Essa voz tamanha, Roberto Carlos canta hoje em João Pessoa

Roberto Carlos canta nesta terça-feira (10) no Teatro Pedra do Reino, do Centro de Convenções. Em João Pessoa, é a primeira vez que ele se apresenta num teatro. Em 2019, não temos seu disco de fim de ano, mas vê-lo ao vivo a duas semanas do Natal é um grande presente para seus fãs.

Durante três décadas, Roberto Carlos fez do disco de fim de ano uma tradição natalina, inserindo dezenas de canções na memória afetiva de milhões de pessoas. A despeito de pertencer a regiões profundas do ser do Brasil, o Rei nunca foi plenamente assimilado pela intelligentsia nacional. Os discos antigos é que eram bons, as canções mais bem feitas são de Erasmo, outros cantores interpretam melhor seu repertório – diziam com frequência os que não se rendiam ao seu talento e à sua importância.

No meio de tudo, havia uma cobrança: é preciso quebrar a tradição do disco de fim de ano com músicas inéditas e produzir algo “fora de série”.

Um dia, aconteceu. Como costuma ocorrer com os que têm carreira longa, o artista deixou de gravar o disco anual de inéditas. Vieram, então, as produções que se enquadram no “fora de série” que lhe cobravam. A lista, extensa, começa ainda nos anos 1990 com Canciones que Amo, dedicado ao repertório de língua espanhola.

O acústico da MTV, já no início dos anos 2000, é um dos melhores. Arranjos impecáveis, modernos, recriando rocks e baladas do passado. Mas não é o único dos vários discos ao vivo. Num deles, em parceria com Caetano Veloso, o Rei presta tributo a Tom Jobim nos 50 anos da Bossa Nova.

Os CDs ao vivo enriqueceram sua discografia. No Rio, em São Paulo, Miami, Jerusalém, Las Vegas. Além do Elas Cantam Roberto Carlos e Emoções Sertanejas, que festejaram o cinquentenário de carreira. Menos mencionados, Amor Sem Limite e Pra Sempre são álbuns de inéditas, enquanto o EP Esse Cara Sou Eu, ainda que parcialmente, trouxe de volta a mística do disco de fim de ano.

Primera Fila, de 2015, foi gravado ao vivo no estúdio dos Beatles, em Abbey Road. Sem seus músicos habituais e com novíssimos arranjos, Roberto Carlos comemorou meio século de presença no mercado hispânico. E o fez em alto estilo.

Hoje, o público pessoense vai vê-lo ao vivo. A vez anterior foi em 2017, na Domus Hall.

Roberto Carlos, 78 anos, 60 de carreira, é um dos maiores artistas do Brasil. Amado por uma legião de fãs que se curvam à beleza de sua voz e à força do seu carisma quando sobe ao palco, abre os braços e canta Emoções.