Ney Matogrosso põe Bloco na Rua hoje em João Pessoa. Veja set list

Ney Matogrosso apresenta Bloco na Rua nesta terça-feira (03) em João Pessoa.

O show será às nove da noite no Teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Vai ver Ney?

Confira o repertório:

Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio)

O beco (Herbert Vianna e Bi Ribeiro)

Álcool (Bolero filosófico) (DJ Dolores)

Já sei (Itamar Assumpção, Alzira Espíndola e Alice Ruiz)

Pavão Mysteriozo (Ednardo)

Tua cantiga (Cristovão Bastos e Chico Buarque)

Mais feliz (Dé Palmeira, Bebel Gilberto e Cazuza)

A maçã (Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Motta)

Yolanda (Pablo Milanés/Chico Buarque)

Postal de amor (Raimundo Fagner, Ricardo Bezerra e Fausto Nilo)

Ponta do lápis (Clodo Ferreira e Rodger Rogério)

Tem gente com fome (João Ricardo/Solano Trindade)

Corista de rock (Rita Lee e Luiz Carlini)

Já que tem que (Alzira Espíndola e Itamar Assumpção)

O último dia (Paulinho Moska e Billy Brandão)

Inominável (Dan Nakagawa)

Sangue latino (João Ricardo e Paulinho Mendonça)

Como 2 e 2 (Caetano Veloso)

Coração civil (Milton Nascimento e Fernando Brant)

Feira moderna (Lô Borges, Beto Guedes e Fernando Brant)

Vai ver Ney Matogrosso ao vivo? Que tal (re) ouvir seus discos?

Nesta terça-feira (03), Ney Matogrosso apresenta o show Bloco na Rua no Teatro A Pedra do Reino, em João Pessoa.

Vamos (re) ouvir alguns dos seus discos?

Escolhi seis:

SECOS E MOLHADOS

De 1973. Primeiro dos dois discos dos Secos e Molhados, o grupo que revelou Ney Matogrosso. Foi um sucesso absoluto de crítica e público e uma grande ousadia em plena ditadura militar. Novo em sua proposta musical, novo também pela atitude.

ÁGUA DO CÉU – PÁSSARO

De 1975. Primeiro disco solo de Ney Matogrosso. O que ele faria depois dos Secos e Molhados? A resposta veio num LP que parecia ainda mais ousado do que o grupo desfeito. Com sua voz incomum, Ney se consolidava como um dos grandes da MPB.

NEY MATOGROSSO

De 1981. Comercialmente, foi o maior sucesso da carreira de Ney Matogrosso. Homem com H, do paraibano Antônio Barros, colocou Ney em primeiro lugar em todas as paradas. Depois, o artista saiu em excursão lotando os lugares onde cantava.

Ney CDs

PESCADOR DE PÉROLAS

De 1987. Gravado ao vivo. Um Ney Matogrosso diferente. Na performance, no figurino, no repertório . Contido, colocando sua bela voz diante de um cancioneiro de clássicos populares. Ao seu lado, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Rafhael Rabello.

NEY MATOGROSSO INTERPRETA CARTOLA

De 2002. Ney Matogrosso na maturidade debruçado sobre o repertório do grande sambista da Mangueira. Um dos seus muitos álbuns conceituais. Os sambas de Cartola recebem arranjos primorosos para essa leitura muito fiel aos originais.

BEIJO BANDIDO

De 2009. Arranjos camerísticos e sofisticados para um repertório impecável. Ney Matogrosso canta verdadeiros clássicos do cancioneiro popular. Alguns antigos, outros ainda recentes. O disco reafirma a extrema qualidade do seu trabalho.

Francis Hime chega aos 80 como um dos grandes da sua geração

Francis Hime faz 80 anos neste sábado (31).

Ele é um pouco mais velho do que vários dos seus contemporâneos (Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Edu Lobo), mas são todos da mesma geração. A geração impactada e fortemente influenciada pela Bossa Nova.

Diferente de Chico, Caetano e Gil, que são do violão (de João Gilberto), Francis é do piano (de Tom Jobim).

Francis (como Edu) também tem de Tom um híbrido que o coloca entre o popular e o erudito.

Quando gravou o primeiro disco solo, em 1973, já tinha 34 anos. É lá que está Atrás da Porta, música sua, letra de Chico Buarque, que teve gravação definitiva na voz de Elis Regina.

Em 1963, com pouco mais de 20 anos, foi um dos “parceirinhos” de Vinícius de Moraes. Mas seu grande parceiro, em qualidade e quantidade, foi Chico Buarque.

Juntos, Francis e Chico assinaram alguns clássicos do nosso cancioneiro, sobretudo ao longo dos anos 1970 e no início da década seguinte.

Grande melodista, hábil arranjador, Francis Hime é um músico muito sofisticado, o que talvez explique o fato de ter ficado menos exposto do que seus contemporâneos, de ter corrido por fora.

Nos últimos anos, produziu muito, gravou muito, experimentou novos parceiros. Agora, finaliza um disco que deve ser lançado em breve.

Francis Hime chega aos 80 anos como um dos grandes da sua geração.

Jackson é festejado agora, mas morreu à margem do sucesso

Neste sábado (31), faz 100 anos que nasceu Jackson do Pandeiro.

Tem sido muito lembrado (que bom!), mas duvido que muitos que o fazem tenham seus discos em casa.

Jackson fez sucesso nos anos 1950 e depois viveu em terrível ostracismo.

Houve, sim, o necessário resgate feito pelos tropicalistas (Gilberto Gil e Gal Costa regravaram suas músicas) e a parceria com os pernambucanos Alceu Valença e Geraldo Azevedo.

Mas, no fundo, os ouvintes “chiques” da MPB nunca se interessaram por ele. E continuam assim.

Uma jovem jornalista me perguntou se era preconceito racial.

Não creio. Era (ainda é!) preconceito com o tipo de música que Jackson fazia.

“Música menor”, dirão. Ou não dirão, mas pensarão.

Um dia desses, um amigo muito querido ficou surpreso porque tenho discos de Luiz Gonzaga. “Você, que gosta de coisas refinadas, ouve Luiz Gonzaga?” – foi a pergunta que me fez.

Com Jackson, é do mesmo jeito. Talvez um pouco pior.

Festejá-lo no centenário do seu nascimento é importante porque repõe o nome dele no cenário da música popular do Brasil.

Ele reaparece na mídia com suas performances e suas histórias.

Os que foram influenciados por ele (são tantos!) dão valiosos depoimentos.

A garotada (sobretudo ela!) se vê diante do artista talentosíssimo que Jackson foi.

Jackson e os ritmos nordestinos, do coco ao frevo. Jackson e os sambas do Rio de Janeiro. Jackson e seu modo de cantar.

O documentário Jackson, Na Batida do Pandeiro, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira, marca muito positivamente o centenário do artista. Permanece como algo que vai além das homenagens da data. Em uma palavra: fica.

O maior esforço de resgate do legado de Jackson do Pandeiro tem uma assinatura: a do pesquisador Rodrigo Faour. É dele a produção executiva da caixa Jackson do Pandeiro, O Rei do Ritmo, que a Universal Music colocou no mercado há três anos.

Quer ter Jackson do Pandeiro em sua discoteca?

Quer ouvir Jackson do Pandeiro?

O box produzido por Faour é o que há de melhor.

São 15 CDs, entre coletâneas temáticas e álbuns originais.

Festejar Jackson do Pandeiro no centenário do seu nascimento é muito importante. Mais ainda é não deixar de ouvi-lo.

Ney Matogrosso está de volta a João Pessoa com Bloco na Rua

Na próxima terça-feira (03), Ney Matogrosso apresenta seu novo show em João Pessoa.

É Bloco na Rua.

Será no Teatro A Pedra do Reino.

Vamos conversar um pouco sobre Ney Matogrosso?

O surgimento dele foi um acontecimento extraordinário naquele remoto ano de 1973.

A voz incomum, o figurino, o rosto pintado, a performance no palco, o repertório.

Secos & Molhados. Parecia impossível no Brasil de Médici.

O grupo arrebatou público e crítica e fez apenas dois discos.

Como seria Ney sem os Secos & Molhados?

A estreia foi em 1975, num disco chamado Água do Céu – Pássaro.

Sozinho, ele era ainda melhor.

Da Continental (uma gravadora de médio porte) para a Warner (uma multinacional do disco), Ney foi consolidando sua carreira.

O estouro mesmo veio em 1981, já num terceiro selo, no disco que tem Homem com H, do paraibano Antônio Barros.

Pescador de Pérolas, de 1987, foi outro marco.

Ao vivo, ao lado de músicos como Arthur Moreira Lima (piano), Paulo Moura (sax e clarinete), Raphael Rabello (violão) e Chacal (percussão), Ney trocou de figurino e de repertório.

Mostrou que também sabia ser contido e cantar os clássicos do cancioneiro popular.

Em sua longa carreira, com uma extensa discografia, Ney Matogrosso foi dos Secos & Molhados a Villa-Lobos. De Cartola a Cazuza. De Tom a Chico.

Tudo muito bem feito, com uma inconfundível marca de qualidade. Nos estúdios e nos palcos.

Ney é clássico e é contemporâneo.

Na turnê anterior, estava atento aos sinais.

Agora, aos 78 anos, põe o bloco na rua.

Show de Milton é bálsamo num país sob desconstrução

“Um grande país eu espero do fundo da noite chegar”.

O verso vem de longe. Lá do começo dos anos 1970. De uma canção chamada Clube da Esquina. Ela está no disco de Milton Nascimento com o Som Imaginário. Aquele que começa com Para Lennon e McCartney. É, portanto, anterior ao álbum Clube da Esquina.

“Um grande país eu espero do fundo da noite chegar”.

O verso falava de um sonho (ou de muitos sonhos) que a gente tinha no Brasil da ditadura militar.

Depois dele, veio o álbum Clube da Esquina, no qual os espaços eram divididos entre Milton e um quase garoto chamado Lô Borges.

E, em seguida, vieram todos aqueles discos que Bituca gravou na década de 1970. Milagre dos Peixes e Milagre dos Peixes ao Vivo e Minas e Geraes e, finalmente, o Clube da Esquina 2.

Esses discos e suas canções são um pedaço das nossas vidas. Pedro Osmar me disse algo parecido ao final do show Clube da Esquina, que Milton apresentou nesta quinta-feira (22) no Teatro A Pedra do Reino, em João Pessoa.

Aos 76 anos (77 em outubro), Milton Nascimento está na estrada (Brasil e mundo), revisitando o repertório dos dois álbuns Clube da Esquina e mais algumas canções daquela época.

Nos meus 60 anos, nos meus quase 50 anos de espectador de shows ao vivo, vi (prossigo vendo) muita coisa bonita. Muita mesmo. Mas não foram muitas as que me emocionaram tanto quanto este Milton que vi agora, na velhice, voltando às canções dos seus 30 ou 30 e poucos anos.

São canções belas, fortes, cortantes, e elas nos remetem não somente a grandes discos, que a gente ouve até hoje, mas ao tempo dos nossos melhores sonhos, das nossas maiores esperanças.

O show de Milton, só com velhas canções, é um arrebatador diálogo do presente com o passado. O nosso passado e o nosso presente. É o Brasil que está ali, o Brasil dos seus grandes legados, dos seus construtores, daqueles que nos representam, que nos orgulham, estejamos aqui ou longe daqui. Seja noite ou dia.

Nada Será Como Antes e Cais e San Vicente e Trem Azul e Para Lennon e McCartney e Maria, Maria e Ponta de Areia. Bituca e sua vigorosa banda. Arranjos que remetem aos originais, mas injetam atualidade a velhos sons. Versos e versos e mais versos que são ressignificados pela passagem do tempo e se reencontram agora, numa outra noite brasileira.

Clube da Esquina, o show de Milton Nascimento, é um bálsamo num país em desconstrução.

Comove. Emociona. Alegra. Entristece também.

“Um grande país eu espero do fundo da noite chegar”.

A canção que tem esse verso não está no set list.

Mas aquela outra, que se chama Clube da Esquina 2, está.

É ela que nos diz que sonhos não envelhecem.

Tomara.

Milton faz Clube da Esquina em João Pessoa. Veja o repertório

Milton Nascimento traz o show Clube da Esquina a João Pessoa.

A única apresentação será nesta quinta-feira (22) no Teatro A Pedra do Reino, às 21 horas.

O repertório reúne canções que Milton gravou nos anos 1970, principalmente nos discos Clube da Esquina e Clube da Esquina 2:

Tudo que você podia ser (Lô Borges e Márcio Borges)

Nada será como antes (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos)

Clube da esquina (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges)

Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos)

Nascente (Flávio Venturini e Murilo Antunes)

Mistérios (Joyce Moreno e Maurício Maestro)

Cravo e canela (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos)

Casamiento de negros (Violeta Parra e Polo Cabrera)

Um girassol da cor de seu cabelo (Lô Borges e Márcio Borges)

Os povos (Milton Nascimento e Márcio Borges)

Dos cruces (Camilo Larrea)

Para Lennon & McCartney (Márcio Borges, Lô Borges e Fernando Brant)

San Vicente (Milton Nascimento e Fernando Brant)

Estrelas (Lô Borges e Márcio Borges)

Clube da esquina 2 (Milton Nascimento, Márcio Borges e Lô Borges)

Nuvem cigana (Lô Borges e Ronaldo Bastos)

Lilia (Milton Nascimento)

Paixão e fé (Tavinho Moura e Fernando Brant)

Um gosto de sol (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos)

Paisagem da janela (Lô Borges e Fernando Brant)

Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant)

O que foi feito devera (Milton Nascimento e Fernando Brant) / O que foi feito de Vera (Milton Nascimento e Márcio Borges)

O trem azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos)

BIS

Francisco (Milton Nascimento)

Ponta de areia (Milton Nascimento e Fernando Brant)

Paula e Bebeto (Milton Nascimento e Caetano Veloso)

Raul Seixas era muito bom, mas gostava de um Ctrl C + Ctrl V

Nesta quarta-feira (21), faz 30 anos da morte de Raul Seixas.

Vindo de uma passagem pela Jovem Guarda, no início da década de 1970 ele deixou de ser chamado Raulzito para se projetar como uma das grandes expressões do rock brasileiro. O disco Krig-Ha Bandolo!, que o consagrou em 1973, não faz parte apenas das antologias do pop/rock nacional. É, com suas qualidades e seus defeitos, um dos discos fundamentais da nossa música popular.

Sou contemporâneo da explosão de Raul Seixas. Ouvi Krig-Ha Bandolo! com o entusiasmo da época e, logo em seguida, Gita. Mas não acompanhei sua trajetória com o interesse que tive pelos dois primeiros discos. Fui ouvi-lo de novo muito mais tarde. E já com o devido distanciamento.

Gosto de Raul sem concordar com alguns elogios que lhe são feitos. Não sou um admirador incondicional. Nem faço parte do grupo que o tem como um verdadeiro pensador, um filósofo. Claro que não. Prefiro enxergar nele um rocker talentoso e inteligente que promoveu o encontro de Elvis Presley com Luiz Gonzaga (dois dos seus ídolos) e obteve êxito nesta mistura maluca e improvável.

Antes de Krig-Ha Bandolo!, Raul Seixas frequentou as paradas com uma música que já confirmava esta fusão. Era Let Me Sing, Let Me Sing. Suas fontes eram de facílima identificação: de um lado, o rock primitivo dos anos 1950 e também as baladas da época; do outro, os ritmos nordestinos. No meio, um certo mau gosto (alguns chamarão de brega), oriundo do seu vínculo com a Jovem Guarda. Ou da admiração por um lado bem popularesco da nossa canção.

Os ingredientes que Raul jogava em seu caldeirão sonoro levaram muita gente a considerá-lo genial. Um exagero. Ele era apenas suficientemente habilidoso para fazer a mistura e superar suas limitações.

No blues, e depois no rock primitivo, os riffs e as melodias se repetem. Ganham novas letras, como se fossem outras músicas, e ninguém é chamado de plagiador. Raul Seixas usou e abusou do método.

Vamos conferir:

A Verdade Sobre a Nostalgia parece uma versão de My Baby Left Me. A introdução de Rock do Diabo é igual à de Honey Don’t. O refrão de Gita é como o de No Expectations, dos Rolling Stones. As Minas do Rei Salomão dá a impressão de que estamos ouvindo o Dylan de I Want You.

Tem mais:

S.O.S. remete a Mr. Spaceman, dos Byrds, e Dia da Saudade, a Get Back, dos Beatles. Meu Amigo Pedro lembra um dos temas que Dylan compôs para o filme Pat Garrett & Billy the Kid. Algumas vezes, ele exagerava. Ave Maria da Rua incomodará o ouvinte se este pensar em I’ll Be All Right.

Uma frase de Raul fala de quem ele era: “finjo que sou cantor e compositor e todo mundo acredita”.

Milton: “Nosso lance mesmo era fazer música. Simples assim”

Trago hoje uma breve conversa do colunista com Milton Nascimento, que se apresenta nesta quinta-feira (22) no Teatro A Pedra do Reino, em João Pessoa, com o show Clube da Esquina:

O que há de fusion no álbum Clube da Esquina, o primeiro? Se falava que o disco trazia um certo pioneirismo na área.

Sabe que a gente nunca fez nada assim muito pensado? As coisas sempre aconteceram naturalmente. Nosso lance mesmo era fazer música. Simples assim.  

O que dizer da relação do Clube 1 com o cenário político do Brasil daquela época?

Talvez a gente esteja vivendo momentos muito próximos um do outro. 

Qual o papel de Lô Borges na criação do álbum?

Sem Lô Borges não teríamos o Clube da Esquina. Foi da minha união com ele que a gente conseguiu fazer tudo isso que está aí até hoje. 

O Clube 2 é a melhor síntese da sua música e também do encontro desses amigos em torno desse conceito do Clube da Esquina?

Eu sou muito feliz com as coisas que o Clube da Esquina trouxe para a nossa vida. Jamais poderia imaginar que viveria tantas coisas através dele. 

Como é revisitar o Clube da Esquina?

Uma emoção muito grande. A gente acabou de voltar de uma turnê de nove países com o Clube. E isso depois de ter feito esse show em várias cidades do país. A recepção tem sido uma coisa que jamais vamos esquecer. 

Um grande país eu espero do fundo da noite chegar. O verso continua atual?

Eu espero que sim, apesar de tudo o que anda acontecendo, né? 

O cinquentenário Woodstock para (re) ouvir e (re) ver. Vamos?

Woodstock está fazendo 50 anos.

O festival foi realizado nos dias 15, 16, 17 e 18 de agosto de 1969.

A partir desta quinta-feira (15), uma emissora de rádio americana vai “transmitir” o evento como se ele estivesse ocorrendo ao vivo.

Serão apresentados todos os shows na íntegra, exatamente no horário em que eles aconteceram.

Mas há outros caminhos para curtir o legado de Woodstock.

WOODSTOCK

Lançado logo depois do festival. Originalmente, um álbum-triplo em vinil. Atualmente, um CD duplo remasterizado uma década atrás, na comemoração dos 40 anos.

As músicas não seguem a ordem do evento, nem a edição que está no documentário Woodstock. Mas o material é precioso. E, afinal, mostra como o mundo inteiro foi apresentado ao que 400 mil pessoas viram e ouviram ao vivo.

WOODSTOCK TWO

Lançado a partir do êxito comercial do álbum-triplo. Originalmente, um vinil duplo. Atualmente, um CD duplo remasterizado 10 anos atrás.

Um pouco mais da música vista e ouvida no festival. Performances não incluídas no filme.

WOODSTOCK, 40 Years on Back to Yasgur’s Farm

Lançado em 2009 nos 40 anos do festival. Box com seis CDs remasterizados e um generoso encarte cheio de fotografias.

As músicas seguem a ordem do evento.

Infelizmente, o Ten Years After ficou de fora com a sua arrebatadora I’m Going Home.

WOODSTOCK, o filme

Blu-ray (ou DVD) com o documentário de Michael Wadleigh.

Traz o “corte” do diretor – a montagem com uma hora a mais do que a que os cinemas exibiram em 1970.

Grande filme. É excelente cinema documental.

Um disco extra reúne material que Wadleigh não utilizou.