Alceu e Elba: Grande Encontro 20 Anos em vídeos. Assista

Volto a postar vídeos do projeto Grande Encontro 20 Anos, que foram liberados na sexta-feira (02).

Vamos conferir Cabelo no Pente, com Alceu Valença.

E Sangrando, com Elba Ramalho.

Nos próximos dias, Grande Encontro 20 Anos chega às lojas.

O consumidor terá três opções: CD simples com os melhores momentos, DVD simples com a íntegra do espetáculo e combo com CD duplo e DVD simples, ambos com o show completo.

Alceu, Elba e Geraldo cantam “Me Dá um Beijo”. Assista

Liberados quatro vídeos do show Grande Encontro 20 Anos.

Num deles, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo cantam Me Dá um Beijo.

Confiram.

Nos próximos dias, Grande Encontro 20 Anos chega às lojas.

O consumidor terá três opções: CD simples com os melhores momentos, DVD simples com a íntegra do espetáculo e combo com CD duplo e DVD simples, ambos com o show completo.

Sem Zé Ramalho, Grande Encontro não é mais o mesmo

Dois quartetos notáveis formados por artistas nordestinos para shows à base de vozes e violões:

Na década de 1980, Cantoria.

Na de 1990, O Grande Encontro.

No primeiro, Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

No segundo, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho.

O ano de 2016 marcou o retorno dos dois projetos. Cantoria voltou com seus quatro integrantes. Mas, com a ausência de Zé Ramalho, O Grande Encontro mantém o formato de trio já adotado nos anos 1990, no período em que Alceu Valença deixou o grupo.

Neste sábado (26), o público pessoense vê O Grande Encontro na Domus Hall.

grande-encontro-2016

Confiram o set list do show:

1. Anunciação – Alceu, Elba e Geraldo
2. Caravana – Alceu, Elba e Geraldo
3. Me dá um beijo – Alceu, Elba e Geraldo
4. Sabiá – Alceu, Elba e Geraldo
5. Papagaio do futuro – Alceu e Geraldo
6. Moça bonita – Alceu e Geraldo
7. Sétimo céu – Geraldo
8. Parceiro das delícias – Geraldo
9. Dia branco – Geraldo
10. Só depois de muito amor – Geraldo
11. Bicho de sete cabeças II – Elba e Geraldo
12. Canta coração – Elba e Geraldo
13. Sangrando – Elba
14. Chão de giz – Elba
15. Na base da chinela – Elba
16. Qui nem jiló – Elba
17. Eu só quero um xodó – Elba
18. Candeeiro encantado – Elba
19. Ciranda da rosa vermelha – Alceu e Elba
20. Flor de tangerina – Alceu e Elba
21. Cabelo no pente – Alceu
22. La belle de jour – Alceu
23. Girassol – Alceu
24. Coração bobo – Alceu
25. Morena tropicana – Alceu
26. Ciranda da traição – Alceu, Elba e Geraldo
27. Táxi lunar – Alceu, Elba e Geraldo
28. Pelas ruas que andei – Alceu, Elba e Geraldo
29. Banho de cheiro – Alceu, Elba e Geraldo
30. Frevo mulher – Alceu, Elba e Geraldo

Top 5 das músicas em homenagem a Campina Grande. Parabéns CG!

O forró morou em Campina Grande, dizia um amigo meu com ótimo ouvido musical. Dos grandes nomes do gênero, muitos moraram lá. Ou passaram por lá em momentos importantes. Praticamente todos construíram laços afetivos e profissionais com a cidade que foram determinantes em suas carreiras.

Hoje é aniversário de Campina Grande. E a minha homenagem, naturalmente, é com música: um top 5 das músicas compostas para a Rainha da Borborema.

Começo com Tropeiros da Borborema na voz de Luiz Gonzaga.

Com Jackson do Pandeiro, Alô Campina Grande.

Jackson gravou Bodocongó, mas, no meu top 5, vai a versão de Elba Ramalho.

De Elba para Marinês. Saudade de Campina Grande. Saudades de Marinês!

E para terminar, a Rainha da Borborema vista de longe, por um nome da segunda geração da Bossa Nova. Marcos Valle com o baião Campina Grande.

Parabéns, Campina Grande!

Trilha sonora está entre as qualidades de “Velho Chico”

Há quanto tempo não ouvíamos Elomar numa novela da Rede Globo?

Lembro da voz dele em “Gabriela”, aquela dos anos 1970 estrelada por Sônia Braga.

Pois é! E Geraldo Vandré?

Nem lembro dele em nenhuma novela!

Mérito de “Velho Chico”. Colocar no horário nobre da televisão brasileira vozes como as de Elomar, Geraldo Vandré e Xangai.

Mas não somente eles.

Alceu Valença, Caetano Veloso, Chico César, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Legião Urbana, Maria Bethânia, Raul Seixas. E outros mais. Suas vozes, suas canções, compondo a trilha sonora de uma telenovela.

Muito já se falou das qualidades de “Velho Chico”. Acrescente-se mais esta.

Uma telenovela onde ouvimos a Suíte Correnteza, de Geraldo Azevedo, e o Réquiem Para Matraga, de Geraldo Vandré. Incelença pro Amor Retirante, de Elomar, e Triste Bahia, de Caetano Veloso. Ou, ainda, Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas.

Eu organizo o movimento, eu oriento o carnaval, eu inauguro o monumento no Planalto Central do país.

Que luxo! Uma novela na qual, todas as noites, esses versos de Caetano Veloso eram ouvidos logo na abertura.

Para ilustrar o texto, escolho uma das belezas da trilha. Barcarola do São Francisco, um dos três “movimentos” da Suíte Correnteza, de Geraldo Azevedo.

A trilha de “Velho Chico” está registrada em três CDs, um deles dedicado aos temas instrumentais.

Jaguaribe Carne volta às canções. Elas cabem nas transgressões de Pedro Osmar?

O grupo Jaguaribe Carne está de volta às canções. É o que se anuncia para a abertura do show de Tom Zé, no próximo sábado em João Pessoa.

Conheço Pedro Osmar, o mentor do grupo, desde 1971. Naquele tempo, ele só compunha canções, Paulo Ró ainda não fazia música, e o Jaguaribe Carne não existia.

Sua primeira safra de canções parece ter sido esquecida. Lembro pelo menos de duas: “Cogito Ergo Sum” e “Sobre o Tema Quase Três e o Mês”. Já revelavam o talento de Pedro.

“Baile de Máscaras”, que Elba Ramalho gravou mais tarde, é de uma fase mais madura.

Em meados dos anos 1970, Pedro Osmar passou um tempo no Rio. Quando voltou, articulou a Coletiva de Música da Paraíba. Nascia o Pedro preocupado com questões além da música, como se viu depois no Fala Jaguaribe e no Musiclube.

Era o começo do guerrilheiro cultural que estaria para sempre associado à figura dele.

Junto, vem o experimentalismo radical de quem ouviu os Beatles de “Revolution 9”, o Caetano Veloso de “Araçá Azul” e a música livre de Hermeto Pascoal. E vem o Jaguaribe Carne.

Em 1977, quando fez um circuito pelos colégios estaduais de João Pessoa (vi pelo menos quatro daqueles shows), Pedro Osmar não era só Pedro Osmar. Já era o Jaguaribe Carne, com o irmão (Paulo Ró) ao seu lado e com o percussionista Vandinho de Carvalho.

E, embora ainda houvesse canção, o tom experimental começava a marcar presença nas performances ao vivo. Depois nos discos.

Acho importante que Pedro tenha adotado o experimentalismo. Mas sempre considerei excessiva essa adoção. Como ouvinte, senti falta das canções. As que Paulo Ró nunca deixou de fazer.

Vamos ver como será essa retomada. Se haverá de fato uma retomada ou se ela ficará circunscrita a um show.

O personagem que Pedro criou para viver na nossa cena cultural é tão naturalmente transgressor que por vezes é difícil crer que caiba alguma canção dentro dele!

 

O Grande Encontro está de volta, mas sem Zé Ramalho

O Grande Encontro está de volta. Mas incompleto. Um trio, não um quarteto. Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Muito bom, claro! Mas Zé Ramalho fará falta!

Os quatro se juntaram em 1996. Shows pelo país e um disco ao vivo. Uma versão mais pop da Cantoria que, na década anterior, reunira Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

No Grande Encontro 2 (um disco de estúdio), Alceu estava de fora. Também no Grande Encontro 3 (disco e DVD ao vivo).

Na versão 2016 do Grande Encontro, a formação de trio se repete. Sai Zé. Entra Alceu. Uma pena. Bom mesmo era o quarteto!

Guitarrista paraibano conta como foi a Noite Brasileira no Festival de Montreux

Elba Montreux

O guitarrista paraibano Washington Espínola mora na Suiça desde a década de 1990. Todos os anos, ele assiste ao Festival de Jazz de Montreux. Ontem, ele viu de perto a Noite Brasileira. Pedi ao músico um breve relato que posto aqui:

“Um domingo de sol, céu azul! Nada melhor para a Noite Brasileira (Brazilian Night) no Montreux Jazz Festival, no seu aniversário de 50 anos!

Um verdadeiro time de primeira, apoiado pela banda do excelente bandolinista Hamilton de Holanda, abrindo com instrumentais.

Em seguida, Martinho da Vila, que fez todos cantarem seus sucessos.

Mazzola, como mestre de cerimônias, chama Ana Carolina, Vanessa da Mata…Muito bom!

Vêm então João Bosco, Elba Ramalho, Ivan Lins e David Moraes com Maria Rita…

Duetos belíssimos!

Como Ivan Lins e Maria Rita, homenageando a mãe desta, a inesquecível Elis Regina.

Fiquei, da passagem de som ao final do show, entre o backstage e a Sala Stravinsky, onde foi realizada a Noite Brasileira.

Uma noite de MÚSICA brasileira com qualidade, representada por gerações e estilos diferentes!”

Na foto, encontro de paraibanos no backstage do Montreux Jazz Festival: Elba Ramalho e Washington Espínola.

Som Livre relança Geraldo Azevedo com música de “Velho Chico”. Ouça

A gravadora Som Livre relançou o primeiro disco solo de Geraldo Azevedo, que estava fora de catálogo há muitos anos. É nesse disco que está a música “Barcarola do São Francisco”, um dos temas da trilha sonora da novela “Velho Chico”.

O CD se chama “Geraldo Azevedo” e foi lançado originalmente em 1977. Faz parte do conjunto de discos da geração de artistas nordestinos que despontou na década de 1970 (além de Geraldo, Alceu Valença, Zé e Elba Ramalho, Fagner, Belchior e Ednardo).

A reaudição, quase 40 anos mais tarde, confirma que o pernambucano Geraldo Azevedo fez sua estreia em altíssimo nível. Antes, dividira um disco com Alceu Valença e participara do LP com a trilha sonora do filme “A Noite do Espantalho”, de Sérgio Ricardo.

A destacar: as belas e sensíveis melodias compostas por Geraldinho, as letras de Carlos Fernando, a guitarra inconfundível de Robertinho de Recife e a presença, como arranjador, do maestro Radamés Gnatalli.

O ponto alto do disco é a suíte “Correnteza”, composta por três músicas. É nela que está “Barcarola do São Francisco”, que ouvimos com frequência na novela “Velho Chico”. As outras duas são “Caravana” e “Talismã”.

Caetano, Gil e Elba entre os vencedores do Prêmio da MPB

Cae e Gil

Caetano Veloso e Gilberto Gil ganharam o prêmio de Melhor Álbum de MPB na 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Eles venceram com o álbum duplo ao vivo “Dois Amigos, um Século de Música”. Elba Ramalho, com o CD “Cordas, Gonzagas e Afins”, levou os prêmios de Melhor Álbum e Melhor Cantora na categoria regional. O evento, que este ano homenageou Gonzaguinha, foi realizado nesta quarta-feira (22) no Rio de Janeiro. 

O CD duplo de Caetano e Gil (também lançado em DVD) foi gravado em São Paulo em um dos muitos shows da turnê que os dois artistas realizam há um ano. O show – um duo acústico de voz e violão – percorreu diversos países da Europa e América do Sul. Também passou pelos Estados Unidos e Israel. No Brasil, foi apresentado nas principais capitais. O CD de Elba (também editado em DVD) traz a cantora interpretando um repertório que mistura Luiz Gonzaga com outros autores. 

Outros premiados ontem à noite no Prêmio da Música Brasileira: Roberto Carlos, melhor cantor na categoria popular; Cauby Peixoto, melhor álbum em língua estrangeira (“Cauby Sings Nat King Cole”); Adriana Calcanhoto, melhor DVD (“Loucura”); Xangai, melhor cantor, categoria regional; Caetano Veloso, melhor cantor categoria MPB.