Meu primeiro símbolo sexual foi Raquel Welch. E o seu? Qual foi?

Vi essa pergunta em algum lugar:

Quem foi seu primeiro símbolo sexual?

É uma pergunta machista?

Não sei. Mas vou responder:

Meu primeiro símbolo sexual foi Raquel Welch.

Eu ainda era uma criança quando a descobri, naquele traje mínimo, em 1000 Séculos Antes de Cristo.

Vi numa matinê dominical do Cine Plaza.

Havia os animais pré históricos e aqueles efeitos especiais que pareciam bons na segunda metade dos anos 1960.

Mas havia, sobretudo, Raquel Welch e seu traje sumário.

Foi o que mexeu comigo. Foi o que ficou.

Um pouco depois, veio Viagem Fantástica. Também no Plaza.

Um filme era o oposto do outro.

Num, o homem do tempo dos dinossauros. No outro, o homem do futuro.

Um futuro em que cientistas são miniaturizados e injetados no corpo de um homem para salvá-lo.

Ela está linda. Mas excessivamente vestida.

Mesmo assim, me encantou.

Acho que despertava no espectador o desejo de que, em algum momento, ela se livrasse daquela que parecia uma roupa de astronauta.

Aí chegou a vez de A Espiã que Veio do Céu. De novo no Plaza.

Raquel Welch exibindo seu corpo bronzeado.

Que visão para os meus olhos ainda infantis!

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1000 Séculos Antes de Cristo ficou guardado na minha memória afetiva por uns 40 anos, quando, afinal, revi casualmente num desses canais fechados. Achei horrível.

Viagem Fantástica, tenho em casa. É divertido. Leva a assinatura de Richard Fleischer.

A Espiã que Veio do Céu, nunca mais vi.

Raquel Welch fará 80 anos em 2020.