Maravilha da soul music, Stevie Wonder completa 70 anos

Stevie Wonder faz 70 anos nesta quarta-feira (13).

70 de vida, 58 de carreira.

Wonder tinha um “Little” acrescido ao seu nome artístico quando lançou o primeiro disco em 1962.

A gaita e a voz de menino são marcas daquele início.

Ao gravar Blowin’ in The Wind, de Bob Dylan, era apenas um adolescente de 15 anos.

Sucessos como For Once in My Life e Signed, Sealed and Delivered são anteriores aos 20 anos.

O grande salto qualitativo se deu em 1972, aos 22 anos.

O artista de hits avulsos da década de 1960 dava lugar a um músico com um trabalho autoral que o colocava entre os gigantes da Motown, da soul music e da música pop americana.

Os álbuns com conceito, as melodias incríveis, a extraordinária performance vocal, o homem dos muitos instrumentos, o encontro do soul com inúmeras influências – é o que temos nos álbuns gravados entre 1972 e 1976.

Music of My Mind (72), Talking Book (72), Innervisions (73), Fulfillingness First Finale (74) e Songs in The Key of Life (76). É esta a sequência.

Se quisermos, ela pode ser estendida até The Secret Life of Plants (79), lançado quando Wonder tinha 29 anos.

Songs in The Key of Life, que reúne dois LPs e um EP, é sua obra-prima. E um dos maiores álbuns do pop em todos os tempos.

Com Stevie Wonder, tudo se deu muito cedo. O sucesso entre o fim da infância e por toda a adolescência. E a maturidade criativa entre os 20 e os 30 anos.

A partir dos anos 1980, continuou em evidência, mas gravou menos e não repetiu o nível dos discos da década de 1970.

Seu último disco de inéditas (A Time to Love) já tem 15 anos.

Sua performance ao vivo é poderosa – seja no CD duplo Natural Wonder, de meados da década de 1990, seja no DVD/Blu-ray Live at Last, gravado em Londres na segunda metade dos anos 2000.

Em Stevie, o Wonder do seu nome artístico traduz muito bem o que ele é.