Fittipaldi, que chega hoje aos 70, tinha um amigo beatle

Emerson Fittipaldi faz 70 anos nesta segunda-feira (12).

Foi nosso primeiro campeão de Fórmula 1. Campeão em 1972, bi em 1974. Quando ainda não sonhávamos com Piquet, nem com Senna.

Como a coluna é de cultura, vou puxar para a música.

Sim! Nosso piloto tinha um amigo beatle. George Harrison.

Recorro ao doce George para homenagear Emerson.

Vejam o vídeo.

 

John Lennon, um top 5 depois dos Beatles

Se estivesse vivo, John Lennon teria completado 76 anos em nove de outubro. Nesta quinta-feira (08), faz 36 anos que ele foi assassinado.

Ainda ouço muito Lennon, nos Beatles e depois deles.

Segue meu top 5 de John solo.

John Lennon/Plastic Ono Band. Um dos grandes discos do rock. O melhor de Lennon. O dream is over já justificaria sua existência.

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Imagine. Lennon sob cuidadosa produção de Phil Spector. Com a canção que se tornaria um hino em escala planetária.

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Some Time in New York City. John & Yoko soltos em Nova York. Rocks e baladas irresistíveis num dos discos mais panfletários do rock.

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Walls and Bridges. Longe de Yoko, num interminável lost weekend, Lennon produziu intensamente. O melhor está nesse disco.

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Double Fantasy. A volta após uma ausência de cinco anos. A dupla fantasia do casal Lennon. Pouco antes do desfecho trágico.

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O primeiro mérito de John Lennon é ter criado os Beatles. Criou e teve a percepção de que o rock seria o que fizessem dele. John é a maior personalidade do quarteto pelo conjunto do que produziu. E também por sua postura pública. Nele, rock, política e vanguarda se fundiram, e o resultado remete ao que se viu e ouviu de melhor na música popular da segunda metade do século passado.

O instrumentista limitado não impediu o crescimento do autor. Strawberry Fields Forever, uma das mais admiráveis canções dos Beatles, é toda sua, letra e melodia. Roqueiro visceral, Lennon foi a figura que projetou com maior intensidade a música e as atitudes do grupo.

Os Beatles ficaram juntos por apenas sete anos, de 1962 a 1969. A carreira solo de John durou somente cinco anos, de 1970 a 1975. Os cinco que se seguiram foram de reclusão e silêncio. A volta, no disco Double Fantasy, foi interrompida no final da noite de oito de dezembro de 1980, com o assassinato do artista em frente ao edifício Dakota, em Nova York.

Ao reouvi-lo, juntamos os recortes da sua trajetória. Como ele desejava fazer na velhice. Em frente ao mar da Irlanda.

Influência dos Beatles é marcante na música de Washington Espínola

Estou ouvindo The King’s Dream, o novo CD de Washington Espínola, músico paraibano radicado na Suíça desde a segunda metade dos anos 1990.

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Antes de falar do disco, um pouco de memória.

Conheci Washington e sua guitarra no comecinho dos anos 1980. No tempo em que ele, sem saber, deu uma contribuição ao rock brasileiro daquela década.

Conto essa história:

Herbert Vianna não sabia o que fazer no futuro. Seria músico?

De férias em João Pessoa, encontrou um rapaz tocando Beatles em Manaíra. Puxou conversa. Era Washington. Ficaram amigos. Mais do que isso: aquele encontro, segundo o que Herbert mesmo conta, foi decisivo na sua vida. Ajudou a definir o seu vínculo com a música.

Em resumo: sem ele, talvez não tivéssemos Paralamas do Sucesso.

A formação musical de Washington vem do dedicado ouvinte de rock que ele sempre foi.

Na década de 1980, formou um power trio, o Washington Espínola Trio. Ao lado do baixista Sérgio Galo e do bateria Glauco Andreza, fazia shows e tocava na noite pessoense.

Seu trabalho autoral era mais voltado para os temas instrumentais. Fusion, jazz rock, guitar heroes. Solos velozes, improvisação jazzística.

As canções foram chegando aos poucos. O desejo de cantar em estúdio também veio mais tarde.

The King’s Dream parece ser, até agora, o ponto alto desse caminho que Washington construiu depois que foi morar em Genebra.

O rock permanece como principal matriz do seu trabalho.

No novo CD, toca todos os instrumentos e se sai muito bem.

Se quisermos, identificaremos diversas influências. Fico com os Beatles, a mais nítida. Uns acordes que remetem a John Lennon, uma melodia que lembra Paul McCartney, mas, sobretudo, soluções harmônicas e melódicas que confirmam o amor de Washington pela música de George Harrison.

Até algo da melancolia do mais discreto dos quatro beatles se pode identificar nas canções de Washington Espínola.

Em alguns momentos, há solos de guitarra que lembram o Washington de anos atrás. Mas o predomínio é das canções. Compostas e executadas por um músico maduro.

Ouço The King’s Dream com alegria, pelo resultado obtido, e saudade do amigo!

Santana e Washington

(Na foto, no Festival de Montreux, Washington encontra Carlos Santana, um dos seus heróis)

Dia de Finados: mortos que fazem muita falta

Finados. Dia de lembrar os mortos.

Na redação, uma colega sugere: lembre-se de pessoas famosas que você admira muito, mortos que você queria que estivessem vivos.

A lista é imensa, mas escolhi oito nomes.

Antônio Carlos Jobim. O maior compositor popular do Brasil, o que melhor nos projetou internacionalmente com uma versão refinada do samba. Morreu em 1994.

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John Lennon. Musicalmente, não era o melhor dos Beatles. Mas era o mais inquieto, a maior personalidade do quarteto. Foi assassinado em 1980.

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Billie Holiday. A mais verdadeira das vozes do jazz. Na juventude, nem sabia que seria cantora, de tão natural que para ela era cantar. Morreu em 1959.

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Federico Fellini. Um verdadeiro poeta do cinema. Em seus filmes, deu universalidade à pequena Rimini onde nasceu. Morreu em 1993.

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François Truffaut. Mestre do cinema francês e da Nouvelle Vague. O que teorizou na juventude, como crítico, levou para a tela em seus filmes. Morreu em 1984.

Francois Truffaut, realisateur francais, posant au debut des annees 80, lieu inconnu.

Nelson Rodrigues. No jornalismo, na literatura, no teatro, escreveu sobre o Brasil e, principalmente, sobre o homem. Como nos faz falta! Morreu em 1980.

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Martin Luther King. Pastor da não violência, do pacifismo, das ideias generosas. Deveria ter vivido para ver Barack Obama na Casa Branca. Foi assassinado em 1968.

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Nelson Mandela. Sua história diz que há outros modos de fazer política. Morreu em 2013.

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Drummond traduziu Beatles para o Português! Vocês sabiam?

O Nobel de Literatura concedido a Bob Dylan remete, claro, ao debate sobre poesia e letra de música.

Poesia é uma coisa, letra de música é outra?

Poesia tem um status que letra de música não tem?

Letrista de música popular não é poeta?

As respostas ficam para os acadêmicos. Não sou um deles.

Mas lembro que o Brasil tem um caso muito interessante. Vinícius de Moraes! Sim! Vinícius era um poeta, no sentido acadêmico, que migrou para a música popular. Fez as duas coisas. E como fez bem!

Isso tudo é introdução para a razão de ser desse post.

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Em 1969, eu era um menino de 10 anos apaixonado pelos Beatles. Um dia, meu pai pegou a revista Realidade (lembram dela?) e me disse:

Carlos Drummond de Andrade, um dos grandes poetas da nossa língua, verteu letras dos Beatles para o Português! 

E lá estavam elas. Várias letras do Álbum Branco, que eu acabara de comprar, traduzidas por Drummond.

Sempre lembro delas. Drummond traduzindo Beatles enriquece o debate sobre poesia e letra de música.

Transcrevo A Felicidade É um Revólver Quente. É Happiness Is a Warm Gun, de John Lennon.

A FELICIDADE É UM REVÓLVER QUENTE

Até que essa garota não erra muito

oi oi oi oi oi oi oi oi

Acostumou-se ao roçar da mão-de-veludo

como lagartixa na vidraça

O cara da multidão, com espelhos multicores
sobre seus sapatões ferrados
descansa os olhos enquanto as mãos se ocupam
no trabalho de horas extraordinárias
com a saponácea impressão de sua mulher
que ele papou e doou ao Depósito Público.

Preciso de justa-causa porque vou rolando para baixo
para baixo, para os pedaços que deixei na cidade-alta,
preciso de justa-causa porque vou rolando para baixo

Madre Superiora dispara o revólver
Madre Superiora dispara o revólver
Madre Superiora dispara o revólver

A felicidade é um revólver quente
A felicidade é um revólver quente
Quando te pego nos braços
e meus dedos sinto em teu gatilho,
ninguém mais pode com a gente,
pois a felicidade é um revólver quente
lá isso é.

Chuck Berry faz 90 anos. Chuck Berry Fields Forever!

Chuck Berry faz 90 anos nesta terça-feira (18).

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Há quatro décadas, quando quis difundir sua adesão ao rock, Gilberto Gil foi buscar inspiração na Strawberry Fields Forever de John Lennon e compôs Chuck Berry Fields Forever!

E cantou:

Rock é nosso tempo, baby

Rock’n’n  roll é isso

Chuck Berry Fields Forever! 

Claro! Se o assunto é rock’n’roll, Chuck Berry aparece logo na frente.

Lennon, quando o viu de perto num programa da televisão americana, gritou:

Chuck Berry! Meu herói!

E falou sobre o seu senso rítmico, a sua métrica, os comentários sociais das letras. Se o rock’n’roll tivesse outro nome, seria Chuck Berry! Quem disse foi o beatle.

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Eric Clapton? Keith Richards? George Harrison? Beatles? Rolling Stones? Todos foram influenciados pela guitarra de Berry.

Se pensarmos num fenômeno poderoso como o rock, esse artista extraordinário que faz 90 anos hoje é um fundador. Se pensarmos num instrumento icônico como a guitarra, é um inventor. Seus riffs e suas soluções soam pelo mundo há 60 anos!

Há muitos anos, escrevi sobre ele e publiquei no meu livro Meio Bossa Nova, Meio Rock’n’ Roll:

Nascido em St. Louis, Chuck Berry é um músico simples, primitivo, mas, a despeito disso, carrega consigo uma força criadora que o transformou num grande artista popular. O que fez com a guitarra se insere no terreno da invenção. Ele ajudou a criar uma linguagem, a estabelecer os fundamentos de um gênero. Seus riffs se confundem com o próprio rock. A introdução que repete, com ligeiras alterações, em várias músicas, é uma marca registrada não apenas do seu estilo, mas do rock’n’ roll. 

E tem os rocks e blues absolutamente antológicos que compôs. Johnny B. Goode, o maior de todos.

No filme De Volta Para o Futuro, quando, sem saber, “inventa” o rock, o garoto que viajou no tempo toca Johnny B. Goode! E deixa a plateia estarrecida. Sim, porque ele vem de uma época em que a gramática do instrumento já está escrita, com todas as suas possibilidades. Associada também à presença cênica dos artistas do rock. Coisas que não existiam antes de Berry.

Portanto:

Hail! Hail! Rock’n’ Roll!

Chuck Berry Fields Forever!

Bob Dylan, o bardo judeu romântico de Minnesota, é Nobel de Literatura!

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Começamos esta quinta-feira (13) com uma grande e surpreendente notícia. Bob Dylan é Nobel de Literatura!

Surpreendente porque a regra é que o prêmio da Academia Sueca vá para um nome da literatura. Não para um músico. Um músico de rock, um letrista de música popular, e não um poeta no sentido clássico da palavra.

Grande notícia porque tem uma extraordinária força simbólica. Dar o Nobel a Dylan é conferir aos letristas da música popular um status acadêmico nem sempre admitido. É reconhecer as inovações literárias processadas no seu campo de criação. É também premiar uma geração brilhante que, meio século atrás, enriqueceu o mundo com suas melodias, seus versos, suas ideias generosas.

O Dylan premiado com o Nobel representa todos. Os Beatles, os Rolling Stones, a musa Joan Baez, Paul Simon, que hoje faz 75 anos. Os daqui também. Caetano, Chico, Gil, grandes letristas, no nível dos melhores do mundo. O nosso Zé Ramalho, em cuja música há tantos traços de Dylan, a quem já dedicou um disco inteiro.

Júbilo para os ouvintes de Mr. Zimmerman! Principalmente os da geração dele, os que puderam ouvi-lo desde o início, há mais de 50 anos. Também para os da minha faixa etária, os que estão beirando os 60. Os que alcançaram Dylan num momento de grande criatividade, ainda com o frescor da juventude por perto.

Em maio, quando Dylan fez 75 anos, escrevi algo sobre ele. Transcrevo parte aqui:

Judeu, Robert Allen Zimmerman é, nos Estados Unidos, o maior compositor popular de sua geração. E o mais influente. Até os Beatles foram influenciados por ele. Quando John Lennon trocou as letras ingênuas da Beatlemania por versos que falavam das suas dores, o fez por causa de Dylan. As marcas principais do que Bob Dylan criou estão nos primeiros anos da sua trajetória. O artista que ouvimos no início da carreira une a tradição folk à canção de protesto. E logo em seguida rompe com essas duas opções. Abandona o acústico e adota o elétrico e abre mão do discurso engajado para falar de si próprio. Se quisermos sintetizar assim a sua produção, já teremos um retrato fidelíssimo do que ele é.   

Sete discos nos oferecem o melhor Dylan. De The Freewheelin’ (1963) a John Wesley Harding (1968). Entre os dois, temos Highway 61 Revisited e Blonde on Blonde. As questões cruciais do artista e sua obra estão neles. Mas é claro que há muito o que ouvir nos anos seguintes. De New Morning a Desire, de The Basement Tapes a Blood on the Tracks. E o ao vivo Before the Flood, em que divide o palco com o grupo The Band, que o acompanhou muitas vezes em estúdios e turnês. 

Bob Dylan correu muitos riscos. Os primeiros, quando rompeu com a tradição folk e o engajamento político na América da primeira metade da década de 1960. Mas houve outros. De um, ao menos, ninguém esquece: o judeu convertido ao cristianismo na segunda metade dos anos 1970. Na década seguinte, voltou às origens e nunca mais cantou para Jesus. Assim é Bob Dylan. De cara limpa ou com o rosto todo pintado. Acústico ou elétrico. Engajado ou recolhido aos seus tormentos. Judeu ou cristão. Não importa. O que temos nele é um grande trovador do seu tempo. Com a beleza da voz nasal, da guitarra imprecisa e das imagens poéticas. Faltam respostas, mas o vento ainda está soprando ao seu lado.      

Quem chama Dylan de o bardo judeu romântico de Minnesota é Caetano Veloso, na letra de A Bossa Nova É Foda.

Rolling Stones tocam Beatles. Histórico e (quase) inacreditável!

Nos anos 1960, ficou estabelecido que os Beatles e os Rolling Stones eram rivais. Ou que os Beatles eram caretas, enquanto os Rolling Stones eram rebeldes.

Bobagem! Mais marketing do que realidade.

Lennon e McCartney fizeram I Wanna Be Your Man para os Stones. Lennon e McCartney fazem vocal em We Love You, dos Stones. Jagger é visto no estúdio dos Beatles. Lennon está no Rock an Roll Circus, etc.

De todo modo, os Rolling Stones não incluem música dos Beatles no repertório deles. Quando isso ocorre, portanto, é histórico e (quase) inacreditável!

Como ontem no grande festival que está sendo realizado nos Estados Unidos, reunindo lendas do rock dos anos 1960.

Pois é! Os Rolling Stones fazendo um cover dos Beatles. A escolha foi por Come Together, de John Lennon. Por essa música, Lennon foi acusado de plagiar Chuck Berry, ídolo de quem? Dos Rolling Stones!

AfroReggae e All You Need Is Love fazem Beatles na Favela em JP

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O musical Beatles na Favela será apresentado nesta sexta-feira (07) no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções, em João Pessoa.

O espetáculo reúne a banda cover All You Need Is Love e o Grupo Cultural AfroReggae em torno da música dos Beatles. A companhia portuguesa de dança contemporânea Vortice Dance Company assina a videografia e o cenário.

A banda All You Need Is Love e uma orquestra de apoio executam ao vivo cerca de 30 canções dos Beatles, em meio a números de circo e de dança contemporânea.

Quase 40 pessoas estão no palco, entre bailarinos, artistas do afro circo, músicos de orquestra e a banda cover dos Beatles. Mais de 40 figurinos são usados durante o espetáculo.

Na banda All You Need Is Love, estão Sandro Peretto (John Lennon), Felipe Malagutti (Paul McCartney), Henrique Cesarine (George Harrison), Fábio Carrara (Ringo Starr) e Mário Lúcio Marques (George Martin).

 

Capas que inspiraram outras capas no mundo do disco

No mundo dos discos, capas inspiraram outras capas. Um deleite para os colecionadores.

Vejam Let it Be, dos Beatles, e Qualquer Coisa, de Caetano Veloso.

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Double Fantasy serviu de referência para Milk and Honey, do casal Lennon.

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Abbey Road, dos Beatles, motivou Paul McCartney a fazer Paul is Live.

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Saindo dos Beatles: Tutu, de Miles Davis, e Minas, de Milton Nascimento.

Aí, Milton inspirou Miles.

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