Alceu Valença traz a João Pessoa show com grandes sucessos

Alceu Valença traz seu novo show a João Pessoa no dia 29 de setembro.

Anjo de Fogo será apresentado no teatro A Pedra do Reino.

Anjo de Fogo é um show retrospectivo. O set list reúne grandes momentos da carreira de Alceu Valença.

Parte do repertório está no CD/DVD Vivo! Revivo!, que resgata a obra setentista do artista. Mas traz também sucessos das décadas de 1980 e 1990.

A banda que acompanha Alceu em Anjo de Fogo é formada por Paulo Rafael (guitarra), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo) e Cássio Cunha (bateria).

Alceu Valença revive “Vivo!”. Meninos, eu vi em 1975!

Primeiro, as imagens.

O show que aparece no disco Vivo!, que Alceu Valença lançou em 1976, passou por João Pessoa um ano antes.

Esse garoto cabeludo da foto, segurando um gravador jurássico, sou eu aos 16 anos, entrevistando Alceu no Teatro Santa Roza!

Essa é a capa de Vivo!, o disco de 1976 lançado pela Som Livre.

E essa é a capa de Vivo! Revivo!, lançado há pouco.

Depois das imagens, vamos ao texto.

Vou Danado Pra Catende! 

O show era extraordinário!

No palco, Alceu Valença acompanhado por Zé Ramalho e sua viola, Lula Cortes e seu tricórdio e a banda pernambucana Ave Sangria, que já fora Tamarineira Village.

Podemos resumir assim: a tradição musical nordestina revisitada com sotaque roqueiro.

Alceu oferecia uma nova leitura do que os tropicalistas haviam feito um pouco antes. E Chico Science faria muito depois.

Depois do festival Abertura, lançara o primeiro disco solo, Molhado de Suor. Em seguida, Vivo! traria parte do repertório do show Vou Danado Pra Catende. Espelho Cristalino completaria depois essa primeira fase do artista.

Quatro décadas se passaram, e Alceu Valença comemorou reencontrando o Vivo!. O show, gravado em 2015 no Teatro Santa Isabel, no Recife, está disponível em CD e DVD. Vivo! Revivo! traz todo o repertório do LP de 1976, além de faixas de Molhado de Suor e Espelho Cristalino.

Não tem as limitações técnicas do original, mas também não tem a mesma garra. É o Alceu de ontem interpretado pelo Alceu de hoje. De todo modo, é muito bom de ouvir!

Alceu e Elba: Grande Encontro 20 Anos em vídeos. Assista

Volto a postar vídeos do projeto Grande Encontro 20 Anos, que foram liberados na sexta-feira (02).

Vamos conferir Cabelo no Pente, com Alceu Valença.

E Sangrando, com Elba Ramalho.

Nos próximos dias, Grande Encontro 20 Anos chega às lojas.

O consumidor terá três opções: CD simples com os melhores momentos, DVD simples com a íntegra do espetáculo e combo com CD duplo e DVD simples, ambos com o show completo.

Alceu, Elba e Geraldo cantam “Me Dá um Beijo”. Assista

Liberados quatro vídeos do show Grande Encontro 20 Anos.

Num deles, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo cantam Me Dá um Beijo.

Confiram.

Nos próximos dias, Grande Encontro 20 Anos chega às lojas.

O consumidor terá três opções: CD simples com os melhores momentos, DVD simples com a íntegra do espetáculo e combo com CD duplo e DVD simples, ambos com o show completo.

Sem Zé Ramalho, Grande Encontro não é mais o mesmo

Dois quartetos notáveis formados por artistas nordestinos para shows à base de vozes e violões:

Na década de 1980, Cantoria.

Na de 1990, O Grande Encontro.

No primeiro, Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

No segundo, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho.

O ano de 2016 marcou o retorno dos dois projetos. Cantoria voltou com seus quatro integrantes. Mas, com a ausência de Zé Ramalho, O Grande Encontro mantém o formato de trio já adotado nos anos 1990, no período em que Alceu Valença deixou o grupo.

Neste sábado (26), o público pessoense vê O Grande Encontro na Domus Hall.

grande-encontro-2016

Confiram o set list do show:

1. Anunciação – Alceu, Elba e Geraldo
2. Caravana – Alceu, Elba e Geraldo
3. Me dá um beijo – Alceu, Elba e Geraldo
4. Sabiá – Alceu, Elba e Geraldo
5. Papagaio do futuro – Alceu e Geraldo
6. Moça bonita – Alceu e Geraldo
7. Sétimo céu – Geraldo
8. Parceiro das delícias – Geraldo
9. Dia branco – Geraldo
10. Só depois de muito amor – Geraldo
11. Bicho de sete cabeças II – Elba e Geraldo
12. Canta coração – Elba e Geraldo
13. Sangrando – Elba
14. Chão de giz – Elba
15. Na base da chinela – Elba
16. Qui nem jiló – Elba
17. Eu só quero um xodó – Elba
18. Candeeiro encantado – Elba
19. Ciranda da rosa vermelha – Alceu e Elba
20. Flor de tangerina – Alceu e Elba
21. Cabelo no pente – Alceu
22. La belle de jour – Alceu
23. Girassol – Alceu
24. Coração bobo – Alceu
25. Morena tropicana – Alceu
26. Ciranda da traição – Alceu, Elba e Geraldo
27. Táxi lunar – Alceu, Elba e Geraldo
28. Pelas ruas que andei – Alceu, Elba e Geraldo
29. Banho de cheiro – Alceu, Elba e Geraldo
30. Frevo mulher – Alceu, Elba e Geraldo

Trilha sonora está entre as qualidades de “Velho Chico”

Há quanto tempo não ouvíamos Elomar numa novela da Rede Globo?

Lembro da voz dele em “Gabriela”, aquela dos anos 1970 estrelada por Sônia Braga.

Pois é! E Geraldo Vandré?

Nem lembro dele em nenhuma novela!

Mérito de “Velho Chico”. Colocar no horário nobre da televisão brasileira vozes como as de Elomar, Geraldo Vandré e Xangai.

Mas não somente eles.

Alceu Valença, Caetano Veloso, Chico César, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Legião Urbana, Maria Bethânia, Raul Seixas. E outros mais. Suas vozes, suas canções, compondo a trilha sonora de uma telenovela.

Muito já se falou das qualidades de “Velho Chico”. Acrescente-se mais esta.

Uma telenovela onde ouvimos a Suíte Correnteza, de Geraldo Azevedo, e o Réquiem Para Matraga, de Geraldo Vandré. Incelença pro Amor Retirante, de Elomar, e Triste Bahia, de Caetano Veloso. Ou, ainda, Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas.

Eu organizo o movimento, eu oriento o carnaval, eu inauguro o monumento no Planalto Central do país.

Que luxo! Uma novela na qual, todas as noites, esses versos de Caetano Veloso eram ouvidos logo na abertura.

Para ilustrar o texto, escolho uma das belezas da trilha. Barcarola do São Francisco, um dos três “movimentos” da Suíte Correnteza, de Geraldo Azevedo.

A trilha de “Velho Chico” está registrada em três CDs, um deles dedicado aos temas instrumentais.

O Grande Encontro está de volta, mas sem Zé Ramalho

O Grande Encontro está de volta. Mas incompleto. Um trio, não um quarteto. Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. Muito bom, claro! Mas Zé Ramalho fará falta!

Os quatro se juntaram em 1996. Shows pelo país e um disco ao vivo. Uma versão mais pop da Cantoria que, na década anterior, reunira Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

No Grande Encontro 2 (um disco de estúdio), Alceu estava de fora. Também no Grande Encontro 3 (disco e DVD ao vivo).

Na versão 2016 do Grande Encontro, a formação de trio se repete. Sai Zé. Entra Alceu. Uma pena. Bom mesmo era o quarteto!

Para Alceu, Jackson do Pandeiro era uma verdadeira escola de canto

“Na minha opinião, existem duas escolas de canto no Brasil: a de João Gilberto e a de Jackson do Pandeiro”.

A frase é atribuída ao pernambucano Alceu Valença. Lembro dela porque, neste domingo (10), faz 34 anos da morte de Jackson.

Jackson do Pandeiro, o paraibano de Alagoa Grande, e sua originalíssima maneira de fazer a divisão rítmica. Há influência dele no canto de grandes artistas populares do Brasil, como Gilberto Gil, Alceu Valença, João Bosco, Lenine e Xangai.

Jackson, agora mais fácil de ser ouvido, graças à caixa O Rei do Ritmo, com 15 CDs, que acaba de chegar às lojas físicas e virtuais.

Salve Jackson!

Som Livre relança Geraldo Azevedo com música de “Velho Chico”. Ouça

A gravadora Som Livre relançou o primeiro disco solo de Geraldo Azevedo, que estava fora de catálogo há muitos anos. É nesse disco que está a música “Barcarola do São Francisco”, um dos temas da trilha sonora da novela “Velho Chico”.

O CD se chama “Geraldo Azevedo” e foi lançado originalmente em 1977. Faz parte do conjunto de discos da geração de artistas nordestinos que despontou na década de 1970 (além de Geraldo, Alceu Valença, Zé e Elba Ramalho, Fagner, Belchior e Ednardo).

A reaudição, quase 40 anos mais tarde, confirma que o pernambucano Geraldo Azevedo fez sua estreia em altíssimo nível. Antes, dividira um disco com Alceu Valença e participara do LP com a trilha sonora do filme “A Noite do Espantalho”, de Sérgio Ricardo.

A destacar: as belas e sensíveis melodias compostas por Geraldinho, as letras de Carlos Fernando, a guitarra inconfundível de Robertinho de Recife e a presença, como arranjador, do maestro Radamés Gnatalli.

O ponto alto do disco é a suíte “Correnteza”, composta por três músicas. É nela que está “Barcarola do São Francisco”, que ouvimos com frequência na novela “Velho Chico”. As outras duas são “Caravana” e “Talismã”.

Alceu Valença, 70 anos. Músico juntou Nordeste com o rock

O compositor pernambucano Alceu Valença, um dos nomes mais importantes da sua geração na MPB, chega aos 70 anos nesta sexta-feira (01/07).

Alceu despontou na primeira metade dos anos 1970, incorporando aos ritmos nordestinos elementos do pop/rock internacional. Essa fusão já havia sido experimentada pelos tropicalistas e reapareceu, lá na frente, no trabalho de Chico Science.

No seu primeiro grande show, em 1975, Alceu Valença era acompanhado pela banda pernambucana Ave Sangria e tinha ao seu lado, no palco, Zé Ramalho e Lula Cortes.

Alceu em João Pessoa 1975

(Na foto, apareço aos 16 anos entrevistando Alceu na passagem do show “Vou Danado pra Catende” por João Pessoa, em abril de 1975)

Mas o sucesso veio um pouco depois: no início da década de 1980, com os discos “Coração Bobo” e, sobretudo, “Cavalo de Pau”.

Fortemente influenciado por Jackson do Pandeiro, Alceu não brilha somente nos estúdios. É também um excelente performer nas apresentações ao vivo. E faz cinema: como ator, dirigido por Sérgio Ricardo, em “A Noite do Espantalho”, e como diretor, no recente “A Luneta do Tempo”.