Amy Winehouse morreu há 10 anos. Foi grande voz desse começo do século XXI

Nesta sexta-feira (23), faz 10 anos da morte de Amy Winehouse.

A cantora britânica foi encontrada morta na casa em que morava.

Tinha somente 27 anos.

Entra, portanto, para a lista dos famosos do pop/rock que morreram com essa idade: Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Kurt Kubain.

Amy morreu dos muitos excessos que cometeu com drogas lícitas e ilícitas e também dos seus tormentos interiores.

Se fizermos uma lista das grandes cantoras que traduziram esses tormentos com as grandes vozes que tinham, Amy é da linhagem de Billie Holiday, Edith Piaf, Maysa, Janis Joplin e Elis Regina.

Sob contrato de uma gravadora importante, teve pouco menos de 10 anos de carreira.

Gravou pouco.

O primeiro disco, Frank, lançado em 2003, está aquém do seu talento.

O segundo, Back To Black, é absolutamente extraordinário.

É um dos melhores discos dessas duas primeiras décadas do século XXI.

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Um disco impecável com uma grande voz é o que temos nesse álbum de 2006, extremamente bem produzido.

A um só tempo, Back To Black é antigo e contemporâneo.

Antigo porque remete sobretudo à música negra produzida nos Estados Unidos nas décadas de 1950 e 1960 (soul, blues, R & B, jazz).

Contemporâneo porque traz para o presente, com uma sonoridade atual, essa música que se ouviu no passado.

Back To Black é daqueles discos perfeitos que prendem o ouvinte do começo ao fim, e nele não se perde nem uma faixa.

A voz de Amy Winehouse é um espanto.

A voz, tecnicamente já muito amadurecida, como expressão dos seus tormentos, a apontar para um desfecho trágico e muito previsível.

Aconteceu naquele sábado, 23 de julho de 2011, uma década atrás.

Há mais dois discos póstumos, com os méritos e os defeitos dos discos póstumos, mas o legado de Amy Winehouse, se formos rigorosos, é seu belo contralto, tal como foi registrado no álbum Back To Black.