Cinema 8:19

Romeu e Julieta, Shakespeare e a eterna exaltação ao amor juvenil

Leonard Whiting e Olivia Hussey.

Romeu e Julieta.

Eles eram assim, na segunda metade dos anos 1960, quando fizeram o Romeu e Julieta de Franco Zeffirelli.

O tempo passou, e eles ficaram assim.

Há dois dias, Whiting fez 70 anos.

Hussey tem 69.

Estive uma vez com Bárbara Heliodora num estúdio de televisão.

Ela era conceituadíssima crítica de teatro e traduzia Shakespeare para o Português.

Conversamos um pouco sobre Shakespeare no cinema. Quis saber das preferências dela.

Logo citou o Hamlet de Laurence Olivier, o Macbeth de Roman Polanski e o Romeu e Julieta de Franco Zeffirelli.

Lembro agora do filme de Zeffirelli por causa dos 70 anos de Leonard Whiting,

O cineasta quis que o casal de atores tivesse idades próximas às das personagens da história original.

Na época das filmagens, em 1967, Whiting estava com 17 anos. Hussey, com 16. E eram belos demais.

O filme, que levou multidões aos cinemas a partir de 1968, tanto era fidelíssimo ao texto de Shakespeare quanto dialogava muito bem com o público jovem do tempo em que foi lançado.

Tinha grandes atuações, primorosa reconstituição de época e um tema musical marcante, composto por Nino Rota, o compositor preferido por Federico Fellini.

A longa sequência do baile na casa da família Capuleto é fascinante. É lá que se ouve a terna melodia de Rota.

O Romeu e Julieta de Franco Zeffirelli é arrebatadora exaltação ao amor juvenil.