Globo também quer saber quem mandou matar Marielle Franco

Neste sábado (14), faz dois anos dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A partir desta sexta-feira (13), o Globoplay disponibiliza para seus assinantes a íntegra da produção jornalística Marielle, O Documentário.

São seis episódios. O primeiro foi exibido pelo canal aberto da Globo na noite desta quinta-feira (12).

Quem matou Marielle?

Quem mandou matar Marielle?

Quais os motivos que levaram à execução de Marielle?

São as perguntas básicas feitas a partir de 15 de março de 2018, o dia seguinte ao crime, quando a notícia alcançou dimensão nacional e internacional.

Estamos entre a civilização e a barbárie.

Ao realizar esse documentário, a Globo fica com a civilização – afirmam os realizadores da série.

Dias atrás, quando foi feito o anúncio de Marielle, O Documentário, uma polêmica invadiu as redes sociais.

É que, simultaneamente, a Globo revelou que, em 2021, abrirá espaço em sua teledramaturgia para contar a história de Marielle Franco.

A escolha do cineasta José Padilha, de Tropa de Elite e O Mecanismo, para dirigir a série foi muito questionada pela esquerda.

Padilha é branco, Padilha é fascista – foi o que mais se ouviu.

Gritaram muito contra Padilha, mas deixaram de fora (uns por ignorância, outros por má fé) a informação de que a série será escrita por Antonia Pellegrino.

Quem é Antonia Pellegrino?

É a companheira do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL do Rio.

É preciso dizer algo mais?

Nesse Brasil polarizado de hoje, os dois extremos são contra a Globo.

A ultradireita está no poder, e o seu lado não é o da civilização.

E a esquerda parece não entender o quanto é importante que a Globo, com suas virtudes e seus defeitos, se debruce sobre a história de Marielle Franco.

Críticos da Globo vibram com Zezita no horário nobre da Globo

Zezita Matos é um dos grandes nomes do teatro paraibano.

Brilha também no cinema e na televisão.

Sua performance em Velho Chico foi um sucesso.

Agora, fez uma participação em Amor de Mãe.

É sempre incrível vê-la atuando.

Tem 78 anos e uma bela história de vida e arte.

*****

As redes sociais se encheram de registros sobre a presença de Zezita em Amor de Mãe.

O talento paraibano exibido para todo o Brasil – coisas assim.

Muito justo.

Mas algo chamou minha atenção.

Alguns críticos da Globo vibraram com Zezita Matos no horário nobre da Globo.

A chancela da Globo confirma seu talento?

Seria isto?

Querem saber minha opinião sobre esses comentários?

Acho de uma absoluta falta de coerência.

Ou, no fundo, revelam um amor nunca declarado pela inegável qualidade do que a Globo produz.

Patifaria? Canalhice? Não! O que o JN fez foi jornalismo!

Vi um jornalista de inquestionável experiência dizer que o presidente Jair Bolsonaro deu uma lição de jornalismo à Rede Globo em sua live na Arábia Saudita.

Chegamos a este ponto.

Bolsonaro dando lição de jornalismo à Globo. E um jornalista dizendo que sim.

Lição de jornalismo?

Quem deu foi o Jornal Nacional desta quarta-feira (30), com a repercussão e os desdobramentos da reportagem sobre o caso Marielle Franco, exibida na edição anterior.

O JN pinou? – a pergunta me foi feita ontem à noite.

Respondi que não.

O Jornal Nacional, mais uma vez, fez jornalismo.

Mostrou tudo.

Até as ameaças e os xingamentos do presidente à Globo.

A liberdade de imprensa e a liberdade de expressão ganham no momento em que um telejornal importante como o Jornal Nacional exibe aqueles trechos da live do presidente.

O porteiro do condomínio mentiu?

O Ministério Público disse que sim?

O filho do presidente provou que sim?

Há o dedo do governador Witzel nisso tudo?

Perguntas e respostas. Verdades e mentiras. Foi o que vimos no JN.

Canalhice?

Patifaria?

Não!

Jornalismo!

Bolsonaro só tem 10 meses de governo.

Ainda assistiremos a muitos capítulos dessa novela brasileira.

Globo faz jornalismo. Bolsonaro não reage como presidente

A manchete do G1 resume o que vimos no Jornal Nacional desta terça-feira (29):

Suspeito da morte de Marielle se reuniu com outro acusado no condomínio de Bolsonaro antes do crime; ao entrar, alegou que ia para a casa do presidente, segundo porteiro

Não adianta espernear.

A reportagem exibida no JN seguiu as regras do melhor jornalismo.

Contou toda a história que está aí resumida na manchete do G1, mas também informou que, no dia da execução de Marielle, o então deputado federal Jair Bolsonaro estava em Brasília, e não no Rio.

E ouviu o advogado do presidente.

Na Arábia Saudita, onde se encontra, Bolsonaro reagiu numa live durante a madrugada.

Estava descontrolado.

Xingou a Globo com palavras incompatíveis com uma manifestação pública de um presidente da República.

Não agiu como um presidente da República.

É o mínimo que se pode dizer.

Este episódio não pode ser banalizado.

JN chega aos 50 como o melhor noticioso da televisão brasileira

O Jornal Nacional completou 50 anos neste domingo (01/09).

Desagradarei muita gente (de esquerda e de direita) ao dizer o que penso do JN:

Não é só o mais importante, é o melhor noticioso da televisão brasileira.

A equipe do Jornal Nacional está sempre em busca da informação correta, bem checada, com espaço para os dois lados da notícia. Como, na universidade, a gente aprende que deve ser feito.

Mais do que isso:

Traz o mais completo resumo do que aconteceu no Brasil e no mundo e o faz seguindo um altíssimo padrão de qualidade.

É o óbvio ululante o que estou dizendo.

Mas não para todos.

Para boa parte da esquerda, o Jornal Nacional ajudou a dar o golpe que derrubou a presidente Dilma, botou Lula na cadeia e levou Bolsonaro ao poder.

Para a direita truculenta que chegou ao poder na eleição de 2018, o Jornal Nacional é coisa de comunista.

Claro que nem uma coisa nem outra.

O Jornal Nacional não faz diferente do que fazem os melhores veículos da chamada grande imprensa. A Folha, por exemplo.

É que a radicalização do jogo político no Brasil levou muita gente a não compreender o papel imprescindível da mídia – do jeito que ela é, com suas virtudes e seus defeitos – na nossa frágil democracia.

Notem que, para chancelar seus argumentos, a esquerda, nas redes sociais, recorre comumente à imprensa que ela tanto critica. Compartilha conteúdos da Folha, da Globo, até de colunistas reconhecidamente de direita.

Não me surpreende que a extrema direita veja comunistas na grande imprensa. É próprio da sua burrice, da sua ignorância.

Mas lamento que o campo progressista lide tão mal com a mídia, no lugar de ter uma visão crítica, de saber ler/ver/ouvir, identificando e respeitando as opções editoriais de cada um.

O Jornal Nacional chega aos 50 anos como o mais importante e melhor noticioso da televisão brasileira.

Nesse Brasil sob desconstrução, esse aniversário bem que pode suscitar oportunas reflexões para espectadores e para nós, jornalistas.

Nota em defesa de Miriam Leitão é marco no Jornal Nacional

A jornalista Miriam Leitão ia participar de uma feira literária.

Foi desconvidada por causa de ataques feitos por bolsonaristas nas redes sociais.

Nesta sexta-feira (19), num encontro com jornalistas estrangeiros, o presidente Jair Bolsonaro também atacou a jornalista. Disse que ela mentiu sobre ter sido torturada e vítima de abuso em instalação militar, durante a ditadura.

A fala do presidente causou indignação traduzida em longa nota lida por Renata Vasconcelos no Jornal Nacional.

A nota – firme, contundente, corajosa – registra que “é preciso dizer com todas as letras que não é a jornalista quem mente”.

Em tom de editorial, a nota traz necessário posicionamento da Rede Globo num momento em que o país é governado por um grupo de extrema direita e é um marco para o mais importante noticioso da televisão brasileira.

Segue, na íntegra, o texto lido no Jornal Nacional:

“O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta sexta-feira (19) um grupo de jornalistas estrangeiros para um café da manhã. Os jornalistas cobraram do presidente um comentário sobre o ato de intolerância de que foi vítima a jornalista Miriam Leitão, no fim de semana.

Miriam e o marido, Sérgio Abranches, participariam de uma feira literária em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Em redes sociais, foi organizado um movimento de ataques e insultos à jornalista, cuja postura de absoluta independência foi tratada como um posicionamento político de esquerda e de oposição ao governo Bolsonaro.

Em resposta aos correspondentes internacionais, o presidente Jair Bolsonaro disse que sempre foi a favor da liberdade de imprensa e que críticas devem ser aceitas numa democracia.

Mas, depois, afirmou que Miriam Leitão foi presa quando estava indo para a Guerrilha do Araguaia para tentar impor uma ditadura no Brasil e repetiu duas vezes que Miriam mentiu sobre ter sido torturada e vítima de abuso em instalações militares durante a ditadura militar que governava o país então.

Essas afirmações do presidente causam profunda indignação e merecem absoluto repúdio. Em defesa da verdade histórica e da honra da jornalista Miriam Leitão, é preciso dizer com todas as letras que não é a jornalista quem mente.

Ela foi presa e torturada, grávida, aos 19 anos, quando estava detida no 38º Batalhão de Infantaria em Vitória. No auge da ditadura de 64, em 1973, Miriam denunciou a tortura perante a 1ª Auditoria da Aeronáutica, no Rio, enfrentando todos os riscos que isso representava na época.

Narrou seu sofrimento aos militares e ao juiz auditor e esse relato consta dos autos para quem quiser pesquisar.

A jornalista foi julgada e absolvida de todas as acusações formuladas contra ela pela ditadura. A absolvição se deu em todas as instâncias.

É importante ressaltar que Miriam Leitão, ao longo dos governos do Partido dos Trabalhadores, foi também alvo constante de ataques. Não questionaram, como agora, o sofrimento por que passou na ditadura, mas a ofenderam em sua honra pessoal e profissional em discursos do ex-presidente Lula em palanques, e até mesmo a bordo de avião de carreira, quando Miriam Leitão ouviu insultos e ofensas por parte de militantes petistas, que então a chamavam de neoliberal e direitista.

Esses insultos, no passado como agora, em sinais trocados, apenas demonstram a maior das virtudes de Miriam como profissional: a independência em relação a governos, sejam de esquerda ou de direita ou de qualquer tipo.

A Globo aplaude essa independência, pedra de toque do jornalismo profissional, e se solidariza com Miriam Leitão”.

Uma solidariedade compartilhada por nós, seus colegas da TV Globo, da rádio CBN e do jornal “O Globo”.

Dos meus comunistas, cuido eu!

Antes da Copa de 70, o presidente Médici quis escalar Dadá para a Seleção Brasileira.

O técnico João Saldanha, que era comunista, reagiu:

O presidente escala os seus ministros, eu escalo os meus jogadores.

Saldanha foi demitido, e o Brasil foi tri no México com a equipe que ele montou.

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O jornalista Roberto Marinho, presidente das Organizações Globo, foi questionado pelo governo militar:

Tem muito comunista nas suas redações.

Dr. Roberto, reconhecidamente um homem de direita, reagiu:

Dos meus comunistas, cuido eu.

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João Saldanha foi um dos comunistas de Roberto Marinho.

As duas histórias são parecidas.

E são ótimas histórias.

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Não se faz bom jornalismo sem comunistas, assim como não se faz boa dramaturgia sem homossexuais.

A frase é atribuída a Roberto Marinho.

Realidade?

Lenda?

Não importa.

Quando a lenda é melhor do que a realidade (aprendemos com John Ford), imprima-se a lenda.

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Durante boa parte do século XX, o mundo era dividido em duas bandas.

Numa, estavam os Estados Unidos.

Na outra, a União Soviética.

O mundo sem essa divisão não cabia na cabeça de ninguém.

Digamos que a direita tinha razões de sobra para temer os comunistas porque de fato havia comunistas.

Hoje, temos no Brasil gente que vê comunistas onde não há comunistas.

A exaltação da ignorância está na moda.

Não acompanhar a cena cultural não descredencia o jornalista

Gente ligada à cena cultural (sobretudo a musical) de João Pessoa – artistas, produtores, público – me critica porque não vou aos shows dos artistas e grupos que estão em evidência na cidade.

Mais do que isso: porque não conheço o trabalho deles.

Em alguns, a queixa exposta nas redes sociais é cordial, civilizada.

Em outros, é grosseira, agressiva.

Alguém até sugeriu, com muito senso de humor, uma campanha que poderia ser chamada de Sílvio Osias saia de casa. Ou coisa parecida.

Vou confessar: me senti mais importante do que na verdade sou.

Sim. Porque sou apenas um jornalista.

Passei 40 anos dentro de redações, vivendo do meu salário, sem nunca ter recorrido (como alguns) a métodos duvidosos para ganhar (muito) dinheiro. E hoje, aposentado e chegando ao limiar da velhice, continuo fazendo o que sempre fiz: escrevendo.

Um comentário chamou minha atenção porque dizia que a ausência descredencia minha opinião.

É necessário falar sobre isto.

O autor do comentário pretendia descredenciar minha opinião em relação a outros assuntos. Não só àqueles relacionados à atual cena musical pessoense. É o que está dito no post.

Já disse e vou repetir: não sou obrigado a acompanhar esta cena musical.

O que não posso fazer é escrever sobre o que não vi, sobre o que não conheço. E isto, nunca fiz.

Para comentar a letra de uma canção de Chico Limeira (ouvi a música, vi o video, li a letra) ou para dizer que Seu Pereira não soube tocar Blowin’ in the Wind à guitarra (vi o vídeo), sejamos honestos, não preciso ir ao show deles.

Não conheço o trabalho dos dois.

Vi Chico Limeira e Seu Pereira pela primeira vez na homenagem que fizeram aos 30 anos das afiliadas da Rede Globo na Paraíba. Eles encerraram dois dos três especiais chamados Tempo de 30, exibidos no ano passado pelas TVs Cabo Branco e Paraíba.

De Chico, ouvi rapidamente algumas canções e gostei muito. De Seu Pereira, nunca ouvi nada.

Não escreverei, portanto, sobre o trabalho deles. Até que os conheça. Se, um dia, os conhecer. Se quiser conhecê-los. Com a liberdade de escolha que todos nós, jornalistas ou não jornalistas, temos.

Já atuei profissionalmente acompanhando a cena cultural da cidade. Os que hoje querem me descredenciar nem eram nascidos. Há muitos anos, deixei de acompanhar. Não tenho interesse.

Hoje, quem tem dever profissional de ver tudo é Gi Ismael, jovem repórter da TV Cabo Branco que todos os sábados diz na telinha qual é a boa na cidade.

Eu, não!

O tempo e a experiência me deram a liberdade de escolher sobre o que escrevo.

E escrevo sobre o que conheço.

Esses jovens açodados que escrevem tolices nas redes sociais me remetem a jovens açodados de 30 ou 40 anos atrás. Como não havia redes sociais, eles falavam tolices semelhantes na mesa de bar.

Hoje, cinquentões, votam em Bolsonaro!

Transferiram a intolerância e o ódio deles da esquerda para a direita!

Globo acerta ao afastar William Waack. Racismo é abominável!

Na infância, perguntei à minha mãe o que eram símbolos.

Ela respondeu que podiam ser coisas pequenas que falavam de coisas grandes.

E recomendou que eu prestasse atenção a eles.

Sobre William Waack, acusado de racismo e agora afastado da apresentação do Jornal da Globo:

Num ao vivo, após a solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, ele entrevistou Anitta, que acabara de se apresentar ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

A postura de Waack não foi respeitosa. Em síntese, parecia que ele humilhava a cantora com suas perguntas.

Na hora, lembrei dos símbolos da minha mãe. E passei a prestar atenção às posturas dele.

Por isso, talvez, não tenha me surpreendido com a fala abominável que ontem viralizou na Internet e rapidamente provocou o seu afastamento da bancada do JG.

O vídeo, minutos (ou segundos) antes de um ao vivo durante a cobertura das eleições americanas (a Casa Branca está ao fundo), mostra Waack reclamando de uma buzina:

Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar porque eu sei quem é. É preto. É preto!

A resposta da Globo foi rápida, acertada e coerente com um caminho adotado pela Rede.

Há uns dois anos, o Jornal Nacional abriu espaço para que Maria Júlia Coutinho se defendesse de ofensas racistas disseminadas nas redes sociais.

Recentemente, tivemos o caso de José Mayer, punido sob acusação de assédio sexual a uma figurinista, sua colega de trabalho.

Agora, William Waack.

A Globo fez o que deve ser feito! E ainda noticiou!

Intolerância, homofobia, misoginia, racismo! São coisas absolutamente abomináveis!

Sempre criticada por razões políticas e ideológicas, a Globo tem um posicionamento admirável em relação a esses temas, afinada com os avanços do mundo civilizado e da contemporaneidade.

Pena que tantos não queiram reconhecer!

Zezé Di Camargo, eu vi a ditadura sexta à noite na Rede Globo!

Para mim, foi um dos assuntos da semana:

Zezé Di Camargo, em entrevista a Leda Nagle, disse que não houve ditadura no Brasil.

Para ele, foi militarismo vigiado.

Fez pior: defendeu que os militares voltem para arrumar a casa e depois devolvam aos civis.

Repito o que já escrevi aqui:

O cantor perdeu uma grande chance de ficar calado!

Vendo TV, nesta sexta (15) à noite, pensei na entrevista de Zezé, a quem respeito como representante do nosso sertanejo pop.

Primeiro, por causa do penúltimo capítulo da super série Os Dias Eram Assim.

Durante uns cinco meses (vi todos os capítulos!), o tema ditadura militar no Brasil esteve presente na trama das 11 da noite da Globo.

É importante! É uma história que não pode ser apagada!

Antes que muitos repitam por aí o que Zezé Di Camargo disse.

Depois, vi Pedro Bial entrevistando Caetano Veloso.

Uma conversa que se estendeu por 60 minutos. Caetano e seus filhos, Moreno, Zeca e Tom, agora reunidos num show que estreia em outubro.

E lá estava também o tema ditadura militar no Brasil.

Conversando com Bial sobre a nova edição do livro de memórias Verdade Tropical, Caetano falou do período em que foi preso pelos militares. Ele e Gilberto Gil.

O episódio da prisão é minuciosamente narrado num dos capítulos do livro.

Pois bem, Zezé, houve ditadura militar no Brasil, sim!

A foto que escolhi para fechar esse post é uma das mais fortes imagens da violência do regime de exceção que se estendeu por 21 anos:

O jornalista Vladimir Herzog morto no DOI-CODI, em São Paulo.