Dia do Rock: Chuck Berry Fields Forever!

Chuck Berry, um dos fundadores do rock. Com sua guitarra e os riffs que criou.

Strawberry Fields Forever, a canção deslumbrante que John Lennon compôs no tempo dos Beatles.

Em 1978, ao difundir sua adesão ao rock, Gilberto Gil prestou atenção nas sonoridades semelhantes (Chuck Berry, Strawberry) e fez “Chuck Berry Fields Forever”. É assim:

E assim gerados

a rumba, o mambo, o samba, o rhythms and blues

tornaram-se os ancestrais, os pais

do rock’n’ roll

Rock é nosso tempo, baby

rock’n’ roll é isso

Chuck Berry fields forever

os quatro cavaleiros do após calipso

o após calipso

rock’n’ roll, capítulo um

versículo vinte

sículo vinte

século vinte e um!

Hoje cedo, falei das bandas. Posto agora a canção de Gil como homenagem a Chuck Berry. E a tantos artistas (Elvis, Dylan, Hendrix) que não mencionei.

Projeto McCartney é atração neste sábado no café da Usina Cultural

Waldir Dinoá

The McCartney Project é o show que Waldir Dinoá faz neste sábado (02) em João Pessoa. O repertório, com 29 músicas, reúne canções da época dos Beatles, do grupo Wings e da carreira solo de Paul McCartney.

O show, com duração de duas horas e meia, será apresentado às 21h no café da Usina Cultural da Energisa, no bairro de Tambiá.

Waldir Dinoá não é só um fã dos Beatles. É um estudioso do trabalho do quarteto e também da carreira solo de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Ele já apresentou The McCartney Project no Recife e agora está trazendo o show para João Pessoa.

Segundo Dinoá, o conceito do projeto é o mesmo em que se baseiam os shows que Paul McCartney vem realizando há mais de dez anos em suas turnês ao redor do mundo. Não faltarão homenagens a John Lennon e George Harrison, garante Waldir Dinoá.

No show, Dinoá, que toca baixo, guitarra e teclado, é apoiado por quatro músicos: Duda Jorge (guitarra e baixo), André Casimiro (guitarra), Nuno Mello Jr. (teclados) e Edu Montenegro (bateria).

No repertório, ele próprio destaca clássicos compostos por Paul na época dos Beatles (como “Let it Be” e “Get Back”), do grupo Wings (como “Band on the Run” e “Jet”) e na carreira solo (como “Coming Up”).

Aos fãs dos Beatles, Waldir Dinoá avisa: “we’re gonna have a party!”.

Michael, Lennon, Elvis, a morte na mídia

Michael Jackson

“Tudo em Michael Jackson é feito de matéria pop: sua grande música, sua grande dança, sua vida mínima. Em nossos dias, só ele tem a mesma carga de popismo de Marilyn ou Elvis ou Elizabeth Taylor. Perto dele, Madonna parece uma mera teórica”.

Quem disse, em 1993, foi Caetano Veloso. Na época, Michael Jackson ainda não enfrentava as dificuldades com que conviveu nos seus últimos anos. “Dangerous” não fora tão bem sucedido quando “Thriller” ou “Bad”, mas mantinha o artista em evidência com sua música e não com a exposição da sua intimidade.

Se tomarmos como parâmetros a dimensão dos artistas, a surpresa e a repercussão na mídia, a morte de Michael Jackson é comparável a duas outras mortes das quais fui contemporâneo. A de Elvis Presley e a de John Lennon.

Parecido com Michael, Elvis foi encontrado morto em sua mansão depois de uma parada cardiorrespiratória. Diferente dos dois, Lennon foi morto a tiros por um fã quando voltava para casa.

A morte de Elvis Presley, em agosto de 1977, ocupou os principais espaços da mídia. O impacto inicial, o velório em Memphis, a descoberta de que o cantor usava drogas – tudo era notícia naqueles dias em que acompanhamos a cobertura pela televisão, jornais e revistas.

A morte de John Lennon, em dezembro de 1980, surpreendeu o mundo e transformou em fato sem importância a primeira visita do presidente eleito Ronald Reagan a Nova York. Todas as atenções se voltaram para o edifício Dakota, cenário do assassinato e, em seguida, da vigília dos fãs.

A morte de Michael Jackson, em junho de 2009, chegou pela Internet. Enquanto, na noite do dia 25, o Jornal Nacional dizia, em sua escalada, que o astro pop sofrera uma parada e estava num hospital em Los Angeles, um site americano dedicado a celebridades já dera a notícia.

A repercussão da sua morte foi ainda maior do que a de Elvis ou a de Lennon por causa da rede mundial de computadores cuja existência era coisa de ficção-científica tanto em 1977 quanto em 1980.

A música, síntese de elementos riquíssimos criados pelos negros americanos, e a dança fizeram de Michael Jackson o maior astro pop depois da geração de Elvis e da dos Beatles. Ele representou seu tempo com talento, graça, charme e elegância como nenhum outro que vimos dos 1980 para cá.

O menino que esbanjava talento nos tempos do Jackson 5, o adolescente que cantava baladas como “Ben”, o adulto recordista de vendas com “Thriller” – a música e a dança de Michael Jackson arrebataram milhões de fãs, mas não devolveram a felicidade que lhe foi roubada na infância.

Michael Jackson morreu há sete anos, no dia 25 de junho de 2009.

Sir Paul maduro e um pouco triste

Na sessão “Meus discos”, vou escrever sobre aqueles discos que me são mais caros. Os que têm um lugar especial na minha discoteca. Começo com um de Paul McCartney, aniversariante do dia.

TUG OF WAR

Paul McCartney

De 1982. Para mim, está na lista dos melhores discos de Paul McCartney. Marca o reencontro dele com o produtor dos Beatles, George Martin, e é o primeiro trabalho depois da morte de John Lennon. Sempre me pareceu muito maduro e um pouco triste. Tem os duetos com Stevie Wonder e Carl Perkins, tem a balada “Wanderlust” (que soa como se fosse Beatles) e a declaração de amor a John em “Here Today”. Rock, balada, country, soul, um pouco de funk – McCartney lida com uma diversidade de gêneros com igual competência. Composições, vozes, arranjos, execuções, é tudo primoroso no disco. Ainda mais sob a batuta do maestro George Martin.

Tug