Show de Mônica Salmaso com Quinteto e Ayres é belíssimo programa

O Quinteto da Paraíba recebe Mônica Salmaso e Nelson Ayres nesta sexta-feira (15) em João Pessoa.

Será às 21 horas na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural.

O show, que faz parte do projeto Quinteto Convida, foi apresentado pela primeira vez em dezembro de 2017.

O Quinteto da Paraíba, Salmaso e Ayres estiveram juntos em São Paulo, no Rio, ontem em Campina Grande e agora retornam a João Pessoa.

É belíssimo programa!

No vídeo, Mônica Salmaso canta o coco Gírias do Norte, um dos clássicos do repertório nordestino.

Quinteto da Paraíba recebe Mônica Salmaso e Nelson Ayres em JP e CG

O Quinteto da Paraíba recebe outra vez a cantora Mônica Salmaso e o maestro e pianista Nelson Ayres.

Será nesta quinta-feira (14) em Campina Grande e nesta sexta-feira (15) em João Pessoa.

Em Campina Grande, no Teatro Municipal Severino Cabral, às 20 horas.

Em João Pessoa, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural, às 21 horas.

O programa, acrescido de mais três números, é o mesmo feito em João Pessoa em dezembro de 2017, dentro do projeto Quinteto da Paraíba Convida.

Quinteto Convida Mônica Salmaso e Nelson Ayres é um show deslumbrante.

Quando vi o encontro do grupo paraibano com Salmaso e Ayres, escrevi o seguinte aqui na coluna:

Mônica Salmaso é uma das maiores cantoras do Brasil.

Técnica, emoção, escolha de repertório, discos primorosos, performance impecável no palco. Um conjunto que a põe no topo.

O refinamento do trabalho e a opção por não ceder ao que o mercado impõe a inserem num grupo de artistas que correm por fora, longe do sucesso.

Ela faz parte de uma imprescindível reserva de qualidade.

A beleza e a grandeza do seu canto estão nos discos que gravou, e tudo se agiganta quando podemos vê-la ao vivo.

Como neste encontro com o Quinteto da Paraíba e Nelson Ayres.

O maestro, parceiro de Mônica há anos em estúdios e palcos.

O Quinteto, grupo que orgulha a Paraíba e projeta a música que se faz aqui.

Há momentos leves e divertidos no programa (Ciranda da Bailarina, Gírias do Norte), mas predomina a melancolia dos temas de Jobim (Chora Coração, Olha Maria, Derradeira Primavera), Guinga (Procissão da Padroeira, Porto de Araújo), Sivuca (Reunião de Tristeza) e Ayres (Noite).

Mônica brilha quando faz essas escolhas.

Em oposição à densidade das canções, sua postura no palco é de uma alegria esfuziante.

Mais ainda, pelo prazer que há na reunião com esses músicos.

Mônica Salmaso – sua voz, sua performance, suas histórias, o diálogo que estabelece com os parceiros de palco e com todos nós, que estamos na plateia. 

Ela nos arrebata.

Cantar com o Quinteto da Paraíba – disse ela – foi como ganhar um presente de Papai Noel.

Ver Mônica Salmaso de perto com o Quinteto da Paraíba e Nelson Ayres, do jeito que vimos na Sala José Siqueira, nem Papai Noel nos daria um presente assim!

Gal ao vivo. É massa! E é real!

Sou filha de todas as vozes

Que vieram antes

Sou mãe de todas as vozes

Que virão depois

No segundo semestre de 2018, Gal Costa lançou A Pele do Futuro.

O CD, só com músicas inéditas, tem uma conexão com a black music dos anos 1970.

É, a um só tempo, retrô e contemporâneo.

Um grande disco!

O show A Pele do Futuro, que vimos sábado (09) em João Pessoa, tem no set list seis das 13 músicas do CD.

Elas dialogam com um repertório de sucessos de Gal. Canções dos anos 1960, 70 e 80.

Há, entre elas, um ou outro lado B (Mamãe Coragem, Lágrimas Negras), mas predominam os hits.

Essas canções todas atravessaram o tempo. Algumas têm 50 anos.

Gal vai buscá-las no passado e as traz para o presente, atualiza a sonoridade delas.

Essa conversa do passado com o presente, do público com a sua memória, faz a gente pensar no papel desempenhado por esses grandes artistas (autores, intérpretes) da geração à qual Gal pertence.

Gal é uma dama da canção. Tem 73 anos, mais de 50 dedicados à música popular.

Vê-la ao vivo é sempre incrível.

Nos últimos anos, ela deu uma mexida na carreira. Isso ocorreu a partir do disco Recanto, feito em parceria com Caetano Veloso. Depois vieram Estratosférica e A Pele do Futuro. Todos se converteram em excelentes shows.

O show A Pele do Futuro tem uma pegada rocker. Os primeiros acordes da guitarra de Pedro Sá e o peso da banda arregimentada pelo baterista Pupillo já indicam.

Não se assuste pessoa/se eu lhe disser que a vida é boa.

Ou: Enquanto eles se batem/dê um rolê.

Dê um Rolê, o impactante número de abertura, nos remete tanto aos Novos Baianos quanto à Gal de Fa-tal, lá do começo dos anos 1970. Tanto falava ao Brasil de 1971 quanto a este agora de 2019.

Sua Estupidez, de Roberto & Erasmo, é sempre tocante na voz de Gal, que, dessa vez, incorpora outra da dupla (As Curvas da Estrada de Santos) ao repertório.

Das canções novas, Viagem Passageira, de Gilberto Gil, é a mais bela.

A Pele do Futuro é rock, é pop, é disco. E termina, já no bis, com um irresistível medley carnavalesco (Bloco do Prazer, Balancê, Massa Real, Festa do Interior) .

Gal Costa ao vivo é massa e é real!

Gal Costa faz A Pele do Futuro em João Pessoa. Confira set list

De 1975 (show Cantar) a 2017 (show Trinca de Ases, com Gilberto Gil e Nando Reis), Gal Costa esteve nove vezes em João Pessoa.

Foi pouco, se considerarmos que ela tem mais de 50 anos de carreira.

Neste sábado (09), Gal se apresenta pela décima vez à plateia pessoense, trazendo dessa vez o show A Pele do Futuro.

Será às 21 horas no Teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Segue o (provável) repertório:

Dê um rolê 

Mãe de todas as vozes

Mamãe, coragem

Vaca profana 

Viagem passageira

London London

As curvas da estrada de Santos

Motor + Vapor barato

Lágrimas negras

Que pena 

Volta

O que é que há

Sua estupidez

Palavras no corpo

Minha mãe

Oração de Mãe Menininha

Chuva de prata

Cuidando de longe

Sublime

Azul

BIS

Bloco do prazer

Balancê

Massa real

Festa do interior

*****

A direção geral do espetáculo é de Marcus Preto.

Direção musical de Pupillo.

A banda: Pupillo (bateria), Chicão (teclado), Pedro Sá (guitarra), Lucas Martins (baixo) e Hugo Hori (sax e flauta).

Começa venda de ingressos do show de Gil em João Pessoa

Começa nesta sexta-feira (08) a venda de ingressos para o show de Gilberto Gil em João Pessoa.

A apresentação de OK OK OK será no dia seis de junho, às 21 horas, no Teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Confira os preços do lote promocional divulgados pela produção local:

Cadeira ouro:

180 reais (inteira) e 90 reais (meia).

Cadeira prata:

160 reais (inteira) e 80 reais (meia).

Cadeira bronze:

120 reais (inteira) e 60 reais (meia).

Pontos oficiais de venda:

Lojas Romannel (Manaíra Shopping e Tambiá Shopping).

Vendas online:

www.bilheteriavirtual.com.br

Videoclipe de “Proibido o Carnaval!” é dedicado a Jean Wyllys

Daniela Mercury compôs Proibido o Carnaval! e chamou Caetano Veloso para gravar em dueto com ela.

Primeiro foi divulgado o vídeo com os bastidores da gravação em estúdio.

Agora saiu o videoclipe oficial.

No final, Daniela Mercury dedica o clipe ao amigo Jean Wyllys, que abriu mão do mandato de deputado federal por causa das ameaças que vinha sofrendo.

Gilberto Gil faz show no Pedra do Reino em junho

O novo show de Gilberto Gil passará por João Pessoa.

A data foi confirmada há pouco pela produção local.

OK OK OK terá única apresentação no dia seis de junho no Teatro A Pedra do Reino.

Ainda não foram divulgadas informações sobre preços e venda de ingressos.

A gente nunca esquece a primeira vez com Gal Costa!

No próximo sábado (09), Gal Costa traz o show A Pele do Futuro ao Teatro A Pedra do Reino, em João Pessoa.

Qual foi a sua primeira vez com Gal?

A minha foi em 1975, no show Cantar.

Cantar, o disco, é de 1974. Produzido por Caetano Veloso, reaproxima Gal das lições joãogilbertianas.

Cantar, o show, passou por João Pessoa em abril de 1975.

Duas noites no Teatro Santa Roza. A primeira vez de Gal na cidade.

Na primeira noite, a montagem do equipamento atrasou.

O público impaciente se aglomerou em frente ao teatro fechado.

Gal, no portão lateral que dá para a Cardoso Vieira, precisou se identificar para não ser barrada por Seu Biu, velho funcionário do teatro.

Plateia cheia. Começa o show.

Gal, 29 anos, mais ou menos como nessa foto, linda, exuberante, a emissão vocal perfeita.

A banda sob o comando de João Donato (!!!) ao piano elétrico.

Um grande impacto para quem nunca vira a cantora ao vivo, assim tão de perto.

De repente, ocorre o que ninguém desejava. O som “morre”. Apaga completamente. Os técnicos não resolvem o problema.

A produção constata: não tem como prosseguir com o espetáculo.

E resolve: a plateia voltará no dia seguinte para um show extra às seis da tarde. Às nove, haverá o segundo show.

E foi assim.

Acabei vendo os dois.

Duas vezes Cantar.

Duas vezes Gal.

Caetano, Gil, Donato, Lyra, Mautner.

Lua, Lua, Lua, Lua. Barato Total. Até Quem Sabe. Canção que Morre no Ar. Lágrimas Negras.  

E um momento solo de Donato: Lugar Comum.

Tente esquecer em que ano estamos!

Não!

Tente lembrar em que ano estávamos!

1975!

Era tão bonito aquilo tudo!

Um momento de grande amor!

Um momento de puro amor!

Beatles fizeram última apresentação ao vivo há 50 anos

Londres.

30 de janeiro de 1969.

Na hora do almoço, os Beatles subiram no telhado da Apple e se apresentaram juntos ao vivo pela última vez.

Nesta quarta-feira (30), faz 50 anos.

O rooftop concert foi filmado e está no documentário Let It Be.

Os Beatles lançaram o Álbum Branco em novembro de 1968.

Em janeiro de 1969, deram início a um novo projeto.

Os quatro foram para um estúdio de cinema ensaiar, “vigiados” pelas câmeras do diretor Michael Lindsay-Hogg. Trabalhavam num disco que deveria se chamar Get Back e planejavam um show ao vivo.

Paul McCartney e George Harrison não se entenderam. George foi para casa. As filmagens não prosseguiram.

Dias mais tarde, os Beatles se reencontraram na sede da Apple, a gravadora deles. O tecladista Billy Preston, que tocara com Little Richard e Ray Charles, se incorporou à banda.

A luz artificial de cinema deu lugar a um ambiente claro, onde rolaram divertidas jam sessions.

No dia 30 de janeiro, afinal, a ideia do show foi concretizada, só que sem plateia.

Ou melhor: para uma plateia de transeuntes que ouviam o som, mas não viam a banda.

Os Beatles estavam no telhado da Apple, fazendo um pequeno show. Mostravam cinco músicas.

Houve reclamações. A Polícia foi chamada. E assim terminou a última apresentação ao vivo dos Beatles.

No agradecimento, John Lennon disse:

Espero que tenhamos sido aprovados pela audiência.

Claro que foram!

*****

O disco Get Back nunca foi lançado com este título. Virou Let It Be, que chegou às lojas em maio de 1970.

O filme Let It Be também chegou aos cinemas em 1970.

É um retrato do fim dos Beatles.

*****

As músicas do rooftop concert:

Get Back

Don’t Let Me Down

I’ve Got a Feeling

One After 909

Dig a Pony