20 canções imprescindíveis de Roberto Carlos. Que tal essas?

Roberto Carlos canta em João Pessoa nesta terça-feira (10).

O show será no Teatro Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Chance rara de ver o artista no conforto de um teatro, sem os inconvenientes dos grandes espaços nos quais ele costuma se apresentar.

Na coluna de ontem, postei o set list provável.

Na de hoje, trago uma lista de 20 canções imprescindíveis do Rei.

Você concorda com essa escolha?

O Calhambeque

Quero Que Vá Tudo Pro Inferno

Como É Grande o Meu Amor Por Você

Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo

As Curvas da Estrada de Santos

Sua Estupidez

Jesus Cristo

Detalhes

Como Vai Você

Proposta

Amigo

Cavalgada

Outra Vez

Café da Manhã

Força Estranha

Emoções

As Baleias

Nossa Senhora

O Caminhoneiro

Esse Cara Sou Eu

Que músicas Roberto Carlos vai cantar terça em João Pessoa?

Vi Roberto Carlos ao vivo inúmeras vezes a partir dos anos 1970.

No Astrea, Espaço Cultural, Forrock, Ronaldão, Domus Hall.

Algumas vezes também no Recife. Geraldão, Classic Hall, etc.

Seu show é impecável. Um dos melhores da música popular brasileira.

Grande voz, imenso carisma, banda perfeita.

Sempre desejei vê-lo no conforto de um teatro. Nunca pensei que fosse acontecer.

Pois bem. Aí está. Roberto Carlos canta nesta terça-feira (10) no Teatro Pedra do Reino, do Centro de Convenções da Paraíba.

Um sonho a realizar.

Uma emoção difícil de se repetir.

*****

Quais são as músicas que o Rei vai cantar em João Pessoa?

Segue, como resposta, o set list de um dos shows da turnê 2019, que marca os 60 anos de carreira desse grande artista.

Foi assim em Nova York, no Radio City Music Hall.

É somente um repertório provável.

A conferir.

Abertura/Medley instrumental

Emoções

Como Vai Você

Cama e Mesa

Detalhes

Desabafo

Lady Laura

Mulher Pequena

Proposta

O Côncavo e o Convexo

O Calhambeque

Un Gatto nel Blu

Essa Mulher

Chegaste

A Distância

El Dia que me Quieras

Amigo

Jesus Cristo

39 anos da morte de Lennon: Yoko protesta contra as armas

Yoko Ono, neste domingo (08), usou uma rede social para fazer um protesto contra o uso de armas de fogo nos Estados Unidos.

Ela postou:

Caros amigos. Todos os dias, 100 norte-americanos são mortos por armas de fogo. Estamos transformando este lindo país em uma zona de guerra. Juntos, vamos trazer de volta a América, terra verde de paz.

A morte de um ente querido é uma experiência que deixa marcas. Depois de 39 anos, Sean, Julian e eu ainda sentimos falta dele. Imaginem as pessoas vivendo a vida em paz. 

Há um número na postagem de Yoko:

Mais de 1,4 milhão de pessoas foram mortas por armas de fogo desde John Lennon.

Neste domingo, faz 39 anos que Lennon foi assassinado em frente ao Dakota, em Nova York.

Yoko Ono, com quem era casado, está com 86 anos.

Jornal O Norte fez título ridículo no assassinato de John Lennon

Neste domingo (08), faz 39 anos do assassinato de John Lennon.

Era uma segunda-feira, feriado de Nossa Senhora da Conceição, e eu fui ao Recife ver O Império dos Sentidos, de Nagisa Oshima.

Na manhã da terça-feira, logo cedo, passei na Disco 7 e voltei para João Pessoa.

Ao chegar em casa, recebi um telefonema de Carlos Aranha, companheiro de redação em A União:

“Soube da morte?” – perguntou.

“Não” – respondi.

“John Lennon” – ouvi dele.

“Como?” – indaguei.

“Assassinado em Nova York” – afirmou.

Corri para o jornal e me tranquei no Departamento de Pesquisa para redigir o necrológio.

No meio da tarde, Gonzaga Rodrigues, nosso diretor técnico, conversou um pouco comigo. Estava chocado, embora os Beatles não fizessem parte das suas audições.

O mundo estava chocado. A primeira visita, como presidente eleito, de Ronald Reagan a Nova York foi esvaziada por causa do assassinato.

Uma multidão se reunira na frente do Dakota, cenário do crime. O edifício de luxuosos apartamentos, 12 anos antes,  havia sido usado por Roman Polanski em O Bebê de Rosemary. Passava a ser duplamente sombrio.

À noite, a redação e a oficina de A União pararam para assistir ao Jornal Nacional.

Quem “desceu” o material escrito por mim foi Agnaldo Almeida, nosso editor.

O título – uma manchetona – também foi dele:

JOHN LENNON ESTÁ MORTO

O caderno B do Jornal do Brasil, que guardo até hoje, veio com:

ÍDOLO DA CANÇÃO MUNDIAL NÃO PÔDE DIZER AS ÚLTIMAS PALAVRAS

A Folha:

A MORTE DE UM BEATLE

O jornal O Norte saiu com um título no mínimo esquisito:

ESPANTO, RAIVA E PENA NO MUNDO. ASSASSINADO LENNON, DOS BEATLES 

Na redação de A União, rimos incrédulos com o que havia de ridículo no título.

Mas nunca descobrimos o autor da “pérola”.

25 anos sem Jobim/Meninos e meninas, eu vi Tom ao vivo!

Era uma sexta-feira, 19 de julho de 1991.

Antônio Carlos Jobim faria o primeiro de dois shows no Teatro Guararapes.

O maior compositor popular do Brasil nunca havia se apresentado em nenhuma cidade do Nordeste.

O Recife era a primeira e seria a única.

Naquela época, não existia Internet, e compra de ingressos era uma coisa complicada. Sobretudo quando o show não era na cidade em que você morava.

No meu caso, havia um agravante: como não dirijo, precisava encontrar alguém que se dispusesse à aventura de pegar estrada para ver Tom ao vivo.

Tentei um, dois, três. Todos diziam não.

A “vítima” acabou sendo o jornalista Fernando Moura.

Para mim e para ele, era dia normal de trabalho nas redações.

Só nos desvencilhamos das nossas obrigações às sete da noite e, num carro velho que Fernando pediu emprestado a um colega, nos mandamos para o Recife.

Chegamos depois das nove, compramos os ingressos e entramos no teatro poucos minutos antes do início do show.

*****

Tom Jobim se apresentava no mundo inteiro com a Banda Nova, formada em meados dos anos 1980.

Era uma reunião de família e amigos.

Tom cantava acompanhado-se ao piano.

Paulo, seu filho, fazia o violão e cantava um pouco.

Jaques Morelenbaum tocava violoncelo. Tião Neto, contrabaixo. Paulo Braga, bateria. Danilo Caymmi, flauta e vocais.

E tinha as vozes femininas: Ana (mulher de Tom), Beth (filha de Tom), Paula (mulher de Jaques), Simone (mulher de Danilo) e Maúcha Adnet.

Sob o comando do Maestro Soberano, o nepotismo era uma coisa do bem!

*****

No meu livro Meio Bossa Nova, Meio Rock’, Roll, escrevi algo sobre o show:

Vejo o mestre da canção no palco do Teatro Guararapes e fico pensando em tudo o que ele fez.

Contemplo Jobim e penso no bem que ele fez ao Brasil com canções que atravessam o tempo como se acabassem de ter sido compostas.

Vejo Jobim de volta para o bis, depois de um show irrepreensível, e imagino o que ele poderá tocar. A plateia faz alguns pedidos, mas a escolha é dele: Eu Sei que Vou te Amar, Estrada do Sol, a suíte Gabriela e Garota de Ipanema. Um bis digno de um grande compositor.

*****

Não era só o bis.

O set list inteiro era uma reunião de clássicos do nosso cancioneiro popular. Músicas que projetaram o Brasil internacionalmente e que estão sempre a nos dizer:

“Vejam! Ouçam! Isto é parte significativa do melhor que o Brasil produziu!”.

Desde aquela noite inesquecível no Recife, 28 anos já se passaram.

Neste domingo (08), faz 25 anos que Tom Jobim morreu num hospital em Nova York.

Suas músicas permanecem blindadas à ação do tempo.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, Antônio Carlos Jobim, Tom Jobim ou, simplesmente, Tom, direcionou a sua arte ao que é belo, e o Brasil há de ser sempre grato a ele.

25 anos sem Jobim/Tom e suas dez canções popularíssimas

Domingo (08) que vem faz 25 anos da morte de Antônio Carlos Jobim.

O maior compositor popular do Brasil escreveu dezenas e dezenas de canções que atravessam o tempo intactas.

Quais são as que você prefere?

Quais são as mais conhecidas?

Um leitor sugeriu uma lista com 10 músicas imprescindíveis e popularíssimas de Tom.

Quais são elas?

Creio que são essas:

GAROTA DE IPANEMA

CHEGA DE SAUDADE

DESAFINADO

ÁGUAS DE MARÇO

CORCOVADO

WAVE

SAMBA DE UMA NOTA SÓ

SAMBA DO AVIÃO

A FELICIDADE

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ

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Tom Jobim deitado no telhado tocando flauta foi fotografado pelo mestre Evandro Teixeira. 

25 anos sem Jobim/O Maestro Soberano em dez discos

Domingo (08) faz 25 anos da morte de Antônio Carlos Jobim, o maior compositor popular do Brasil.

Segue meu top 10 dos seus discos.

Vamos (re) ouvi-los?

The Composer of Desafinado Plays. O primeiro disco. Gravado nos Estados Unidos. Só tem clássicos. Parece uma compilação.

the-composer-of-desafinado

The Wonderful World of Antônio Carlos Jobim. As músicas de Tom sob a batuta do grande Nelson Riddle, o maestro de Frank Sinatra.  the-wonderful-world

Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim. Sinatra e Jobim juntos. The Voice se rende à Bossa Nova.

francis-albert-sinatra

Stone Flower. Com Wave Tide, faz parte de uma trilogia de discos dedicados aos temas instrumentais.

stone-flower

Matita Perê. De Águas de Março à suíte Crônica da Casa Assassinada. Meio popular, meio erudito. A capa é da edição americana.

matita-pere

Elis & Tom. Um encontro histórico. Gravações tensas que resultaram num dos grandes discos da nossa música popular.

elis-e-tom

Urubu. Um lado de canções. Um lado de temas instrumentais para grande orquestra. Do Tom ecológico às saudades do Brasil.

urubu

Terra Brasilis. Um disco absolutamente primoroso de clássicos revisitados.

terra-brasilis

Passarim. Tom e a Banda Nova, família e amigos no estúdio e no palco. A última fase do compositor.

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Antônio Brasileiro. A despedida do maestro soberano. Um inventário lançado semanas antes da sua morte.

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Leila Pinheiro encerra festival neste sábado em João Pessoa

Dois discos associaram a cantora paraense Leila Pinheiro à Bossa Nova.

O primeiro – Bênção Bossa Nova – foi lançado em 1989.

Com faixas em formato de medley, era uma produção de Roberto Menescal direcionada ao mercado japonês.

O segundo – Isso é Bossa Nova – é de 1994.

Fortaleceu a imagem de Leila como intérprete de Bossa Nova.

Mas ela fez muitas outras coisas ao longo de sua carreira, a partir do momento em que foi projetada num daqueles festivais da década de 1980.

Leila dedicou discos a Guinga, Ivan Lins, Gonzaguinha e ao seu contemporâneo Renato Russo.

Tem uma bela voz e – muitos não sabem – também se acompanha ao piano.

Neste sábado, Leila Pinheiro se apresenta no encerramento do Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa. Coincide com o instante em que gravou músicas de Cazuza em ritmo de bossa.

Ela dividirá o palco com a Orquestra Sinfônica Municipal, regida pelo maestro Laércio Diniz.

Como, em sua edição 2019, o festival faz uma homenagem aos 60 anos da Bossa Nova, é a Leila da bossa que veremos em João Pessoa.

Ela cantará acompanhada pela sinfônica e fará alguns números ao piano.

O repertório prioriza canções da Bossa Nova.

O concerto/show gratuito será às cinco da tarde no Parque Solon de Lucena.

Amor de Mãe bota Bob Dylan no horário nobre da TV aberta

Bob Dylan tocando no horário nobre da TV aberta brasileira.

Que Luxo!

Hurricane, um dos grandes sucessos de Dylan, está na trilha sonora de Amor de Mãe, a nova novela das nove da Rede Globo.

Bob Dylan lançou Hurricane em janeiro de 1976.

Com mais de oito minutos de duração, é a faixa de abertura de Desire, um dos seus melhores discos.

A letra de Hurricane foi escrita a partir da história real do boxeador Rubin Carter, que foi condenado por assassinato.

No Brasil, ganhou uma versão de Zé Ramalho chamada Frevoador.

Quarteto Jobim preserva música escrita por um homem imenso

O Quarteto Jobim e a Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência do maestro Laércio Diniz, abriram, neste domingo (24), a sétima edição do Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa.

O evento está homenageando a Bossa Nova.

Em 2019, faz 60 anos que João Gilberto lançou o LP Chega de Saudade.

Em 2019, aos 88 anos, João Gilberto nos deixou.

Em 2019 (oito de dezembro), faz 25 anos da morte de Tom Jobim.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim.

Antônio Carlos Jobim.

Tom Jobim.

Antônio Brasileiro.

Maestro soberano.

As suas músicas foram compostas há tanto tempo (algumas têm mais de seis décadas), mas permanecem com o frescor do momento em que nasceram. Como se fossem novíssimas.

Melhor: são permanentes, não dependem da ação do tempo.

O que temos é um repertório imenso escrito por um homem imenso, o nosso mais importante compositor popular, o que melhor projetou internacionalmente a música produzida pelos brasileiros.

O Quarteto Jobim preserva e celebra a música de Tom Jobim. Leva suas canções a muitas partes do mundo. Mostra às plateias o quanto elas estão vivas, como elas são necessárias.

O grupo é formado por Daniel Jobim (neto de Tom), Paulo Jobim (filho de Tom), Jaques Morelenbaum e Paulo Braga. Daniel toca piano e canta com um timbre vocal que lembra muito o do avô. Os outros três foram integrantes da banda que acompanhou Jobim em sua última década de vida.

Paulo Jobim não participou do concerto de João Pessoa. Foi substituído por um jovem violonista. A despeito da sua ausência, tivemos uma grande noite no adro da Igreja de São Francisco.

Esses músicos que, ao final da performance, desceram para a plateia e ali receberam as pessoas, fazem a música de Tom Jobim como ninguém. Com absoluta fidelidade, com inquestionável legitimidade.

Vê-los ao vivo alegra, encanta, revigora. Faz um bem danado ao espírito. Como são belas e perfeitas essas canções.

Vê-los ao vivo também dá saudade do Brasil. A música de Tom Jobim é a música de um Brasil imaginado, sonhado, projetado pelos que são nossos fundadores.

Não é – jamais seria – a música desse Brasil que hoje vemos em desconstrução.