Já é hora de João Pessoa ter espaços pet friendly? Acho que sim!

Hoje, peço licença ao leitor para falar sobre cães.

Pet friendly, especificamente. Você sabe o que é isso?

Saindo da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, dou de cara, num dos corredores daquele centro comercial, com uma mulher e seu belo golden retriever. Um típico passeio de sábado à tarde.

Não resisto. Abordo a jovem e, em poucos segundos, lá estou eu recebendo as lambidas do cão. O golden – como costumam dizer – é tudo de bom!

Faz uns seis anos.

Foi a primeira vez em que pensei seriamente sobre a possibilidade de você levar seu cão para passear nesses lugares.

Shoppings, lojas, bares, restaurantes, padarias, cafés. Hotéis, pousadas, por que não?

Sei que não é tão simples.

Sei que é preciso considerar a resistência de quem não gosta de cachorros, mas vejo que os chamados espaços pet friendly estão crescendo. Graças a quem está atento ao papel que esses bichinhos desempenham nas vidas das pessoas. E, também, aos negócios que envolvem o mundo pet, que não são nada desprezíveis.

(a beagle foi fotografada por Urias Nery)

Os interessados no assunto podem, por exemplo, baixar o aplicativo do Guia Pet Friendly, de Cris Berger.

Chamou minha atenção. É uma plataforma sobre lugares pet friendly que ela, Cris, visita e recomenda.

Em outras palavras, como está dito lá: onde seu melhor amigo de quatro patas é bem-vindo.

Cris Berger já lançou livros com indicações sobre esses lugares. Primeiro, em São Paulo. Depois, no Rio de Janeiro. É um trabalho muito interessante.

JOÃO PESSOA

Mas o que pretendo mesmo, com esse texto, é ajudar a trazer a discussão para João Pessoa.

Temos espaços pet friendly na cidade, e eu simplesmente não conheço?

Ou: quando teremos, afinal, nossos espaços pet friendly?

Você já pensou em levar seu cão para um passeio dominical num shopping? Eu já!

Fica, então, a sugestão para os nossos legisladores.

E, naturalmente, para os donos dos lugares que podem se transformar, sim, em espaços pet friendly.

Creio que a cidade sairia ganhando!

Mulata é racismo? Pois salve a mulatada, como canta Martinho da Vila!

A parlamentar socialista vai num evento de teatro de bonecos e, ao discursar, diz assim:

Teatro de bonecos e bonecas!

Quem me contou foi um amigo, socialista como ela.

Custo a crer! Tento não me convencer de que falta inteligência ao politicamente correto!

Mas falta!

Lembro dessa história por causa da MULATA.

Não pode mais! É racismo!

Querem banir Tropicália de um bloco de carnaval (ou baniram?) por causa do verso “os olhos verdes da mulata”.

Caetano Veloso, autor da música, já falou ao The Economist“Penso em mim como mulato, eu amo a palavra”.

Puxa! Fiquei lembrando das músicas que serão banidas. Vão censurar Elizeth Cardoso cantando Mulata Faceira? E Mulata Assanhada na voz de Elza Soares? E Olhos Verdes com Dalva de Oliveira? E Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira com Moraes Moreira? Ah!, são muitas!

Nas redes sociais, vejo textos e mais textos sobre o assunto. A origem da palavra. É essa. É aquela. É racismo. Não é.

Os que agora censuram o uso da palavra MULATA parecem muito com os que, na ditadura, censuraram o Tiro ao Álvaro, de Adoniran. O contexto é outro, os motivos são outros, mas, no fundo, fazem a mesma coisa.

Fecho com Caetano Veloso:

Sou um mulato nato, no sentido lato, mulato democrático do litoral

E com Martinho da Vila:

José do Patrocínio

Aleijadinho

Machado de Assis que também era mulatinho

Salve a mulatada brasileira!

“Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane” fazem 50 anos!

O single (no Brasil, compacto simples) dos Beatles com Strawberry Fields Forever e Penny Lane está fazendo 50 anos.

Nos Estados Unidos, foi lançado no dia 13 de fevereiro de 1967. No Reino Unido, no dia 17.

As duas canções (uma de John Lennon, outra de Paul McCartney) eram o prenúncio de algo extraordinário que estava em gestação: o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em junho daquele ano.

Strawberry Fields Forever e Penny Lane são reminiscências da infância em Liverpool. Os Beatles fazem a música nova do presente falando do passado.

Strawberry Fields Forever, embora assinada por Lennon/McCartney, foi composta por John Lennon a partir das lembranças que ele tinha de um orfanato do Exército da Salvação.

O registro inicial não indicava que a canção pudesse se transformar num dos pontos altos da discografia do grupo e num marco indiscutível do rock psicodélico. Os diversos registros (há até um bootleg com eles) confirmam que a canção cresceu no estúdio, enquanto era gravada. E, aí, temos que somar a melodia enigmática de John ao arranjo deslumbrante de George Martin.

Seguem áudio e vídeo, para reouvir e rever.

Penny Lane, igualmente atribuída à dupla Lennon/McCartney, foi composta por Paul McCartney.

A letra fala de uma rua de Liverpool. É uma balada com as marcas do inspirado melodista que Paul sempre foi, desde muito jovem. O solo de trompete de David Mason remete ao barroco e às influências da música erudita que os Beatles, via George Martin, incorporaram ao trabalho deles.

Vamos rever o vídeo oficial.

Strawberry Fields Forever e Penny Lane se completam em suas diferenças. São tão belas que formam um compacto sem lado B. Na época, a canção de Lennon provocou uma certa estranheza em alguns ouvintes, o que não ocorreu com a de McCartney. A passagem do tempo as fez igualmente poderosas.

Foram gravadas para o Sgt. Pepper, mas acabaram ficando de fora.

Flagram os Beatles num impasse. Depois do LP Revolver, após o fim das turnês, o que restaria a eles?

A resposta veio nesse single agora cinquentenário.

Com todos os significados que encerram, Strawberry Fields Forever e Penny Lane continuam fascinantes!

Grande filme, Cabra Marcado Para Morrer permanece íntegro

Vejo que Cabra Marcado Para Morrer será exibido esta semana no campus da UFPb, em João Pessoa. É sempre bom rever o documentário de Eduardo Coutinho.

Em 1984, no lançamento, Cabra Marcado Para Morrer, de Eduardo Coutinho, dividiu espaço com outro documentário. Era Jango, de Sílvio Tendler. No Brasil que lutava pelas eleições diretas para presidente, os dois filmes contavam histórias pré-1964, mas tinham uma diferença básica. O de Tendler falava da luta política sob a perspectiva da elite. O de Coutinho se debruçava sobre os que ficaram à margem.

Em 1981, quando retomou o projeto (interrompido pelo golpe de 64) de filmar a história do líder camponês João Pedro Teixeira, Eduardo Coutinho não sabia direito o que fazer. Tinha imagens registradas em 1964 e algumas fotos de cena. O caminho não seria mais o da ficção, posto que as circunstâncias o levavam ao documentário. Agiu como um repórter. Voltou a Pernambuco à procura dos agricultores com quem havia filmado antes que os militares tomassem o poder. Fez mais: saiu em busca de Elizabete Teixeira, a viúva de João Pedro, que encontrou vivendo na clandestinidade numa cidadezinha do Rio Grande do Norte, onde era chamada de Marta. A reportagem de Coutinho é o que vemos em Cabra Marcado Para Morrer.

Poucos filmes brasileiros me impressionaram tanto quanto este. Mais até pela sua absoluta originalidade, do que pelo seu conteúdo político e ideológico. Um cineasta, com os restos de um filme inacabado, reencontra pessoas humildes que, 17 anos antes, tentou transformar em atores e mostra a elas as imagens do passado. Neste retorno, grava depoimentos cuja força vai muito além da luta na qual elas se envolveram. A miséria, as perseguições, a tortura, as tragédias familiares, a fé – as conversas de Eduardo Coutinho com seus personagens tocam em questões permanentes do homem. Não fala só de homens inseridos num determinado contexto histórico.

Claro que Cabra Marcado Para Morrer é importante porque resgata um pedaço da nossa história recente que poucos contaram. Lembro bem do dia em que o cineasta chegou à redação de A União à procura dos arquivos do jornal. Testemunhei a conversa dele. Não escondia que retomava um projeto interrompido em 1964, mas falava pouco de como seria esta retomada. Talvez ele próprio ainda não soubesse. Nunca imaginei que, naqueles dias de 1981, estava em gestação um dos grandes filmes brasileiros. Hoje, claro que não há mais o impacto da estreia em 1984. Mas Cabra Marcado Para Morrer conserva a sua integridade. E tudo o que tem de original.

Danilo Caymmi canta Tom Jobim com total intimidade

Lembram do disco? Em 1964, Dorival Caymmi visitou Tom Jobim e levou os filhos Nana, Dori e Danilo. O LP, histórico, saiu pela Elenco.

Dos três, futuras estrelas, Danilo foi o mais ligado a Tom. Tanto que tocou flauta e cantou na banda que acompanhou o Maestro Soberano nos dez últimos anos de sua vida.

Agora, nos 90 anos de Jobim, é Danilo que o homenageia com um disco.

Danilo Caymmi Canta Tom Jobim (Universal Music) foi lançado no dia em que o compositor, se estivesse vivo, teria feito 90 anos.

Há quem diga que Danilo canta as músicas de Tom como se estivesse cantando as do seu pai.

Faz sentido?

Ou a gente pensa assim somente porque a sua voz (como a de Nana e a de Dori) está muito associada ao cancioneiro do velho Dorival?

Confesso que não tive essa sensação ao ouvir o disco. A voz de Danilo esteve muito presente na Banda Nova, dialogando com Tom nos vocais, às vezes fazendo o solo.

Para mim, então, é Danilo cantando Jobim como Jobim. Ainda mais, os arranjos são totalmente jobinianos.

O caçula dos Caymmi fez suas opções.

A primeira: voz, violão, flauta e violoncelo. Nada mais. É absolutamente intimista.

A segunda: repertório pouco óbvio. Mais lado B do que lado A.

O resultado confirma a intimidade do cantor com o compositor. É delicado, singelo, maduro, fiel aos originais.

Danilo teve muita sorte com seus professores: Dorival e Tom. Quando canta os dois (no ano passado, gravou o pai), simplesmente não consegue errar.

O REPERTÓRIO DO DISCO

Bonita

Ela é Carioca

Por Causa de Você

Estrada do Sol (com Stacey Kent)

Chora Coração

Água de Beber

As Praias Desertas

Tema de Amor de Gabriela

Luiza

Querida

Derradeira Primavera

Grande voz do jazz, Al Jarreau morre aos 76 anos

Luto na música popular do mundo. O jazz perdeu uma das suas grandes vozes.

O cantor Al Jarreau morreu neste domingo (12) aos 76 anos. Quatro dias atrás, ele foi internado em estado de total exaustão.

A causa da morte ainda não foi divulgada.

Em 2015, ele esteve no Brasil para um show com Marcos Valle no Rock in Rio. A apresentação foi memorável, mas era visível a fragilidade do artista.

Fiquemos com um pouco de Al Jarreau num show da sua juventude.

A canção é Your Song, de Elton John e Bernie Taupin.

Ariano Suassuna era, sim, um grandessíssimo reacionário!

Em texto que postei sábado (11), fiz críticas a Ariano Suassuna. Especificamente a comentários dele sobre a língua inglesa.

Alguns amigos queridos não gostaram. Um deles me disse ao telefone:

Logo Ariano? Ariano é intocável!

E eu brinquei:

Intocável? Conheço Os Intocáveis, o filme!

Falando sério:

E há gente intocável? Que não pode ser criticada? É assim que vocês pensam?

Essa conversa de intocável me lembra o autoritarismo do próprio Ariano. Está na abertura do documentário O Senhor do Castelo, de Marcus Villar.

O escritor diz mais ou menos assim: que só há dois tipos de pessoas no mundo. As que concordam com ele e as equivocadas.

Acho tão perigosa a afirmação que não vale nem como brincadeira!

Quer dizer que você, se pensa diferente do outro, tem necessariamente que estar equivocado?

Era assim que Ariano pensava quando, sem qualquer respeito, tratava de forma pejorativa um artista só porque ele era americano?

Era assim que Ariano pensava quando desconsiderava um artista da dimensão de Antônio Carlos Jobim?

Era assim que Ariano pensava quando defendia um nacionalismo atrasado e anacrônico?

Ariano Suassuna é importantíssimo para a cultura brasileira pela obra que deixou. Ninguém está pondo isso em dúvida.

E era importante também pelas ideias que expunha. Concordemos ou não com elas.

Eu não concordo com muita coisa.

E tenho todo o direito de dizer:

Ariano Suassuna era, sim, um grandessíssimo reacionário!

Simples assim!

Grammy de Adele X Beyoncé também tem Caetano e Gil

Neste domingo (12) tem Grammy.

Adele e Beyoncé brigam pelos destinos da música pop!

Prefiro Beyoncé! Gosto de Lemonade!

Quem leva mais? É o que perguntam as matérias que leio.

Quando confrontam os números das duas, lá estão o Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, Spotify. Parecem mais importantes do que os discos físicos que ainda conseguem vender.

O Grammy é, portanto, a grande festa de uma indústria em crise e em busca de novos caminhos.

Entre as muitas categorias, ao Brasil foi reservada uma indicação.

Caetano Veloso e Gilberto Gil disputam, com Dois Amigos, Um Século de Música, o prêmio de melhor álbum do ano na categoria World Music. Também foram indicados Celtic Woman, Ladysmith Black Mambazo, Yo-Yo Ma e Anoushka Shankar.

World Music! Sempre acho muito pouco para classificar os nossos grandes artistas!

O álbum duplo Dois Amigos, Um Século de Música traz o registro integral do duo acústico que Caetano e Gil apresentaram dentro e fora do Brasil durante mais de um ano, a partir de junho de 2015.

Transcrevo, rapidamente, algo que escrevi quando vi o show em sua passagem pelo Recife:

O que temos no palco são dois homens que já ultrapassaram o limiar da velhice, revendo o que fizeram em cinco décadas. O “aqui é o fim do mundo”, de Gil, ou o “eu organizo o movimento”, de Caetano, parecem ter outra sonoridade e dizer mais do que diziam há quase meio século. Conseguem juntar o país convulsionado de ontem com o país convulsionado de hoje. E confirmam a opinião, de Caetano, de que o cancioneiro popular do Brasil fala muito profundamente do nosso destino como nação.

No Grammy 2017, portanto, minha torcida é por Caetano e Gil, Dois Amigos, Um Século de Música!

Ariano Suassuna abre mão da inteligência ao atacar língua inglesa

Ariano Suassuna era o que, no passado, se chamava de reacionário. Estética e ideologicamente (a despeito do vínculo que acabou estabelecendo com a esquerda).

Defendia um nacionalismo anacrônico e o fazia muitas vezes de forma simplista e grosseira. Ainda que fosse engraçado.

Seu reacionarismo não o diminuía como autor. Claro que não! A importância da obra não deve ser confundida com as ideias atrasadas que defendia.

Em 2010, estive na casa de Ariano, no Recife, junto com Gonzaga Rodrigues, Astier Basílio e Gustavo Moura (fazíamos uma entrevista para o Correio das Artes), e saí de lá positivamente impressionado com a sua erudição.

Mas também a me perguntar, com alguma inquietação: como esse homem erudito, com quem acabamos de conversar longamente, usa argumentos tão primários para defender seus pontos de vista?

De vez em quando, vejo vídeos de Ariano Suassuna. Ele e suas falas na aula espetáculo que costumava dar. Aquela fala sobre o guitarrista Ximbinha, Beethoven e o uso equivocado da palavra gênio é irresistivelmente engraçada.

Entre esses vídeos, há os que agridem a inteligência.

Como aquele em que o autor da Compadecida fala mal da língua inglesa.

O exemplo que Ariano dá com a palavra glass não serve nem como humor.

Ora, dizer que a língua inglesa é pobre porque glass é, ao mesmo tempo, copo e vidro, só ilude os incautos.

A língua portuguesa, enaltecida até por Cervantes, também tem manga, que é do verbo mangar, manga de camisa e manga, a fruta. E tantas outras palavras com mais de um significado.

Depois, há os adjetivos pejorativos que Ariano usa contra a língua inglesa. Absolutamente incompatíveis com os estudos da linguística. E, se quisermos, com o respeito entre os povos.

Tudo em nome do seu reacionarismo e de um nacionalismo fora de moda.

Quando vejo esses vídeos, lembro de um conselho que, muito cedo, ouvi do meu pai:

Nunca se deixe enganar pelo reacionarismo estético e ideológico de Ariano Suassuna!

Já que falamos da língua inglesa, fecho com Shakespeare por Marlon Brando. Shakespeare, de quem o erudito Ariano tanto gostava!

Poucos metros separam Jair Bolsonaro de José Eduardo Cardozo!

Quero dizer algumas coisas sobre o deputado Jair Bolsonaro e José Eduardo Cardozo, o ex-ministro da Justiça de Dilma.

Começo por Bolsonaro.

Um colega de redação me pergunta: você acredita que Bolsonaro será eleito presidente?

E eu respondo: Não! Claro que não!

OK, pode ser mais desejo do que convicção, mas continuo acreditando que a maioria dos brasileiros não fará uma escolha tão estúpida e irresponsável!

Bolsonaro na presidência é tudo o que o Brasil não precisa! Constatamos por onde ele passa a difundir suas ideias. Acabamos de ver na visita de dois dias à Paraíba.

Agora, José Eduardo Cardozo.

O ex-ministro veio a João Pessoa fazer uma conferência e foi entrevistado no CBN Cotidiano, com Bruno Filho e equipe.

Conversa de alto nível. O oposto da truculência de Bolsonaro.

Zé Eduardo é um acadêmico, homem inteligente, discurso articulado. Não é preciso concordar com tudo o que ele diz, não é preciso ser petista para admirar o modo com que defende seus argumentos.

Participei da entrevista na CBN. Levantei uma questão que me inquietou durante o processo de impeachment: por que Dilma legitimou o golpe? Por que participou do rito?

Ele respondeu falando da necessidade que, na ditadura, se tinha de que advogados participassem de julgamentos na Justiça Militar, mesmo sabendo quais seriam os resultados.

Outra questão que coloquei: quando o governo Dilma percebeu que não contava mais com o PMDB?

Pela resposta, me pareceu que demorou muito a perceber. E o erro foi fatal.

Poucos metros separam Jair Bolsonaro de José Eduardo Cardozo!

Está escrito assim lá no título do post.

É preciso explicar: é que, praticamente na mesma hora, Bolsonaro estava na TV Tambaú e Cardozo na CBN. E poucos metros separam uma emissora da outra.

No mais, a distância é de muitos anos-luz.