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No Dia do Músico, saudades de Tom Jobim, saudades do Brasil

Tom Jobim compôs muito, e suas músicas têm dezenas, centenas, creio que milhares de gravações pelo mundo.

Mas sua discografia é pequena, se pensarmos somente nos discos solo e autorais. Pouco mais de 10 títulos, de The Composer of Desafinado Plays a Antônio Brasileiro.

A grande maioria, gravou nos Estados Unidos. Quando Tom morreu, alguém disse que as gravadoras brasileiras não o gravavam, mas depois lançavam o disco por aqui ou – pior – distribuíam o repertório em coletâneas infames.

Se sairmos dos títulos solo e autorais, aí a lista é extensa: gravações ao vivo, trabalhos com outros artistas, trilhas, edições póstumas, tributos.

Quando me perguntam qual o disco da minha preferência, não tenho dúvida: Matita Perê, de 1973. É nele que está Águas de Março. É nele que Tom registrou a suíte A Casa Assassinada, escrita a partir de Chora Coração, tema composto em parceria com Vinícius de Moraes. Alternando canções com música instrumental, Jobim vai do popular ao erudito.

Aqui, Chora Coração é executada pela Orquestra Sinfônica de São Paulo.