“Beatles Mono Masters” tem excelente qualidade de áudio!

Comprei por acaso!

Mono Masters – CD duplo dos Beatles em caprichada edição japonesa!

Sabem do que se trata?

É a versão mono do Past Masters.

Ah, mas tem diferenças sensíveis!

A primeira delas (e talvez a mais importante): tem uma qualidade sonora estupenda!

Essas versões todas em mono reservam grandes alegrias para os verdadeiros fãs dos Beatles!

É só fazer o teste: comparemos com as versões do Past Masters! Eu fiz!

Outra coisa muito bacana: a inclusão daquelas quatro faixas que eram inéditas no LP Yellow Submarine e que sempre ouvimos na mixagem stereo.

Na época (início de 1969), a gravadora cogitou reuni-las num EP (ou é lenda?). Teriam composto um EP estranhamente belo!

A audição delas num álbum como o Mono Masters (que é um disco de compactos) dá a ilusão de que o EP de 1969 existe!

Querem mais? O som dos rocks do primeiro disco é devastador! Sobretudo quando ouvidos no volume máximo possível!

Chega de conversa! Vou ouvir Mono Masters mais uma vez!

Eduardo Lages, maestro de Roberto Carlos, vai fazer show em JP

Eduardo Lages, o maestro de Roberto Carlos há quase 40anos, vai fazer show em João Pessoa.

Será no dia sete de abril, uma sexta-feira, no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Lages vai excursionar pelo país com o show Eduardo Lages Convida, e João Pessoa entrou no roteiro.

O formato é atraente. O maestro, seu piano, as músicas que executa sozinho, as muitas histórias de bastidores que vai contando ao longo do show e, claro, os artistas especialmente convidados.

Em João Pessoa, serão duas cantoras as convidadas de Eduardo Lages: Rosemary e Joanna.

Cada uma faz sua parte com o maestro e, no final, todos ficam juntos no palco.

Por enquanto, ainda não tenho informações sobre preços e venda de ingressos.

Pare quatro minutos para ver esse vídeo! É incrível!

O nome dele é Hercules Gomes. Um pianista nascido em Vitória, no Espírito Santo.

Até a semana passada, eu não o conhecia, até que fui apresentado a esse vídeo que dura quatro minutos e alguns poucos segundos.

É incrível!

O virtuosismo, o domínio técnico do instrumento e a sensibilidade do cara a executar um clássico do frevo pernambucano. Duda no Frevo, de Senô, que a gente ouve com orquestra, transformado numa peça para piano.

Não perca, ganhe quatro minutos do seu tempo vendo esse vídeo! Vale a pena!

Zé Ramalho passou por aqui antes da fama

Oh, eu não sei se eram os antigos que diziam

Todos conhecem. É o verso inicial de Vila do Sossego, de Zé Ramalho.

Sabem de onde vem o título da canção? Da casa onde ele morou na Avenida Ingá, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, há mais de 40 anos. O artista chamava a casa de Vila do Sossego. Lá, recebia os amigos, compunha, tocava, cantava.

Nos aviões que vomitavam paraquedas

Esse verso traduz uma visão de Zé Ramalho: os paraquedistas saltando nas imediações do aeroclube de João Pessoa, que ficava (e ainda fica) perto da Vila do Sossego. Se comparado com o de hoje, o bairro de Manaíra daquela época era praticamente deserto.

Ontem (21), eu estive na frente da Vila do Sossego. A casa ainda existe. Bati palmas, mas ninguém atendeu.

A ida à Vila do Sossego fez parte de um périplo pela João Pessoa dos anos 1970. Coube a mim mostrar à jornalista Chris Fuscaldo (com ela estava a cineasta Ceci Alves) os lugares por onde Zé Ramalho passou antes da fama.

Chris Fuscaldo vive e atua no Rio de Janeiro, mas escolheu um paraibano para ser seu biografado. Há dez anos, trabalha no projeto de contar, num livro, a história de Zé Ramalho. O trabalho está na reta final.

Da sede do Cabo Branco, no Miramar, onde a primeira canção composta por Zé foi ouvida pelo público, ao quartel do 15 RI, em Cruz das Armas, onde ele prestou o serviço militar, percorremos muitos lugares.

O Jardim das Acácias, que originou a canção, era o lugar onde morava o artista plástico Raul Córdula. No Pio X, Zé foi aluno e, mais tarde, fez show na quadra do colégio. No ginásio do Astrea, dividiu (ele e Os Quatro Loucos dos irmãos Miranda) o palco com o jovem Roberto Carlos. Anos depois, já um nome nacional, reuniu uma multidão no show que fazia com Amelinha.

O Teatro Santa Roza recebeu o show Atlântida, em 1974. E o Vou Danado Pra Catende, de Alceu Valença (Zé estava na banda com sua viola), em 1975. E a Coletiva de Música da Paraíba, em 1976. Na coletiva, Zé cantou Avôhai pela primeira vez em público. Eu estava lá. Foi inesquecível!

No adro da igreja de São Francisco, houve o Encontro Artístico Espiritual da Paraíba, em novembro de 1974. Ao lado, ficava o colégio Lins de Vasconcelos. De lá, Zé saía pela Duque de Caxias e, na esquina com a Miguel Couto, entrava na Stop, a melhor loja de discos da cidade, dos irmãos Carlos Roberto e Roberto Carlos de Oliveira.

Do Lins de Vasconcelos, Zé saía também para o Cine Municipal. A quinta-feira era o dia das sessões do Cinema de Arte – resultado do diálogo sempre harmonioso do empresário Luciano Wanderley com os críticos da cidade.

Levei a biógrafa de Zé Ramalho no velho Municipal. No beco ao lado, encontrei Nivaldo, que trabalhou no cinema. Estava sentado numa poltrona azul que, no passado, recebeu tantos espectadores. Ele me deu uma chave, abri um cadeado numa corrente enferrujada, e me vi nas ruínas do cinema.

A sala empoeirada, as poltronas amontoadas em frente à tela onde, como Zé, vi Woodstock, ícone de uma geração. E, claro, Chaplin, Hitchcock, Fellini, Truffaut, Kazan, Kubrick! E os Beatles!

Chris Fuscaldo visitou todos esses lugares com a emoção de quem está escrevendo a biografia de Zé Ramalho. Eu, com a nostalgia de quem foi contemporâneo de histórias que o livro vai contar.

A selfie flagra o instante em que me vi abrindo a porta lateral do velho cinema. Parecia um sonho. Mas não era um sonho alegre.

Guitarrista Larry Coryell morre aos 73 anos

Luto na música.

Morreu Larry Coryell. O guitarrista, de 73 anos, morreu de causas naturais enquanto dormia num hotel em Nova York, depois de fazer dois shows no fim de semana.

Nascido no Texas, Coryell era um dos grandes representantes (para muitos, um “padrinho”) da fusão do jazz com o rock. Tocou e gravou com mestres, como Miles Davis, e contemporâneos seus, como o também guitarrista John McLaughlin.

O duo de violões Larry Coryell e Philip Catherine deve ser lembrado não só pela altíssima qualidade do trabalho, mas também pela influência que exerceu sobre músicos do mundo inteiro.

Na sua assinatura, o virtuosismo e o domínio técnico de quem estudou o instrumento se encontravam com o senso de improvisação do jazz e a liberdade intuitiva do rock.

Fiquemos com um pouco da arte de Coryell numa performance ao vivo com o baixista Stanley Clarke.

Se estivesse vivo, Kurt Cobain faria 50 anos hoje

Se estivesse vivo, Kurt Cobain, o líder do Nirvana, faria 50 anos nesta segunda-feira (20).

Quando se matou aos 27, em 1994, estava entediado e velho.

Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison – Cobain entrou nessa estatística boba dos que morrem aos 27.

Com os muitos excessos que cometeu e a inadaptação ao mainstream em que se viu jogado junto com sua banda, é sempre difícil imaginá-lo aos 50.

O sucesso o colocou num mundo que combatia – um status com o qual Cobain não se sentia à vontade e que, até hoje, incomoda muitos dos seus fãs.

Kurt Cobain parece, de fato, com aqueles caras que são tão loucamente intensos que não podem viver muito. Como – sem querer comparar os dotes musicais – um Charlie Parker.

Da carreira meteórica e conturbada, ficou, no mínimo, um dos grandes discos do rock. Não é pouco. Nevermind, que começa com o poderosíssimo hit Smells Like Teen Spirit, tem a força do verdadeiro rock’n’ roll. A despeito de ser rústico, primitivo, é absolutamente antológico.

Anterior ao Nevermind, Bleach é cru em demasia e traz a banda em busca dos seus caminhos. Posterior ao Nevermind, In Utero contém um dilema: o que fazer depois de um disco tão bom?

Se você gosta de rock e ainda não parou para ouvir o Nirvana de Nevermind, pode acreditar, não faz ideia do que está perdendo.

Tem uma lacuna a preencher!

Maestro paraibano faz intercâmbio em Yale

Somente quatro brasileiros foram selecionados para o Programa de Intercâmbio Internacional da American Choral Directors Association. Entre eles, está o maestro paraibano Eduardo Nóbrega. Eduardo é professor do Departamento de Educação Musical da UFPb, maestro do Coral Gazzi de Sá e diretor do Festival Paraibano de Coros.

O intercâmbio ocorrerá na Universidade de Yale (USA) de três a oito de março. Em seguida, Eduardo Nóbrega participará da Conferência Nacional de Maestros de Corais de Minneapolis, em Minnesota.

O convite surgiu por causa do trabalho que Eduardo realiza à frente do Coral Gazzi de Sá e como diretor do Festival Paraibano de Coros, evento de dimensão nacional realizado há mais de dez anos em João Pessoa.

Nessa viagem, o maestro paraibano vai conhecer o movimento coral dos Estados Unidos, a metodologia empregada nos ensaios e terá a oportunidade de trabalhar a prática com os corais americanos.

Morre Tibério Gaspar, autor de “Sá Marina”

O compositor Tibério Gaspar morreu nesta quarta-feira (15) no Rio de Janeiro. Aos 73 anos, teve uma infecção generalizada.

Tibério Gaspar marcou a Era dos Festivais com suas canções, entre o final dos anos 1960 e o início dos 1970. Principalmente na dupla que formou com o pianista Antônio Adolfo (na foto, Tibério é o da esquerda, Adolfo ao piano).

Sá Marina foi composta pelos dois. Grande sucesso na voz de Wilson Simonal, depois gravada por Stevie Wonder numa versão em inglês.

Também compuseram Teletema e BR-3.

Fiquemos com Sá Marina interpretada por Wilson Simoninha.

RIP Tibério Gaspar!

“Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane” fazem 50 anos!

O single (no Brasil, compacto simples) dos Beatles com Strawberry Fields Forever e Penny Lane está fazendo 50 anos.

Nos Estados Unidos, foi lançado no dia 13 de fevereiro de 1967. No Reino Unido, no dia 17.

As duas canções (uma de John Lennon, outra de Paul McCartney) eram o prenúncio de algo extraordinário que estava em gestação: o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em junho daquele ano.

Strawberry Fields Forever e Penny Lane são reminiscências da infância em Liverpool. Os Beatles fazem a música nova do presente falando do passado.

Strawberry Fields Forever, embora assinada por Lennon/McCartney, foi composta por John Lennon a partir das lembranças que ele tinha de um orfanato do Exército da Salvação.

O registro inicial não indicava que a canção pudesse se transformar num dos pontos altos da discografia do grupo e num marco indiscutível do rock psicodélico. Os diversos registros (há até um bootleg com eles) confirmam que a canção cresceu no estúdio, enquanto era gravada. E, aí, temos que somar a melodia enigmática de John ao arranjo deslumbrante de George Martin.

Seguem áudio e vídeo, para reouvir e rever.

Penny Lane, igualmente atribuída à dupla Lennon/McCartney, foi composta por Paul McCartney.

A letra fala de uma rua de Liverpool. É uma balada com as marcas do inspirado melodista que Paul sempre foi, desde muito jovem. O solo de trompete de David Mason remete ao barroco e às influências da música erudita que os Beatles, via George Martin, incorporaram ao trabalho deles.

Vamos rever o vídeo oficial.

Strawberry Fields Forever e Penny Lane se completam em suas diferenças. São tão belas que formam um compacto sem lado B. Na época, a canção de Lennon provocou uma certa estranheza em alguns ouvintes, o que não ocorreu com a de McCartney. A passagem do tempo as fez igualmente poderosas.

Foram gravadas para o Sgt. Pepper, mas acabaram ficando de fora.

Flagram os Beatles num impasse. Depois do LP Revolver, após o fim das turnês, o que restaria a eles?

A resposta veio nesse single agora cinquentenário.

Com todos os significados que encerram, Strawberry Fields Forever e Penny Lane continuam fascinantes!