Presidente Bolsonaro insiste no erro, e o Jornal Nacional acerta!

Nesta quarta-feira (25), o Jornal Nacional dedicou um blocão à repercussão do pronunciamento que Jair Bolsonaro fez na noite anterior sobre o coronavírus, em cadeia de rádio e televisão.

O presidente foi no mínimo irresponsável (para uns, criminoso; para outros, insano) ao questionar a necessidade do isolamento social, e o mais importante noticioso da televisão brasileira respondeu à altura.

Foi devastador, contundente, demolidor, sem precisar romper com o cânone.

Mostrou todos os lados, do presidente às mais duras críticas feitas a ele por políticos e autoridades da área de saúde.

Vejo nas redes sociais bolsonaristas surtados batendo pesado na Globo por causa do JN desta quarta-feira. Provocariam risos se o assunto não fosse tão sério.

O que o Jornal Nacional faz é jornalismo. Não foi diferente ontem.

Meus amigos de esquerda não gostam quando digo isso, pago um preço por dizer, mas é assim mesmo que penso.

A Globo tem suas posições, você pode concordar ou não com elas, mas isso é outra conversa.

Vendo o JN, pensei na garotada das gerações Y e Z que hoje ocupa legitimamente as redações.

Pensei sobretudo em jovens jornalistas que chamam a Globo de Globolixo, e ouvi uma voz dizendo assim:

“Meninos, meninas, prestem atenção, vejam e, se puderem, aprendam como é que se faz jornalismo”.

O Jornal Nacional desta quarta-feira foi uma aula.

Informou, opinou (sim, também!), e deu um recado claro à população.

Vou traduzir com minhas palavras:

Não obedeça ao presidente Jair Bolsonaro, que ele não tem juízo!

Fique em casa!