“Fora Temer” agora testa amizades no Facebook!

Meu pai era de esquerda. O professor e artista plástico Archidy Picado, que dá nome à galeria do Espaço Cultural José Lins do Rego, caminhava, na melhor das hipóteses, do centro para a direita. Testemunhei longas conversas dos dois. Arte, ciência, filosofia, política, religião. Dois homens cultos a dialogar. Nunca presenciei uma briga.

Lembro deles na intolerância dos dias atuais.

O Facebook está cheio de correntes.

Vejo agora amigos a testar amizades, pedindo adesão ao “Fora Temer”. Do contrário – me pergunto – serão merecedores da amizade?

A questão não é o “Fora Temer”. Podia ser “Fora Lula”. “Fora PMDB” ou “Fora PT”. Tanto faz.

O problema é o policiamento da opinião, a patrulha à postura que cada um tem o direito de ter, a exigência do atestado ideológico.

O problema é o condicionamento da amizade a uma escolha política. Como se partidos e políticos valessem mais do que amigos.

Dilma e Temer formaram uma chapa. Governaram por quatro anos. Foram reeleitos. Um duvidoso movimento tirou Dilma do poder. O vice assumiu. Não gosto da palavra “golpe” tanto quanto lamento que Dilma não tenha podido terminar o mandato.

Mas não me chamem para correntes!

Fora Temer? Fora Lula?

No Facebook? Como teste de amizade?

Estou fora!

Gil não criticou Moro. Justiça manda tirar do ar links com falsa entrevista

Claro que Gilberto Gil não chamou o juiz Sérgio Moro de terrorista!

Não combina com a sua serenidade, com o seu bom senso, com o homem íntegro que ele é!

Nós só vimos nas redes sociais porque, infelizmente, a mentira está se sobrepondo à verdade.

Vimos muitas vezes.

E teve o cara que chamou o grande artista brasileiro de “macaco filho da puta”.

Gil recorreu à Justiça e obteve uma liminar.

O Facebook e os sites Pensa Brasil e Folha Digital terão que retirar do ar os links com a falsa entrevista de Gil criticando o juiz Moro e defendendo Lula de acusações da Lava Jato.

Gil, simplesmente, não deu a entrevista!

A liminar obriga ainda o Facebook a fornecer informações sobre o autor do comentário racista em publicação que replicava a notícia inverídica.

A vitória de Gil é muito importante!

É a vitória da verdade na era da pós verdade!

Roberto Carlos usa Facebook para testar conhecimentos dos fãs

Roberto Carlos vai usar o Facebook para testar os conhecimentos dos seus milhões de fãs.

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A ação, que vai se chamar Canal Emoções, começa neste domingo (11) no perfil oficial do Rei no Facebook.

Quase seis milhões de seguidores do artista vão conversar com a página pelo Messenger e receber mensagens com desafios. Esses desafios mostrarão o quanto as pessoas conhecem sobre a carreira de Roberto Carlos.

As mensagens serão enviadas todos os dias aos participantes. São perguntas sobre capas de discos, versos das canções, trechos de áudios e vídeos. Uma estrofe a ser completada corretamente, o título de um disco a ser descoberto apenas pela capa – muitas questões que vão mostrar se você realmente conhece a trajetória do Rei.

Os usuários participantes serão premiados. Dependendo do desempenho deles, somarão pontos e receberão distintivos de acordo com os assuntos que mais dominarem. São mais de 25 distintivos temáticos.

A ação será desenvolvida numa parceria do artista com a Sony Music.

Gilberto Gil não fez críticas a Sérgio Moro. Equipe GG desmente notícias

No fim de semana passado, postei aqui na coluna uma nota da assessoria de Roberto Carlos. O objetivo da nota: desmentir notícias segundo as quais o artista teria feito críticas ao juiz Sérgio Moro e, por isso, estaria perdendo seguidores nas redes sociais.

Nesta terça-feira (22), foi a vez de Gilberto Gil. No seu perfil no Facebook, através da equipe GG, o compositor também divulgou nota desmentindo as notícias de que teria criticado Moro, chamando-o de juizinho e terrorista.

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Transcrevo a nota assinada pela equipe GG:

MENTIRA! Atenção: ao longo dos últimos dias voltaram a circular notícias falsas atribuídas a Gil.

Defendemos o direito de que todos devem ter sua opinião política respeitada, mas além de imoral e antiético, aproveitar-se da imagem de um cidadão para divulgar causas próprias, associando-a a declarações mentirosas com o intuito de gerar discórdia, constitui crime de injúria e difamação, passível de punição.

Pedimos a todos que chequem as fontes das informações antes de propagá-las, e, em caso de dúvidas, nos enviem a origem do material para que possamos atestar sua veracidade. As devidas providências estão sendo tomadas contra esses irresponsáveis.

Muito obrigado pela compreensão. Aquele abraço, equipe GG.

Roberto Carlos, que não costuma falar de política, dificilmente faria críticas ao juiz.

Gilberto Gil, que sempre se posicionou politicamente, não chamaria Moro de juizinho e terrorista. Não combina com ele.

É a era dos que, no uso das redes sociais, sobrepõem à verdade os seus interesses políticos, partidários, ideológicos.

Vale para a esquerda e para a direita. Não há diferença entre os que recorrem a esses expedientes.

Essa manipulação grosseira da verdade é inaceitável!

Roberto Carlos não criticou Sérgio Moro. Notícia falsa, diz assessoria

Roberto Carlos não fez críticas ao juiz Sérgio Moro. A notícia é falsa, diz em nota a assessoria do artista.

O episódio ocorreu na mesma semana em que o Dicionário de Oxford escolheu pós-verdade como a palavra de 2016.

Estamos na era da pós-verdade. Post-truth. A pós-verdade ajudou a eleger Donald Trump presidente dos Estados Unidos.

As mentiras disseminadas nas redes sociais se sobrepõem às verdades. As pessoas se deixam guiar pelo que não é verdadeiro.

Os fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que os apelos às emoções e às crenças pessoais.

Em 1989, no debate às vésperas da eleição, Collor disse que não tinha dinheiro para comprar um equipamento de som como o de Lula. Collor mentiu. O eleitor acreditou nele. Se fosse hoje, a afirmação dele se enquadraria no conceito de pós-verdade.

O caso de Roberto Carlos: uma “notícia” no Facebook dizia que o artista estava perdendo seguidores nas redes sociais depois de criticar o juiz Sérgio Moro e apoiar o PT. Não é verdade.

A assessoria do Rei divulgou nota que está em seu perfil no Facebook.

O teor da nota: “Roberto Carlos, como a maioria dos brasileiros, tem orgulho do trabalho do juiz Sérgio Moro e de todos da equipe do Judiciário, Polícia Federal e Ministério Público envolvidos na operação Lava Jato, exemplos de dignidade e competência. Novamente a internet é usada para divulgar notícias falsas e estamos tomando providências jurídicas para que fatos como este não tornem a acontecer”.

Roberto Carlos tem 75 anos, quase 60 de carreira. Ele não costuma se envolver com política. Direito dele. O que é grande nesse artista que chamamos de Rei é a singularíssima relação da sua música com milhões de brasileiros.

A pós-verdade sempre existiu. O que assusta é sermos dominados por ela.

No Facebook, Gilberto Gil manda aquele abraço para Campina Grande!

Gilberto Gil usou o Facebook nesta terça-feira (11) para mandar os parabéns e aquele abraço para Campina Grande.

O músico postou um trecho de uma entrevista dada à TV Cabo Branco, em 1988, durante a qual ele diz que Campina Grande tem algo de Nova York.

 

Facebook remove foto de garota vietnamita e abre debate sobre liberdade de expressão

No Dia Mundial da Fotografia, postei três fotos aqui na coluna: os músicos de jazz reunidos no Harlem em 1958; Jack Ruby matando Lee Oswald, o suposto assassino de Kennedy; e a garota vietnamita queimada pelo napalm durante um bombardeio à sua aldeia.

Nesta sexta-feira (09), leio que a foto da garota vietnamita abriu um debate sobre liberdade de expressão na Noruega depois que o Facebook a removeu de uma postagem.

Criança vietnamita

A foto, de 1972, é de Nick Ut, que trabalhava para a Associated Press. Mostra a menina Kim Phuc correndo nua, queimada pelo napalm que os americanos jogaram sobre a aldeia onde ela morava.

É uma foto icônica. Faz parte da história do século XX. Pode (e deve) ser mostrada em qualquer canto.

Por que não no Facebook?

A explicação para a remoção é de que o Facebook tenta “encontrar o equilíbrio entre o que é permitido para que as pessoas se expressem, mantendo uma experiência segura e respeitosa para a nossa comunidade global”.

O Facebook revela a dificuldade de criar uma distinção entre permitir ou não a postagem da fotografia de uma criança nua.

Não é convincente a explicação. É, no mínimo, incompatível com o papel que o Facebook desempenha na mídia social.

Sai Dilma, entra Temer. Artistas da Paraíba protestam!

Confirmado o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff, fui ao Facebook em busca das reações de artistas paraibanos. Selecionei algumas. Todas contra o novo governo:

Estou de volta. Foi um momento de revolta! Passei mal! Agora estou aos poucos aprendendo a conviver com o pesadelo do golpe! Flávio Tavares, artista plástico

Os parlamentares que deram o GOLPE DE ESTADO no Brasil em 31 de agosto de 2016, afastando Dilma Rousseff, eleita por 54.500.000 (cinquenta e quatro milhões e meio de votos), definitivamente do cargo de Presidenta da República, são continuidade dos mesmos que assassinaram muitos dos nossos, que torturaram muitos dos nossos, que entregaram riquezas brasileiras em troca de benefícios próprios, que achincalharam com as instituições mais importantes do país. Esses parlamentares são capazes das mesmas atrocidades e as cometerão para limpar o caminho que traçaram junto com todos os interesses econômicos. Estamos por um fio, assim como eles, não devemos tolerar absolutamente nada que não seja de interesse da maioria do povo brasileiro. Milton Dornellas, compositor

Os idiotas vão tomar conta do Brasil. Nosso povo não merece tanta canalhice. Pedro Osmar, compositor

Chico César

Por isso o golpe de estado. Não é contra Dilma, é contra a República. É contra o povo. Chico César, compositor

Tchau querida/choremos a dor/da pátria em carne viva/e seus tapurus. Seu Pereira

É muito difícil aceitar de forma passiva esse golpe! Não reconheço e não reconhecerei esse governo golpista e a todo lixo político envolvido. Ilsom Barros (Zefirina Bomba)

Às vezes dá um orgulho danado de não estar do lado vencedor. Lau Siqueira, poeta

Um Senado de maioria delinquente, com o poder de juiz. Só não é piada porque é matéria séria! Escurinho, músico