Aguilera: música para as vítimas de Orlando

A cantora Christina Aguilera gravou uma música inédita em homenagem às vítimas do atentado ocorrido na boate Pulse, em Orlando. A canção, chamada “Change”, fala de igualdade e pede uma mudança que possibilite que as pessoas sejam elas mesmas, independente das diferenças. 

Num comunicado, Aguilera disse: “quero ajudar e ser parte da mudança de que esse mundo precisa para se tornar um lindo e inclusivo lugar onde a humanidade pode amar livre e intensamente”.

A renda obtida com o download do single será doada para o fundo criado para as vítimas e suas famílias. 

Uma aventura de amor ao cinema

Solha

A propósito de um texto que o jornalista Petrônio Souto postou no Facebook, lembro que “A Guerra Secreta” foi um curta-metragem em Super 8 realizado por Antônio Barreto Neto em 1975.

Barreto, nosso melhor crítico de cinema, dirigiu a partir de um roteiro de Marcos Luiz, que era também o produtor. Marcos, funcionário da Caixa Econômica, publicara na época um livro de contos chamado “O País dos Esquecidos”.

O filme contava a história de pessoas que desafiavam de forma violenta o princípio de autoridade. Um filho matava o pai e a mãe, um bancário matava o gerente da agência, um sacristão matava o padre. Entre um crime e outro, as pessoas fugiam da civilização em direção ao mar.

W.J. Solha (foto) era o filho que matava os pais (Mário e Vitória Chianca). Marcos Luiz, o bancário que matava o gerente (Petrônio Souto). Meu tio Roberto Osias, o sacristão que matava o padre (Meireles, um colega de trabalho de Barreto).

A cena filmada na casa de Solha foi tão realista que fiquei com a impressão de que Mário e Vitória Chianca saíram realmente machucados. Os filhos de Solha, Dmitri e Andrea, eram duas crianças lindas que atuaram como figurantes.

Eu era o assistente de direção. O fotógrafo foi o nosso querido João Córdula, diretor do Cinema Educativo. O filme não foi concluído, e, anos depois, meu pai, Onildo Lins de Albuquerque, fez uma montagem possível com o material que conseguimos filmar.

“A Guerra Secreta” ficou na minha memória como uma singela aventura de amor ao cinema comandada por Antônio Barreto Neto. Antes, Barretinho concluíra “O Estranho Caso de Leila” e deixara inacabado “Uma Aventura Capitalista”.

 

 

Saga de Don Rosa volta às bancas

Saga capa

A Editora Abril está lançando uma nova edição de “A Saga do Tio Patinhas”, que chegou às bancas e livrarias brasileiras há pouco mais de um ano. O livro, com capa dura e quase 400 páginas, faz parte da coleção Disney de Luxo, que já conta com 12 volumes lançados no Brasil.

“A Saga do Tio Patinhas” é considerada uma obra-prima, um verdadeiro clássico dos quadrinhos Disney. Seu autor é Don Rosa, cartunista americano que está com 65 anos. Muitos o têm como uma espécie de sucessor de Carl Barks, o maior de todos os cartunistas que trabalharam para a Disney.

O interessante é que, ao criar os episódios que compõem a saga, Rosa tomou como parâmetros algumas pistas dadas por Barks em antigas histórias do pato, famoso por sua riqueza e sua mão fechada. O livro reúne os 12 episódios originais, acrescidos de outros seis produzidos depois.

No final, há um texto muito elucidativo sobre cada episódio da saga. Os adultos de hoje que cresceram lendo os quadrinhos da Disney vão se deliciar com a publicação.

Beatles em novo documentário. Veja o trailer

“Eight Days a Week”, o documentário de Ron Howard sobre os Beatles, será lançado em setembro. Howard, quando era muito jovem, foi ator em “American Graffiti”. Mais tarde, dirigiu “Apollo 13”. Vejam o trailer.

Canto coral. A propósito de Gurgel

A morte do maestro e professor Maurício Gurgel, domingo em João Pessoa, remete à história do canto coral na Paraíba e à sua importância. Faço, aqui, alguns breves registros.

O primeiro: de Gazzi de Sá. Pioneiro na formação de corais, trabalhou diretamente com Heitor Villa-Lobos, o maior compositor erudito do Brasil. Gazzi atuou numa época em que Villa-Lobos tinha no presidente Getúlio Vargas um grande incentivador do ensino da música.

O segundo: de Arlindo Teixeira. O maestro gaúcho esteve à frente do Coral da UFPb na virada da década de 1960 para a de 1970. Ele conseguiu projetar internacionalmente o grupo, no seu momento de maior prestígio.

O terceiro: de Pedro Santos. Amazonense radicado na Paraíba, Pedro foi homem de música e de cinema. A síntese da sua contribuição ao canto coral é o Madrigal Paraíba.

O quarto: de José Alberto Kaplan. Argentino, Kaplan se dividiu entre o piano, a composição, a regência e o ensino da música. Seu nome está associado à Camerata Universitária.

Eli-Eri Moura, Tom K e Carlos Anísio são nomes que não podem ser esquecidos. Registro também o trabalho dos maestros Eduardo Nóbrega e João Gurgel (filho de Maurício), que hoje estão à frente, respectivamente, do Coral da UFPb e do Coral do Unipê.

Um registro final: numa conversa hoje cedo com o maestro Eduardo Nóbrega, ouvi dele que a importância de Maurício Gurgel está no fato de que ele atuou na base, formando gente que depois integraria corais profissionais.

Tive poucos contatos com o professor Maurício Gurgel. A minha admiração por ele surgiu quando pude vê-lo à frente do coral da velha Escola Técnica. Era o retrato do homem a despertar nos seus alunos o amor pela música.

Uma lembrança: Sivuca e sua sanfona

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Os dedos da mão direita correm velozes pelas teclas. Na valsa “Quando Me Lembro”, de Luperce Miranda, há uma parte em que o instrumento soa como dois bandolins. O que se tem naquela execução é um momento impressionante, mas não raro, de precisão e virtuosismo. Na “Tocata em Ré Menor”, a sanfona lembra um órgão de igreja. Antes de Sivuca, talvez fosse difícil imaginar a peça de Bach como se houvesse sido escrita para sanfona solo. Em “I Do It For Your Love”, de Paul Simon, o instrumento funde-se à voz e soa como um sax alto. Em “Feira de Mangaio”, da parceria com Glorinha Gadelha, a introdução, escrita numa lanchonete em Nova York,  transporta o ouvinte para um forrozão do interior do Nordeste.

Sivuca explorou todas as possibilidades do acordeon e transformou-se num instrumentista no nível dos grandes do jazz. Também tocava violão e piano, mas a sanfona é que era extensão do seu corpo, como o sax de Coltrane, a guitarra de Hendrix ou o bandolim de Jacob. Nas entranhas dela é que estava sua alma de artista. Uma história iniciada no dia em que o pai voltou para casa com um pequeno fole de dois baixos. Era dia de Santo Antônio em Itabaiana. Uma terça-feira, 13 de junho de 1939. O menino Severino, que ainda não era Sivuca, acabara de completar nove anos.

Sivuca guardava na memória todas as informações sobre cada um dos instrumentos que teve. As marcas, as procedências, as cores, a quantidade de baixos, as circunstâncias em que entraram na sua vida. Sabia que era preciso legá-las à posteridade. Guiado por esta convicção, já doente, um dia ele ditou, e Glorinha Gadelha fez as anotações.

Acordeon, concertina, sanfona. Um instrumento muito popular no Brasil, não só entre os nordestinos que, a partir do final dos anos 1940, incorporaram as canções de Luiz Gonzaga ao seu repertório. Houve um tempo em que as garotas estudavam acordeon e com ele exibiam seus dotes musicais, tocando e cantando nas reuniões familiares. Artistas que depois ficaram conhecidos com o violão começaram pelo acordeon. É o caso de Gilberto Gil e Milton Nascimento, que só aderiram ao violão depois da Bossa Nova, sob a inspiração da batida criada por João Gilberto. Sivuca também fez a adesão quando morava nos Estados Unidos.

Mas foi com a sanfona que entrou para a história da nossa música popular. E para a história mundial do instrumento. Os sons que produzia eram inconfundíveis. Tinham a sua marca, o seu estilo. Diferente de Gonzaga, fundador, mas rudimentar. Ou de Dominguinhos, virtuoso, mas intuitivo. Era o “modo Sivuca” de tocar, iniciado naquele dia de Santo Antônio de 1939, quando o pai trouxe para casa o fole de dois baixos. Até a sua morte, em dezembro de 2006, foram 67 anos de convivência com o instrumento. Um longo percurso, que começou com o menino procurando as notas da marcha “A Jardineira” e terminou no encontro da sua Scandalli Super VI com a complexidade de uma orquestra sinfônica.

Na foto (de André Cananéa), entrevisto Sivuca duas semanas antes da sua morte.

 

Chico Buarque, discos e canções

Em 1968, aos 24 anos, Chico Buarque gravou uma música chamada “O Velho”. “O que é que tem de novo pra deixar/nada/só a caminhada longa/pra nenhum lugar”. Ou: “eu vejo a triste estrada/onde um dia eu vou parar”. Um jovem escrevendo sobre a velhice. Versos belos e surpreendentes que nos ocorrem agora.  Junto a lembrança a uma outra do jovem Chico: a quantidade de grandes músicas que ele gravou entre os 22 e os 24 anos, em apenas três discos. Naquela época, era muito comum o disco ter o nome do artista. “Chico Buarque de Hollanda volume 1” (1966), “Chico Buarque de Hollanda volume 2” (1967) e “Chico Buarque de Hollanda volume 3” (1968). Os três, lançados pela RGE em plena era dos festivais, a partir do sucesso que alcançou ao vencer um deles com “A Banda”.

Vale a pena enumerar, recorrendo exclusivamente ao que está arquivado na memória afetiva, sem qualquer consulta: “A Banda”, “Tem Mais Samba”, “A Rita”, “Madalena Foi pro Mar”, “Pedro Pedreiro”, “Olê, Olá”, “Meu Refrão”, “Sonho de um Carnaval”, “Noite dos Mascarados”, “Com Açucar, com Afeto”, “Quem te Viu, Quem te Vê”, “Morena dos Olhos D’Água”, “Ela Desatinou”, “Retrato em Branco e Preto”, “Januária”, “Carolina”, “Roda Viva”, “Até Pensei”, “Sem Fantasia”, “Até Segunda-Feira”, “Funeral de um Lavrador”. Somemos a estas “Sabiá”, que é de 1968, mas não está no disco daquele ano. São 22 músicas. Todas gravadas entre os 22 e os 24 anos. Se Chico Buarque tivesse se aposentado em 1968, seu legado seria um songbook extraordinário. À altura dos maiores clássicos do nosso cancioneiro popular.

Se estendermos a lista até 1970, quando troca a RGE pela Philips e grava o último disco usando o “Hollanda” no nome artístico (“Chico Buarque de Hollanda volume 4”), acrescentaremos, então, “Essa Moça Tá Diferente”, “Agora Falando Sério”, “Gente Humilde”, “Rosa dos Ventos”, “Samba e Amor”, “Pois É”. E, claro, há o single de 1969, ainda pela RGE, com “Umas e Outras”. Entre 1966 e 1970, dos 22 aos 26 anos, em quatro discos, 29 músicas absolutamente antológicas. Um gigante este artista.

Em 1971, passa a assinar apenas “Chico Buarque”. O bigode na capa do disco tira um pouco o ar de bom moço. Os sons o aproximam da linha evolutiva proposta pelos tropicalistas. Ao seu modo. Sobretudo na faixa “Construção”, arranjada pelo mesmo Duprat dos discos de Caetano, Gil, Gal e Mutantes. “Construção” é uma obra-prima. Um samba lento que vai crescendo até o desfecho. Os versos finalizados sempre com proparoxítonas que, na segunda e na última parte, são trocadas de lugar, gerando imagens absurdas, delirantes, inacreditáveis. O disco “Construção” pode ser o melhor de Chico. “Deus lhe Pague”, “Cotidiano”, “Desalento”, “Cordão”, “Olha Maria”, “Samba de Orly”, “Valsinha”, “Minha História”. Parece uma coletânea.

Os anos 1970 foram os mais produtivos. Apesar da censura. “Construção” (1971), “Quando o Carnaval Chegar” (1972), “Calabar” (1973), “Sinal Fechado” (1974), “Meus Caros Amigos” (1976), “Chico Buarque” (1978), “Ópera do Malandro” (1979), “Vida” (1980). Mais dois discos ao vivo. Um com Caetano Veloso, outro com Maria Bethânia.

Os anos 1980 não são tão produtivos. O artista compõe e grava menos. Trabalha muito com Edu Lobo, o novo parceiro. Fica mais sofisticado. As canções continuam belas. “O Grande Circo Místico” é uma estupenda coleção de canções. Anos 1990 e além. Um livro, um disco, uma turnê. Nesta ordem. A morte da canção? Tese dele.

Na maturidade e no limiar da velhice, Chico faz discos refinadíssimos, de assimilação mais lenta. E não compõe tantos clássicos instantâneos, como os da juventude. Mas seu último disco, de 2011, tem ao menos um: “Sinhá”, parceria com João Bosco.

Chico Buarque é um compositor popular clássico. Não é de ruptura, como seu contemporâneo Caetano. É difícil comparar as canções dos dois. “As dele são bem feitas, há uma paz, uma coerência, uma sabedoria que as minhas desconhecem”, me disse Caetano Veloso. Esteticamente, Caetano é de esquerda, Chico é de centro, como classificou Gilberto Gil, muitos anos atrás.

A lista de dez canções que os críticos fazem é injusta com Chico. É uma impossibilidade. Não há dez. Há dezenas. Os sambas perfeitos de quem ouviu Noel, mas sentiu o impacto da reinvenção do gênero promovida por João Gilberto. E tem as incursões por outros gêneros, outros ritmos. Toada, baião, frevo, marcha, valsa, blues, rock. E tem o letrista de qualidade excepcional, como os melhores do mundo. E o trabalho com grandes parceiros. Tom, Vinícius, Francis, Edu, Milton, Caetano, Gil, Ruy. E o teatro, a literatura, o engajamento na luta contra a ditadura.

“Eu vejo a estrada/onde um dia eu vou parar”. Chico se aproxima do homem velho da canção escrita na juventude? A obra por certo desmente o verso que diz que não há nada para deixar. “Além da caminhada longa/pra nenhum lugar”.

Maestro Maurício Gurgel morre em JP

Morreu neste domingo (19) em João Pessoa o maestro Maurício Gurgel. A causa da morte foi um mal súbito. O músico, que também era professor, estava com 84 anos.

Cearense, radicado desde cedo na Paraíba, o professor Maurício Gurgel foi uma figura fundamental na sua área. Ele não era só um maestro. Era um professor de música e, como tal, despertou em muitos jovens o gosto e o amor pela música.

A melhor síntese do trabalho de Maurício Gurgel está nos seus muitos anos de Escola Técnica Federal da Paraíba. Lá, ensinou e comandou o coral. Sua atuação como arranjador e regente do grupo foi marcante.

O corpo do professor Maurício Gurgel está sendo velado no Parque das Acácias. O sepultamento será às cinco da tarde.

Alguns grandes filmes brasileiros

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Hoje é o Dia do Cinema Brasileiro. A data remete à lembrança de grandes momentos da nossa cinematografia.

Se formos cronológicos, a primeira e inevitável lembrança é de “Limite” (1931), de Mário Peixoto. O “Dicionário de Cinema”, de Jean Tulard, fala do espírito vanguardista e do intimismo simbolista do único trabalho de Peixoto. Lima Barreto conseguiu realizar mais de um filme, mas muitos (inclusive Tulard) só mencionam seu nome por causa de “O Cangaceiro”. Western brasileiro que revelou à Europa o cinema da América Latina, diz o “Dicionário de Cinema”. Não é tão bom, mas é muito importante este filme de 1953.

Nelson Pereira dos Santos fez “Rio 40 Graus” quase uma década antes de “Vidas Secas”. O primeiro já antecipa alguma coisa que veríamos no segundo, mas este é que recebe o carimbo de Cinema Novo. Entre um e outro, há dois grandes filmes que os cinemanovistas rejeitam: “Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Faria, e “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte. “São Paulo S.A.”, de Luís Sérgio Person, e “Noite Vazia”, de Walter Hugo Khouri, são de 1964. “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de Roberto Santos, é de 1965. “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, de 1968. Todos necessariamente incluídos entre o melhor que o Brasil produziu.

Pouco mais de meio século nos separa da estreia de “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Tempo suficiente para pensarmos que este sim pode ser mencionado como o maior de todos os filmes brasileiros. O Glauber Rocha de “Terra em Transe” também é imprescindível. O país imaginário que ele revela traz os impasses do Brasil dos anos 1960 e ainda parece atual quando revisto hoje. “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, que o mundo conhece como “Antônio das Mortes”, é mais respeitado fora do Brasil. Martin Scorsese gosta de exibi-lo para seus atores antes de iniciar um novo trabalho.

E o Ruy Guerra de “Os Fuzis”? E o Carlos Diegues de “A Grande Cidade”? E o Leon Hirszman de “São Bernardo”? E o Paulo César Saraceni de “O Desafio”? E o Walter Lima Jr. de “Inocência”? E o Arnaldo Jabor de “Toda Nudez Será Castigada”? E o Eduardo Coutinho de “Cabra Marcado Para Morrer”?

Chegaremos, sim, na retomada e depois dela. No cinema que renasceu, apesar do governo Collor ter decretado sua morte. Renasceu, conquistou público aqui e respeito lá fora. Mas só o tempo definirá a dimensão de filmes ainda tão recentes (como “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho) e o papel reservado a eles na história de uma cinematografia.

Na foto, Othon Bastos em “Deus e o Diabo na Terra do Sol”.

Sir Paul maduro e um pouco triste

Na sessão “Meus discos”, vou escrever sobre aqueles discos que me são mais caros. Os que têm um lugar especial na minha discoteca. Começo com um de Paul McCartney, aniversariante do dia.

TUG OF WAR

Paul McCartney

De 1982. Para mim, está na lista dos melhores discos de Paul McCartney. Marca o reencontro dele com o produtor dos Beatles, George Martin, e é o primeiro trabalho depois da morte de John Lennon. Sempre me pareceu muito maduro e um pouco triste. Tem os duetos com Stevie Wonder e Carl Perkins, tem a balada “Wanderlust” (que soa como se fosse Beatles) e a declaração de amor a John em “Here Today”. Rock, balada, country, soul, um pouco de funk – McCartney lida com uma diversidade de gêneros com igual competência. Composições, vozes, arranjos, execuções, é tudo primoroso no disco. Ainda mais sob a batuta do maestro George Martin.

Tug