Orquestra Sinfônica faz concerto em igreja no Valentina Figueiredo

A Orquestra Sinfônica da Paraíba leva o projeto OSPB nos Bairros ao Valetina Figueiredo.

O concerto será nesta quinta-feira (06) às 19h00 na igreja de Nossa Senhora Aparecida, com entrada gratuita.

No programa, a Orquestra Sinfônica executará compositores eruditos, como Tchaikowsky e Sibelius, e populares, como Luiz Gonzaga e Felinho. A regência será do maestro Luiz Carlos Durier.

Luiz Carlos Durier

O objetivo do projeto é levar música para os moradores das comunidades. Na semana passada, a OSPB se apresentou em Mangabeira.

Paulinho Moska traz show acústico a João Pessoa

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Violoz é o show que Paulinho Moska apresenta neste sábado (08) no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções, em João Pessoa.

Não é apenas um recital com um cantor e seu violão. Moska, dessa vez, está viajando com alguns dos seus instrumentos.

A saber: um violão com cordas de nylon, um violão com cordas de aço, um violão barítono, um violão híbrido (meio guitarra) e um ukelelê.

No repertório, as canções que os fãs de Moska querem ouvir: Pensando em Você, A Seta e o Alvo, A Idade do Céu, Lágrimas de Diamantes, Último Dia, Tudo Novo de Novo, Namora Comigo, Somente Nela, Admito que Perdi, Relampiano, Quantas Vidas Você Tem?, Sem Dizer Adeus e Muito Pouco.

Cineclube da FCJA exibe “Amarcord” nesta quarta-feira

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Amarcord. Eu me recordo.

O título vem de um dialeto de Rimini, a cidade de Fellini. As lembranças também vêm de lá. De um tempo e de um lugar.

Mas é tudo universal nesse que é um dos mais belos filmes de Federico Fellini. São pequenos retratos guardados na memória do cineasta. Juntos, eles constroem uma narrativa que mistura o cômico com o poético. Ao som dos temas de Nino Rota.

Amarcord será exibido nesta quarta-feira (05), às 19h30, no cineclube da Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa, com comentários do professor Fernando Trevas. A entrada é gratuita.

Caetano Veloso seria São Francisco no cinema, mas Zeffirelli preferiu ator inglês

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Quando estava exilado em Londres, no início dos anos 1970, Caetano Veloso foi cogitado para fazer o papel de São Francisco de Assis no filme Irmão Sol, Irmã Lua, de Franco Zeffirelli.

A ideia foi de Leslie Gould, que era ligado à Paramount. “Gould julgava que eu tinha a cara ideal para o papel”, conta Caetano no livro de memórias Verdade Tropical.

O executivo queria que Caetano fizesse o papel de São Francisco e também compusesse e cantasse as canções do filme.

Leslie Gould levou Caetano Veloso a Roma para um encontro com Franco Zeffirelli, que vinha de um grande sucesso de bilheteria com a sua versão de Romeu e Julieta.

Caetano fala do encontro com Zeffirelli:

“O dono da casa nos recebeu animadamente e foi logo pegando no meu rosto e examinando-o para concluir que eu era parecidíssimo com Florinda Bolkan, a brasileira que estava fazendo uma carreira de atriz na Itália. Mas já estava lá um garoto inglês de olhos claros que faria o papel de São Francisco. Restou a conversa sobre música”.

Ainda Caetano:

“Eu ria por dentro ao pensar que o cara da Paramount é que estava propondo um mulatinho brasileiro magricelo para o papel de São Francisco, enquanto o diretor do filme queria um inglês convencionalmente bonito e de olhos azuis”.

Irmão Sol, Irmã Lua teve o inglês Graham Faulkner no papel de São Francisco, e as músicas foram compostas e cantadas por Donovan.

 

Serumaninhos famosos do cinema. Relembre no dia de São Francisco

Hoje, quatro de outubro, é o dia de São Francisco de Assis, o santo protetor dos animais.

Aqui na coluna, marco a data com a lembrança de alguns serumaninhos famosos do cinema. Começando pelo humaníssimo Vida de Cachorro, de Chaplin:

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Outro serumaninho inesquecível: Totó, com Judy Garland, em O Mágico de Oz:

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Na infância, muito antes de ser uma das estrelas mais atormentadas do mundo pop, Liz Taylor contracenou com Lassie:

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Na Itália devastada do pós guerra, um aposentado sem lar vaga pelas ruas com o cãozinho Flike. É Umberto D, de Vittorio De Sica:

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E há o pastor alemão da série brasileira O Vigilante Rodoviário, cujos episódios eram exibidos no cinema:

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Tem também o Einstein de De Volta Para o Futuro, fechando essa homenagem aos serumaninhos do cinema:

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Vídeo de “Imagine”, do Unicef, tem Neymar e Daniela Mercury. Veja

Fazia apenas um ano da separação dos Beatles, em 1971, quando John Lennon lançou o LP Imagine.

A música que nos impactou mais na primeira audição foi Gimme Some Truth. Dê-me alguma verdade!, bradava Lennon.

Àquela altura, ninguém tinha a dimensão de que Imagine se transformaria num hino. Os sonhos expressos na letra eram impossíveis, mas isso não impediu que a balada se consolidasse como um cântico de paz, de harmonia, de entendimento entre os povos.

Dentro desse espírito, Imagine aparece agora num vídeo do Unicef em que a gravação original de Lennon se mistura às vozes de famosos de hoje. Entre eles, Neymar e Daniela Mercury.

O vídeo chama a atenção para crianças refugiadas e imagina um mundo melhor para elas. O projeto tem o aval de Yoko Ono, viúva de John Lennon.

Top 20 do samba, o grande poder transformador

Na semana passada, fiz, aqui, por sugestão do colega Rubens Nóbrega, um top 10 da canção brega, gênero com o qual não tenho intimidade.

Uma leitora sugeriu que eu fizesse o mesmo com o samba, que está entre os meus amores.

Tentei um top 10, mas o número se mostrou insuficiente. Fiquei com 20. Podia ter sido muito mais!

Segue a lista, que mistura títulos obrigatórios com escolhas pessoais:

Feitiço da Vila – Noel Rosa

Camisa Amarela – Ary Barroso

Brasil Pandeiro – Assis Valente

A Primeira Vez – Bide e Marçal

Samba da Minha Terra – Dorival Caymmi

A Voz do Morro – Zé Keti

Desafinado – Tom Jobim e Newton Mendonça

Você e Eu – Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

Mas que Nada – Jorge Ben

O Sol Nascerá – Cartola

Juízo Final – Nelson Cavaquinho

Saudosa Maloca – Adoniran Barbosa

Canto de Ossanha – Baden Powell e Vinícius de Moaes

Na Cadência do Samba – Ataulfo Alves

Coisas do Mundo, Minha Nega – Paulinho da Viola

Aquele Abraço – Gilberto Gil

Construção – Chico Buarque

Águas de Março – Tom Jobim

O Bêbado e a Equilibrista – João Bosco e Aldir Blanc

Desde que o Samba É Samba – Caetano Veloso

No fim, “Velho Chico” tem “Francisco, Francisco” na voz de Bethânia

No desfecho da trama, outro momento belíssimo da trilha de “Velho Chico”. “Francisco, Francisco” na voz de Maria Bethânia.

A música é de Roberto Mendes. A letra, do poeta tropicalista Capinan. O trecho “Meu Divino São José” é do folclore e foi usado por Gilberto Gil na abertura de “Procissão”.

O vídeo que posto aqui é do show “Dentro do Mar Tem Rio”.

U2 é a mais importante banda de rock do seu tempo! Alguém tem outra?

Innocence + Experience é o título do Blu-ray (ou DVD) mais recente do U2. Foi lançado um pouco antes dos 40 anos da banda, comemorados em setembro. A referência é a data em que os garotos fundaram o grupo, em 1976, ainda no colégio.

O título faz boa síntese. Da inocência do começo à experiência da trajetória longeva. Vem do último disco do U2, que se chama Songs of Innocence e, de fato, remete ao passado.

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O U2 (como o Who e o Zeppelin) é um power trio que acompanha um cantor. Guitarra, baixo e bateria. Sem o virtuosismo do Cream, o power trio clássico do rock, mas com uma coesão que é resultado dos muitos anos de carreira.

O topo das paradas inglesas foi alcançado em 1983, com War, o terceiro disco. Em The Joshua Tree (1987), o grupo conquistou o mercado americano. A inocência do pós punk ouvido no começo ficara para trás. Depois do Joshua, o U2 estava definitivamente incorporado ao mainstream, com todas as virtudes e todos os defeitos das grandes bandas de rock.

O som do U2 deve muito a The Edge. Ele esbanja talento e eficiência sem ser um virtuose da guitarra. Tem estilo. E marcas de originalidade no manuseio do instrumento.

Se The Edge comanda o som, Bono Vox comanda tudo. Da música ao negócio. A imagem, o engajamento nas causas nobres que afligem o planeta, o diálogo com líderes mundiais – Bono está à frente como artista e cidadão do seu tempo. Para o bem e para o mal.

Gosto muito do U2 quando eles dialogam com a música americana em Rattle and Hum. Mas sei que não é o som deles. É busca de mercado. Por razões diferentes, The Joshua Tree e Achtung Baby são discos muito festejados pelos fãs. Pop é uma experiência estranha. All That You Can’t Leave Behind é maduro em sua simplicidade.

O U2 é a mais sólida e importante banda de rock do seu tempo. Alguém tem outra?

“Cinema Novo” estreia em novembro. Veja o trailer

Premiado em Cannes, exibido no Festival de Brasília, “Cinema Novo” estreia no circuito comercial no dia três de novembro. O filme é dirigido por Eryk Rocha, filho de Glauber Rocha.

Veja o trailer oficial, muito atraente para quem admira e respeita o movimento que mudou a cara do cinema brasileiro e o projetou internacionalmente nos anos 1960.