Gil, Gal e Nando Reis cantam em João Pessoa em outubro

Gilberto Gil, Gal Costa e Nando Reis vão cantar juntos em João Pessoa.

O show Trinca de Ases será apresentado no dia 13 de outubro na Domus Hall.

O encontro de Gil, Gal e Nando Reis ocorreu pela primeira vez em 2016, num show em Brasília, no centenário de nascimento de Ulysses Guimarães. A ideia foi do jornalista Jorge Bastos Moreno (que morreu há pouco), amigo de Gil e grande admirador do Dr. Ulysses.

Os três gostaram tanto da experiência que resolveram transformá-la num show para percorrer o país.

Está aí. O resultado se chama Trinca de Ases, que já passou por São Paulo e Rio de Janeiro e segue agora para outras cidades brasileiras.

Entre elas, João Pessoa, 13 de outubro!

Meu amigo, meu herói

Hoje (20) é o Dia do Amigo, leio nas redes sociais.

Tempo estranho esse em que vivemos.

Amigos físicos que não vemos, mas com quem falamos pelas redes sociais.

Amigos virtuais que nunca vimos e com quem só falamos pelas redes sociais.

Amigos físicos afastados pela intolerância política.

Amigos virtuais com quem parecemos ter afinidades.

Uns poucos amigos físicos que ainda se veem.

O analógico com dificuldades de se sobrepor ao digital.

Fiquem com os versos de Gilberto Gil em Meu Amigo, Meu Herói.

Amizade e solidão numa canção escrita há 37 anos.

Ó, meu amigo, meu herói
Ó, como dói saber que a ti também corrói
A dor da solidão
Ó, meu amado, minha luz
Descansa tua mão cansada sobre a minha
Sobre a minha mão
A força do universo não te deixará
O lume das estrelas te alumiará
Na casa do meu coração pequeno
No quarto do meu coração menino
No canto do meu coração espero
Agasalhar-te a ilusão
Ó, meu amigo, meu herói
Ó, como dói
Ó, como dói, ó como dói

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (III)

Vamos à última parte da lista de 75 músicas que fiz para festejar, nesta segunda-feira (26), os 75 anos de Gilberto Gil.

É uma síntese, sob minha ótica, do cancioneiro desse grande artista brasileiro.

ABRI A PORTA – 1979 (com Dominguinhos)

MEU AMIGO, MEU HERÓI – 1980

LUAR – 1980

PALCO – 1980

SE EU QUISER FALAR COM DEUS – 1980

DRÃO – 1981

ANDAR COM FÉ – 1982

EXTRA – 1983

A LINHA E O LINHO – 1983

PUNK DA PERIFERIA – 1983

O ROCK DO SEGURANÇA – 1984

PESSOA NEFASTA – 1984

TEMPO REI – 1984

VAMOS FUGIR – 1984

NOS BARRACOS DA CIDADE – 1985

ORAÇÃO PELA LIBERTAÇÃO DA ÁFRICA DO SUL – 1985

A NOVIDADE – 1986 (com Os Paralamas do Sucesso)

A PAZ – 1986 (com João Donato)

O ETERNO DEUS MU DANÇA – 1989

PARABOLICAMARÁ – 1991

HAITI – 1993 (com Caetano Veloso)

QUANTA – 1995

PELA INTERNET – 1996

MÁQUINA DE RITMO – 2002

NÃO TENHO MEDO DA MORTE – 2008

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (I)

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (II)

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (II)

Sigo com a segunda parte das 75 músicas que escolhi para festejar, nesta segunda-feira (26), os 75 anos de Gilberto Gil.

IANSÃ – 1972 (com Caetano Veloso)

MEIO-DE-CAMPO – 1973

PRECISO APRENDER A SÓ SER – 1973

CÁLICE – 1973 (com Chico Buarque)

LAMENTO SERTANEJO – 1973 (com Dominguinhos)

TRADIÇÃO – 1973

FILHOS DE GANDHI – 1973

LUGAR COMUM – 1974 (com João Donato)

COPO VAZIO – 1974

ELA – 1975

REFAZENDA – 1975

PAI E MÃE – 1975

RETIROS ESPIRITUAIS – 1975

CHUCK BERRY FIELDS FOREVER – 1976

ESOTÉRICO – 1976

SÃO JOÃO, XANGÔ MENINO – 1976 (com Caetano Veloso)

SANDRA – 1976

A GAIVOTA – 1976

SÍTIO DO PICA-PAU-AMARELO – 1976

DE ONDE VEM O BAIÃO – 1976

REFAVELA – 1977

REALCE – 1979

SUPER-HOMEM  –  A CANÇÃO – 1979

REBENTO – 1979

TODA MENINA BAIANA – 1979

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (I)

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (III)

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (I)

Gilberto Gil faz 75 anos nesta segunda-feira (26).

Para festejar, escolhi 75 músicas de sua autoria (algumas feitas em parceria).

É uma lista pessoal que posto aqui em três partes.

Fica como um retrato do artista tirado por mim.

FELICIDADE VEM DEPOIS – 1962

PROCISSÃO – 1964

EU VIM DA BAHIA – 1965

VIRAMUNDO – 1965

LOUVAÇÃO – 1965 (com Torquato Neto)

LUNIK 9 – 1966

AMOR ATÉ O FIM – 1966

DOMINGO NO PARQUE – 1967

FREVO RASGADO – 1967 (com Bruno Ferreira)

ELE FALAVA NISSO TODO DIA – 1967

MARGINÁLIA 2 – 1967 (com Torquato Neto)

SOY LOCO POR TI, AMÉRICA – 1967 (com Capinan)

PANIS ET CIRCENSIS – 1968 (com Caetano Veloso)

GELEIA GERAL – 1968 (com Torquato Neto)

BATMACUMBA – 1968 (com Caetano Veloso)

DIVINO, MARAVILHOSO – 1968 (com Caetano Veloso)

CÉREBRO ELETRÔNICO – 1969

VOLKS-VOLKSWAGEN BLUE – 1969

AQUELE ABRAÇO – 1969

MAMMA – 1971

LADEIRA DA PREGUIÇA – 1971

ORIENTE – 1971

O SONHO ACABOU – 1971

EXPRESSO 2222 – 1971

BACK IN BAHIA – 1972

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (II)

75 músicas para festejar os 75 anos de Gilberto Gil (III)

Paraíba já teve dois ministros da Cultura. Terá mais um?

Gilberto Gil foi ministro da Cultura durante o primeiro mandato do presidente Lula e parte do segundo.

Deu status ao ministério, pelo grande artista que ele é, e realizou um trabalho reconhecido por sua importância e dimensão.

Lula valorizou a cultura ao levar um homem como Gil para a pasta.

Temer acabou com o ministério. Foi pressionado e recuou.

Errou com Calero, com Freire e com João Batista. Foi largado pelos três.

Agora, vemos o jovem deputado federal paraibano André Amaral cotado para o cargo.

A menção a um paraibano remete aos outros paraibanos que por lá passaram: Celso Furtado, no governo Sarney, e Ipojuca Pontes, no governo Collor.

O professor Celso era um intelectual de peso, um orgulho para nós, paraibanos.

O cineasta Ipojuca Pontes ajudou a destruir o cinema brasileiro.

E André Amaral?

Quem é André Amaral, se pensarmos no ministério da Cultura?

Preciso responder?

Gilberto Gil diz que é para pensar na morte todos os dias

Admirável a entrevista de Gilberto Gil no programa de Pedro Bial.

A morte como tema.

O tema tratado por um homem que fará 75 anos em junho e que, no ano passado, passou mais de 80 dias hospitalizado para tratar um quadro de insuficiência renal e hipertensão.

Um homem que orgulha o Brasil com sua música e suas atitudes.

Uma vez, num reencontro com Gil, no backstage de um show, disse a ele que havíamos perdido um amigo comum, o psiquiatra a quem chamávamos de Kali. E falei de outras mortes. Do meu único irmão. De Caixa D’Água, poeta das ruas de João Pessoa.

Ouvi como resposta:

Smetak me ensinou que devemos refletir todos os dias sobre a inevitabilidade da morte.

Lição transmitida. Lição que tento assimilar. Não é fácil.

Lição associada a outro tema: o envelhecimento.

Você é um menino!

Disse Gil a Bial, que está beirando os 60. Eu também estou. Faço 58 no dia em que Gil faz 75.

Outra de Gil, da época em que chegou aos 60 anos, 15 anos atrás:

É o limiar da velhice. 

Deve ser o momento em que se faz ainda mais necessária a reflexão diária sugerida por Smetak.

Gil é filho de um médico. Cresceu numa cidade pequena, vendo a morte de perto. As urgências que seu pai atendia, os pacientes que não conseguia salvar, os mortos velados nas casas.

Gil é luminoso. Luminoso na sabedoria acumulada. Luminoso na simplicidade. Nos gestos generosos. No afeto.

Falando da vida e da morte nas letras das suas canções.

Não Tenho Medo da Morte. Talvez a mais impactante. Não Tenho Medo da Vida. Essa foi pedida por Rogério Duarte, já com o câncer que lhe tiraria a vida.

Gosto muito de um samba de Gil dos anos 1970. Então Vale a Pena. Tão pouco lembrado! Simone gravou.

Fecho com ele:

Se a morte faz parte da vida

E se vale a pena viver

Então morrer vale a pena

Se a gente teve o tempo para crescer

Vocês gostam da canção italiana? Vamos ouvir Chiara Civello?

Estava lendo o delicioso texto de Martinho Moreira Franco sobre Jerry Adriani. Lembranças da série As 14 Mais e das canções italianas cantadas pelo artista que nos deixou domingo passado.

O texto me fez pensar no cancioneiro da Itália e me levou a um disco que, agora, sugiro aos leitores.

Canzoni, de Chiara Civello. Conhecem?

Vejam a capa.

A foto é uma homenagem à atriz brasileira Florinda Bolkan. Confiram.

Chiara Civello é uma italiana nascida em Roma há 42 anos. É uma cantora moderna de jazz, mas transita pelo pop, pela MPB.

Seu disco Canzoni, de 2014, foi lançado no mercado brasileiro em 2015. É um apanhado de standards da música do seu país. Tem muito a ver com a música brasileira por causa da sonoridade e das soluções harmônicas de alguns arranjos e também pelos convidados: Chico Buarque, Gilberto Gil e Ana Carolina.

Com Chico, Chiara faz Io Che Amo Solo Te. Com Gil, Io Che Non Vivo Senza Te. São verdadeiros clássicos do cancioneiro pop do mundo.

Vamos degustar? Fiquem com o vídeo de Chiara e Gil.

Acho irresistível!

 

Show vai comemorar os 40 anos de “Refavela”

Um show vai comemorar os 40 anos do LP Refavela. Lançado em 1977, é um dos melhores discos de Gilberto Gil.

O projeto está sendo preparado por Bem, filho de Gil. O show reunirá músicos da geração de Bem e terá a participação do homenageado.

As apresentações deverão ocorrer no segundo semestre no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

 

No Dia do Índio, viva o índio do Xingu!

Em 1977, na turnê Refavela, no momento em que ficava sozinho no palco, Gilberto Gil cantava uma música nova. Era Um Sonho.

Uma moda de viola composta como manda o figurino das modas de viola.

Foi gravada, na época, por Marcelo, um cantor que acabou não construindo uma carreira sólida.

Gil só veio a gravá-la em 1991, no disco Parabolicamará.

Quatro décadas se passaram desde a turnê Refavela, e a moda de viola de Gil continua me emocionando com seus versos que atravessam o tempo.

Hoje, Dia do Índio, lembro dela por causa do verso final:

Viva o índio do Xingu!

Ouçam (vejam) nesse vídeo de cinco anos atrás. Dediquem alguns minutos do seu tempo a Um Sonho.