Lennon e McCartney em 60 canções para botar no pen drive

Por causa do post sobre os 60 anos do dia em que John Lennon e Paul McCartney se conheceram, um leitor me faz um pedido:

60 canções assinadas pela dupla Lennon e McCartney para botar num pen drive.

Segue a lista:

I SAW HER STANDING THERE

PLEASE PLEASE ME

FROM ME TO YOU

SHE LOVES YOU

ALL MY LOVING

I WANT TO HOLD YOUR HAND

A HARD DAY’S NIGHT

I SHOULD HAVE KNOWN BETTER

IF I FELL

AND I LOVE HER

CAN’T BUY ME LOVE

I FEEL FINE 

EIGHT DAYS A WEEK

HELP!

YOU’VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

TICKET TO RIDE

YESTERDAY

DAY TRIPPER

WE CAN WORK IT OUT

DRIVE MY CAR

NORWEGIAN WOOD

MICHELLE

IN MY LIFE 

PAPERBACK WRITER 

ELEANOR RIGBY

HERE, THERE AND EVERYWHERE

FOR NO ONE

TOMORROW NEVER KNOWS

PENNY LANE

STRAWBERRY FIELDS FOREVER

SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND

WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS

LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS

SHE’S LEAVING HOME

WHEN I’M SIXTY FOUR

A DAY IN THE LIFE

ALL YOU NEED IS LOVE

HELLO GOODBYE

MAGICAL MYSTERY TOUR

THE FOOL ON THE HILL

I’M THE WALRUS

LADY MADONNA

HEY JUDE

REVOLUTION

BACK IN THE USSR

OB-LA-DI OB-LA-DA

HAPPINESS IS A WARM GUN

BLACKBIRD

HELTER SKELTER

GET BACK

DON’T LET ME DOWN

THE BALLAD OF JOHN AND YOKO

ACROSS THE UNIVERSE

LET IT BE

THE LONG AND WINDING ROAD

COME TOGETHER

OH DARLING

BECAUSE

YOU NEVER GIVE ME YOUR MONEY

GOLDEN SLUMBERS

Os Beatles nasceram há 60 anos no salão de festas de uma igreja

O dia era seis de julho de 1957. Portanto, há 60 anos. Se há uma data que pode ser tomada como a do nascimento dos Beatles, é essa.

Foi quando John Winston Lennon e James Paul McCartney se conheceram. John ainda não tinha 17 anos. Paul acabara de fazer 15.

John levou a banda dele – The Quarry Men – para se apresentar num evento no jardim de uma igreja, em Liverpool.

Era tudo muito rudimentar. Os garotos mal tocavam seus instrumentos. Ninguém podia imaginar que em poucos anos o líder daquele grupo de skiffle se transformaria numa das figuras mais importantes da música popular do seu tempo.

Paul estava na plateia. Ele e sua guitarra, com a qual tinha muito mais intimidade do que o futuro parceiro. Depois do show, os dois foram apresentados por um amigo comum no salão de festas da igreja.

Inicialmente, Lennon não foi tão receptivo. Mas não resistiu ao talento musical de McCartney quando ouviu a voz de autêntico rocker e viu os acordes e riffs da sua guitarra em Twenty Flight Rock, sucesso de Eddie Cochran.

A música que Paul tocou para John é esta que vemos no vídeo a seguir:

John Lennon tocava guitarra com alguns acordes de banjo ensinados por Julia, sua mãe. Paul McCartney conhecia melhor o instrumento e já aprendera os acordes corretos para tocar rock’n’roll.

Os dois tinham os mesmos sonhos. Queriam ser músicos, formar uma banda, tocar rock.

O encontro naquele remoto seis de julho de 1957 mudou as suas vidas. Ali, começou uma grande amizade, além de uma extraordinária parceria musical e da formação dos Beatles.

O resto é História.

O rock será o que nós fizermos dele – disse John Lennon.

E foi!

Há 50 anos, 350 milhões viram os Beatles via satélite

25 de junho de 1967.

350 milhões de pessoas de vários países viram a primeira transmissão mundial de televisão via satélite.

Os Beatles participaram com uma nova canção: All You Need Is Love.

Era uma mensagem de paz para um mundo conflagrado.

Neste domingo (25), faz 50 anos!

Paul McCartney, o mais musical dos Beatles, faz 75 anos

Paul McCartney faz 75 anos neste domingo (18).

É um dos grandes compositores de música popular do seu tempo. Nos Beatles ou longe deles, Paul escreveu canções que o tornaram autor de um invejável songbook, realizando um sonho que talvez tenha começado quando seu pai, músico amador, lhe apresentou ao cancioneiro americano da primeira metade do século passado. Um parâmetro e tanto para quem queria compor.

Paul McCartney é amado e respeitado no mundo inteiro. É praticamente uma unanimidade. Mas nem sempre foi assim.

Na segunda metade dos anos 1960, no momento em que os Beatles trocaram o palco pelo estúdio e produziram seus discos mais criativos, não era pequeno o número de fãs que queriam atribuir a John Lennon, e não a McCartney, todas as ideias inteligentes que enxergavam no grupo. Como se Paul fosse apenas um bom moço com talento para compor melodias bonitas. Não sabiam dos vínculos que estabeleceu com o que havia de mais contemporâneo no mundo das artes na Londres daquela época, nem do seu interesse pelas vanguardas da música erudita.

Não se trata de diminuir a importância de Lennon, sua inquietação, sua ligação com as artes de vanguarda através de Yoko Ono, seu engajamento político. Não. Apenas de dimensionar corretamente o papel desempenhado por McCartney dentro dos Beatles.

Ele era o mais musical dos quatro, o que melhor se desenvolveu como compositor, o que escreveu o maior número de grandes canções.

Não foi à toa que, em 1967, concebeu o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, marco na carreira do grupo e em todo o pop/rock. O álbum é sua obra-prima, uma suíte que enobrece o rock com seu repertório e sua sonoridade.

Aos 23 anos, em 1965, McCartney escreveu a canção mais gravada da era do disco. Yesterday, que gravou acompanhando-se ao violão, com cordas arranjadas pelo maestro George Martin, pode ter sido o primeiro sinal de que os Beatles iriam amadurecer rapidamente e deixar para trás a ingenuidade que os seguiu no início da carreira.

No ano seguinte, assinava canções como Eleanor Rigby, Here, There and Everywhere e For No One. E, logo depois, Penny Lane, inspirada evocação da infância em Liverpool. Nas muitas baladas, mas também nos rocks, há uma fluidez melódica e um domínio do artesanato da canção no seu trabalho que o colocam no topo, se pensarmos nos demais compositores populares daquela geração.

McCartney brilhou como beatle e continuou brilhando após a dissolução do grupo. Criou o Wings, excursionou com a nova banda até que ela se dissolvesse e permaneceu em atividade intensa, sempre dividido entre os estúdios e os palcos. Flertou com a música erudita, mas sua praia é mesmo o popular de extremo bom gosto.

É um dos grandes artistas do século XX por tudo o que compôs e gravou. Aos 75 anos, continua percorrendo o mundo com seu show, carismático e generoso com os que têm a alegria de vê-lo de perto.

Há 50 anos, Festival de Monterey projetou Hendrix e Joplin

Sexta 16, sábado 17, domingo 18 de junho. Tal como agora em 2017. Só que há 50 anos.

Naquele fim de semana, o Festival de Monterey se transformou no primeiro dos grandes festivais de rock.

Os Beatles, duas semanas antes, haviam lançado o LP Sgt. Pepper, e os hippies viviam o verão do amor.

O festival projetou Jimi Hendrix (na foto, com Brian Jones), que, embora americano, ainda não era conhecido nos Estados Unidos.

E também Janis Joplin, a cantora do grupo Big Brother and Holding Company. Sua performance no blues Ball and Chain é inesquecível.

Monterey foi uma espécie de ensaio para Woodstock, que, dois anos mais tarde, se consagraria como o maior e mais importante evento do gênero.

A síntese do que foi Monterey está no filme de D. A. Pennebaker. Monterey Pop tem inestimável valor documental. E inaugura uma série de filmes de longa metragem (Woodstock, Gimme Shelter, etc.) que levaram muita gente aos cinemas, sobretudo na década de 1970.

Vistos de longe, festivais como o de Monterey são ingênuos e espontâneos. Têm boa música pop e muito amadorismo.

O rock ainda não estava contaminado pelo profissionalismo que, mais tarde, transformaria os grandes shows em espetáculos indiscutivelmente belos, mas às vezes assépticos demais.

Tributo de McCartney é ao american songbook e ao pai

Mexendo nos discos de Paul McCartney.

Lembrando dos 75 anos que o mais musical dos quatro Beatles completa neste domingo (18).

Curiosamente, começo por um disco de exceção. O Kisses on the Bottom, em que Paul presta tributo ao american songbook.

O disco de Paul McCartney traz canções americanas que ele ouviu na infância, geralmente apresentadas pelo pai, que era músico amador. É um acerto com sua memória afetiva. O título é uma expressão de duplo sentido. Um deles, “beijos no traseiro”. É a tradução que fazemos assim que vemos o título na capa. A foto, no entanto, contrasta com o seu caráter chulo: Paul cheio de flores nas mãos, como um autêntico amante à moda antiga, prestes a fazer a felicidade da mulher que ama.

Paul McCartney é um roqueiro que, no fundo, sempre quis fazer canções como Cole Porter e os irmãos Gershwin. E bem que tentou, algumas vezes. Na época dos Beatles, em When I’m Sixty Four e Honey Pie. Ou Your Mother Should Know. Depois, na carreira solo, em You Gave Me the Answer e Baby’s Request. Há outras, mas essas são as principais. Também usou, em Here, There and Everywhere e Honey Pie, uma introdução cantada antes da melodia propriamente dita, modelo que temos tanto em Home como em Always ou Bye Bye Blackbird (que estão no CD). São lembranças inevitáveis quando se ouve Kisses on the Bottom. E a confirmação da presença dessas músicas na vida de Paul.

É gigantesca a lista dos que já gravaram os standards da música americana. Os grandes cantores dos Estados Unidos, negros ou brancos, adoram essas canções. Mas não só os de lá. Há mais de 10 anos, Caetano Veloso se debruçou num disco inteiro sobre o cancioneiro americano (A Foreign Sound), incluindo músicas mais recentes e não apenas aquelas anteriores ao advento do rock’n’ roll. Rod Stewart achou que um era pouco e fez cinco CDs, não disfarçando o caráter ultra comercial da empreitada de qualidade duvidosa. Paul McCartney tinha o dever de não repetir Stewart. Era necessário produzir algo muito melhor. Kisses on the Bottom confirma que ele, felizmente, conseguiu.

McCartney já tinha gravado standards. No disco destinado ao mercado soviético, na década de 1980, tem Don’t Get Around Much Anymore e Summertime. Mas executados por uma banda de rock, ao lado de vários clássicos do rock’n’ roll primitivo. Em Kisses on the Bottom, à exceção de duas canções de sua autoria, dedicou um disco completo aos standards. E com ao menos três escolhas muito positivas. A primeira: convidou um grupo de jazz (o da pianista canadense Diana Krall) para acompanhá-lo. A segunda: não cedeu à tentação, como quase todos, de escolher um repertório óbvio. A terceira: atuou apenas como cantor. E ainda se deu ao luxo de usar o mesmo microfone de Nat King Cole.

Se quisermos, poderemos procurar os defeitos do disco. McCartney não está na praia dele, dirão alguns. Por isto, não fica totalmente à vontade com o repertório, nem com a sonoridade da banda de Diana Krall. Ou: gravou canções que são muito melhores com outras vozes, das damas negras do jazz aos cantores brancos como Sinatra. É tudo verdade. Mas estes argumentos não diminuem o charme do CD. Nós, que amamos os Beatles, sabemos o quanto o american songbook foi fundamental na formação musical de Paul. E que, um dia, ele inevitavelmente se dedicaria a este repertório. Nem que fosse só para prestar um tributo ao pai. Bom que tenha deixado para fazer na velhice.

Capa do manifesto tropicalista faz homenagem ao Pepper

Nesta quinta-feira (01/06), faz 50 anos que os Beatles lançaram Sgt. Pepper, o disco mais importante da carreira deles.

Volto ao Pepper com uma lembrança: entre as muitas capas que tiveram o álbum dos Beatles como referência está a de Tropicália – Panis et Circencis.

O manifesto tropicalista foi lançado um ano depois do disco dos Beatles.

Os tropicalistas comandados por Caetano Veloso e Gilberto Gil também tinham o seu George Martin: era o maestro Rogério Duprat.

 

O Sgt. Pepper botou a banda pra tocar há 50 anos!

Nesta quinta-feira (01/06), faz 50 anos do lançamento do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (o álbum saíra seis dias antes no Reino Unido).

Prefiro o Abbey Road, o Álbum Branco, o Revolver. Muitos fãs preferem.

Mas o Pepper é o disco mais importante dos Beatles. O mais ousado, o mais influente, o mais marcante. Aparece quase sempre como o disco mais importante do rock.

O álbum é uma suíte pop com 13 faixas coladas.

Nasceu quando os Beatles gravaram Strawberry Fields Forever (de Lennon) e Penny Lane (de McCartney). As duas lembranças da infância em Liverpool ficaram de fora do LP, saíram em single, mas estão para sempre associadas ao impulso criativo que gerou o Pepper.

Sgt. Pepper é disco de uma banda. Se há, porém, alguém que pode ser de fato mencionado como autor do projeto, esse alguém é Paul McCartney.

A ideia é mais dele do que dos outros. O conceito, a capa. A predominância do autor no repertório. É fruto do interesse de Paul pelos eruditos contemporâneos, pela arte de vanguarda, pelo que ele viu e ouviu na Londres da sua juventude. (Está tudo no livro Many Years From Now).

A despeito disso, há grandes momentos autorais de John Lennon (Lucy, Mr. Kite) e um número de música indiana que insere George Harrison no projeto de forma brilhante. Ringo Starr faz seu número com uma pequena ajuda dos amigos.

O Pepper é diferente do que os Beatles faziam até então, apesar dos sinais claros que estavam no Revolver. É, a um só tempo, novo e velho. Ou vai buscar o novo no velho.

Sempre me pareceu assim. Rompe, define caminhos, diz como vai ser dali por diante. Mas evoca a bandinha da cidade interiorana, o espetáculo de circo, as cordas e a harpa a acompanhar um lied de um tempo remoto, o ritmo americano que embalava o pai de Paul.

Tudo dando forma a um produto que era, naquele junho de 1967, o que havia de mais contemporâneo no rock.

O ponto alto, a coda dessa grande suíte pop, se chama A Day in the Life. Duas canções distintas (uma de John, outra de Paul) que foram fundidas como se fossem uma só. A orquestra de muitos músicos, soando atonal, produzindo música aleatória, conduz o ouvinte ao majestoso acorde final.

O maestro e produtor George Martin, peça fundamental na engrenagem do Pepper, conta a história do disco no livro Summer of Love, The Making of Sgt. Perpper, leitura importante para quem ama os Beatles.

Leia o livro, ouça o disco. Celebre os 50 anos do Pepper!

Jornal traz capa dos Beatles para crise política brasileira

O Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, o disco mais importante dos Beatles, vai completar 50 anos.

Nesta quarta-feira (24), o jornal Estado de Minas recriou, em sua primeira página, a capa do álbum.

Trouxe para a atual crise política brasileira.

Uma delícia para os fãs do quarteto!

Stones, Zappa, Zé. “Sgt. Pepper” inspirou outras capas

O agora quase cinquentenário Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, tem algo além da música extraordinária contida em suas 13 faixas: a capa do disco.

Sim! A capa do Pepper!

Tantas vezes homenageada, imitada, como registro muito brevemente aqui na coluna.

Primeiro, a capa original. Cheia de detalhes. E interpretações.

Seguimos com We’re Only in It for the Money, de Frank Zappa.

E Nação Nordestina, de Zé Ramalho.

E Their Satanic Majesties Request, dos Rolling Stones.