Morre Sérgio de Carvalho, produtor de grandes discos da MPB

Morreu Sérgio de Carvalho.

Produtor de grandes discos da MPB, ele tinha 68 anos.

A causa da morte não foi divulgada pela família.

Sérgio de Carvalho queria ser músico.

Na década de 1960, tocou bateria em grupos amadores, mas não seguiu o caminho dos irmãos Dadi e Mu, que se tornaram instrumentistas profissionais.

A música, no entanto, ficou na vida de Sérgio.

A partir da década de 1970, ele se transformou num requisitado produtor de discos.

Primeiro, na velha PolyGram.

A produção dos álbuns Meus Caros Amigos e Chico Buarque 1978 tem a assinatura dele.

Da PolyGram, Sérgio de Carvalho foi para a Sony, depois para a BMG.

Em 1986, dirigiu, na TV Globo, a série de programas Chico & Caetano, que reuniu o primeiríssimo time da música popular brasileira em especiais exibidos uma vez por mês.

Atualmente, estava na Universal Music.

RETRO2018/Chico Buarque

Vou na estrada há muitos anos.

Sou um artista brasileiro

Backstage do teatro A Pedra do Reino. Sete da noite.

Os músicos entram primeiro.

O maestro Luiz Cláudio Ramos. O contrabaixista Jorge Helder. O percussionista Chico Batera. Todos eles. Os músicos que há muitos anos (uns 30) formam a grande banda de Chico Buarque.

Dessa vez, não tem mais Wilson das Neves, baterista lendário. Das Neves, que morreu no ano passado.

Em seguida, lá vem ele.

Um cumprimento rápido, uma foto.

Uma breve declaração de amor:

Chico, em 1966, eu tinha sete anos quando sua música entrou lá em casa para não sair mais.

Ao que ele responde, sorrindo:

Eu também era jovem.   

E completo:

Agora, vou fazer 60.

Ele está com 74.

O momento do diálogo, brevíssimo, está registrado na foto.

O artista – esse artista imenso – segue pelo corredor, por trás do palco. É hora de trabalhar.

Sete músicas fazem a passagem de som.

Uma sequência inteira do show, de Massarandupió até A Bela e a Fera.

Blues Pra Bia, A História de Lily Braun e A Bela e a Fera – o set bluesy/jazzy mostra o quão afiada é a banda.

A abertura do show também entra na passagem de som:

Minha Embaixada Chegou, velho samba de Assis Valente, e Mambembe. Ambas remetem a Quando o Carnaval Chegar, o filme e o disco de 1972.

Eu agradeço a licença que o povo me deu pra desacatar – é o que, duas horas mais tarde, quando as cortinas se abrem, Chico diz cantando, tornando seus os versos de Valente.

O show?

Vi embevecido.

Viram – creio – embevecidos todos os que foram nesta terça-feira (18/09) ao teatro A Pedra do Reino.

O set list percorre um longo caminho de 50 anos (do artista e do seu público), dá conta desse tempo e dialoga com o Brasil de hoje. Da remota parceria do jovem Chico com Tom, o Maestro Soberano, em Retrato em Branco e Preto, até As Caravanas, essa música porrada sobre o nosso apartheid social. De Sabiá (outra com Jobim) à valsa Massarandupió, composta com o mais novo parceiro, o neto Chico Brown. De Partido Alto a Tua Cantiga. Ao todo, 30 canções.

Chico Buarque no palco é um dos muitos retratos possíveis das belezas do Brasil.

O show é um recorte pouco linear do seu vastíssimo cancioneiro.

Paratodos, na despedida, resume tudo.

“Vou na estrada há muitos anos. Sou um artista brasileiro”. 

Quem reclama do repertório de Chico Buarque não ouve Chico Buarque!

Ouço Chico Buarque desde o festival de A Banda (na voz de Nara), em 1966. Eu tinha sete anos.

Acompanho sua carreira, portanto, há mais de 50 anos.

Tenho todos os discos. Conheço todas as músicas.

Quando vou vê-lo ao vivo, nada no set list me causa qualquer estranhamento.

Ontem, depois do primeiro show dele em João Pessoa, ouvi algumas queixas sobre o repertório. Não tem aqueles grandes sucessos do passado, tem um monte de músicas chatas e desconhecidas, etc., etc., etc.

Vamos lá.

Há dois grandes modelos de set list adotados no mundo dos shows.

No primeiro, o artista prioriza os hits, oferecendo ao vivo uma espécie de The Best, e insere duas ou três músicas novas. É o que fazem Paul McCartney e os Rolling Stones, por exemplo.

No segundo, o artista apresenta todas, ou quase todas, as músicas do disco novo misturadas com canções de momentos diversos da sua trajetória. Como costumam fazer Caetano Veloso e Chico Buarque.

No caso específico da turnê Caravanas, o disco homônimo tem apenas nove faixas. Elas representam menos de um terço de um set list que tem 30 músicas.

As 21 músicas que não são do disco novo vêm de muitos momentos da carreira de Chico.

Da época dos festivais (Sabiá), do firme engajamento contra a ditadura nos anos 1970 (Partido Alto, Gota D’Água, Homenagem ao Malandro, Geni e o Zepelim), da trilha do filme A Ópera do Malandro (A Volta do Malandro, Palavra de Mulher), do Grande Circo Místico (A História de Lily Braun, A Bela e a Fera), do Chico da maturidade, que produziu joias já incorporadas aos seus clássicos (Paratodos, Futuros Amantes, Estação Derradeira).

O conceito de Caravanas é muito claro. É um recorte pouco linear do vastíssimo cancioneiro de Chico, como defini ontem aqui na coluna.

Só posso entender que quem reclama do repertório do show de Chico Buarque não ouve Chico Buarque!

Chico Buarque é um dos retratos possíveis das belezas do Brasil

Vou na estrada há muitos anos.

Sou um artista brasileiro

Backstage do teatro A Pedra do Reino. Sete da noite.

Os músicos entram primeiro.

O maestro Luiz Cláudio Ramos. O contrabaixista Jorge Helder. O percussionista Chico Batera. Todos eles. Os músicos que há muitos anos (uns 30) formam a grande banda de Chico Buarque.

Dessa vez, não tem mais Wilson das Neves, baterista lendário. Das Neves, que morreu no ano passado.

Em seguida, lá vem ele.

Um cumprimento rápido, uma foto.

Uma breve declaração de amor:

Chico, em 1966, eu tinha sete anos quando sua música entrou lá em casa para não sair mais.

Ao que ele responde, sorrindo:

Eu também tinha.   

E completo:

Agora, vou fazer 60.

Ele está com 74.

O momento do diálogo, brevíssimo, está registrado na foto.

O artista – esse artista imenso – segue pelo corredor, por trás do palco. É hora de trabalhar.

Sete músicas fazem a passagem de som.

Uma sequência inteira do show, de Massarandupió até A Bela e a Fera.

Blues Pra Bia, A História de Lily Braun e A Bela e a Fera – o set bluesy/jazzy mostra o quão afiada é a banda.

A abertura do show também entra na passagem de som:

Minha Embaixada Chegou, velho samba de Assis Valente, e Mambembe. Ambas remetem a Quando o Carnaval Chegar, o filme e o disco de 1972.

Eu agradeço a licença que o povo me deu pra desacatar – é o que, duas horas mais tarde, quando as cortinas se abrem, Chico diz cantando, tornando seus os versos de Valente.

O show?

Vi embevecido.

Viram – creio – embevecidos todos os que foram nesta terça-feira (18) ao teatro A Pedra do Reino.

Verão – certamente – os que forem nesta quarta-feira (19), última noite em João Pessoa.

O set list percorre um longo caminho de 50 anos (do artista e do seu público), dá conta desse tempo e dialoga com o Brasil de hoje. Da remota parceria do jovem Chico com Tom, o Maestro Soberano, em Retrato em Branco e Preto, até As Caravanas, essa música porrada sobre o nosso apartheid social. De Sabiá (outra com Jobim) à valsa Massarandupió, composta com o mais novo parceiro, o neto Chico Brown. De Partido Alto a Tua Cantiga. Ao todo, 30 canções.

Chico Buarque no palco é um dos muitos retratos possíveis das belezas do Brasil.

O show é um recorte pouco linear do seu vastíssimo cancioneiro.

Paratodos, na despedida, resume tudo.

“Vou na estrada há muitos anos. Sou um artista brasileiro”. 

Chico Buarque faz show hoje e amanhã em João Pessoa. Veja o set list

Chico Buarque traz o show Caravanas a João Pessoa hoje (18) e amanhã (19).

As apresentações serão às 21 horas no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Os ingressos para o show de hoje estão esgotados, mas ainda há ingressos para amanhã.

Confira as 30 músicas do programa:

Minha embaixada chegou (Assis Valente)

Mambembe

Partido alto

Iolanda (Pablo Milanés, versão de Chico Buarque)

Casualmente (Jorge Helder/Chico Buarque)

A moça do sonho (Edu Lobo/Chico Buarque)

Retrado em branco e preto (Tom Jobim/Chico Buarque)

Desaforos

Injuriado

Dueto

A volta do malandro

Homenagem ao malandro

Palavra de mulher

As vitrines

Jogo de bola

Massarandupió (Chico Brown/Chico Buarque)

Outros sonhos

Blues pra Bia

A história de Lily Braun (Edu Lobo/Chico Buarque)

A bela e a fera Edu Lobo/Chico Buarque)

Todo o sentimento (Chico Buarque/Cristóvão Bastos)

Tua cantiga (Chico Buarque/Cristóvão Bastos)

Sabiá (Tom Jobim/Chico Buarque)

Grande Hotel (Wilson das Neves/Chico Buarque)

Gota d’água

As caravanas

Estação derradeira

Minha embaixada chegou (Assis Valente)

BIS

Geni e o zepelim

Futuros amantes

Paratodos

Músicas não assinaladas são de autoria de Chico Buarque.

CHICO BUARQUE FARÁ SHOW EXTRA EM JOÃO PESSOA

Confirmado.

Chico Buarque fará show extra em João Pessoa.

Será no dia 19 de setembro, no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Os ingressos para o show do dia 18 esgotaram em apenas cinco dias.

As vendas para o show extra do dia 19 começam nesta sexta-feira (03).

ONDE COMPRAR

Vendas físicas: na App Shop, primeiro piso do Manaíra Shopping (sem taxa).

Vendas online: www.bilheteriavirtual.com (com taxa de 15%).

OS PREÇOS

Plateia A1-A18: 340,00, inteira (170,00, meia)

Plateia A19-A41: 280,00, inteira (140,00, meia)

Balcão: 180,00, inteira (90,00, meia)

Esgotados ingressos para Chico Buarque. Produção avalia segundo show

Não há mais ingressos para o show que Chico Buarque fará em João Pessoa no dia 18 de setembro.

Toda a lotação do teatro A Pedra do Reino foi vendida em apenas cinco dias, informou a produção.

Muito satisfeita com o público pessoense, a produção nacional do artista avalia agora a realização de um segundo show de Chico Buarque na cidade.

Este show seria realizado na quarta-feira, 19 de setembro, também no teatro A Pedra do Reino.

Começa venda de ingressos para Chico Buarque em João Pessoa

Começou nesta quarta-feira (25) a venda de ingressos para o show de Chico Buarque em João Pessoa.

Haverá um ponto de vendas físicas no Manaíra Shopping (aberto a partir das 10 horas) e também vendas online (iniciadas durante a madrugada).

A turnê Caravanas passa pelo teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções da Paraíba, no dia 18 de setembro.

Faz 50 anos que Chico Buarque não se apresenta em João Pessoa.

ONDE COMPRAR

Vendas físicas: na App Shop, primeiro piso do Manaíra Shopping (sem taxa).

Vendas online: www.bilheteriavirtual.com (com taxa de 15%).

OS PREÇOS

Plateia A1-A18: 340,00, inteira (170,00, meia)

Plateia A19-A41: 280,00, inteira (140,00, meia)

Balcão: 180,00, inteira (90,00, meia)

Vi o show Caravanas no Recife, em maio, e transcrevo agora parte do que escrevi na época:

O show começa e termina (antes do bis) com Minha Embaixada Chegou, precioso samba de Assis Valente que, como Mambembe e Partido Alto, vem da trilha do filme Quando o Carnaval Chegar.

O povo pede licença pra na batucada desacatar.

Gota d’Água vai conduzindo o espectador pela década de 1970. Assim como Homenagem ao Malandro e Geni e o Zepelim, da primeira versão da Ópera do Malandro. A Volta do Malandro e Palavra de Mulher já são da safra de canções escritas para o filme de Ruy Guerra.

Praticamente não há clássicos do repertório dos anos 1960 e 1970.

No set list, predomina o que ele escreveu a partir da década de 1980.

São canções do Chico que enviesou seu modo de compor. Que foi (e ainda é) tantas vezes criticado por fazer assim, mas que mostra não só como são belas essas músicas todas, também que têm permanência, que resistem à ação do tempo.

Há os parceiros. Edu Lobo, Cristóvão Bastos, Jorge Helder, o neto Chico Brown.

Há pequenos sets. Como aquele bem bluesy, um pouco jazzy, que começa com Blues Pra Bia, segue com A História de Lily Braun, termina com A Bela e a Fera.

Há a homenagem a Wilson das Neves, que morreu no ano passado. Das Neves, grande baterista, notável cantor de sambas. O show é dedicado a ele.

Há o repertório do disco novo. Caravanas. Primoroso.

Antes do bis, o programa termina com As Caravanas, que é nova, Estação Derradeira, que tem mais de 30 anos, e, como na abertura, com o Assis Valente de Minha Embaixada Chegou.

Estação Derradeira é sobre esse Rio de amor que se perdeu.

As Caravanas comenta nosso apartheid social a partir do Rio.

Minha Embaixada Chegou é do tempo dos malandros que não existem mais.

Chico Buarque no palco é um dos muitos retratos possíveis das belezas do Brasil.

Caravanas é um recorte pouco linear do seu vastíssimo cancioneiro.

Paratodos, na despedida, resume tudo.

“Vou na estrada há muitos anos. Sou um artista brasileiro”.

Hélio Eichbauer, que fez cenário de O Rei da Vela, morre aos 76 anos

Sua arte será eterna

Caetano Veloso

O Brasil perdeu um grande artista.

O cenógrafo Hélio Eichbauer, de 76 anos, morreu nesta sexta-feira (20) no Rio de Janeiro.

Ele teve um enfarte fulminante.

Hélio Eichbauer ficou conhecido nacionalmente em 1967, quando criou o cenário da peça O Rei da Vela, dirigida por José Celso Martinez. A montagem de Zé Celso foi uma das referências do movimento tropicalista.

Em 1989, Caetano Veloso usou o cenário de Eichbauer na capa do disco Estrangeiro.

Entre os trabalhos recentes de Eichbauer, estão os cenários dos shows Caravanas, de Chico Buarque, e Ofertório, de Caetano Veloso com os filhos Moreno, Zeca e Tom.

Um fragmento do cenário está na capa do CD e do DVD com o registro ao vivo de Ofertório.

No Facebook, Caetano Veloso disse que Eichbauer é um artista de extrema importância e contribuição com seus cenários para a cultura brasileira: “sua arte será eterna”.

Domus Hall não venderá mais ingressos do show de Chico Buarque

Mudança na venda física de ingressos para o show que Chico Buarque fará em João Pessoa.

A produção local informou que os ingressos não serão mais vendidos nas bilheterias da Domus Hall, no Manaíra Shopping.

As vendas serão a partir do dia 25 de julho na loja App Shop, também no Manaíra Shopping.

As vendas online serão através do site bilheteriavirtual.com

Confira os preços:

Plateia A1-A18: 340,00, inteira

Plateia A19-A41: 280,00, inteira

Balcão: 180,00, inteira

O show de Chico Buarque será no teatro A Pedra do Reino, no dia 18 de setembro.