O psicopata Charles Manson roubou “Helter Skelter” dos Beatles

O psicopata Charles Manson morreu neste domingo (19) na Califórnia. Tinha 83 anos.

Manson cumpria prisão perpétua como líder da seita (a “Família Manson”) que assassinou a atriz Sharon Tate e mais sete pessoas.

Os crimes, ocorridos em 1969, transformaram Charles Manson num dos assassinos mais conhecidos do mundo.

Atriz de A Dança dos Vampiros, Sharon Tate era casada com o diretor do filme, o cineasta Roman Polanski.

Ela tinha somente 26 anos e estava grávida de oito meses e meio quando foi assassinada, no dia nove de agosto de 1969.

Em sua absoluta loucura, Charles Manson acreditava que os Beatles se comunicavam com ele através das letras das canções.

A música mais emblemática dessa “comunicação” é o rock Helter Skelter, de Paul McCartney, gravado e lançado em 1968 no Álbum Branco.

Helter Skelter, que McCartney canta até hoje em seus shows, é um rock sujo e pesado, que muitos consideram o marco zero do heavy metal.

Na abertura do documentário Rattle and Hum, de 1988, antes de cantar Helter Skelter, Bono Vox, o então jovem líder da banda irlandesa U2, diz:

Essa música, Charles Manson “roubou” dos Beatles. Nós a “roubamos” de volta!

Vejam o vídeo.

Agora, com Paul McCartney.

Fecho com uma lembrança da época do assassinato de Sharon Tate.

Eu tinha dez anos.

Numa banca, mostrei ao meu pai a cara de Manson na capa de uma revista e ouvi dele algo mais ou menos assim:

Não permita que, em você, esse crime horrível manche tudo o que há de importante na cultura hippie!

Antes de falar mal do funk, é preciso ouvir algumas coisas

“Funk-se quem puder

É imperativo dançar

Sentir o ímpeto

Jogar as nádegas

Na degustação do ritmo”

(Gilberto Gil, Funk-se Quem Puder)

Num desses concursos para escolher fãs que seriam recebidos por Paul McCartney, um dos vencedores foi um rapaz que gravou uma versão totalmente funk de A Hard Day’s Night.

Olhem ele aí, o de camisa branca.

McCartney postou o vídeo nas redes sociais.

Chamou sua atenção?

A minha, não!

O beatle Paul tem muita coisa funkeada nos seus discos.

Exemplos? Coming Up Dress Me Up As a Robber. A primeira, de 1980. A segunda, de 1982. Ele sabe o que é funk.

Não só ele.

O maestro Leonardo Bernstein, grande músico erudito, fã do jazz e dos Beatles, também sabia.

Isto é funkeado!

É o que ele, ao piano, diz às cantoras líricas com quem aparece, num documentário, ensaiando, no seu apartamento no Dakota, em Nova York, para a gravação de West Side Story.

O vídeo é de meados dos anos 1980.

Miles Davis, um dos gênios consumados do jazz, era outro que sabia. Basta ouvir On The Corner, de 1972. 

Vejam a capa.

Foi nesse disco que Gilberto Gil se inspirou para compor Essa É Pra Tocar no Rádio, gravada com Dominguinhos e o baixo estupendo de Rubão Sabino no nordestiníssimo Refazenda.

Tem muito funk em Quincy Jones, Stevie Wonder e Michael Jackson!

Tem também nos Rolling Stones! Black and Blue.

Tem no nosso inigualável Jorge Ben!

No Herbie Hancock de Head Hunters, notável demarcador de territórios.

E no bossanovista João Donato!

A Bad Donato, sua pshycodelicfunkyexperience.

Ah! Tem funk em tanta gente!

Por que, então, depreciamos o povo do Rio de Janeiro que releu o funk e, ao seu modo, fez deste uma das suas legítimas expressões?

Eu não deprecio!

Começo a semana com essas pequenas anotações estimulado pelo gesto de Paul McCartney.

Para ele, por muitos motivos, a versão funk de A Hard Day’s Night feita por aquele rapaz é criativa, inteligente, tem conteúdo social, liberdade – vai muito além dos vídeos (mesmo os melhores) com covers dos Beatles fiéis aos originais.

Paul é um extraordinário músico popular do seu tempo e compreende bem todas essas coisas.

Por que nós, seus ouvintes, não podemos compreender?

Salve o funk!

Estive a dois metros de Paul McCartney e fiquei paralisado!

Paul McCartney está no Brasil mais uma vez. Já fez Porto Alegre, São Paulo, hoje (17) faz Belo Horizonte e, em seguida, Salvador.

Uma vez, estive perto dele e fiquei paralisado. Verdade!

Conto essa história.

Paul McCartney ainda era muito jovem quando começou a se imaginar como um compositor de verdade. Talvez por influência do maestro George Martin, que lhe abrira os códigos da música erudita. Também por causa do pai, músico amador, que lhe despertara o gosto pelos grandes autores populares americanos.

Mesmo que pretendesse, Paul jamais seria um erudito, até porque não tinha formação para isto, mas um brilhante artesão da canção popular. Fazendo o artesanato do seu tempo e não o do tempo do seu pai. Um autor contemporâneo de canções pop, de melodias feitas sob medida para a sua voz de sereia sílfide (a definição é do maestro Bernstein).

Um dia, McCartney conversou via Internet com gente do mundo inteiro. Tentei fazer uma pergunta, mas não consegui. Ele seria um novo Cole Porter? Porter como um referencial apontado pelo pai do beatle. Um tipo de compositor que fez, em seu tempo, algo que guarda certa semelhança com o que Paul criou muitos anos depois.

Canção popular bem feita, bonita, de fácil assimilação, que casa perfeitamente letra e melodia. E que gruda para sempre nos nossos ouvidos. Pensemos em I’ve Got You Under My Skin na voz de Sinatra. Ou em Penny Lane no registro dos Beatles.

Fiquei com isto na cabeça. Paul McCartney é um Cole Porter moderno. Claro que não custa reconhecer que Porter era muito mais talentoso, menos vulgar. Mas, afinal, Paul é um rocker.

Em 2010, estive a dois metros dele na frente do Morumbi, em São Paulo. Encostado numa grade de segurança, ao lado de mais umas 40 pessoas, vi o músico sair do carro que o levava para o hotel, 24 horas antes do primeiro show que faria na cidade, e nos cumprimentar com um aceno.

Tive vontade de gritar: “Sir Paul, you are a modern Cole Porter!”. Mas faltou coragem. Ou iniciativa, tal foi o impacto de estar somente a dois passos do mais musical dos Beatles.

Perdi uma oportunidade única de pronunciar a frase diante dele. Seria ridículo? Qual seria a sua reação? Ficaria feliz com a comparação? Diria um “muito obrigado” em seu precário Português?

“Sir Paul, you are a modern Cole Porter!” – a frase ficou comigo, enquanto ele entrava no carro cercado por batedores e sumia em poucos segundos.

Deixei a comparação de lado e fiz o que todos ao meu lado fizeram: peguei o celular para dizer a alguém que estivera diante de Paul McCartney. E que não conseguira ao menos tirar uma foto. Ou gravar uma imagem em movimento. Nada.

Como se o desejo de fazer o comentário sobre Porter tivesse atrapalhado aquele momento.

Ei, ela é gay!, disse Paul McCartney ao pai da garota

A cena ocorreu num show de Paul McCartney no estado americano da Georgia.

Na plateia, a jovem Becka exibia um cartaz.

Estava escrito:

Por favor, me ajude a dizer à minha família que eu sou gay!

O beatle mandou chamar a garota ao palco. Perguntou se havia mais alguém da família na plateia. Ela disse que sim: o pai!

Paul, então, foi rápido e certeiro:

Ei, pai, ela é gay!

Becka ficou emocionada e ganhou um autógrafo.

Vejam o vídeo.

O gesto confirma. Paul McCartney envelheceu (está com 75 anos) fiel aos muitos sonhos de liberdade da sua geração.

Os Beatles nasceram há 60 anos no salão de festas de uma igreja

O dia era seis de julho de 1957. Portanto, há 60 anos. Se há uma data que pode ser tomada como a do nascimento dos Beatles, é essa.

Foi quando John Winston Lennon e James Paul McCartney se conheceram. John ainda não tinha 17 anos. Paul acabara de fazer 15.

John levou a banda dele – The Quarry Men – para se apresentar num evento no jardim de uma igreja, em Liverpool.

Era tudo muito rudimentar. Os garotos mal tocavam seus instrumentos. Ninguém podia imaginar que em poucos anos o líder daquele grupo de skiffle se transformaria numa das figuras mais importantes da música popular do seu tempo.

Paul estava na plateia. Ele e sua guitarra, com a qual tinha muito mais intimidade do que o futuro parceiro. Depois do show, os dois foram apresentados por um amigo comum no salão de festas da igreja.

Inicialmente, Lennon não foi tão receptivo. Mas não resistiu ao talento musical de McCartney quando ouviu a voz de autêntico rocker e viu os acordes e riffs da sua guitarra em Twenty Flight Rock, sucesso de Eddie Cochran.

A música que Paul tocou para John é esta que vemos no vídeo a seguir:

John Lennon tocava guitarra com alguns acordes de banjo ensinados por Julia, sua mãe. Paul McCartney conhecia melhor o instrumento e já aprendera os acordes corretos para tocar rock’n’roll.

Os dois tinham os mesmos sonhos. Queriam ser músicos, formar uma banda, tocar rock.

O encontro naquele remoto seis de julho de 1957 mudou as suas vidas. Ali, começou uma grande amizade, além de uma extraordinária parceria musical e da formação dos Beatles.

O resto é História.

O rock será o que nós fizermos dele – disse John Lennon.

E foi!

Paul McCartney, o mais musical dos Beatles, faz 75 anos

Paul McCartney faz 75 anos neste domingo (18).

É um dos grandes compositores de música popular do seu tempo. Nos Beatles ou longe deles, Paul escreveu canções que o tornaram autor de um invejável songbook, realizando um sonho que talvez tenha começado quando seu pai, músico amador, lhe apresentou ao cancioneiro americano da primeira metade do século passado. Um parâmetro e tanto para quem queria compor.

Paul McCartney é amado e respeitado no mundo inteiro. É praticamente uma unanimidade. Mas nem sempre foi assim.

Na segunda metade dos anos 1960, no momento em que os Beatles trocaram o palco pelo estúdio e produziram seus discos mais criativos, não era pequeno o número de fãs que queriam atribuir a John Lennon, e não a McCartney, todas as ideias inteligentes que enxergavam no grupo. Como se Paul fosse apenas um bom moço com talento para compor melodias bonitas. Não sabiam dos vínculos que estabeleceu com o que havia de mais contemporâneo no mundo das artes na Londres daquela época, nem do seu interesse pelas vanguardas da música erudita.

Não se trata de diminuir a importância de Lennon, sua inquietação, sua ligação com as artes de vanguarda através de Yoko Ono, seu engajamento político. Não. Apenas de dimensionar corretamente o papel desempenhado por McCartney dentro dos Beatles.

Ele era o mais musical dos quatro, o que melhor se desenvolveu como compositor, o que escreveu o maior número de grandes canções.

Não foi à toa que, em 1967, concebeu o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, marco na carreira do grupo e em todo o pop/rock. O álbum é sua obra-prima, uma suíte que enobrece o rock com seu repertório e sua sonoridade.

Aos 23 anos, em 1965, McCartney escreveu a canção mais gravada da era do disco. Yesterday, que gravou acompanhando-se ao violão, com cordas arranjadas pelo maestro George Martin, pode ter sido o primeiro sinal de que os Beatles iriam amadurecer rapidamente e deixar para trás a ingenuidade que os seguiu no início da carreira.

No ano seguinte, assinava canções como Eleanor Rigby, Here, There and Everywhere e For No One. E, logo depois, Penny Lane, inspirada evocação da infância em Liverpool. Nas muitas baladas, mas também nos rocks, há uma fluidez melódica e um domínio do artesanato da canção no seu trabalho que o colocam no topo, se pensarmos nos demais compositores populares daquela geração.

McCartney brilhou como beatle e continuou brilhando após a dissolução do grupo. Criou o Wings, excursionou com a nova banda até que ela se dissolvesse e permaneceu em atividade intensa, sempre dividido entre os estúdios e os palcos. Flertou com a música erudita, mas sua praia é mesmo o popular de extremo bom gosto.

É um dos grandes artistas do século XX por tudo o que compôs e gravou. Aos 75 anos, continua percorrendo o mundo com seu show, carismático e generoso com os que têm a alegria de vê-lo de perto.

Tributo de McCartney é ao american songbook e ao pai

Mexendo nos discos de Paul McCartney.

Lembrando dos 75 anos que o mais musical dos quatro Beatles completa neste domingo (18).

Curiosamente, começo por um disco de exceção. O Kisses on the Bottom, em que Paul presta tributo ao american songbook.

O disco de Paul McCartney traz canções americanas que ele ouviu na infância, geralmente apresentadas pelo pai, que era músico amador. É um acerto com sua memória afetiva. O título é uma expressão de duplo sentido. Um deles, “beijos no traseiro”. É a tradução que fazemos assim que vemos o título na capa. A foto, no entanto, contrasta com o seu caráter chulo: Paul cheio de flores nas mãos, como um autêntico amante à moda antiga, prestes a fazer a felicidade da mulher que ama.

Paul McCartney é um roqueiro que, no fundo, sempre quis fazer canções como Cole Porter e os irmãos Gershwin. E bem que tentou, algumas vezes. Na época dos Beatles, em When I’m Sixty Four e Honey Pie. Ou Your Mother Should Know. Depois, na carreira solo, em You Gave Me the Answer e Baby’s Request. Há outras, mas essas são as principais. Também usou, em Here, There and Everywhere e Honey Pie, uma introdução cantada antes da melodia propriamente dita, modelo que temos tanto em Home como em Always ou Bye Bye Blackbird (que estão no CD). São lembranças inevitáveis quando se ouve Kisses on the Bottom. E a confirmação da presença dessas músicas na vida de Paul.

É gigantesca a lista dos que já gravaram os standards da música americana. Os grandes cantores dos Estados Unidos, negros ou brancos, adoram essas canções. Mas não só os de lá. Há mais de 10 anos, Caetano Veloso se debruçou num disco inteiro sobre o cancioneiro americano (A Foreign Sound), incluindo músicas mais recentes e não apenas aquelas anteriores ao advento do rock’n’ roll. Rod Stewart achou que um era pouco e fez cinco CDs, não disfarçando o caráter ultra comercial da empreitada de qualidade duvidosa. Paul McCartney tinha o dever de não repetir Stewart. Era necessário produzir algo muito melhor. Kisses on the Bottom confirma que ele, felizmente, conseguiu.

McCartney já tinha gravado standards. No disco destinado ao mercado soviético, na década de 1980, tem Don’t Get Around Much Anymore e Summertime. Mas executados por uma banda de rock, ao lado de vários clássicos do rock’n’ roll primitivo. Em Kisses on the Bottom, à exceção de duas canções de sua autoria, dedicou um disco completo aos standards. E com ao menos três escolhas muito positivas. A primeira: convidou um grupo de jazz (o da pianista canadense Diana Krall) para acompanhá-lo. A segunda: não cedeu à tentação, como quase todos, de escolher um repertório óbvio. A terceira: atuou apenas como cantor. E ainda se deu ao luxo de usar o mesmo microfone de Nat King Cole.

Se quisermos, poderemos procurar os defeitos do disco. McCartney não está na praia dele, dirão alguns. Por isto, não fica totalmente à vontade com o repertório, nem com a sonoridade da banda de Diana Krall. Ou: gravou canções que são muito melhores com outras vozes, das damas negras do jazz aos cantores brancos como Sinatra. É tudo verdade. Mas estes argumentos não diminuem o charme do CD. Nós, que amamos os Beatles, sabemos o quanto o american songbook foi fundamental na formação musical de Paul. E que, um dia, ele inevitavelmente se dedicaria a este repertório. Nem que fosse só para prestar um tributo ao pai. Bom que tenha deixado para fazer na velhice.

O Sgt. Pepper botou a banda pra tocar há 50 anos!

Nesta quinta-feira (01/06), faz 50 anos do lançamento do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (o álbum saíra seis dias antes no Reino Unido).

Prefiro o Abbey Road, o Álbum Branco, o Revolver. Muitos fãs preferem.

Mas o Pepper é o disco mais importante dos Beatles. O mais ousado, o mais influente, o mais marcante. Aparece quase sempre como o disco mais importante do rock.

O álbum é uma suíte pop com 13 faixas coladas.

Nasceu quando os Beatles gravaram Strawberry Fields Forever (de Lennon) e Penny Lane (de McCartney). As duas lembranças da infância em Liverpool ficaram de fora do LP, saíram em single, mas estão para sempre associadas ao impulso criativo que gerou o Pepper.

Sgt. Pepper é disco de uma banda. Se há, porém, alguém que pode ser de fato mencionado como autor do projeto, esse alguém é Paul McCartney.

A ideia é mais dele do que dos outros. O conceito, a capa. A predominância do autor no repertório. É fruto do interesse de Paul pelos eruditos contemporâneos, pela arte de vanguarda, pelo que ele viu e ouviu na Londres da sua juventude. (Está tudo no livro Many Years From Now).

A despeito disso, há grandes momentos autorais de John Lennon (Lucy, Mr. Kite) e um número de música indiana que insere George Harrison no projeto de forma brilhante. Ringo Starr faz seu número com uma pequena ajuda dos amigos.

O Pepper é diferente do que os Beatles faziam até então, apesar dos sinais claros que estavam no Revolver. É, a um só tempo, novo e velho. Ou vai buscar o novo no velho.

Sempre me pareceu assim. Rompe, define caminhos, diz como vai ser dali por diante. Mas evoca a bandinha da cidade interiorana, o espetáculo de circo, as cordas e a harpa a acompanhar um lied de um tempo remoto, o ritmo americano que embalava o pai de Paul.

Tudo dando forma a um produto que era, naquele junho de 1967, o que havia de mais contemporâneo no rock.

O ponto alto, a coda dessa grande suíte pop, se chama A Day in the Life. Duas canções distintas (uma de John, outra de Paul) que foram fundidas como se fossem uma só. A orquestra de muitos músicos, soando atonal, produzindo música aleatória, conduz o ouvinte ao majestoso acorde final.

O maestro e produtor George Martin, peça fundamental na engrenagem do Pepper, conta a história do disco no livro Summer of Love, The Making of Sgt. Perpper, leitura importante para quem ama os Beatles.

Leia o livro, ouça o disco. Celebre os 50 anos do Pepper!

Moore! Roger Moore!

Morreu o ator Roger Moore. Aos 89 anos, travou uma breve luta contra o câncer, informam as agências.

Moore se notabilizou no papel de James Bond, o agente 007.

Teve a difícil tarefa de substituir Sean Connery, o primeiro e o melhor de todos. O eterno Bond!

Cumpriu bem. Foi o segundo melhor da franquia.

Fez sete filmes. Quando deixou o papel, já tinha quase 60 anos.

Era Sir Roger Moore. Marcou uma época.

Fecho com Paul McCartney: Live and Let Die.