O grande Jack Nicholson faz 80 anos longe das telas

Para os novos cinéfilos, Jack Nicholson já é um ator do passado. Afinal, alguns dos seus grandes filmes são da década de 1970.

Neste sábado (22), Nicholson faz 80 anos longe das telas. Especula-se que está com uma demência senil.

Jack Nicholson é de uma geração de grandes atores que vimos atuando em grandes filmes. Como ele, Robert De Niro, Al Pacino, Dustin Hoffman, Robert Redford, Warren Beatty.

Os que têm a minha idade (estou beirando os 60) os viram jovens e sabem do impacto que provocavam.

Imaginem o que era entrar num cinema para assistir a um novo filme chamado Um Estranho no Ninho. Ou O Iluminado. Ou Chinatown. Ou Ânsia de Amar. Ou Cada um Vive como Quer. Ou Sem Destino. Ou A Honra do Poderoso Prizzi.

É Nicholson, com seu talento extraordinário, que salva um filme menor como Melhor É Impossível, no papel de um escritor com transtorno obsessivo compulsivo.

Que filme podemos escolher para comemorar os 80 anos de Jack Nicholson?

Seguem algumas sugestões.

SEM DESTINO

ÂNSIA DE AMAR

CHINATOWN

UM ESTRANHO NO NINHO

O ILUMINADO

OS INFILTRADOS

Beijos icônicos do cinema para celebrar o Dia do Beijo

Nesta quinta-feira (13) é o Dia do Beijo.

Para marcar a data, escolhi beijos famosos do cinema.

É uma escolha pessoal. Poderia ser outra. Faça a sua.

A UM PASSO DA ETERNIDADE

E O VENTO LEVOU

A DAMA E O VAGABUNDO

GHOST

AZUL É A COR MAIS QUENTE

A DOCE VIDA

O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN

ET

CIDADE DOS SONHOS

DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

 

A Paixão de Cristo na telona. Um top 5 para a Semana Santa

Sempre gostei de ver a Paixão de Cristo no cinema, tradição que foi quebrada há muito tempo. Grandes cineastas filmaram a vida de Jesus. Escolhi cinco filmes que podem ser revistos em casa durante a Semana Santa.

O REI DOS REIS – Direção de Nicholas Ray. Jesus é Jeffrey Hunter. Tem um sermão da montanha filmado magistralmente. O narrador é Orson Welles. De 1961.

O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS – Direção de Pier Paolo Pasolini. Jesus é um ator amador. Versão neorrealista de vida de Cristo filmada por um homossexual, marxista e ateu. De 1964.

A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS – Direção de George Stevens. Jesus é Max Von Sydow, um dos atores de Bergman. A Aleluia de Handel dá rara beleza à sequência da ressurreição de Lázaro. De 1965.

JESUS CRISTO SUPERSTAR – Direção de Norman Jewison. Jesus é Ted Neeley. A Paixão de Cristo transformada num musical polêmico. A cena do Getsêmani é a mais bela do filme. De 1973.

A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO – De Martin Scorsese. Jesus é Willem Dafoe. Os dilemas da fé num filme que não agradou aos católicos. De 1988.

“La La Land” venceu sem ter vencido! Digno da pós-verdade!

Não estamos na era da pós-verdade?

Donald Trump não é o presidente dos Estados Unidos?

As redes sociais não são grandes difusoras de mentiras?

O Oscar não poderia, então, ficar de fora!

Confesso que me emocionei quando vi o casal Warren Beatty e Faye Dunaway escalado para anunciar o vencedor do Oscar de Melhor Filme!

Beatty e Dunaway velhos!

Eram jovens e belos no devastador Bonnie e Clyde!

Mas isso foi há meio século! No tempo em que as pessoas iam ao cinema ver o novo filme de Arthur Penn! Sabem o que isso representa? Os garotos da geração Y, entre a arrogância e a ignorância, talvez nem saibam quem é Penn!

Pois bem! Lá estão Beatty e Dunaway no palco a protagonizar a maior gafe da história do Oscar!

O vencedor da estatueta de Melhor Filme é La La Land!

Equipe em festa! Todos ao palco! Começam os discursos de sempre! Ridículos como sempre!

De repente, algo acontece!

É uma brincadeira? Dessas brincadeiras bobas que abundam na festa do Oscar?

É um fake digno da legião de imbecis que Eco viu nas redes sociais?

É o Oscar na era da pós-verdade?

É qualquer coisa! Qualquer coisa que nunca havíamos visto!

Não! O Oscar não é de La La Land, esse filme fofo que, com seu escapismo, muitos acham bem à altura da era Trump!

Sim! O Oscar de Melhor Filme é de Moonlight!

La La Land foi apenas um sonho que durou três, quatro, quantos meses mesmo?

A festa acabou!

As 14 indicações viraram seis estatuetas, mas não a principal!

La La Land vai para o lixo da história?

Ou vai para a antologia de um dos grandes gêneros do cinema?

Quem vai julgar é a passagem do tempo!

“Manchester à Beira-Mar” merece mais o Oscar do que “La La Land”!

Revi La La Land! Todo mundo dizendo que é o máximo! Fui rever!

Gostei menos ainda do que da primeira vez!

Que filme bobo! Que coisa artificial! Quase fui embora no meio da projeção!

É digno apenas da sessão da tarde.

Fui ver Manchester à Beira-Mar.

É um bom filme. Não mais do que isso.

Acho que esses tempos paupérrimos em que vivemos têm levado as pessoas a grandes surpresas quando elas se veem diante de algo apenas acima da média.

Parece ser o caso de Manchester à Beira-Mar.

Spoiler não é bacana! Então, nada de spoiler!

Mas posso ao menos dizer que a cena que explica o passado do personagem principal é forte sobretudo por causa da música.

Como é belo o Adagio de Tomaso Albinoni!

Alguém dispõe de oito minutos para ouvir?

Manchester à Beira-Mar fala de luto, de perdas. Fala, sobretudo, daquilo que não se recupera nunca mais!

Tem a virtude da contenção. Da ausência de excessos. De não ser piegas. De ter uma narrativa sóbria.

Merece três estrelas e meia!

O Oscar é domingo. Vamos mexer com a memória?

Domingo (26) é dia de Oscar.

Tive notícia da existência do prêmio na vitória de A Noviça Rebelde, na cerimônia de 1966. Mas só vi a festa da Academia pela primeira vez na televisão em março de 1972.

Ali, o que chamou mais minha atenção não foi a estatueta de Melhor Filme de 1971 entregue a Operação França, grande filme dirigido por William Friedkin, e, sim, a homenagem a Charles Chaplin.

Já pensaram? Um Oscar honorário para Chaplin, que, na foto, aparece ao lado de Jack Lemmon.

O genial criador de Carlitos, depois de uma longa ausência, voltava para a América que o defenestrou por considerá-lo comunista.

Foi comovente, belo e um pouco melancólico. Inesquecível também, a despeito de um artigo muito interessante que li, na época, dizendo que o que havia naquele tributo tardio a um artista com a sua dimensão era uma ponta de hipocrisia em cada um dos envolvidos. Inclusive no próprio Chaplin.

Enquanto editava esse post, fui mexer nos meus arquivos e aqui está um pequeno trecho do artigo assinado por Ralph J. Gleason:

Os atores são todos canastrões, mesmo os melhores, e vivem para o aplauso. Chaplin também caiu nessa. Tudo bem. Deus sabe o quanto ele merecia, mas foi um momento de suprema hipocrisia. Toda aquela conversa vazia sobre a sua genialidade vinda de pessoas que deveriam ter lutado, mas não lutaram, quando ele foi proibido de entrar no pais. 

Ao longo de décadas vi premiações justíssimas e também grandes injustiças. E vi, claro, momentos absolutamente antológicos da história do cinema.

De fazer inveja aos cinéfilos mais jovens.

Como gosto de vasculhar a memória, aí vai, só na categoria de Melhor Filme, uma lista pessoal (e por ordem cronológica) dos 12 melhores das cerimônias que vi a partir daquela de 1972.

Operação França – de William Friedkin

O Poderoso Chefão – de Francis Ford Coppola

Golpe de Mestre – de George Roy Hill

O Poderoso Chefão II – de Francis Ford Coppola

Um Estranho no Ninho – de Milos Forman

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa – de Woody Allen

Amadeus – de Milos Forman

Os Imperdoáveis – de Clint Eastwood

A Lista de Schindler – de Steven Spielberg

Forrest Gump – de Robert Zemeckis

Menina de Ouro – de Clint Eastwood

Os Infiltrados – de Martin Scorsese

Grande filme, Cabra Marcado Para Morrer permanece íntegro

Vejo que Cabra Marcado Para Morrer será exibido esta semana no campus da UFPb, em João Pessoa. É sempre bom rever o documentário de Eduardo Coutinho.

Em 1984, no lançamento, Cabra Marcado Para Morrer, de Eduardo Coutinho, dividiu espaço com outro documentário. Era Jango, de Sílvio Tendler. No Brasil que lutava pelas eleições diretas para presidente, os dois filmes contavam histórias pré-1964, mas tinham uma diferença básica. O de Tendler falava da luta política sob a perspectiva da elite. O de Coutinho se debruçava sobre os que ficaram à margem.

Em 1981, quando retomou o projeto (interrompido pelo golpe de 64) de filmar a história do líder camponês João Pedro Teixeira, Eduardo Coutinho não sabia direito o que fazer. Tinha imagens registradas em 1964 e algumas fotos de cena. O caminho não seria mais o da ficção, posto que as circunstâncias o levavam ao documentário. Agiu como um repórter. Voltou a Pernambuco à procura dos agricultores com quem havia filmado antes que os militares tomassem o poder. Fez mais: saiu em busca de Elizabete Teixeira, a viúva de João Pedro, que encontrou vivendo na clandestinidade numa cidadezinha do Rio Grande do Norte, onde era chamada de Marta. A reportagem de Coutinho é o que vemos em Cabra Marcado Para Morrer.

Poucos filmes brasileiros me impressionaram tanto quanto este. Mais até pela sua absoluta originalidade, do que pelo seu conteúdo político e ideológico. Um cineasta, com os restos de um filme inacabado, reencontra pessoas humildes que, 17 anos antes, tentou transformar em atores e mostra a elas as imagens do passado. Neste retorno, grava depoimentos cuja força vai muito além da luta na qual elas se envolveram. A miséria, as perseguições, a tortura, as tragédias familiares, a fé – as conversas de Eduardo Coutinho com seus personagens tocam em questões permanentes do homem. Não fala só de homens inseridos num determinado contexto histórico.

Claro que Cabra Marcado Para Morrer é importante porque resgata um pedaço da nossa história recente que poucos contaram. Lembro bem do dia em que o cineasta chegou à redação de A União à procura dos arquivos do jornal. Testemunhei a conversa dele. Não escondia que retomava um projeto interrompido em 1964, mas falava pouco de como seria esta retomada. Talvez ele próprio ainda não soubesse. Nunca imaginei que, naqueles dias de 1981, estava em gestação um dos grandes filmes brasileiros. Hoje, claro que não há mais o impacto da estreia em 1984. Mas Cabra Marcado Para Morrer conserva a sua integridade. E tudo o que tem de original.

DVDs da Versátil com grandes filmes remetem à morte do Blu-ray

Começo com uma experiência pessoal: reduzi drasticamente a compra de DVD quando, há cinco anos, aderi ao Blu-ray.

De repente, passado algum tempo, voltei a comprar DVD atraído por uma série de lançamentos da Versátil, distribuidora especializada em títulos que o consumidor não encontra tão facilmente no mercado.

Era um sinal claro de que havia algo errado com o Blu-ray.

Uma mera retração do mercado ou a morte próxima?

A resposta está com os fabricantes de equipamentos (os players praticamente sumiram das lojas) e com as distribuidoras de filmes.

Por enquanto, posso dizer que, indiretamente, esses lançamentos da Versátil apontam, sim, para o fim do BD!

Para que não fiquemos apenas na notícia ruim, eis algumas das sedutoras caixinhas da Versátil com filmes preciosos.

Na série A Arte de, temos Hitchcock, Penn, Fellini, Truffaut, Cassavetes, Altman, Fuller e outros mais.

Há também O Cinema de: Hitchcock, Welles, Cassavetes.

Além de especiais como Nouvelle Vague e Cinema da Nova Hollywood.

Os volumes dedicados aos filmes noir já estão no número sete, e os lançamentos não ficam por aí.

Uma tentação para os cinéfilos!

E uma má notícia para quem apostou no Blu-ray!

Filme sobre os Beatles termina com grande presente aos fãs!

Fui ao Recife ver os Beatles no cinema: Eight Days a Week, The Touring Years, o documentário de Ron Howard.

Começo com um registro: uma pena que João Pessoa, com suas 27 salas, tenha ficado de fora. O filme teve quatro dias de exibições nos cinemas brasileiros, e nós aqui não fomos contemplados.

Mas vamos ao que vi.

(Na foto, o diretor Ron Howard com Paul McCartney e Ringo Starr)

Antes de ver Eight Days a Week, o espectador que conhece os personagens faz uma pergunta crucial:

Ainda é possível oferecer algum ineditismo num filme sobre os Beatles?

Com suas 10 horas de duração, o documentário Anthology já teria esgotado o assunto em meados da década de 1990!

Os estagiários agora recrutados para procurar imagens inéditas conseguiram alguma coisa, mas terá sido suficiente? Certamente não!

O que há, então, de tão atraente no documentário de Howard?

O tema escolhido pelos realizadores! Esse é o segredo do filme. O tema e a competência com que foi tratado e transformado em cinema.

Eight Days a Weeks não é uma biografia dos Beatles com começo, meio e fim. É um retrato do quarteto tirado a partir dos anos loucos das turnês. E que retrato!

Quem conhece a trajetória do grupo entende, logo no início, que o filme deve terminar ali por volta de 1966, quando acabam as turnês. E é o que acontece. Mas resta algum tempo para o que veio depois: o Pepper, como disco mais importante e influente, e o que fizeram nos anos finais. Claro, porque era necessário dizer que, em 1969, já nos estertores, os rapazes tocaram ao vivo no telhado da Apple. Eight Days a Week termina com dois números do último show dos Beatles, dando a impressão de que estamos revendo, na tela grande, o documentário Let It Be.

A narrativa é ágil e eficiente. Entrevistas da época, shows, fãs, contexto histórico (o assassinato de Kennedy, a luta contra o racismo), além dos muitos depoimentos que comentam a cena de longe. Está tudo lá. A música conduz o filme. E puxa o espectador pelas mãos, entre a razão e a emoção, para que ele se deixe levar.

É irresistível!

E o desfecho, surpreendente, é um grande presente para quem ama os Beatles!

Depois que sobem os créditos, quando o filme acaba, há um bônus: o show do Shea Stadium restaurado em 4K com áudio remasterizado em Abbey Road!

Pois é! O show completo, com imagens inacreditavelmente belas e áudio que supera as limitações técnicas do registro original!

Ao jovem Paul, o repórter pergunta:

Qual será o papel dos Beatles na história da cultura ocidental?

O músico se surpreende:

Cultura? Isso é só diversão!

Já vimos que estava enganado! Felizmente!

Filme de Bertolucci é belo tributo ao cinema e a maio de 68

Quando vi “La La Land” (e não gostei), lembrei um pouco de “Os Sonhadores”. Lembrei por causa da brincadeira com o cinemascope (os dois usam a mesma referência – a comédia “Sabes o que Quero”).

Mas lembrei também porque o filme de Bertolucci (que me agrada muito) é cheio de homenagens ao cinema.

Fui rever.

Maio de 68. A geração que virou a França de cabeça para baixo está afetuosamente retratada por Bernardo Bertolucci em “Os Sonhadores”.

Trancados num apartamento, três jovens fazem as suas revoluções individuais, enquanto, nas ruas, milhares fazem a revolução coletiva. Quando eles descem e se encontram com a multidão, enfrentam uma das questões cruciais daquele momento: adotarão a violência ou a não violência?

Realizado em 2003, o filme de Bertolucci vê maio de 68 de longe. Mas não fica somente nele. Nem no desejo que se tinha de contestar o sistema e tomar o poder.

Seus personagens falam muito de cinema e música. Chaplin ou Keaton? Hendrix ou Clapton? Dylan, Garbo, Joplin, Godard. A cinemateca francesa, as imagens de Fuller. “Paixões que Alucinam”, crítica de filmes, cinema americano versus cinema europeu. O encontro de Belmondo e Seberg em “Acossado”.

Maio de 68 pode ser a síntese de tudo. O instante em que a geração que queria mudar o mundo se manifestou de forma mais eloquente e radical. Mas Bertolucci se debruça sobre questões que não estão circunscritas a um mês nem a um ano determinado.

Para mim, o trecho mais belo de “Os Sonhadores” é quando os namorados vão ao cinema. Não como transgressores, mas como jovens comuns. O filme é “Sabes o que Quero”, comédia adorável da década de 1950, direção de Frank Tashlin. No início, tem aquela brincadeira com o cinemascope – a meia tela se expande para os lados e a tela toda é tomada pela imagem. Bertolucci usa a cena dos Platters e a música deles (“You’ll Never Never Know”) para dar um clima romântico ao programa dos dois personagens.

Na volta, eles se deparam com a realidade. Numa praça, o saldo de mais um dia de confronto entre policiais e manifestantes. O mundo está convulsionado. Mataram Luther King, líder da não violência. Logo matarão Bob Kennedy.

Se formos em busca do Bertolucci do final dos anos 1960, vamos encontrá-lo fazendo “O Conformista”. Um cineasta jovem olhando para o passado (a Itália sob o fascismo) para compreender e explicar o presente. No salto de quase quatro décadas até “Os Sonhadores”, seu cinema tratou do individual e do coletivo. Dos personagens sem nenhuma perspectiva de “O Último Tango em Paris” aos revolucionários de “1900”.

Penso que “Os Sonhadores” é um filme que só poderia ter sido realizado por um homem velho. É isto que o torna mais belo, mais delicado, mais fiel como retrato de uma geração. É isto que o faz tão verdadeiro e, principalmente, justo com o espírito transgressor de uma época.

Quase meio século nos separa de maio de 68. A geração que foi às ruas está no poder, já faz tempo. O pragmatismo de hoje destoa dos sonhos juvenis. “Os Sonhadores” é uma revisão poética de maio de 68. Bertolucci dá ênfase ao cinema e à música.

Encanta, comove e faz pensar que o melhor que o homem produziu está na arte.