Bolsonaro dá comando da cultura a quem ofendeu Fernanda Montenegro

O teatrólogo Roberto Alvim é o novo secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro.

Ele era um dos diretores da Funarte e foi promovido.

Alvim é o homem que ofendeu Fernanda Montenegro poucos dias antes da grande atriz completar 90 anos.

É dele o post que transcrevo:

um amigo meu, bem-intencionado,
me perguntou hoje se não era hora de mudar de estratégia e chamar a classe artística pra dialogar.

não.
absolutamente não.

trata-se de uma guerra irrevogável.

a foto da sórdida Fernanda Montenegro como bruxa sendo queimada em fogueira de livros,
publicada hoje na capa de uma revista esquerdista,
mostra muito bem a canalhice abissal destas pessoas,
assim como demonstra a SEPARAÇÃO entre eles e o povo brasileiro.

temos, sim, que promover uma RENOVAÇÃO completa da classe teatral brasileira.
é o ÚNICO jeito de criarmos um RENASCIMENTO da Arte no Teatro nacional.

pq a classe teatral que aí está
é radicalmente PODRE.

e com gente hipócrita e canalha como eles,
que mentem diariamente, deturpando os valores mais nobres de nossa civilização,
propagando suas nefastas agendas progressistas,
denegrindo nossa sagrada herança judaico-cristã,
bom – com essa corja
NÃO HÁ DIÁLOGO POSSÍVEL.

A Secretaria Especial de Cultura foi transferida do Ministério da Cidadania para o Ministério do Turismo.

É lá que estará sob o comando de Roberto Alvim.

Alvim – que enxerga uma “canalhice abissal” na classe artística.

Alvim – para quem a classe teatral está “radicalmente podre”.

Alvim – que não vê diálogo possível.

Que credenciais tem Alvim para ser secretário especial de Cultura do governo federal?

As ofensas a Fernanda Montenegro o credenciaram?

Que recado Bolsonaro manda aos agentes culturais ao nomeá-lo para o cargo?

“A classe artística deve ficar feliz aí”, ironiza Bolsonaro após nomear Alvim – li no Globo.

Disse mais: “Cultura sadia para o Brasil”.

Dias atrás, em editorial, O Globo afirmou que Bolsonaro não tem apreço pela democracia.

A nomeação de Roberto Alvim confirma o que sempre soubemos: que o presidente também não tem qualquer apreço pela cultura.