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Respeitem Agnaldo Timóteo por sua grande voz e pelo imenso sucesso popular

Agnaldo Timóteo resistiu a um severo acidente vascular cerebral, mas não à Covid-19.

Há três semanas, estava na UTI de um hospital no Rio de Janeiro, intubado, e morreu no final da manhã deste sábado (03).

Ele pode ter sido contaminado entre a primeira e a segunda dose da vacina.

Tinha 84 anos.

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Nascido em Minas Gerais, antes de se projetar como cantor, Agnaldo Timóteo foi motorista de Ângela Maria, uma das maiores vozes femininas do Brasil.

Com seu vozeirão, é curioso que tenha feito sucesso numa época em que a Bossa Nova já ensinara que cantar baixinho não era um problema.

Agnaldo já era, portanto, um cantor antigo quando conquistou o sucesso.

E não foi pequeno esse sucesso.

Entre a segunda metade da década de 1960 e a primeira dos anos 1970, foi um dos cantores românticos mais populares do Brasil, lançando ano após ano seus LPs pela velha Odeon.

Cantava versões, músicas brasileiras que não eram do seu repertório e canções compostas para ele, como Meu Grito, da dupla Roberto e Erasmo Carlos.

Foi muitas vezes chamado de brega, mas essa classificação é extremamente injusta e esconde diversos tipos de preconceito.

Gostava de futebol, foi político (deputado federal pelo Rio, vereador em São Paulo) e, no ostracismo, chegou a vender seus discos nas ruas, como se fosse um camelô.

Estava gravando um CD em homenagem a Ângela Maria. Chegou a registrar sete canções acompanhado apenas ao piano.

Nunca fui seu fã, mas muitas das suas músicas estão bem guardadas na minha memória afetiva.