Divisão de 1930 sobrevive na PB. Estão cancelando João Pessoa?

Liberais de um lado, perrepistas do outro.

Era assim há 90 anos, no tempo do assassinato de João Pessoa e da Revolução de 1930.

Daqui a pouco faz um século, e algo dessa divisão ainda sobrevive na Paraíba.

É cada vez maior o silêncio em torno da figura do presidente João Pessoa.

Um silêncio que toma o lugar das homenagens que testemunhávamos, ano após ano, a cada 26 de julho, o dia em que, em 1930, o presidente foi assassinado por João Dantas, no Recife.

Aos poucos, houve uma inversão de papéis.

O herói virou vilão?

Os vilões viraram heróis?

João Pessoa passou a ser o lado ruim da História?

João Dantas, o coronel Zé Pereira, João Suassuna, o lado bom?

Quer dizer que vamos ficar com as forças mais atrasadas?

Ficaremos com a Velha República e não com as conquistas advindas da Revolução de 1930?

Décadas e décadas depois, seremos perrepistas e não liberais?

O que está embutido nessa conversa tão frequente sobre a mudança do nome da capital e o retorno à bandeira que tínhamos até 1930?

O compositor e ex-vereador Fuba assumiu o discurso há mais de uma década. Foi seu mais eloquente representante.

João Pessoa, não! Parahyba!

Bandeira do Nego? Jamais!

Nas redes sociais, gente que se diz progressista defende essas posições.

Na Paraíba, há perrepistas até na esquerda!

É pertinente perguntar:

Estão cancelando João Pessoa?