Música 6:14

Hoje é o Dia Mundial do Rock. Mas apenas para os brasileiros

Hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock.

É uma data comemorada somente no Brasil.

Toma como referência o Live Aid, evento realizado há 35 anos.

O Live Aid foi um grande acontecimento, mas há datas mais importantes na hora de estabelecer qual é o Dia Mundial do Rock.

De todo modo, nós, que gostamos de rock, aproveitamos a comemoração e escrevemos algo sobre esse tipo de música que mexeu com muita coisa nos últimos 65 anos.

Sim. Mexeu com comportamento, show business, indústria do disco, cinema, moda, política, religião.

Mexeu até com música! (rsrsrs)

Rock’n roll é uma coisa, rock é outra – nos ensinava Roberto Mugiatti em O Grito e O Mito, aquele livrinho fundamental que lemos na primeira metade dos anos 1970. O segundo é a expansão do primeiro.

Se quisermos escolher a figura mais icônica e individualmente poderosa do rock, ficaremos com Elvis Presley.

Elvis compreendeu no que daria a fusão da música dos negros com a dos brancos e, branco, produziu algo palatável num país que ainda hoje separa os homens pela cor da pele. Fez com muito talento e uma grande voz.

O rock fez do século XX o século da guitarra. Lá nos primórdios do fenômeno, foi Chuck Berry que inventou riffs incríveis e disse mais ou menos assim: “Guitarra no rock? É desse jeito que se toca!”. E era!

Há outros, mas Elvis e Berry podem resumir os anos 1950.

Os anos 1960 – os mais criativos – têm muitos nomes que operaram a tal expansão do rock. Nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Em primeiríssimo lugar, há os Beatles. Esses são absolutamente hors concours.

É impossível, contudo, falar em grupos sem mencionar os Rolling Stones, na estrada há quase 60 anos.

Voz feminina? É a de Janis Joplin, a despeito da carreira meteórica de três ou quatro anos.

Um músico de trajetória igualmente meteórica escreveu a gramática definitiva para o principal instrumento do rock: o guitarrista Jimi Hendrix.

Os elementos riquíssimos da black music americana estão condensados nos poucos discos que gravou e nas muitas performances ao vivo que, felizmente, foram gravadas para a posteridade em seus concertos na Inglaterra e na América.

E há aquele cara que veio da folk music e da protest song, com um violão, uma gaita e uma voz excessivamente anasalada. Depois, empunhou uma guitarra e disse que também era do rock. Bob Dylan, claro!

Se estiver vivo, Dylan fará 80 anos em maio de 2021.

Foi ele que deu um Nobel ao rock.

Conferiu à letra de música popular o status de poesia culta.

Não é pouco.

Muita coisa foi feita depois, mas ficarei por aqui.