Alceu, Elba e Geraldo cantam “Me Dá um Beijo”. Assista

Liberados quatro vídeos do show Grande Encontro 20 Anos.

Num deles, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo cantam Me Dá um Beijo.

Confiram.

Nos próximos dias, Grande Encontro 20 Anos chega às lojas.

O consumidor terá três opções: CD simples com os melhores momentos, DVD simples com a íntegra do espetáculo e combo com CD duplo e DVD simples, ambos com o show completo.

Sem Zé Ramalho, Grande Encontro não é mais o mesmo

Dois quartetos notáveis formados por artistas nordestinos para shows à base de vozes e violões:

Na década de 1980, Cantoria.

Na de 1990, O Grande Encontro.

No primeiro, Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

No segundo, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho.

O ano de 2016 marcou o retorno dos dois projetos. Cantoria voltou com seus quatro integrantes. Mas, com a ausência de Zé Ramalho, O Grande Encontro mantém o formato de trio já adotado nos anos 1990, no período em que Alceu Valença deixou o grupo.

Neste sábado (26), o público pessoense vê O Grande Encontro na Domus Hall.

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Confiram o set list do show:

1. Anunciação – Alceu, Elba e Geraldo
2. Caravana – Alceu, Elba e Geraldo
3. Me dá um beijo – Alceu, Elba e Geraldo
4. Sabiá – Alceu, Elba e Geraldo
5. Papagaio do futuro – Alceu e Geraldo
6. Moça bonita – Alceu e Geraldo
7. Sétimo céu – Geraldo
8. Parceiro das delícias – Geraldo
9. Dia branco – Geraldo
10. Só depois de muito amor – Geraldo
11. Bicho de sete cabeças II – Elba e Geraldo
12. Canta coração – Elba e Geraldo
13. Sangrando – Elba
14. Chão de giz – Elba
15. Na base da chinela – Elba
16. Qui nem jiló – Elba
17. Eu só quero um xodó – Elba
18. Candeeiro encantado – Elba
19. Ciranda da rosa vermelha – Alceu e Elba
20. Flor de tangerina – Alceu e Elba
21. Cabelo no pente – Alceu
22. La belle de jour – Alceu
23. Girassol – Alceu
24. Coração bobo – Alceu
25. Morena tropicana – Alceu
26. Ciranda da traição – Alceu, Elba e Geraldo
27. Táxi lunar – Alceu, Elba e Geraldo
28. Pelas ruas que andei – Alceu, Elba e Geraldo
29. Banho de cheiro – Alceu, Elba e Geraldo
30. Frevo mulher – Alceu, Elba e Geraldo

For all agora é nome de operação policial. Que tristeza!

For all. Para todos.

Durante muitos anos, a expressão em Inglês designou a provável origem da palavra forró.

Uma bela história cantada por Geraldo Azevedo.

Forró. Orgulho nosso. Música. Dança. Reunião em torno da música e da dança de uma região.

Hoje (18), leio com tristeza que “For all” agora é nome de uma operação deflagrada pela  Polícia Federal. Operação para investigar suposta sonegação de impostos no universo do chamado forró de plástico.

Já questionada esteticamente, a turma do forró de plástico agora está às voltas com a polícia.

A polícia investiga. Mais tarde, a justiça julga.

Não vou entrar no mérito. Apenas lamento.

Trilha sonora está entre as qualidades de “Velho Chico”

Há quanto tempo não ouvíamos Elomar numa novela da Rede Globo?

Lembro da voz dele em “Gabriela”, aquela dos anos 1970 estrelada por Sônia Braga.

Pois é! E Geraldo Vandré?

Nem lembro dele em nenhuma novela!

Mérito de “Velho Chico”. Colocar no horário nobre da televisão brasileira vozes como as de Elomar, Geraldo Vandré e Xangai.

Mas não somente eles.

Alceu Valença, Caetano Veloso, Chico César, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Legião Urbana, Maria Bethânia, Raul Seixas. E outros mais. Suas vozes, suas canções, compondo a trilha sonora de uma telenovela.

Muito já se falou das qualidades de “Velho Chico”. Acrescente-se mais esta.

Uma telenovela onde ouvimos a Suíte Correnteza, de Geraldo Azevedo, e o Réquiem Para Matraga, de Geraldo Vandré. Incelença pro Amor Retirante, de Elomar, e Triste Bahia, de Caetano Veloso. Ou, ainda, Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas.

Eu organizo o movimento, eu oriento o carnaval, eu inauguro o monumento no Planalto Central do país.

Que luxo! Uma novela na qual, todas as noites, esses versos de Caetano Veloso eram ouvidos logo na abertura.

Para ilustrar o texto, escolho uma das belezas da trilha. Barcarola do São Francisco, um dos três “movimentos” da Suíte Correnteza, de Geraldo Azevedo.

A trilha de “Velho Chico” está registrada em três CDs, um deles dedicado aos temas instrumentais.

Geraldo Vandré, aniversariante do dia, está “morto” há mais de 40 anos!

O compositor Geraldo Vandré faz 81 anos nesta segunda-feira (12). Resgato aqui parte de um texto que escrevi nos 80 anos dele. É um pouco do que penso sobre o autor de “Caminhando”.

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O advogado Geraldo Pedrosa de Araújo Dias vive em São Paulo, longe do ambiente em que se projetou nacionalmente na década de 1960. Por trás do advogado, há um artista: o compositor Geraldo Vandré. Este, está “morto” desde o lançamento de “Das Terras do Benvirá”, de 1973.

Ou desde aquela noite em 1968, quando conquistou o segundo lugar da etapa nacional do Festival Internacional da Canção com “Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei de Flores)”. Ali, a poucas semanas da edição do AI-5 e do endurecimento do regime militar, Vandré viveu o ponto alto de sua carreira. E a sua despedida.

O episódio que mais marcou o festival foi a disputa entre “Caminhando”, de Geraldo Vandré, e “Sabiá”, de Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque. Tom e Chico compuseram uma bela canção de exílio, mas o público queria a urgência dos versos de Vandré: “Vem vamos embora, que esperar não é saber/quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

O “pra não dizer que não falei de flores” do título remete aos versos que chamam de “indecisos” os cordões da não violência. A crítica a eles é tão inequívoca quanto a descrença (do autor) na vitória das flores sobre o canhão. Alguns ouvintes podem até se enganar, mas a letra não comporta dúvidas.

“Sabiá” foi defendida pelas irmãs Cynara e Cybele, do Quarteto em Cy. “Caminhando”, pelo próprio autor.

Voz e violão, dois acordes (um menor, outro maior) que se repetiam e uma letra que fazia a conclamação à luta armada. O suficiente para arrebatar a plateia, que não aceitou o segundo lugar conquistado por Vandré, muito menos o primeiro conferido a “Sabiá”. Ele tentou conter os que receberam a vencedora com uma vaia monumental. Disse que Tom e Chico mereciam respeito e pronunciou uma frase de efeito: “a vida não se resume em festivais”.

Era Geraldo Vandré, compositor notabilizado na era dos festivais, em sua última performance pública em terras brasileiras.

Vandré foi parceiro de Carlos Lyra, Gilberto Gil, Théo de Barros, Geraldo Azevedo, e tem, entre suas canções mais conhecidas, “Quem Quiser Encontrar o Amor”, “Fica Mal com Deus” e “Porta Estandarte”.

No festival da MPB de 1966, numa interpretação arrebatadora de Jair Rodrigues, sua “Disparada” (parceria com Théo) dividiu o primeiro lugar com “A Banda”, de Chico Buarque.

Em “A Canção no Tempo”, Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello comentam apenas duas músicas de Vandré: “Disparada” e “Caminhando”, o que sugere, talvez, que, nele, o mito se sobrepõe mesmo aos méritos.

Com o endurecimento do regime, Vandré deixou o Brasil. Quando voltou, muitos diziam que fora preso e que a tortura o deixara louco – uma lenda que convinha a setores da esquerda. Mas não era verdade. Ele não foi preso, nem torturado.

No retorno, negou o mito ao ponto de não querer ser reconhecido pelo nome que lhe deu dimensão nacional. E foi ainda mais longe ao compor “Fabiana” em homenagem à Força Aérea Brasileira. Mas seguiu cultuado pela esquerda.

Em 2014, subiu ao palco no show de Joan Baez em São Paulo, mas não cantou “Caminhando” com a musa da canção de protesto dos anos 1960. O silêncio de Vandré confirmava a “morte” do artista e a vida do advogado Geraldo Pedrosa de Araújo Dias.

Xangai, que está em “Velho Chico”, lança CD de voz e violão

Elomar não gosta de televisão. Como Xangai está sempre muito associado a Elomar, é fácil imaginar que ele também não gosta.

Surpresa! Xangai aparece em “Velho Chico”. Faz uma ponta como ator. E sua bela voz é ouvida na trilha da novela das nove.

Numa noite dessas, uma sequência de “Velho Chico” foi toda ilustrada por uma música de Elomar na voz de Xangai.

Pois bem, enquanto ouvimos sua voz na novela da Globo, temos o lançamento do seu novo disco. Chama-se apenas “Xangai”, tem a chancela do selo Kuarup e foi gravado à base de voz & violão. No encarte, ele conta os detalhes.

Conheci Xangai no Projeto Pixinguinha de 1979. Ficamos amigos. Produzi seu primeiro show em João Pessoa (1980) e acompanho com admiração sua carreira. Respeito muito suas escolhas, mesmo quando discordo delas.

Xangai é um daqueles artistas que correm por fora. E o faz como opção, por convicção de que deve ser assim. É uma necessária reserva de qualidade e independência.

Os que gostam ficam felizes quando ouvem a voz de Xangai na novela das nove porque, no fundo, torcem para que sua música chegue a um público mais numeroso. Ou porque é importante tê-lo onde parece improvável que isto aconteça.

Mas a praia de Xangai será sempre outra.

O CD traz o Xangai que ouvimos há quase 40 anos. Voz bela e expressiva, adornada por falsetes e por um modo de fazer a divisão que vem de Jackson do Pandeiro e passa por Gilberto Gil.

É a primeira vez que ele faz um disco só com voz e violão. Teve receio porque sabe das suas limitações com o instrumento, mas ficou muito bom.

Tem o Ataulfo Alves de “Meus Tempos de Criança” e o Zé Dantas de “Forró em Caruaru”. O Renato Teixeira de “Pequenina” e o Geraldo Azevedo de “Espiral do Tempo”. Jessier Quirino aparece em “Bolero de Isabel” enquanto Ivanildo Vila Nova é seu parceiro em “Ino no Cangaço”.

Revisitadas, “Estampas Eucalol” e “Água” me trazem a lembrança do Xangai de 35 anos atrás.

Um abraço saudoso pra ti, Eugênio Avelino!

O Grande Encontro está de volta, mas sem Zé Ramalho

O Grande Encontro está de volta. Mas incompleto. Um trio, não um quarteto. Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Muito bom, claro! Mas Zé Ramalho fará falta!

Os quatro se juntaram em 1996. Shows pelo país e um disco ao vivo. Uma versão mais pop da Cantoria que, na década anterior, reunira Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

No Grande Encontro 2 (um disco de estúdio), Alceu estava de fora. Também no Grande Encontro 3 (disco e DVD ao vivo).

Na versão 2016 do Grande Encontro, a formação de trio se repete. Sai Zé. Entra Alceu. Uma pena. Bom mesmo era o quarteto!

Rinah Souto faz releitura emocionada de “Talismã”, de Geraldo Azevedo

A cantora paraibana Rinah Souto, que está radicada em São Paulo, fez uma emocionada releitura de “Talismã” em vídeo postado no Facebook. A  canção integra (ao lado de “Caravana” e “Barcarola do São Francisco”) a suíte “Correnteza”, de Geraldo Azevedo, que está na trilha da novela “Velho Chico”.

No vídeo, Rinah aparece cantando “Talismã” acompanhada pelo violão de Paulio Celé, que é autor do arranjo. No final, há uma citação de “Cantiga”, tema folclórico recolhido por Villa-Lobos e incluído nas Bachianas Brasileiras.

“Um arranjo repleto de veredas que reverberam o cancioneiro popular brasileiro”, define a própria Rinah Souto.

 

 

 

 

Som Livre relança Geraldo Azevedo com música de “Velho Chico”. Ouça

A gravadora Som Livre relançou o primeiro disco solo de Geraldo Azevedo, que estava fora de catálogo há muitos anos. É nesse disco que está a música “Barcarola do São Francisco”, um dos temas da trilha sonora da novela “Velho Chico”.

O CD se chama “Geraldo Azevedo” e foi lançado originalmente em 1977. Faz parte do conjunto de discos da geração de artistas nordestinos que despontou na década de 1970 (além de Geraldo, Alceu Valença, Zé e Elba Ramalho, Fagner, Belchior e Ednardo).

A reaudição, quase 40 anos mais tarde, confirma que o pernambucano Geraldo Azevedo fez sua estreia em altíssimo nível. Antes, dividira um disco com Alceu Valença e participara do LP com a trilha sonora do filme “A Noite do Espantalho”, de Sérgio Ricardo.

A destacar: as belas e sensíveis melodias compostas por Geraldinho, as letras de Carlos Fernando, a guitarra inconfundível de Robertinho de Recife e a presença, como arranjador, do maestro Radamés Gnatalli.

O ponto alto do disco é a suíte “Correnteza”, composta por três músicas. É nela que está “Barcarola do São Francisco”, que ouvimos com frequência na novela “Velho Chico”. As outras duas são “Caravana” e “Talismã”.

Trilha sonora de “Velho Chico” é tão diferente como a novela

O volume 1 da trilha da novela “Velho Chico” está disponível em sua versão física. Chama atenção pela qualidade do repertório escolhido. Não poderia ser diferente numa novela em que a música tem importância capital.

Do mesmo modo que “Velho Chico” tem ousadias estéticas, sua trilha se diferencia das de outras novelas. Traz até Elomar, o grande compositor baiano, que é totalmente avesso a televisão.

Gravações antigas se misturam com outras registradas especialmente para a trilha. Tema de abertura, “Tropicália”, de Caetano Veloso, foi recriada com um vigoroso arranjo de cordas.

Um dos momentos mais tocantes é a “Suíte Correnteza”, na versão do disco ao vivo “Cantoria”, de Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai. É nessa suíte que está o belo tema “Barcarola do São Francisco”, de Geraldo Azevedo.

Vital Farias aparece, como autor, em “Veja Margarida”, cantada por Marcelo Janeci. E Chico César, como intérprete, na “Serenata”, de Schubert. As duas faixas foram gravadas para a trilha.

Surpreendente: Geraldo Vandré está na novela com seu “Réquiem para Matraga”, mas esta não aparece no disco. Deve ter ficado para o segundo volume.