioso; Detalhes, que se destaca entre as baladas maduras que falam de amor; e Emoções, sensível autorretrato que ele e Erasmo compuseram aos 40.

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Os ingressos serão vendidos pelo site Eventim.

Vendas físicas na Mioche do Manaíra Shopping.

Plateia ouro: 400 (meia) e 800 (inteira).

Plateia prata: 300 (meia) e 600 (inteira).

Plateia bronze: 250 (meia) e 500 (inteira).

Começa dia 23 venda de ingressos para Roberto Carlos no Pedra do Reino

Começa na próxima segunda-feira a venda de ingressos para o show de Roberto Carlos no Teatro A Pedra do Reino.

O show será no dia 10 de dezembro.

Os ingressos serão vendidos pelo site Eventim.

Vendas físicas na Mioche do Manaíra Shopping.

Plateia ouro: 400 (meia) e 800 (inteira).

Plateia prata: 300 (meia) e 600 (inteira).

Plateia bronze: 250 (meia) e 500 (inteira).

ROBERTO CARLOS VAI CANTAR NO TEATRO A PEDRA DO REINO

ROBERTO CARLOS vai cantar no Teatro A Pedra do Reino.

O show será no dia 10 de dezembro.

Os fãs do Rei, que costumam ver o artista em grandes e nem sempre confortáveis espaços (casas de shows, ginásios esportivos, até estádios), terão a rara oportunidade de assistir ao seu show no conforto de um teatro.

O Teatro A Pedra do Reino botou João Pessoa no circuito dos grandes shows da nossa música popular. Por lá passaram Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Gal Costa, Ney Matogrosso, Djavan, Erasmo Carlos, Paulinho da Viola, João Bosco e tantos outros.

Faltava Roberto Carlos.

E parecia impossível que fosse ocorrer.

Roberto Carlos em João Pessoa?

Já vimos no Forrock, Domus Hall, Ronaldão, Praça do Povo do Espaço Cultural, no velho ginásio do Astrea, etc.

Num teatro?

Era um sonho.

Logo será realidade!

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Começa na próxima segunda-feira a venda de ingressos para o show de Roberto Carlos no Teatro A Pedra do Reino.

Os ingressos serão vendidos pelo site Eventim.

Vendas físicas na Mioche do Manaíra Shopping.

Plateia ouro: 400 (meia) e 800 (inteira).

Plateia prata: 300 (meia) e 600 (inteira).

Plateia bronze: 250 (meia) e 500 (inteira).

Sérgio Moro, como é grande o meu amor por você!

Eu tenho tanto pra lhe falar

Mas com palavras não sei dizer

Como é grande o meu amor por você

Eu tinha oito anos, no final de 1967, quando essa canção foi lançada. Lembro como se fosse hoje.

Era a segunda faixa do disco novo de Roberto Carlos. Roberto Carlos em Ritmo de Aventura. O LP tinha as músicas do seu primeiro filme. Eu Sou Terrível, Quando, etc.

Como é Grande o Meu Amor por Você é uma sensível declaração de amor. No meio, tem um solo de flauta que parece conectar Roberto Carlos à MPB, marca de “qualidade” na qual o artista nunca foi inserido.

A canção se incorporou ao repertório de Roberto Carlos. É praticamente obrigatória no set list dos seus shows. Mais do que isso: está na memória afetiva de milhões de brasileiros.

Eu tenho tanto pra lhe falar

Mas com palavras não sei dizer

Como é grande o meu amor por você

É comum ouvir em casamentos. No altar, a noiva canta para o noivo. Ou o noivo canta para a noiva.

É comum também ouvir em velórios. Familiares e amigos se despedem do morto cantando.

São manifestações que colocam Roberto Carlos nas nossas deep areas. Ele pode não ter o selo da MPB, mas seu canto vem de regiões profundas do ser do Brasil.

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Domingo (30), a canção adentrou por um território ao qual – creio – ainda não pertencia. Sim. O das manifestações políticas.

Eu tenho tanto pra lhe falar

Mas com palavras não sei dizer

Como é grande o meu amor por você

Lá estava a multidão vestida de amarelo a cantar na Avenida Paulista.

E cantar para quem?

Ora! Para o ministro Sérgio Moro!

E com o aval de quem?

De Eduardo Lages!

E quem é Eduardo Lages?

É o maestro de Roberto Carlos!

Em cima de um caminhão, ao teclado, era Lages que puxava o coro.

Eu tenho tanto pra lhe falar

Mas com palavras não sei dizer

Como é grande o meu amor por você

A quem ama Sérgio Moro, não há o que dizer.

Mas se você – como eu – está entre os que não amam, não minimize essa declaração de amor.

Ela vem das mesmas deep areas que elegeram Bolsonaro presidente.

Qual é o Rei DO Reis?

Roberto Carlos?

Acho que cada um tem o seu.

Depende de muita coisa. Da idade. Do tempo em que ouviu. Das lembranças que traz. Das associações que a música permite. De alegrias. De tristezas.

Com Roberto Carlos, é assim mesmo. Não adianta negar.

A pergunta é por causa de Nando Reis. Ele acaba de lançar um CD chamado Não Sou Nenhum Roberto, Mas às Vezes chego Perto.

Qual é, então, o Roberto Carlos de Nando Reis?

Ou: qual é o Rei DO Reis?

As 12 músicas do repertório respondem.

Nando é de 1963. Fez 56 anos em janeiro.

Seria natural imaginar que, vindo de uma banda como Titãs, o Rei DO Reis fosse o do rock.

Mas não é.

O Roberto de Nando é o dos anos 1970. Tem a ver com a idade em que ele, garoto, adolescente, foi apanhado por aqueles discos de final de ano.

OK. Nossa Senhora é dos anos 1990. Alô, também. Mas o que predomina no repertório são canções da década de 1970. Algumas, muito conhecidas. Outras, nem tanto. As escolhas de Nando têm essa vantagem: fogem do óbvio.

Em Nossa Senhora, a letra é substituída por um solfejo. Peço permissão para “viajar”: ficou parecida com a valsa Bebel, de João Gilberto.

Em A Guerra dos Meninos, a letra não é cantada, mas declamada. E sabem por quem? Por Jorge Mautner. É incrível ouvir o Rei por Mautner.

Não Sou Nenhum Roberto é, sobretudo, um disco reverente, uma homenagem feita por alguém que ama o homenageado. Esse amor sem preconceito.

A reverência começa pela capa. Nando tal como Roberto na capa dos seus discos.

Que Nando não é nenhum Roberto, isso a gente sabe. Aliás, ninguém é. Seu CD é mais um trabalho dedicado ao cancioneiro do Rei.

Há o de Bethânia, o de Cauby, o de Ângela, o de Lulu, o de Teresa Cristina, o da banda RC na Veia. Ouvi-los, gostar deles, vai depender muito da relação de cada ouvinte com as gravações originais. Elas são muito marcantes, e Roberto Carlos é o melhor intérprete de si próprio.

O que há no CD de Nando Reis é o respeito profundo, a grande admiração, a consciência plena de quem é esse cara que a gente chama de Rei.

E o desejo de dizer tudo isso cantando.

Um THE BEST do Roberto Carlos que não é tão antigo assim

Somente o Roberto Carlos antigo presta.

Há essa discussão, sobretudo entre os detratores desse grande artista a quem chamamos de Rei.

Claro que, de um modo geral, na música popular os artistas parecem produzir melhor na juventude. Dos Rolling Stones a Chico Buarque, aconteceu com todos, não só com Roberto Carlos. Mas isso não quer dizer que, a partir de um certo momento da vida e da carreira, todas as novas canções sejam desprezíveis.

Nesta sexta-feira (19), Roberto Carlos faz 78 anos. Vou, então, fazer um THE BEST da sua fase, digamos, ruim. A compilação começa em 1982, um ano depois daquele que muitos consideram o último grande disco autoral do Rei, o LP que tem Emoções.

Na ordem cronológica, seguem as canções:

PENSAMENTOS

FERA FERIDA

O CÔNCAVO E O CONVEXO

CORAÇÃO

EU E ELA

ALELUIA

CAMINHONEIRO

APOCALIPSE

DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO

AMOR PERFEITO

AMAZÔNIA

TODAS AS MANHÃS

LUZ DIVINA

MULHER PEQUENA

NOSSA SENHORA

ALÔ

QUANDO DIGO QUE TE AMO   

EU TE AMO TANTO

AMOR SEM LIMITE

O CADILAC

ESSE CARA SOU EU

O romântico, o roqueiro, o religioso, o ecológico, o erótico, o nostálgico, o apaixonado – os vários ROBERTOS que conhecemos estão nessa lista, o cara que a gente chama de REI e que continua fazendo shows primorosos.

Se eu tivesse que escolher somente uma, entre essas 21 canções, ficaria com Alô, que é de 1994. Leva a assinatura de Roberto e Erasmo Carlos. Tocou um bocado, mas não foi um grande sucesso. É do momento em que o artista se preparava para quebrar a tradição do disco de final de ano.

Não por acaso, é a canção que Nando Reis escolheu para abrir o álbum que, neste 19 de abril, lança em tributo a Roberto Carlos.

“Você, meu amigo de fé, meu irmão, camarada…”

Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, João Bosco e Aldir Blanc. Há muitas parcerias famosas na música popular brasileira. Roberto e Erasmo Carlos é uma delas. Pouco se sabe, no entanto, da intimidade do trabalho dos dois. Até onde eles compuseram juntos? Um é mais melodista do que o outro? Um é mais letrista? Um faz tudo sozinho e coloca o nome do outro? Um é mais roqueiro em oposição ao que é mais romântico? Quem faz o quê? As perguntas são inúmeras quando os parceiros não revelam os métodos de trabalho, muito menos fornecem a real autoria de cada canção.

O livro de memórias Minha Fama de Mau não é revelador, embora Erasmo dedique um capítulo ao parceiro. Lá estão algumas histórias já conhecidas. Sentado à Beira do Caminho foi feita a quatro mãos. Exaustos, os parceiros não conseguiam terminá-la. Roberto adormeceu. Quando acordou, disse duas frases que completaram a canção: preciso acabar logo com isso/preciso lembrar que eu existo. Outro exemplo: Erasmo fez uma melodia, Roberto escreveu uma letra em segredo para homenagear o parceiro. O resultado é Amigo. Na primeira audição, apanhado de surpresa, Erasmo não conteve as lágrimas.

Podemos especular ouvindo a discografia de Roberto e a de Erasmo. O primeiro arrisca menos. O segundo transgride mais. O primeiro é um baladeiro. O segundo, um roqueiro incorrigível. Em Roberto, tudo sugere que o intérprete supera o autor. Em Erasmo, o que temos é um autor que interpreta suas canções. Roberto está sempre perto dos limites que estabeleceu para seu trabalho. Erasmo sai deles e flerta mais livremente com a turma da chamada MPB. Chega a ser um homem do rock’n’ roll que faz sambas, como no antológico Coqueiro Verde. Ou em Cachaça Mecânica, nitidamente inspirado em Chico Buarque.

Os dois se completam nas diferenças? Pode ser que sim. Com John Lennon e Paul McCartney, a parceria funcionava deste modo. Seja como for, o fato é que Roberto e Erasmo Carlos assinaram dezenas de canções que os brasileiros guardam cuidadosamente na memória e as associam às suas vidas. Nelas, enxergam seus amores, suas famílias, suas alegrias e tristezas. Passa por esta identificação a força incomum de Roberto Carlos. E não há quem possa negar que Erasmo Esteves, o garoto pobre do subúrbio carioca apaixonado por Elvis Presley, desempenhou um papel relevante na construção deste mito.

Morre Isolda, que compôs “Outra Vez” para Roberto Carlos

Você foi o maior dos meus casos

De todos os abraços

O que eu nunca esqueci

Quem não conhece esses versos?

São de Outra Vez, uma das canções mais populares do repertório de Roberto Carlos.

A sua autora, Isolda Bourdot (ou, simplesmente, Isolda), morreu neste domingo (16) vítima de um infarto. Tinha 61 anos. Será velada e enterrada nesta terça-feira (18) em São Paulo.

Isolda teve várias músicas gravadas por Roberto Carlos. Nos anos 1970, ela compunha em dupla com o irmão, Milton Carlos. A dupla se desfez em 1976, quando ele morreu aos 22 anos num acidente de carro.