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Lennon/80: Álbum com rocks e baladas da juventude antecede uma reclusão de cinco anos

Sigo nesta quinta-feira (08) com a série de posts sobre John Lennon.

Se estivesse vivo, o músico completaria 80 anos nesta sexta-feira, nove de outubro.

John foi assassinado aos 40 anos em oito de dezembro de 1980, na entrada do edifício onde morava, em Nova York.

Na capa, só há cor no letreiro de neon.

John Lennon. Rock’n’ Roll.

A foto, em preto e branco, flagra John em pé, em frente a uma porta.

Há três vultos na calçada.

São Paul McCartney, George Harrison e Stu Sutcliffe.

Quem assina a fotografia é Jurgen Vollmer.

Ela foi feita em Hamburgo (1961) e, em 1975, se transformou na capa do álbum de covers de Lennon.

O disco só foi lançado oficialmente porque havia um bootleg no mercado.

Também por uma demanda judicial, acusando John de ter plagiado Chuck Berry. Come Together seria similar a You Can’t Catch Me.

Rock’n’ Roll é uma declaração de amor à música que o artista ouviu, cantou e tocou na juventude, antes de ser famoso.

E é incrível como tal.

Os rocks e baladas regravados são standards de uma época.

Contemplam autores e intérpretes como Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley, Fats Domino, Gene Vincent e Buddy Holly, em arranjos geralmente fiéis (mas nem sempre) aos registros originais.

Stand By Me saiu em single e tocou muito.

O principal nesse disco, que antecede uma reclusão de cinco anos, é o fato de que, no estúdio, John Lennon atuou como o roqueiro visceral que nunca deixou de ser.

É o que dá beleza e autenticidade a um tributo que, não tivesse sido produzido, faria, sim, bastante falta à discografia de Lennon.