Morre aos 75 anos o apresentador de TV Eliakim Araújo

Eliakim e Leila

Ele veio do rádio. Ela era repórter de TV. Eliakim Araújo e Leila Cordeiro formaram o primeiro casal de apresentadores da televisão brasileira. Eliakim, de 75 anos, morreu neste domingo (17) nos Estados Unidos, onde morava. Tinha câncer no pâncreas.

Quem viu televisão no Brasil dos anos 1980 tem a lembrança de Eliakim e Leila na bancada do Jornal da Globo. Depois na Manchete, mais tarde no SBT.

Eles começaram num tempo em que os apresentadores ainda eram meros leitores de tp. Mas já havia nos dois um tom mais leve, uma certa informalidade que apontava para o padrão que temos hoje.

No currículo, Eliakim Araújo tinha o plantão da renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961. Sua voz ficou conhecida através da Rádio Jornal do Brasil. Mas sua imagem conquistou dimensão nacional quando, ao lado de Leila Cordeiro, formou o simpático casal de apresentadores da Rede Globo.

Charles Chaplin – este sim! – podia ser chamado de gênio

Na adolescência, li um livro sobre Charles Chaplin organizado por Carlos Heitor Cony. Um dos textos daquela compilação dizia que Chaplin era um gênio de uma arte nova. Mal nascera o cinema, sua gramática ainda nem estava totalmente escrita, e já havia nele um artista que merecia ser chamado de gênio.

Houve um tempo em que os filmes de Chaplin foram retirados do mercado. Clássicos como “Em Busca do Ouro”, “Luzes da Cidade” e “Tempos Modernos” não estavam ao alcance das novas gerações de cinéfilos. Ficaram guardados na memória de quem os vira muitos anos atrás. Fui contemporâneo do relançamento da década de 1970, um pouco antes da morte do artista. Na época em que seu último filme – “A Condessa de Hong Kong” – era um acontecimento recente. Bem como a sua volta aos Estados Unidos para uma homenagem na festa do Oscar. Muitos ainda esperavam que, no fim da vida, Chaplin surpreendesse o mundo com um novo trabalho.

Ao contrário de John Ford e Alfred Hitchcock, ou mesmo Ingmar Bergman, Chaplin fez poucos filmes (não estou considerando os de curta metragem do início da carreira). Foram apenas 11,  entre o começo da década de 1920 e meados da de 1960. Em dois, dirigiu, mas não atuou. Em seis, viveu na tela o personagem Carlitos, se considerarmos que o vagabundo está no barbeiro judeu de “O Grande Ditador”. Em três, interpretou outros personagens. Era um perfeccionista envolvido com todo o processo de realização de um filme. Escrevia, produzia, dirigia, interpretava, compunha a música. Era um artista completo!

Sua luta com o cinema falado está registrada em três momentos. “Luzes da Cidade” foi realizado no instante em que o som substituiu o silêncio. Chaplin não aderiu. O filme tem música, mas os atores permanecem mudos. A cena final é uma das mais belas e expressivas de que se tem conhecimento. Sem palavra alguma. “Tempos Modernos” chegou às telas quando o som não era mais novidade. Chaplin insistiu em não dar voz aos seus personagens. Quando o vagabundo canta, o faz numa língua que não existe. Em “O Grande Ditador”, rendeu-se, finalmente, ao cinema falado. Só que Carlitos troca de indumentária para pronunciar as palavras do seu discurso.

“Em Busca do Ouro” flagra Chaplin no ápice da sua criação. Tem algumas das mais expressivas imagens do cinema silencioso. Entre elas, a singelíssima dança dos pequenos pães. “Luzes da Cidade” é outra obra-prima absoluta. “Tempos Modernos” é extraordinário como fundo e forma. O humanismo do personagem ultrapassa os limites do tempo. O engajamento do artista marca a época em que o filme foi realizado. “Luzes da Ribalta” põe Chaplin e Buster Keaton frente a frente. Conta a história de um palhaço decadente e antecede o momento em que teve que deixar a América. A morte de Calvero no palco é como a morte do seu criador. Ao som de “Limelight”.

Karol Conka faz show neste sábado na praça do Espaço Cultural

A cantora Karol Conka, que se projetou no universo do rap, se apresenta neste sábado (16) em João Pessoa. O show será na praça do Espaço Cultural. A abertura está marcada para as 20 horas.

O show faz parte da programação do N Design Parahyba, evento que começa hoje e vai até o dia 23 de julho. O encontro nacional é voltado para as áreas de moda, games, web, interiores e economia criativa.

Karol Conka começou a se projetar nacionalmente em 2013. O vídeo “Tombei” teve mais de 3.5 milhões de visualizações no Youtube, e a cantora conquistou o prêmio Multishow como artista revelação.

Serviço

Show: Karol Conká

Abertura: Kevin Luke e DJ Cristal

Data: 16 de julho de 2016

Horário: Abertura 20h

Ingressos pista: R$ 40

Ingressos front stage (frente do palco, acesso e banheiros exclusivos): R$ 65

 

Britney Spears lança novo single nas plataformas digitais

A cantora Britney Spears lançou seu novo single nesta sexta-feira (15) nas principais plataformas digitais. Em “Make Me”, Britney faz parceria com o rapper G-Eazy.

O single de Britney Spears já ocupa a primeira colocação do iTunes em mais de 50 países, incluindo o Brasil.

Make Me” é o primeiro single do nono álbum de Britney Spears.

A estrela pop já vendeu cerca de cem milhões de discos em todo o mundo. Setenta milhões somente nos Estados Unidos.

Mick Jagger vai ser pai pela oitava vez

Mick Jagger, o líder dos Rolling Stones, será pai pela oitava vez. A mãe é uma bailarina de 29 anos, namorada do cantor há dois anos.

A notícia foi confirmada pelo jornal The Sun.

Jagger vai completar 73 anos no dia 26 de julho.

Em junho, os Rolling Stones lançaram “Totally Stripped”, conjunto de CDs e DVDs com material que a banda produziu duas décadas atrás. A edição nacional (versão standard com um CD e um DVD) acaba de ser lançada pela gravadora Som Livre.

Montreux: ao lado de Santana, músico paraibano garante: “um dos meus heróis!”

Santana e Washington

Nesta quinta-feira (14), o guitarrista paraibano Washington Espínola, radicado na Suiça desde os anos 1990, realizou um dos seus sonhos: conversar com o mexicano Carlos Santana, um dos maiores guitarristas do mundo. O encontro foi no Montreux Jazz Festival.

Washington, claro, não resistiu. Postou a foto no Facebook e escreveu: “one of my heroes”.

Santana não é um herói somente para Washington. É para milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Um músico de grande talento que misturou os ritmos latinos com o rock, migrou para o jazz rock, flertou com a música brasileira e está em cena há quase meio século com sua guitarra de inconfundível assinatura.

Santana acaba de lançar um disco com músicos dos quais havia se separado em 1971. É um pedaço da sua banda da Era Woodstock. A última vez que o quinteto tocou junto foi em 1971, no disco “Santana III”, e, por isso, o novo disco se chama “Santana IV”.

Santana (guitarra), Gregg Rolie (teclados), Neal Schon (guitarra), Mike Carabello (percussão) e Michael Shrieve (bateria) lançaram “Santana IV” em abril. O disco talvez não produza clássicos como os que estão naquela trilogia da virada dos 60 para os 70. Mas, certamente, é um deleite para os fãs. Como nosso Washington Espínola.

“Caça-Fantasmas” estreia nesta quinta, e trilha chega às lojas amanhã

“Caça-Fantasmas” estreia nesta quinta-feira (14) nos cinemas brasileiros, e a trilha sonora oficial do filme será lançada amanhã pela Sony Music no mercado nacional.

Nomes como 5 Seconds of Summer, Zayn, Mark Ronson, Fall Out Boy e Missy Elliott fazem parte da trilha do filme inspirado no grande sucesso da década de 1980.

A faixa “Ghostbusters (I’m Not Afraid)”, resultado da parceria entre o Fall Out Boy e a rapper Missy Elliott, é um dos destaques do álbum. É uma regravação do tema da versão original de “Caça-Fantasmas”.

A versão 2016 de “Caça-Fantasmas” é dirigida por Paul Feig e tem no elenco Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Kate McKinnon, Leslie Jones e Chris Hemsworth.

As faixas da trilha sonora:

01. Ghostbusters – Walk the Moon

02. Saw It Coming – G-Eazy X Jeremih

03. Good Girls – Elle King

04. Girls Talk Boys – 5 Seconds Of Summer

05 wHo – Zayn

06. Ghostbusters – Pentatonix

07. Ghoster – Wolf Alice

08. Ghostbusters (I’m Not Afraid) – Fall Out Boy feat. Missy Elliott

09. Get Ghost – Mark Ronson, Passion Pit & A$AP Ferg

10. Party Up (Up In Here) – DMX

11. Rhythm Of The Night – DeBarge

12. American Woman – Muddy Magnolias

13. Want Some More – Beasts Of Mayhem

14. Ghostbusters – Ray Parker Jr.

Hector Babenco, cineasta de “Pixote” e “Carandiru”, morre aos 70 anos

O cineasta Hector Babenco morreu no final da noite desta quarta-feira (13) aos 70 anos de uma parada cardíaca. Estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para fazer uma cirurgia. Argentino, Babenco começou a fazer filmes no Brasil na década de 1970.

Na sua filmografia, destacam-se “Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia” (1977), “Pixote, A Lei dos Mais Fraco” (1981), “O Beijo da Mulher Aranha” (1985) e “Carandiru” (2003).

“O Beijo da Mulher Aranha” concorreu ao Oscar e deu projeção internacional ao diretor.

Quando Babenco começou a fazer cinema no Brasil, o país vivia sob a ditadura militar, e a produção artística era submetida à censura. O Cinema Novo havia acabado, e os sobreviventes do movimento lutavam por um lugar no mercado.

Com “Lúcio Flávio” e, sobretudo, “Pixote”, Babenco obteve o respeito da crítica e do público. E mostrou que tinha intimidade com temas que afligiam o Brasil.

Em “Pixote”, ficção e realidade se confundiram num desfecho trágico. O garoto Fernando Ramos da Silva foi retirado de uma situação não muito diferente da do personagem principal e transformado em ator. Mais tarde, acabou executado pela polícia num episódio que envergonha o Brasil.

Babenco fez cinema antes e depois da Era Collor, que dizimou a produção nacional. Conviveu com a luta pelo mercado no pós Cinema Novo e buscou afirmar-se outra vez a partir do que foi chamado de “retomada”.

Reencontrou o sucesso quando realizou “Carandiru”.

W.J. Solha diz que política tem muito de religião. E que não adianta discutir

Começo, hoje, transcrevendo texto que o escritor W.J. Solha postou no Facebook. Faz parte da série “Cenas Indeléveis”.

Com a palavra, W.J. Solha:

QUANDO SUA OPINIÃO DIFERE DA DE TANTA GENTE QUE VOCÊ ADMIRA

Chico Buarque é o gênio criador – entre muitas outras coisas – da Ópera do Malandro e da música de Morte e Vida Severina. Kleber Mendonça Filho foi o roteirista e o diretor – entre outros filmes – de O Som ao Redor, de que tive a honra de participar: também gênio. Bastam-me esses dois exemplos.

Porque abomino Lula e Dilma, que os dois veneram, e ao me perguntar por que não me sinto desconfortável com isso, respondo-me que política tem muito, muito de religião, inclusive com seus relapsos, adeptos e fanáticos, e não adianta discutir nenhuma das duas.

O fato de T.S. Eliot – imenso poeta, e Tólstoi – romancista maior – terem alardeado suas conversões ao cristianismo, não me fez retroceder um passo do que escrevi a respeito do evangelho, nem de minha enorme admiração pelos dois.

Velhos exemplos: Pound, grande poeta, grande teórico da poesia: fascista. Heidegger, o filósofo: nazista. Coisas do ser humano.

Saliento o que digo em meu último livro publicado – DeuS e outros quarenta PrOblEMAS:
 -
 um bilhão e duzentos milhões de muçulmanos têm fé absoluta de que os quinze milhões de judeus – contra os quais são irados – estão errados,
 e de que também estão errados os dois bilhões e cem milhões de cristãos 
e os ateus e os pagãos, 
além dos trezentos e trinta milhões de budistas, novecentos milhões de hinduístas.

Assim como os dois bilhões e cem milhões de cristãos têm fé em que os outros é que estão errados, e isso vale pra todos os lados.

 

O essencial de João Bosco está nos discos dos anos 1970

Os melhores discos de João Bosco (70 anos nesta quarta, 13) foram gravados e lançados na década de 1970. São do tempo em que tinha Aldir Blanc como parceiro. Reúnem o essencial do seu trabalho, mesmo que tenha produzido (e continue produzindo) muita coisa boa depois.

Aí estão eles:

“Caça à Raposa” (1975)

“Galos de Briga” (1976)

“Tiro de Misericórdia” (1977)

“Linha de Passe” (1979)

E as capas:

Bosco capas