Palpiteiros do Oscar são muito engraçados. Geralmente erram

Guardei uma lição do Oscar de 1985 para os melhores de 1984.

Na televisão, o especialista em Oscar teve um verdadeiro ataque quando venceu Amadeus e não Passagem Para a Índia.

Naquele tempo, é bom explicar aos meninos e meninas de hoje, não era fácil ver os filmes antes da cerimônia, e alguns críticos viam fora do Brasil.

O cara não vira Amadeus, de Milos Forman, e apostara todas as fichas em Passagem Para a Índia, do veteraníssimo David Lean.

Ora, venceu Amadeus. Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor ator, Melhor Roteiro Adaptado, entre outros. Grande filme de Forman.

O especialista não se conformou. Claro! O problema é que, ao difundir o favoritismo de Passagem Para a Índia, ele, na verdade, confundia as chances reais que o filme tinha com seu gosto pessoal.

Foi a lição do Oscar de 1985 para mim. Faz 35 anos. Um bom tempo, não é?

A festa do Oscar 2020 é daqui a dois dias.

Os palpiteiros estão soltos.

O que eles dizem costuma ter pouca lógica.

É a emoção sobrepondo-se à razão.

É muito mais torcida do que outra coisa qualquer.

Mas é engraçado.

Diverte quem os vê em ação.

Acertam, de vez em quando.

Geralmente erram.