Quem teve Joaquim Nabuco não deveria ter Eduardo Bolsonaro!

A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil

Joaquim Nabuco

Estava aqui pensando num grande brasileiro, um grande nordestino, um grande pernambucano.

Joaquim Nabuco, homem do século XIX e do início do século XX.

Nabuco era formado pela histórica Faculdade de Direito do Recife.

Escritor, jornalista, político, abolicionista, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, diplomata.

Sim. Nabuco foi diplomata.

Foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Já pensaram?

No Brasil de tanto tempo atrás.

Que orgulho!

Um homem com o brilho intelectual de Joaquim Nabuco foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Hoje, mais de 100 anos após a sua morte, parece que vamos ter Eduardo Bolsonaro.

O que podemos dizer?

Que quem teve Joaquim Nabuco não deveria ter Eduardo Bolsonaro!

Esse texto com que fecho o post é de Nabuco e foi musicado por Caetano Veloso:

A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil.
Ela espalhou por nossas vastas solidões uma grande suavidade; seu contato foi a primeira forma que recebeu a natureza virgem do país, e foi a que ele guardou; ela povoou-o como se fosse uma religião natural e viva, com os seus mitos, suas legendas, seus encantamentos; insuflou-lhe sua alma infantil, suas tristezas sem pesar, suas lágrimas sem amargor, seu silêncio sem concentração, suas alegrias sem causa, sua felicidade sem dia seguinte…
É ela o suspiro indefinível que exalam ao luar as nossas noites do norte.