Quinteto da PB Convida agora é em casa. Xangai abriu nova fase

Em 2017, o Quinteto da Paraíba deu início a um projeto que proporcionou grandes encontros.

Era o Quinteto Convida.

O grupo recebeu artistas como Xangai, Carlos Malta, Mônica Salmaso, Spok, Zeca Baleiro, Nelson Ayres, entre outros, em memoráveis performances na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, em João Pessoa.

Agora, por causa da pandemia do novo coronavírus, o projeto ganha outra feição. Passa a ser Quinteto Convida em Casa.

A estreia foi com Xangai.

As novas edições já estão agendadas:

Toninho Ferraguti – 07 de agosto.

Spok – 04 de setembro.

Mônica Salmaso – 02 de outubro.

Jessier Quirino – 06 de novembro.

Marcelo Jeneci – 04 de dezembro.

Quer dizer que Bolsonaro é um porco? Perguntem ao filho 03

O presidente Jair Bolsonaro testou positivo para a Covid-19.

O resultado do teste foi confirmado na manhã desta terça-feira (07).

Na Folha de S. Paulo, a colunista Mônica Bergamo lembra que, em junho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03 do presidente, “fez chacota quando a deputada federal Joice Hasselmann anunciou que tinha sido contaminada pelo novo coronavírus”.

No Twitter, Eduardo postou: “Não sabia que coronavírus dava em porco também”.

Cabe, então, a pergunta: Quer dizer que Bolsonaro é um porco?

Quem tem a resposta é o filho Eduardo.

Print Eduardo Bolsonaro

Ringo Starr faz 80 anos. Menino doente, foi um homem de sorte

John Lennon foi assassinado aos 40.

George Harrison morreu de câncer aos 58.

Paul McCartney acabou de fazer 78.

E Ringo Starr chega aos 80 anos nesta terça-feira (07).

Foi um menino doente, mas um homem de sorte, muita sorte.

Em 1962, o baterista dos Beatles era Pete Best. Ringo tocava num outro grupo de Liverpool.

Quando o quarteto foi contratado e se preparava para gravar o primeiro disco, o maestro e produtor George Martin reprovou Best.

Convocado a substituir o músico dispensado, Ringo, do dia para a noite, se transformou num Beatle.

Não imaginava o que o esperava.

Em 1964, o filme A Hard Day’s Night, de Richard Lester, ajudou a fixar a persona pública dos quatro Beatles.

Foi ali que Ringo revelou seu talento para ator. Tanto que, na narrativa, há uma espécie de intermezzo criado exclusivamente para ele.

Mais do que isso: em Help!, toda a trama gira em torno do seu personagem.

Ringo Starr é um grande baterista?

Muito provavelmente, não.

Mas tem uma marca, uma assinatura inconfundível.

Nos Beatles, gravou poucas vezes como cantor. Também assinou raras canções.

É dele o vocal de Yellow Submarine.

É dele a autoria de Octopus’s Garden.

Longe dos Beatles, tocou com John, Paul e George. Gravou muitos discos e percorreu o mundo fazendo shows com sua all star band.

Envelheceu como homem da paz e do amor, indicam sempre os seus dedos em V.

Mônica Salmaso recebe Chico Buarque, e fazem João e Maria

Mônica Salmaso é uma das melhores cantoras do Brasil.

Técnica, emoção, belíssimo timbre e um repertório primoroso – é o que ela nos oferece (no palco ou no estúdio) numa admirável carreira iniciada há mais de duas décadas.

Mônica está enfrentando esses tempos difíceis da pandemia do novo coronavírus com um projeto chamado “Ô de casas”.

Ela recebe virtualmente seus convidados e, com eles, nos brinda com performances que são verdadeiras joias.

O “Ô de casas” de número 85 é com Chico Buarque, a quem Mônica já dedicou dois CDs.

A música escolhida foi João e Maria.

Sivuca compôs a melodia dessa valsa em 1947. Chico escreveu a letra 30 anos mais tarde.

Teco Cardoso está na flauta.

Luiz Cláudio Ramos faz o violão.

Ennio Morricone morreu. Era um gigante da música para cinema

O compositor italiano Ennio Morricone morreu nesta segunda-feira (06) num hospital italiano.

Ele tinha 91 anos e foi hospitalizado depois de fraturar o fêmur numa queda.

Sua especialidade era fazer música para cinema.

Em sua longa carreira, compôs centenas de trilhas, algumas tão ou mais famosas do que os próprios filmes.

São dele os temas escritos para os westerns de Sergio Leone, assim como as melodias de Cinema Paradiso.

Também fez a trilha de Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino.

Era um gigante no seu ofício.

Uma homenagem a Morricone?

Fiquemos com a sequência final de Cinema Paradiso.

Leonardo Villar será, pra sempre, Zé do Burro e Augusto Matraga

Leonardo Villar morreu nesta sexta-feira (03) em São Paulo.

Tinha 97 anos.

Foi um dos grandes atores brasileiros, homem de teatro, cinema e televisão.

Sua carreira vem de longe. Do imprescindível Teatro Brasileiro de Comédia.

Depois vieram o cinema e a televisão.

Quero lembrar de Leonardo Villar assim: como o Zé do Burro de O Pagador de Promessas (Palma de Ouro em Cannes) e como o Matraga de A Hora e a Vez de Augusto Matraga.

O PAGADOR DE PROMESSAS, 1962

Direção de Anselmo Duarte

A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA, 1965

Direção de Roberto Santos 

A educação está horrível. Sim. E Bolsonaro faz a parte dele

Leonel Brizola e Darcy Ribeiro.

Não conheço outros políticos que tenham se preocupado tanto com a educação no Brasil.

Eles enxergavam que, sem educação, não haveria um grande futuro para o nosso processo civilizatório.

É óbvio, mas a compreensão dessa obviedade não é uma unanimidade.

No final do filme Legalidade, o velho Brizola lamenta não ter conseguido, porque não lhe foi permitido, fazer o que desejava com as nossas crianças.

Nesta quinta-feira (02), uma frase amplamente noticiada chamou minha atenção: “A educação está horrível”.

Quem disse não foi um político da oposição.

Não foi ninguém da esquerda. Nem do PT. Não foi nenhum discípulo de Paulo Freire.

Não. Quem disse foi o próprio presidente Jair Bolsonaro.

Não é de hoje que a educação é um dos problemas cruciais do Brasil.

Isso vem de muito longe.

Não seria justo ignorar esforços que os governos fizeram.

Não seria correto deixar de reconhecer que houve avanços significativos.

Mas é inaceitável que o reconhecimento de que a educação no Brasil está horrível venha do presidente da República.

Porque é como se não lhe coubesse culpa alguma.

Ora, Bolsonaro está no cargo há 18 meses. Logo, logo estará na metade do seu mandato. E ele fala como se não lhe pudesse ser atribuída nenhuma responsabilidade.

Sob Bolsonaro, a educação no Brasil está ainda pior. Talvez como nunca.

Os três ministros que passaram pelo MEC e as circunstâncias em que isso se deu falam mais alto.

As crianças e os jovens do Brasil seguem à deriva.

Romeu e Julieta, Shakespeare e a eterna exaltação ao amor juvenil

Leonard Whiting e Olivia Hussey.

Romeu e Julieta.

Eles eram assim, na segunda metade dos anos 1960, quando fizeram o Romeu e Julieta de Franco Zeffirelli.

O tempo passou, e eles ficaram assim.

Há dois dias, Whiting fez 70 anos.

Hussey tem 69.

Estive uma vez com Bárbara Heliodora num estúdio de televisão.

Ela era conceituadíssima crítica de teatro e traduzia Shakespeare para o Português.

Conversamos um pouco sobre Shakespeare no cinema. Quis saber das preferências dela.

Logo citou o Hamlet de Laurence Olivier, o Macbeth de Roman Polanski e o Romeu e Julieta de Franco Zeffirelli.

Lembro agora do filme de Zeffirelli por causa dos 70 anos de Leonard Whiting,

O cineasta quis que o casal de atores tivesse idades próximas às das personagens da história original.

Na época das filmagens, em 1967, Whiting estava com 17 anos. Hussey, com 16. E eram belos demais.

O filme, que levou multidões aos cinemas a partir de 1968, tanto era fidelíssimo ao texto de Shakespeare quanto dialogava muito bem com o público jovem do tempo em que foi lançado.

Tinha grandes atuações, primorosa reconstituição de época e um tema musical marcante, composto por Nino Rota, o compositor preferido por Federico Fellini.

A longa sequência do baile na casa da família Capuleto é fascinante. É lá que se ouve a terna melodia de Rota.

O Romeu e Julieta de Franco Zeffirelli é arrebatadora exaltação ao amor juvenil.

Bolsonaro precisa aprender a escolher o ministro da Educação

Ricardo Vélez Rodrigues foi ministro da Educação por pouco mais de três meses.

Ficou no cargo entre janeiro e abril de 2019.

Indicado por Olavo de Carvalho, chamou de canibais os brasileiros que viajam ao exterior. Mandou filmar os estudantes cantando o Hino Nacional e, numa carta enviada às escolas, usou o slogan da campanha de Bolsonaro. Foi demitido por incompetência.

Abraham Weintraub foi ministro da Educação por pouco mais de 14 meses.

Ocupou o cargo entre abril de 2019 e junho de 2020.

Admirador de Olavo de Carvalho, criou mais problemas do que encontrou soluções. Sob Weintraub, o MEC não soube realizar o Enem. Integrante da ala ideológica do governo, inviabilizou-se quando sugeriu a prisão dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal.

Carlos Alberto Decotelli, o brevíssimo, foi ministro da Educação por cinco dias.

Ficou no cargo entre 25 e 30 de junho de 2020.

Dizia que era doutor, mas não era. Dizia que tinha pós, mas não tinha. Na dissertação de mestrado, suspeita de plágio. Foi derrubado pelas mentiras – que o presidente chamou de inadequações – postas em seu currículo. Entregou a carta de demissão antes mesmo da posse.

O Ministério da Educação ficou mais uma vez sem ministro no dia em que o governo do presidente Jair Bolsonaro completou 18 meses.

Vélez + Weintraub + Decotelli.

Essa soma demonstra cabalmente que o presidente ainda não soube escolher o seu ministro da Educação.

Há um ano e meio, o Brasil está à deriva numa área absolutamente essencial.

Como se demite um ministro. Quem ensinou foi o general Geisel

O ministro Sylvio Frota, do Exército, quis cantar de galo.

O general era golpista e conspirava contra o presidente Ernesto Geisel.

Já tinha até apoio dentro do Congresso.

Geisel o chamou em seu gabinete.

Frota falou grosso.

O presidente recomendou que ele pedisse demissão.

O general disse que não pediria.

Geisel encerrou a conversa:

“O presidente sou eu, e o senhor não é mais ministro”.

Gosto dessa história. Sou contemporâneo dela.

Mostra como é que se demite um ministro.

Quem conta em detalhes naquele admirável conjunto de livros sobre a ditadura militar é o jornalista Elio Gaspari.