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Sean Connery morre aos 90 anos. O melhor 007, ator escocês era um gigante do cinema

O ator Sean Connery morreu aos 90 anos.

A informação foi confirmada pela família à BBC na manhã deste sábado (31).

O cara era bonito, charmoso, uma voz incrivelmente sedutora, 1,88 de altura e ainda atuava muito bem.

O escocês Sean Connery – mais tarde, Sir Sean Connery – era de fato um homem irresistível.

Na década de 1960, encarnou nas telas James Bond, o agente 007. Foram seis filmes entre 1962 (O Satânico Dr. No) e 1971 (Os Diamantes São Eternos).

O tempo (lá se vão quase seis décadas) mostrou que ele foi o melhor 007, mas, na época, todos pensavam que não conseguiria se livrar do personagem.

Até quando foi dirigido por Alfred Hitchcock, em Marnie, Confissões de Uma Ladra, dava a impressão de que estávamos diante do agente secreto cujas histórias, escritas por Ian Fleming, eram lidas pelo presidente John Kennedy em suas horas de lazer.

Em 1959, Hitchcock realizou Intriga Internacional. É uma obra-prima.

Os filmes de James Bond, de certa forma, diluem aquele Hitchcock.

Seriam, então, mau cinema.

Digamos que sim. Mas são, de tal modo, evocativos do tempo em que foram realizados, que se tornaram merecedores do culto dos cinéfilos.

A partir da década de 1970, Connery conseguiu sua maior proeza: descolar-se do agente secreto em grandes filmes, grandes papéis.

Lembremos dele em O Homem que Queria Ser Rei, de John Huston, e Os Intocáveis, de Brian De Palma.

Em Cuba, de Richard Lester, e O Nome da Rosa, de Jean-Jacques Annaud.

Em Assassinato no Expresso Oriente, de Sidney Lumet, e Indiana Jones e A Última Cruzada, de Steven Spielberg.

Há pouco mais de dois meses, comemorou (comemoramos) os seus 90 anos.

Começamos este sábado com a notícia de que ele se foi.

Sean Connery foi um poderosíssimo ícone pop.

Sean Connery era um gigante do cinema.