Lucy Alves brilha em “Velho Chico”. E uma história de Sivuca

A novela “Velho Chico” confirma o talento múltiplo de Lucy Alves. Já faz algum tempo que ela brilha como cantora e instrumentista. Agora também se destaca como atriz, atuando com muita desenvoltura ao lado de profissionais da teledramaturgia.

Sempre que vejo Lucy Alves, lembro de uma história de dez anos atrás, que quero contar aqui.

O ano era 2006. Fui ao apartamento de Sivuca e Glorinha Gadelha assistir ao DVD “O Poeta do Som”, que ainda não havia sido lançado. Um luxo. Ver ao lado de Sivuca, ouvindo a música e os comentários que ele ia fazendo sobre cada número gravado um ano antes no palco do Teatro Santa Roza.

Quando chegou a vez do número com o grupo Clã Brasil (“Visitando Zabelê”, tema composto por Glorinha), Sivuca me disse: “preste muita atenção nessa menina, ela é um grande talento”.

A menina ainda não se chamava Lucy Alves, mas já se destacava à frente do grupo formado com sua família.

Claro que lembrei de Sivuca quando a vi no “The Voice…”. E lembro novamente agora quando a vejo em “Velho Chico”.

Morre guitarrista que ajudou Elvis a inventar o rock

Morreu o guitarrista que ajudou Elvis Presley a inventar o rock. Scotty Moore tinha 84 anos. Ele morreu nesta terça-feira (28) na sua casa em Nashville, nos Estados Unidos.

Scotty Moore estava com Elvis e o baixista Bill Black no estúdio da Sun Records em Memphis, na gravação de “That’s All Right Mama”. Para muita gente, aquele registro, de julho de 1954, é o marco zero do rock.

Foi naquela gravação que Elvis Presley fundiu o R & B dos negros com o country & western dos brancos e deu início a uma revolução.

Admirado pelos Beatles e pelos Rolling Stones, Scotty Moore trabalhou com Elvis de 1954 a 1968. Na despedida, num especial da NBC, foi parceiro de Elvis numa outra invenção: o unplugged, formato de show que a MTV difundiria com tanto sucesso na década de 1990.

 

Trilha sonora de “Velho Chico” é tão diferente como a novela

O volume 1 da trilha da novela “Velho Chico” está disponível em sua versão física. Chama atenção pela qualidade do repertório escolhido. Não poderia ser diferente numa novela em que a música tem importância capital.

Do mesmo modo que “Velho Chico” tem ousadias estéticas, sua trilha se diferencia das de outras novelas. Traz até Elomar, o grande compositor baiano, que é totalmente avesso a televisão.

Gravações antigas se misturam com outras registradas especialmente para a trilha. Tema de abertura, “Tropicália”, de Caetano Veloso, foi recriada com um vigoroso arranjo de cordas.

Um dos momentos mais tocantes é a “Suíte Correnteza”, na versão do disco ao vivo “Cantoria”, de Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai. É nessa suíte que está o belo tema “Barcarola do São Francisco”, de Geraldo Azevedo.

Vital Farias aparece, como autor, em “Veja Margarida”, cantada por Marcelo Janeci. E Chico César, como intérprete, na “Serenata”, de Schubert. As duas faixas foram gravadas para a trilha.

Surpreendente: Geraldo Vandré está na novela com seu “Réquiem para Matraga”, mas esta não aparece no disco. Deve ter ficado para o segundo volume.

Trailer oficial de “Aquarius” é divulgado. Estreia será em setembro

O trailer oficial de “Aquarius”, estrelado por Sônia Braga, foi divulgado nesta segunda-feira (27). O segundo longa-metragem de Kleber Mendonça Filho (o primeiro é “O Som ao Redor”) tem estreia marcada para o dia primeiro de setembro.

No Festival de Cannes, Kleber e elenco foram notícia por causa do protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas o protesto passa, e o filme fica.

Os paraibanos Fernando Teixeira e Buda Lira estão no elenco e aparecem no trailer. Vejam.

 

Caetano, Gil e Elba entre os vencedores do Prêmio da MPB

Cae e Gil

Caetano Veloso e Gilberto Gil ganharam o prêmio de Melhor Álbum de MPB na 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Eles venceram com o álbum duplo ao vivo “Dois Amigos, um Século de Música”. Elba Ramalho, com o CD “Cordas, Gonzagas e Afins”, levou os prêmios de Melhor Álbum e Melhor Cantora na categoria regional. O evento, que este ano homenageou Gonzaguinha, foi realizado nesta quarta-feira (22) no Rio de Janeiro. 

O CD duplo de Caetano e Gil (também lançado em DVD) foi gravado em São Paulo em um dos muitos shows da turnê que os dois artistas realizam há um ano. O show – um duo acústico de voz e violão – percorreu diversos países da Europa e América do Sul. Também passou pelos Estados Unidos e Israel. No Brasil, foi apresentado nas principais capitais. O CD de Elba (também editado em DVD) traz a cantora interpretando um repertório que mistura Luiz Gonzaga com outros autores. 

Outros premiados ontem à noite no Prêmio da Música Brasileira: Roberto Carlos, melhor cantor na categoria popular; Cauby Peixoto, melhor álbum em língua estrangeira (“Cauby Sings Nat King Cole”); Adriana Calcanhoto, melhor DVD (“Loucura”); Xangai, melhor cantor, categoria regional; Caetano Veloso, melhor cantor categoria MPB.

Independence Day volta no cinema e em livro

Independence Day: o Ressurgimento” está chegando aos cinemas, e, junto com o filme, o público terá o livro com a novelização da trama. O autor é Alex Irvine, que já produziu quadrinhos do Demolidor e do Homem de Ferro.

O livro, segundo a Nemo, editora que traz o produto para o mercado brasileiro, contém os detalhes escondidos durante os vinte anos de paz, reconstrução e avanços tecnológicos, incluindo uma base na lua e aviões que utilizam tecnologia inimiga.

O novo filme, que chega aos cinemas brasileiros neste 23 de junho, mostra o fim do período de paz na Terra, quando os alienígenas voltam, afinal, para o acerto de contas, com naves ainda maiores e armas muito mais perigosas.

Realizado há duas décadas, “Independence Day” não é um grande filme, mas, além do sucesso comercial que obteve, marcou o cinema catástrofe dos anos 1990.

A sequência estreia nos cinemas brasileiros um dia antes das salas americanas. Nos Estados Unidos, o filme entra em cartaz nesta sexta-feira (24).

Já o livro “Independence Day: o Ressurgimento” tem 224 páginas e custa R$ 37,90. A tradução é de Antônio Carlos Vilela.

Independence

Aguilera: música para as vítimas de Orlando

A cantora Christina Aguilera gravou uma música inédita em homenagem às vítimas do atentado ocorrido na boate Pulse, em Orlando. A canção, chamada “Change”, fala de igualdade e pede uma mudança que possibilite que as pessoas sejam elas mesmas, independente das diferenças. 

Num comunicado, Aguilera disse: “quero ajudar e ser parte da mudança de que esse mundo precisa para se tornar um lindo e inclusivo lugar onde a humanidade pode amar livre e intensamente”.

A renda obtida com o download do single será doada para o fundo criado para as vítimas e suas famílias. 

Beatles em novo documentário. Veja o trailer

“Eight Days a Week”, o documentário de Ron Howard sobre os Beatles, será lançado em setembro. Howard, quando era muito jovem, foi ator em “American Graffiti”. Mais tarde, dirigiu “Apollo 13”. Vejam o trailer.

Documentário sobre Janis Joplin chega aos cinemas brasileiros

Janis

Janis Joplin foi a maior voz feminina do rock. O documentário “Janis: Little Girl Blue” já tem estreia marcada nos cinemas brasileiros. Será no dia sete de julho. João Pessoa está incluída? Vamos torcer que sim.

Texana de Port Arthur, Janis Joplin teve uma carreira meteórica. Apenas quatro anos entre o disco de estreia, ainda como vocalista do Big Brother & The Holding Company, e a morte aos 27 anos, em outubro de 1970, quando estava finalizando a gravação do álbum “Pearl”.

Branca com voz de negra é o clichê largamente usado para definir o canto de Janis Joplin. Não é exatamente isso, mas é quase. Muita música negra (blues, baladas soul), aí sim! E com uma grande expressividade.

Em meados dos anos 1970, o documentário “Janis” foi visto nos cinemas brasileiros. Num tempo em que o acesso àquelas imagens era dificílimo. Quatro décadas mais tarde, quando essas coisas estão ao alcance de todos, vamos novamente ao cinema ver Janis Joplin na tela grande.