Emmerson Nogueira lança lyric vídeo com sucesso de Stevie Wonder

Emmerson Nogueira lançou um lyric vídeo da canção “I Just Called to Say I Love You”, de Stevie Wonder.

A música faz parte do quinto volume da série que consagrou o brasileiro, o “Versão Acústica”, em que o artista regrava clássicos da música internacional com suas características.

Emmerson Nogueira chega à quinta edição da série “Versão Acústica” com quase dois milhões de CDs e DVDs vendidos.

Festival Coquetel Molotov anuncia primeiras atrações para o Recife

Anunciadas as primeiras atrações da edição 2016 do festival No Ar Coquetel Molotov para o Recife.

Céu (SP), Baianasystem (BA) e Boogarins (GO) são os nomes já confirmados.

Este ano, o festival irá além do Recife e Belo Jardim, chegando a Belo Horizonte.

Segundo os organizadores, música é apenas uma das forças do festival, que também terá intervenções artísticas, sob a curadoria de Aslan Cabral, e a feirinha com produtos de moda e design, sob o comando de Nestor Mádenes.

No Recife, o evento será realizado na Coudelaria Souza Leão, no dia 22 de outubro, com mais de 12 shows de bandas nacionais e internacionais.

 

Box dos 40 anos de carreira de Zé Ramalho é presente para seus fãs

Zé Ramalho está comemorando 40 anos de carreira. O início da celebração foi com o lançamento de uma caixa com três CDs e um DVD pelo selo Discobertas, do produtor Marcelo Fróes.

Todo o material é acústico. Há um CD simples de 1996 que permaneceu inédito por 20 anos. Há um CD duplo gravado para o projeto. E um DVD cujo conteúdo foi produzido enquanto o artista gravava 13 das 22 faixas do disco duplo.

Voltemos no tempo. Em 1997, na “Antologia Acústica”, Zé Ramalho fez um dos melhores discos de sua carreira. O CD simples de 1996, que aparece agora nesse box da Discobertas, antecede em um ano a impecável antologia de 1997.

A antologia oferecia uma muito bem acabada releitura dos grandes êxitos da carreira de Zé Ramalho. O CD “Voz & Violão 1996” seria, então, uma espécie de rascunho, de esboço daquela antologia.

Já o CD duplo “Voz & Violão”, gravado há pouco no estúdio de Robertinho de Recife, estende o repertório do disco de 1996. E traz, assim, um Zé Ramalho unplugged e stripped (para aproveitar o título do disco dos Rolling Stones). Ou seja: desplugado e desnudado.

O DVD registra o instante das gravações com enquadramentos que dão total acesso aos acordes que Zé usa para tocar suas canções.

Ao longo do projeto, o melhor do seu repertório surge sem qualquer adorno, permitindo ao ouvinte um contato bem próximo com as músicas mais ou menos do jeito que elas foram compostas.

Zé Ramalho festeja quatro décadas de carreira, mas os presenteados são os seus fãs com esse box “Voz & Violão – 40 Anos de Música”.

 

 

Tem MPB e funk na abertura da Olimpíada. Não vejo problema algum!

Leio no Facebook críticas à escolha dos artistas que vão se apresentar na cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio.

Uma delas dizia algo mais ou menos assim: em Londres tinha Paul McCartney, no Rio tem Anitta e Ludmilla.

Procurei a lista dos convidados. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Ludmilla, Anitta e Marcelo D2.

Não vejo problema algum!

A geração de Paul McCartney (para ficar no argumento que li no Facebook) está muitíssimo bem representada por Caetano, Gil e Paulinho da Viola. Paulinho cantará o Hino Nacional acompanhado ao violão.

Tem o samba de Zeca Pagodinho e Diogo Nogueira. Duas gerações. Diogo, filho de João Nogueira.

Tem o rapper Marcelo D2. E as duas representantes do funk carioca (Anitta trilhando um caminho mais pop). Por que não?

O motivo das críticas é a presença do funk? Se for, a visão me parece preconceituosa. O funk – gostem ou não dele – é uma expressão legítima da música popular que se produz atualmente no Rio de Janeiro. Não há porque ignorar.

 

Zé Ramalho e Sinfônica começam nesta terça ensaios para concerto histórico

O primeiro ensaio de Zé Ramalho com a Orquestra Sinfônica da Paraíba deve ocorrer nesta terça-feira (02) à noite em João Pessoa. Na sexta-feira (05), o compositor e a orquestra se apresentam às 20h30 no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

O concerto de Zé Ramalho com a Orquestra Sinfônica da Paraíba faz parte das comemorações dos 40 anos de carreira do artista. A celebração teve início, há poucos dias, com o lançamento de uma caixa com um DVD e três CDs acústicos pelo selo Discobertas.

A Orquestra Sinfônica da Paraíba subirá ao palco do teatro A Pedra do Reino para o concerto com Zé Ramalho com uma formação de 138 músicos.

O maestro Luiz Carlos Durier explicou que a orquestra será formada pelos músicos da OSPB e os da Orquestra Sinfônica Jovem. Zé Ramalho, segundo o maestro Durier, atuará como o solista da orquestra, acompanhando-se ao violão em dez de suas canções.

O compositor trará o baixista com quem trabalha há muitos anos. O músico da banda de Zé se integrará a uma base de música popular que tocará com a orquestra e que será formada por Leo Torres (guitarra), Glauco Andreza (bateria) e Erick John (teclado).

 

 

 

Ney Matogrosso, 75 anos: indicações para reouvir a sua música

Nesta segunda-feira (01/08), Ney Matogrosso faz 75 anos. Seguem algumas indicações para quem quer ouvir (ou reouvir) o trabalho desse grande artista:

SECOS E MOLHADOS

De 1973. Primeiro dos dois discos dos Secos e Molhados, o grupo que revelou Ney Matogrosso. Foi um sucesso absoluto de crítica e público e uma grande ousadia em plena ditadura militar. Novo em sua proposta musical, novo também pela atitude.

ÁGUA DO CÉU – PÁSSARO

De 1975. Primeiro disco solo de Ney Matogrosso. O que ele faria depois dos Secos e Molhados? A resposta veio num LP que parecia ainda mais ousado do que o grupo desfeito. Com sua voz incomum, Ney se consolidava como um dos grandes da MPB.

NEY MATOGROSSO

De 1981. Comercialmente, foi o maior sucesso da carreira de Ney Matogrosso. “Homem com H”, do paraibano Antônio Barros, colocou Ney em primeiro lugar em todas as paradas. Depois, o artista saiu em excursão lotando os lugares onde cantava.

Ney CDs

PESCADOR DE PÉROLAS

De 1987. Gravado ao vivo. Um Ney Matogrosso diferente. Na performance, no figurino, no repertório . Contido, colocando sua bela voz diante de um cancioneiro de clássicos populares. Ao seu lado, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Rafhael Rabello.

NEY MATOGROSSO INTERPRETA CARTOLA

De 2002. Ney Matogrosso na maturidade debruçado sobre o repertório do grande sambista da Mangueira. Um dos seus muitos álbuns conceituais. Os sambas de Cartola recebem arranjos primorosos para essa leitura muito fiel aos originais.

BEIJO BANDIDO

De 2009. Arranjos camerísticos e sofisticados para um repertório impecável. Ney Matogrosso canta verdadeiros clássicos do cancioneiro popular. Alguns antigos, outros ainda recentes. O disco reafirma a extrema qualidade do seu trabalho.

 

Aos 75 anos, Ney Matogrosso permanece atento aos sinais

Ney Matogrosso faz 75 anos nesta segunda-feira (01/08).

O surgimento dele foi um acontecimento extraordinário naquele remoto ano de 1973. A voz incomum, o figurino, o rosto pintado, a performance no palco, o repertório. Secos & Molhados. Parecia impossível no Brasil da Era Médici.

O grupo arrebatou público e crítica e fez apenas dois discos. Como seria Ney sem os Secos & Molhados?

A estreia foi em 1975, num disco chamado “Água do Céu – Pássaro”. Sozinho, ele era ainda melhor.

Da Continental (uma gravadora de médio porte) para a Warner (uma multinacional do disco), Ney foi consolidando sua carreira. O estouro mesmo veio em 1981, já num terceiro selo, no disco que tem “Homem com H”, do paraibano Antônio Barros.

“Pescador de Pérolas”, de 1987, foi outro marco. Ao vivo, ao lado de músicos como Arthur Moreira Lima (piano), Paulo Moura (sax e clarinete), Raphael Rabello (violão) e Chacal (percussão), Ney trocou de figurino e de repertório. Mostrou que também sabia ser contido e cantar os clássicos do cancioneiro popular.

Em sua longa carreira, com uma extensa discografia, Ney Matogrosso foi dos Secos & Molhados a Villa-Lobos. De Cartola a Cazuza. De Tom a Chico. Tudo muito bem feito, com uma inconfundível marca de qualidade. Nos estúdios e nos palcos.

Ney é clássico e contemporâneo. E, como no título do seu projeto mais recente, permanece atento aos sinais.

A música e Tacy de Campos são o melhor de “Cássia Eller, o Musical”

O público de João Pessoa está vendo “Cássia Eller, o Musical” neste final de semana (29, 30 e 31) no Teatro Paulo Pontes, do Espaço Cultural José Lins do Rego.

É mais um espetáculo (depois de Tim Maia, Cazuza, Elis Regina) que mistura teatro e música para contar a história de um grande nome da canção popular do Brasil.

Por coincidência, na madrugada deste domingo, vi o ator Ney Latorraca, no programa “Altas Horas”, se queixar, mesmo que sutilmente, do excesso de comédias em pé e musicais biográficos na atual cena teatral brasileira, em detrimento de uma dramaturgia mais clássica e vigorosa.

O comentário dele talvez aponte para soluções narrativas e dramáticas que, aos olhos do consumidor mais exigente de teatro, estão fartamente presentes e comprometem espetáculos como este que conta a vida de Cássia Eller.

De todo modo, na outra ponta, há algo de muito positivo nesses musicais, na medida em que eles cumprem o papel de mexer com a memória e a emoção do público, trabalhando num universo tão rico e expressivo quanto o da nossa canção popular.

“Cássia Eller, o Musical” tem uma estrutura simples. Uma eficiente banda no fundo do palco e um pequeno elenco que encena, em ordem cronológica, alguns episódios da vida de Cássia Eller, grande intérprete da cena musical dos anos 1990.

As questões da sexualidade, os excessos que podem ter levado à morte prematura aos 39 anos, a opção por se manter à margem a despeito do êxito comercial – o musical trata abertamente desses temas.

Mas o principal (e o melhor mesmo!) é a música. As canções vão se incorporando à narrativa para também contar a história. E, no conjunto, oferecem um retrato dessa artista tão extraordinariamente talentosa do Brasil de apenas duas décadas atrás.

Muito mais cantora do que atriz, Tacy de Campos brilha intensamente e engrandece o espetáculo. Impressiona, convence, arrebata. E, por vezes, nos dá a sensação de que Cássia Eller está ali no palco, a poucos metros de nós, que estamos na plateia.

Woody Allen jamais fará filmes como Ingmar Bergman ou Federico Fellini

Na abertura, “Manhattan” mostra Nova York retratada por Woody Allen ao som de George Gershwin. Imagens em preto & branco, a tela tomada pelo cinemascope, música erudita inspirada no jazz, texto lido pelo cineasta.

“Meia-Noite em Paris” começa com um retrato de Paris ao som de Sidney Bechet. Imagens em cores sem o impacto do scope, jazz, nenhum texto.

O primeiro retrato é inquieto, nervoso, jovem. O segundo é sereno, contemplativo. Os dois filmes não se parecem, mas uma abertura remete à outra.

Woody Allen é repetitivo.

Os mesmos tipos, as mesmas indagações, o mesmo humor – a fórmula que Allen repete a cada novo filme não depende do lugar onde suas histórias são ambientadas.

A repetição empobrece o seu cinema? Às vezes, sim. Outras, não. Há casos em que ele consegue ser brilhante, como se estivesse de volta à sua fase mais criativa, entre a segunda metade dos anos 1970 e a primeira da década de 1980.

John Ford e Alfred Hitchcock filmavam muito, mas nunca davam a impressão de que estavam fazendo o mesmo filme. Talvez porque, neles, que não escreviam os roteiros, o traço autoral estava no estilo.

Woody Allen, que também filma muito, além de diretor, é autor dos roteiros. Ele cria cada diálogo, cada situação. Talvez venha daí a sensação de que se tornou repetitivo em demasia.

Mas há algo atraente num cineasta de filmografia extensa como Allen. A quantidade se mistura com a qualidade, entre altos e baixos, formando um conjunto que, ao final, carrega de tal modo as marcas pessoais que é possível enxergá-las em todos os momentos. Mesmo naqueles trabalhos que consideramos menores.

Revi “Meia-Noite em Paris”. É um dos bons filmes de Woody Allen. Os encontros de Gil com Porter, Fitzgerald, Hemingway, Picasso, Dali, Buñuel, são todos muito charmosos. O texto é irresistivelmente engraçado e inteligente. As caracterizações são muito boas. A passagem da realidade para a fantasia deixa o espectador tão excitado com a situação quanto o próprio personagem.

O filme chamará a atenção dos que defendem a tese de que o passado é sempre melhor do que o presente. Para Gil, que vive no século XXI, bom é viver na Paris da década de 1920. Para Adriana, que é amante de Picasso e foge com Hemingway, melhor era a Belle Époque.

Gil é Allen. Insatisfeito com o que faz, sonhando com o que nunca vai conseguir fazer. Uma inquietação que o acompanha dentro e fora das telas. Os comentários de Gertrude Stein não transformarão o roteirista Gil num grande escritor. Apesar dos méritos que ostenta e do brilho intenso de “Annie Hall” e “Zelig”, Woody Allen jamais fará filmes como Ingmar Bergman ou Federico Fellini.

Jaguaribe Carne volta às canções. Músicos da banda falam sobre o show

O Jaguaribe Carne deixou o experimentalismo de lado (pelo menos por um tempo) e está de volta às canções. O grupo formado pelos irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró vai abrir o show de Tom Zé, no dia 13 de agosto, no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa.
Em seu perfil no Facebook, o Jaguaribe Carne divulgou um vídeo no qual os músicos que vão acompanhar Pedro Osmar e Paulo Ró falam sobre o grupo e sobre a experiência de tocar com os dois irmãos.

Sou contemporâneo do surgimento do Jaguaribe Carne. Conheci de perto Pedro Osmar e Paulo Ró antes da formação do grupo. Tenho intimidade com as canções de Pedro desde o início dos anos 1970 e, a despeito de compreender e respeitar o experimentalismo adotado durante tanto tempo, sempre sinto falta delas.
O experimentalismo do Jaguaribe Carne tem mais a ver com o Pedro Osmar da guerrilha cultural, das posturas extremadas, até de uma certa intolerância que agora ele revela nas redes sociais. As canções são do artista inspirado, do homem voltado para versos e melodias.
Para fazer uma analogia que Pedro entenderá bem, porque ouvimos Beatles juntos, o experimentalismo remete ao Lennon de “Revolution 9”. As canções, ao Harrison em busca dos sons da Índia.
Paulo Ró sempre me pareceu diferente do irmão. Embora parceiro no experimentalismo, creio que ele está mais vinculado ao artesanato das canções.
Será bom reouvir o Jaguaribe Carne de volta às canções. Os fãs delas venceram!