Elvis Presley em 10 discos

Vamos reouvir Elvis Presley?

Nesta quarta-feira (16), faz 40 anos que ele morreu.

Fiz um top 10 dos discos de Elvis. Estão na ordem cronológica.

Os cinco primeiros são de estúdio. Os cinco últimos foram gravados ao vivo.

ELVIS PRESLEY

ELVIS

LOVING YOU

ELVIS IS BACK

FROM ELVIS IN MEMPHIS

ELVIS NBC TV SPECIAL

ELVIS IN PERSON

ELVIS ON STAGE

ELVIS AS RECORDED AT MADISON SQUARE GARDEN

ELVIS ALOHA FROM HAWAII VIA SATELLITE

Elvis Presley morreu há 40 anos. Elvis está vivo!

Nesta quarta-feira (16), faz 40 anos que Elvis Presley morreu.

Onde você estava naquele 16 de agosto de 1977?

Eu estava vendo Taxi Driver, de Martin Scorsese, no Cine Plaza, em João Pessoa. Só soube depois da sessão. Durante três dias, entre o anúncio da morte e o enterro, o mundo parou para acompanhar os serviços fúnebres em Memphis.

Elvis se transformou num fenômeno em 1956, aos 21 anos, ao ser contratado pela RCA Victor. Nos dois anos anteriores, gravara em Memphis, na pequena Sun Records, fonogramas fundadores do rock’n’ roll. As chamadas Sun Sessions reúnem as bases do rock na medida em que Elvis mistura blues, R & B, gospel e country. Dos Beatles ao U2, todos se curvam à importância daqueles registros e reconhecem neles matrizes do que vieram a fazer. O artista que o mundo conheceu a partir da chegada à RCA conservou muito do que encontramos nas sessões da Sun, mas também foi tragado pelas artimanhas da indústria fonográfica e pelos grandes estúdios de cinema.

Os anos 1950 foram extremamente produtivos, apesar do serviço militar prestado na Alemanha – uma jogada comandada pelo Coronel Parker, seu empresário. A volta, no disco Elvis Is Back, foi triunfal. O LP promove o reencontro do artista com suas fontes. A década de 1960 seria dedicada ao cinema, entre filmes medíocres e discos com suas trilhas sonoras. Felizmente, um outro retorno recuperaria a imagem de Elvis e o levaria a uma fase em que gravou grandes discos. O primeiro, e um dos melhores, se chama From Elvis in Memphis. É da época do especial de televisão que mostrou um intérprete vigoroso revisitando o que fizera nos tempos da Sun.

Elvis Presley vem de regiões profundas do ser da América. Estabeleceu um vínculo raro com milhões de ouvintes, interpretando com um vozeirão kitsch um repertório irresistível para quem nasceu nos Estados Unidos. Ele não largou as raízes, ainda que as tenha submetido a um verniz que desagrada aos puristas. Não deve ser condenado por isso. Se tivermos boa vontade, verificaremos com facilidade que produziu música pop de ótima qualidade numa carreira relativamente curta, iniciada em meados da década de 1950 e encerrada em 1977, com a morte prematura aos 42 anos.

Ainda hoje, posto as capas dos melhores discos de Elvis. 

Em Nova York, Elvis era um príncipe de outro planeta

Reouvindo Elvis.

Os americanos costumam filmar tudo. Mas não registraram as imagens dos shows que Elvis Presley fez no Madison Square Garden, em junho de 1972. Gravaram o áudio. Uma das performances logo se transformou em disco. Outra, virou CD póstumo na década de 1990. Uma edição de luxo junta os dois em versões remasterizadas. E surpreende os fãs: um DVD traz imagens raríssimas filmadas em oito milímetros por alguém que estava na plateia. Elas são do mesmo show da tarde lançado nos anos 1990. É tudo muito precário e incompleto, mas certamente encantará os admiradores do cantor.

As imagens foram restauradas. Ficaram excessivamente granuladas, mas não faz mal. O áudio do CD foi editado em sincronia com o vídeo e aparece completo no DVD, mesmo quando não há imagem. Elvis e sua banda oferecem uma performance vigorosa ao público que esgotou a lotação do Garden. A coletiva de imprensa e um pequeno documentário completam o material do DVD. Os dois CDs têm selos originais da velha RCA e o mesmo repertório das edições anteriores, só que com sensível ganho de qualidade. O pacote se chama Prince from Another Planet.

As apresentações de Elvis no Madison Square Garden são de uma época em que ele fez muitos shows pelos Estados Unidos. Alguns estão no documentário Elvis on Tour, realizado em 1972. Mas não os de Nova York, que marcaram o seu retorno à cidade, onde não cantava desde que participara do Ed Sullivan Show, no início da carreira, em meados da década de 1950. E onde não voltaria a se apresentar. Em 1972, longe do cinema, Presley estava dividido entre as gravações em estúdio e os palcos. A decadência física que o levaria à morte cinco anos mais tarde ainda não se fazia sentir nos dias em que cantou para o público que foi vê-lo no Garden.

Elvis tinha um show pronto. As pequenas alterações no set list não mexiam com a estrutura básica do espetáculo. Os registros ao vivo do período são muito parecidos. O rock’n’ roll dos 1950 ficara para trás. Era apenas uma referência. Prevalecia o vozeirão de tenor a cantar mais baladas dos que rocks. Ao seu lado, havia uma banda, uma pequena orquestra e um grupo de vocalistas, brancos e negros que pareciam saídos de uma igreja. O resultado era fantástico. Antes dos 40, o artista já era uma lenda. Um rei amado por seus súditos e também pelos colegas, a exemplo do beatle George Harrison, que foi vê-lo no camarim.

Os dois shows dessa edição de luxo são do mesmo dia. O da noite, que está no LP de 1972, é melhor do que o da tarde. Foi consumido à exaustão no disco de vinil. O áudio restaurado deu mais brilho à performance. Elvis revisita o repertório antigo, acrescenta novas canções, interpreta algumas que outras vozes tornaram conhecidas. No fundo, faz a síntese da sua música e também da música popular do seu país, com domínio absoluto do que canta. Há rock, balada, blues, soul, gospel, country. O show dura uma hora, e a plateia quer mais. Só que Elvis já deixou o Garden, assegura o animador que está no palco.

Relançamentos de Elvis levam ao ano da explosão do rock

No dia cinco de julho de 1954, no pequeno estúdio da Sun, em Memphis, o desconhecido Elvis Presley, quase por acaso, gravou That’s All Right.

Para muita gente, ali, naquele momento, ele, espontaneamente, juntou música negra (rhythm and blues) com música branca (country and western) e inventou o rock’n’ roll.

Dois anos mais tarde, o jovem cantor trocou a pequena Sun Records pela gigante RCA Victor. Foi quando, afinal, conquistou dimensão nacional (logo internacional), fazendo de 1956 o ano da explosão do gênero que lhe daria o status de rei.

Reunindo material novo e fonogramas da Sun, a RCA lançou dois discos de Elvis em 1956. Elvis Presley, o primeiro. Elvis, o segundo. Confiram as capas.

Eles acabam de voltar ao mercado brasileiro em CDs numa edição da Sony. O formato é de mini LP. Os dois títulos estão acondicionados numa sobrecapa. Além das 12 faixas originais, cada disco traz mais 12 bônus – um luxo para colecionadores.

Quer saber como foi o início do rock? Quer entender porque ele se transformou num fenômeno tão longevo? Ouça esses dois discos!

Os maiores roqueiros das gerações seguintes ouviram e concordarão.

Eles contêm a melhor síntese do gênero em sua juventude.

Trazem a novidade e, dentro dela, as suas fontes, que são matrizes da música popular dos Estados Unidos. Dos brancos e dos negros. Profanas e sacras. Urbanas e rurais.

Elvis fez a fusão. E mostrou ao mundo. Por isso, se tornou um verdadeiro rei.

Em 1956, é tudo ainda muito tosco nesses discos de Elvis. Os arranjos, os músicos. Mas já há uma grande voz em formação, além de um repertório que se tornaria antológico.

E – o tempo provou – há, sobretudo, uma força avassaladora naquelas gravações.

Rock’n’ roll era o seu nome!

Elvis foi tão importante que influenciou até o punk!

Elvis Presley, se estivesse vivo, faria 82 anos neste domingo (08). Ao fundir o R & B dos negros com o country & western dos brancos, inventou o rock’n’ roll. Foi na gravação seminal de That’s All Right.

Elvis foi tão importante que influenciou até o punk! É só olhar a capa do seu primeiro LP na RCA, lançado em 1956, e a do London Calling, do Clash.

Está aí: Elvis Presley.

E, muito mais tarde, London Calling.

Elvis se transformou num fenômeno em 1956 ao ser contratado pela RCA Victor. Nos dois anos anteriores, gravara em Memphis, na pequena Sun Records, fonogramas fundadores do rock’n’ roll. As chamadas “Sun Sessions” reúnem as bases do rock na medida em que Elvis mistura blues, R & B, gospel e country. Dos Beatles ao U2, todos se curvam à importância daqueles registros e reconhecem neles matrizes do que vieram a fazer. O artista que o mundo conheceu a partir da chegada à RCA conservou muito do que encontramos nas sessões da Sun, mas também foi tragado pelas artimanhas da indústria fonográfica e pelos grandes estúdios de cinema.

Os anos 1950 foram extremamente produtivos, apesar do serviço militar prestado na Alemanha – uma jogada comandada pelo Coronel Parker, seu empresário. A volta, no disco “Elvis Is Back”, foi triunfal. O LP promove o reencontro do artista com suas fontes. A década de 1960 seria dedicada ao cinema, entre filmes medíocres e discos com suas trilhas sonoras. Felizmente, um outro retorno recuperaria a imagem de Elvis e o levaria a uma fase em que gravou grandes discos. O primeiro, e um dos melhores, se chama “From Elvis in Memphis”. É da época do especial de televisão que mostrou um intérprete vigoroso revisitando o que fizera nos tempos da Sun.

Elvis Presley vem de regiões profundas do ser da América. Estabeleceu um vínculo raro com milhões de ouvintes, interpretando com seu vozeirão kitsch um repertório irresistível para quem nasceu nos Estados Unidos. Ele não largou as raízes, ainda que as tenha submetido a um verniz que desagrada aos puristas. Não deve ser condenado por isto. Se tivermos boa vontade, verificaremos com facilidade que produziu música pop de ótima qualidade numa carreira relativamente curta, iniciada em meados da década de 1950 e encerrada em 1977, com a morte prematura aos 42 anos.

George Harrison, o mais discreto dos Beatles, morreu há 15 anos

Nesta terça-feira (29), faz 15 anos que morreu o beatle George Harrison.

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Numa banda em que o comando era disputado por John Lennon e Paul McCartney, para George Harrison, o mais discreto e também o mais místico dos quatro Beatles, só havia lugar de coadjuvante. Mesmo que ele fosse o guitarrista solo, como se chamava na época. No começo, quando os Beatles gravavam covers de outros artistas, Harrison fazia o vocal principal de algumas canções. Como “Chains” e “Roll Over Beethoven”. Depois, os discos do quarteto traziam uma música de sua autoria, ou duas. Três no “Revolver”. Quatro no “Álbum Branco” porque era duplo. John e Paul, trabalhando juntos ou separados, escreviam a maior parte das canções, e o maestro e produtor George Martin dava preferência a elas.

Há quem defenda o argumento de que, nos Beatles, George Harrison desempenhou papel semelhante ao de Brian Jones nos Rolling Stones. Com a diferença de que Brian foi aniquilado porque tentou ser o líder. George ficou meio à margem, mas, a despeito disto, o quarteto não pôde prescindir da sua contribuição. Foi ele que apresentou a música indiana aos companheiros de banda e ajudou a difundi-la no Ocidente. Não ouviríamos Ravi Shankar se não fosse George Harrison. Deve-se a ele a presença de um instrumento como o sitar em incontáveis manifestações musicais do mundo ocidental, não só no universo do rock. O mesmo sitar que aparece em algumas gravações dos Beatles.

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George era melhor instrumentista do que John. Sua guitarra é muito marcante na produção do quarteto. No início, fortemente influenciada pelo rock da década de 1950, pelos solos criados por Chuck Berry e Carl Perkins. Depois, com cores próprias. O músico inventou o seu jeito de tocar o instrumento. Um modo choroso de se expressar. “Enquanto minha guitarra chora gentilmente”, diz o título da canção que gravou em 1968, no “Álbum Branco”, com solo não dele, mas do amigo Eric Clapton. Não tinha virtuosismo, mas era um perfeccionista. Um músico aplicado que criou belos solos para as canções dos Beatles.

Se fôssemos escolher uma música, diríamos que o melhor do autor está em “Something”. Foi composta sob inspiração de Ray Charles. A gravação dos Beatles beira a perfeição. O vocal de George, as vozes de John e Paul, o solo de guitarra, as notas graves do piano, o caminho percorrido pelo baixo, as cordas arranjadas e conduzidas por George Martin. Há muitos registros de “Something”. De Joe Cocker, cover branco de Charles. De Elvis Presley, de Frank Sinatra, que, uma vez, atribuíu a autoria a Lennon e McCartney. Nenhum supera o dos Beatles. Foi a única composição de Harrison a ocupar o lado A de um single do grupo.

Longe dos Beatles, George gravou o antológico álbum “All Things Must Pass”, seu maior feito. Reuniu os amigos no concerto para Bangladesh, precursor dos grandes eventos voltados para o combate à fome no mundo. Produziu pouco e se manteve distante do show business. Deixou saudades, além de belas e melancólicas canções.

Deus abençoe a América! Músicas que emocionam os EUA

Oito de novembro. Hoje, os americanos elegem o novo presidente.

Ontem, aqui na coluna, fiz um top 20 para falar da presença dos americanos no mundo.

Agora, escolho músicas que emocionam os que nasceram nos Estados Unidos. E também muita gente ao redor do planeta.

Aretha Franklin: Star Spangled Banner.

Elvis Presley: An American Trilogy.

Ray Charles: America, The Beautiful.

U.S. Marine Band: Stars and Stripes Forever.

O título, lá em cima, fui buscar na canção God Bless America. E fica como torcida para que, na eleição de hoje, vença o bom senso.

De Lincoln a Obama: 21 nomes que orgulham os americanos

O mundo está voltado para os Estados Unidos. Numa eleição disputadíssima, os americanos escolhem nesta terça-feira (8) o novo presidente. Hillary ou Trump?

Pensando na presença dos Estados Unidos no mundo, escolhi 21 nomes que falam da contribuição dos americanos.

Claro que é uma escolha subjetiva e incompleta.

O presidente Abraham Lincoln.

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O compositor George Gershwin.

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O músico Louis Armstrong.

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O compositor Duke Ellington.

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O escritor F. Scott Fitzgerald.

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O compositor Cole Porter.

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O cantor Frank Sinatra.

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O cineasta John Ford.

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O presidente Franklin Delano Roosevelt.

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A cantora Billie Holiday.

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O dançarino Fred Astaire.

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O maestro Leonard Bernstein.

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O ator Marlon Brando.

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O cantor Elvis Presley.

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A atriz Marilyn Monroe.

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O boxeador Mohamed Ali.

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O presidente John Kennedy.

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O compositor Bob Dylan.

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O pastor Martin Luther King.

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O astronauta Neil Armstrong.

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O presidente Barack Obama.

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Elvis com orquestra sinfônica é fake, mas irresistível!

O artista morreu. Os caras da gravadora pegam a voz dele + instrumentos originais e colocam em cima novos instrumentos. Totalmente fake.

De vez em quando, a indústria fonográfica faz isso. Dá certo, comercialmente. Costumo não gostar.

O nome da vez é Elvis Presley. O projeto parece sugerir que Elvis não morreu. Já tem dois CDs. O êxito do primeiro provocou o segundo. Confesso que gostei muito do resultado.

Como seria ouvir Elvis Presley do jeito que ele era, em rocks e baladas, acrescido de uma orquestra sinfônica? E com a sonoridade dos discos de hoje, como se o cantor estivesse vivo e em atividade?

A resposta veio no segundo semestre do ano passado, quando a Sony Music lançou o CD If I Can Dream. Gravado em Abbey Road, o disco traz o Rei do Rock acompanhado pela Royal Philharmonie Orchestra.

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Os arranjos não são do tipo “fulano de tal with strings”, geralmente abomináveis. São muito mais inteligentes. Ao mesmo tempo, conservam o que há de cafona em Elvis. Assim não seria ele.

Rock, balada, gospel, soul music, country – Elvis como ele era, com o vozeirão que conseguia ser simultaneamente antigo e moderno. Dos excessos de um Lanza ao feeling de um bluesman.

Duvido que um fã resista àquela abertura com Burning Love, mesmo que abomine o dueto (fake, claro) com Michael Bublé em Fever.

O sucesso de If I Can Dream levou a Sony a produzir The Wonder of You. O CD, que acabou de ser lançado, repete a fórmula do disco do ano passado.

Começa com um grande rock (A Big Hunk O’Love), tem um gospel (Amazing Grace), um monte de baladas e, novamente, um dueto fake (Helene Fischer em Just Pretend).

Os duetos (Bublé no primeiro, Fischer no segundo) acentuam o caráter fake do projeto, mas – podem acreditar – não o tornam menos irresistível. Elvis não morreu!

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John Lennon/Plastic Ono Band é o melhor disco solo de um ex-beatle

No Facebook, alguns amigos me convocam para escolher um disco que me marcou. Trago o desafio do Face aqui para a coluna.

Eis a capa:

John Lennon Plastic Ono Band, de John Lennon

Um pequeno texto sobre o disco:

Em 1970, “John Lennon/Plastic Ono Band” surge como um dos grandes discos do rock. A crueza das melodias, a concisão das letras, os arranjos mínimos, o grito primal transportado do divã de Arthur Janov para o estúdio, os temas cruciais que afligiam o artista e sua geração.

Após a dissolução dos Beatles, ninguém (nem o George Harrison de “All Things Must Pass”, nem o Paul McCartney de “Band on the Run”, muito menos Ringo Starr) fez nada parecido.

E ainda havia “God”, em cuja letra negava tudo e todos. A religião, os mitos, os heróis, os ídolos. Elvis, Dylan, Beatles – ninguém é poupado.

Na parte final da canção, John pronuncia a frase que se tornaria emblemática para uma geração: o sonho acabou.

As ideias generosas que marcaram a década de 1960 não seriam postas em prática num mundo pragmático e desigual.

E o vídeo com a canção “God”: