Esquerda precisa assegurar que não usará fake news em eleições

Vejo sempre manifestações da esquerda contra as fake news.

Ora de políticos, ora de anônimos em postagens nas redes sociais.

São importantes.

A ultradireita que hoje governa o país tem nas fake news uma das suas armas mais poderosas.

Logo, teremos uma eleição municipal.

Daqui a pouco mais de dois anos, teremos eleições gerais, incluída nelas a escolha do novo presidente.

Vamos enfrentar esses processos eleitorais reféns das fake news?

A eleição municipal, certamente sim. Não há mais tempo para que seja diferente.

E a de 2022? Veremos nela o que vimos, em 2018, na eleição do presidente Jair Bolsonaro?

Quando penso nessas questões, me pergunto pelo papel que a esquerda desempenhará.

Dizer que é a favor do combate às fake news está longe de ser suficiente.

O campo progressista precisa ter um compromisso verdadeiro com essa luta.

A esquerda deve assegurar ao eleitor que não lançará mão de fake news nas eleições.

Como fez nas eleições de 2014.

Meu setlist perfeito para a live de Caetano é este aqui. Qual o seu?

A mais esperada de todas as lives desta quarentena será sexta-feira que vem.

Caetano Veloso faz 78 anos e, no dia 7/8, canta pra todos nós, às nove e meia da noite, no Globoplay.

Durante quatro meses, vimos, em vídeos postados nas redes sociais, as conversas de Paula Lavigne com Caetano sobre a live.

Ela sugerindo. Ele dizendo não.

Ela pedindo que as pessoas mandassem sugestões para o repertório.

Até que veio o sim de Caetano.

Vai fazer no dia do seu aniversário, do mesmo modo que Gilberto Gil fez em 26 de junho, quando completou 78 anos.

Neste domingo (02), lá estava a pergunta no Face do artista: qual o seu setlist perfeito?

O fã pode montar seu próprio setlist na arte disponível nos stories e marcar Caetano.

Legal, não é?

Pode não ser fácil, mas a gente tenta.

Resolvi, então, fazer o meu.

É o que se segue:

UM ÍNDIO

UM ABRAÇAÇO

TROPICÁLIA

TIGRESA

TREM DAS CORES

PETER GAST

TRILHOS URBANOS

ENQUANTO SEU LOBO NÃO VEM

PAISAGEM ÚTIL

TERRA

NÃO IDENTIFICADO

O NOSSO OLHAR (SÉRGIO RICARDO)

NU COM A MINHA MÚSICA

CORAÇÃO VAGABUNDO

DESDE QUE O SAMBA É SAMBA

O LEÃOZINHO

FORÇA ESTRANHA

GENTE

FALOU AMIZADE

RECONVEXO

A LUZ DE TIETA

Alan Parker não esteve no topo, mas realizou excelentes filmes

Alan Parker morreu nesta sexta-feira (31).

O cineasta britânico tinha 76 anos.

Ele enfrentou uma longa doença, mas a causa da morte não foi divulgada.

Se tivéssemos que escolher uma marca profunda na sua trajetória, esta seria a música, o amor pela música, a presença dela nos filmes que realizou.

O seu cinema foi guiado pela música, desde o início.

Bugsy Malone, Fame, The Wall, The Commitments e Evita.

Não é pouco.

Evita é uma ópera-rock, inteiramente cantada.

Em The Wall, as canções do álbum conceitual do Pink Floyd contam a história, sobrepondo-se aos diálogos.

O ponto alto, para mim, é Fame, com ótimos personagens, excelentes cantores desconhecidos e grandes números musicais.

Negros, judeus, latinos, gays – todos em busca da fama numa escola de artes.

Saindo da música, há Coração Satânico e O Expresso da Meia-Noite. São barra pesada!

E há Mississippi em Chamas, seu melhor filme.

O racismo no Sul dos Estados Unidos poucas vezes foi abordado com tanta força quanto neste filme de 1988.

Alan Parker, para sermos bem verdadeiros, nunca esteve no primeiríssimo time dos cineastas do mundo.

A despeito disso, realizou quase sempre filmes muito bons.

Fecho que I Sing The Body Eletric, o belo e vibrante número de música e dança que fecha Fame.