John Lennon e Yoko Ono fizeram sexo num disco experimental

Nesta quarta-feira (20), faz 50 anos do casamento de John Lennon e Yoko Ono.

A cerimônia civil foi em Gibraltar.

Ele passou a se chamar John Ono Lennon. Ela, Yoko Ono Lennon.

Um disco experimental daquele momento traz John e Yoko fazendo sexo.

O disco se chama Wedding Album.

Álbum de Casamento.

Nunca foi lançado no Brasil.

No início dos anos 1970, ouvíamos numa edição importada.

Era sensacional!

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Jimi Hendrix, no palco, usava a guitarra para simular o ato sexual.

Janis Joplin também fazia a simulação no meio de Try.

Push on, hold on, move on – dizia Joplin, entre gemidos.

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Com John e Yoko, era sexo mesmo.

O lado inteiro de um LP.

Batidas de coração que vão ficando mais rápidas.

Ele a dizer “Yoko!”. Ela a dizer “John!”.

Vozes que vão ficando mais intensas até o ponto alto da transa.

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Wedding Album tem 50 anos.

Penso que ouvíamos o disco do casal Lennon num tempo em que as pessoas eram menos caretas.

“Depois que ‘TÁ RUIM’ chegou, nunca mais melhorou…!”

Faz escuro, mas eu canto.

Era o nome do show que Sérgio Ricardo e Thiago de Mello faziam no Brasil dos anos 1970.

Faz escuro, mas eu canto.

Traduz bem aquele tempo e a presença de alguns artistas nas lutas da sociedade civil pela redemocratização.

O conjunto vocal MPB4 estava entre esses artistas.

Cinco CDs inéditos, acondicionados num pequeno box chamado Barra Pesada, mostram agora como eram os shows do quarteto entre 1973 e 1976.

São preciosos registros.

Conheci o MPB4 em 1967.

O Magro, Aquiles, Ruy e Miltinho acompanhando Chico Buarque em Roda Viva.

Belíssima canção de Chico. Eficientíssimo arranjo vocal do Magro.

O conjunto ficou associado a Chico porque esteve muitas vezes ao seu lado em estúdios e palcos. Mas a carreira desses quatro caras é admirável em discos e shows.

Os anos 1970 foram intensos para eles. Pude vê-los ao vivo em algumas oportunidades, entre João Pessoa e o Recife.

Lembro bem de Canto dos Homens – grande show! – em duas noites inesquecíveis no Teatro Santa Roza.

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O box Barra Pesada está dividido assim:

Disco 1: República do Peru.

Disco 2: Rua República do Peru.

Disco 3: República de Ugunga.

Disco 4: Recital.

Disco 5: MPB4 no Safari.

São cinco shows gravados ao vivo entre 1973 e 1976.

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Nos Estados Unidos, velhas gravações inéditas ao vivo quando transformadas em discos costumam ter uma qualidade técnica surpreendente. Vejam, por exemplo, os discos de Miles Davis da série bootlegs.

No Brasil, não é a mesma coisa. Mesmo os lançamentos oficiais de 40, 50 anos atrás não tinham a qualidade dos álbuns ao vivo daquela época nos Estados Unidos ou no Reino Unido.

Como é, então, o box do MPB4 no quesito qualidade de áudio?

Está longe de ser bom, mas é audível.

E tem uma importância histórica que valoriza muito o produto.

São registros de espetáculos nos quais o quarteto enfrentou os censores para subir ao palco. E nem sempre conseguiu.

Para quem admira o MPB4, o alto nível do repertório e a beleza das performances se sobrepõem a qualquer limitação técnica.

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“Depois que ‘TÁ RUIM’ chegou, nunca mais melhorou…!” é o que canta o MPB4 no show República do Peru.

Verso atualíssimo.

“Enfie o ministério no…” disse o guru Olavo ao ministro Vélez

Olavo de Carvalho, o guru do governo Bolsonaro, mandou o ministro Vélez Rodríguez enfiar o Ministério da Educação no cu.

Não no título, mas, aqui no texto, escrevi cu sem reticências porque foi assim mesmo que li na grande imprensa.

Os velhos manuais de redação vão se modernizando para que os veículos de comunicação sejam fiéis à realidade (um dia desses, li um palavrão num título da Folha).

Fiquei estarrecido com a “gentileza” de Olavo a Vélez?

Não.

Não fiquei.

Afinal, esse é o estilo do “filósofo” de extrema direita a quem são atribuídas as indicações dos atuais ministros da Educação e das Relações Exteriores.

Li também que Olavo e Bolsonaro iriam se encontrar pela primeira vez nessa viagem do presidente aos Estados Unidos.

Embora um seja guru do governo do outro, até este domingo (17) os dois ainda não se conheciam pessoalmente.

No sábado (16), depois de ser homenageado em Washington, o “filósofo” disse que o governo Bolsonaro vai mal.

Teme até que acabe em seis meses.

Trataria desse assunto no encontro com o presidente? – foi perguntado.

“Não. Vou lá pra comer” – respondeu.

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A avaliação que Olavo de Carvalho fez do governo Bolsonaro:

“Se continuar como está, já está mal. Não precisa mudar nada para ficar mal. Mais seis meses, acabou”.

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A Secretaria de Educação Básica do MEC será comandada por Iolene Lima.

Ela defende uma educação baseada na palavra de Deus.

Vi/li uma entrevista dela e, de tão absurda, achei que era fake.

Mas a repercussão em espaços jornalisticamente críveis mostra que é tudo verdade.

Muito grave também para quem vai cuidar da educação básica:

Iolene não sabe a diferença entre sobre e sob.

Dom José nasceu há 100 anos

Se estivesse vivo, o arcebispo emérito da Paraíba Dom José Maria Pires faria 100 anos nesta sexta-feira (15).

Ele morreu em 2017, aos 98.

Há uma controvérsia sobre o ano do seu nascimento (seria 1918), mas vou considerar 1919, como ele fazia nos seus 30 anos de Paraíba.

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Com Dom José Maria Pires, foi amor à primeira vista!

Minha mãe me levou para a avenida João da Mata, onde o novo bispo passou em carro aberto. Sorridente, acenando para as pessoas nas calçadas.

Fiquei encantado, com o meu olhar infantil, por aquela figura.

Era março de 1966. Dom José começava o seu longo período de 30 anos à frente do rebanho católico da Paraíba.

“Para meu amiguinho Sílvio, com o abraço de José Maria”.

Essa foto, com dedicatória e data de 24 de maio de 1966, ele me deu depois de uma audiência pública na visita pastoral que fez à Igreja do Rosário, em Jaguaribe.

Minha mãe era católica, havia sido freira na juventude. Meu pai era comunista e ateu. Os dois, por motivos distintos, foram atraídos pela figura de Dom José. Posso dizer que fui junto com eles.

Trocávamos cartões, cartas. Até que um dia ele disse que queria ir à minha casa. O ano era 1968.

Chegou lá dirigindo um fusca, num sábado à tarde. Foi recebido por um coral infantil que meu pai e minha mãe formaram e ensaiaram com os meninos da vizinhança, meus amigos.

Dom José, sentado numa velha cadeira de balanço restaurada para recebê-lo e toda pintada de vermelho, conversou mais com as crianças do que com os adultos. Comportou-se como se fosse uma delas, só que dizendo coisas de gente grande.

O que guardo dele na minha memória afetiva não cabe num texto. Mas posso mencionar algumas coisas:

O sermão das sete palavras da sexta-feira santa de um ano qualquer, na Catedral Metropolitana. O arcebispo parecia dar novo significado ao texto evangélico.

O apoio aos estudantes que foram às ruas em 1968. Dom José foi ao encontro deles no centro da cidade.

A criação de um centro de defesa dos direitos humanos, que funcionava ali na Almirante Barroso, sob o comando do advogado Wanderley Caixe.

A luta pela terra em Alagamar. Entre as ligas camponesas e o MST.

A noite de Natal em que transferiu a missa da Catedral para a Praça João Pessoa e lá celebrou ao lado dos agricultores acampados.

A recusa de receber o título de Cidadão Paraibano quando entendeu que seu discurso passaria por uma censura prévia da Assembleia Legislativa.

A presença na Missa dos Quilombos, no Recife, ao lado de Dom Hélder, Dom Pedro Casaldáliga e Milton Nascimento.

A fala na estreia da Cantata Para Alagamar – trabalho que, como lembrou, reunia três homens de nome José. Um pastor católico (ele próprio), um judeu (José Alberto Kaplan) e um ateu que não acreditava nem na existência histórica de Cristo (Waldemar José Solha).

Essa fala resume muita coisa daqueles tempos difíceis. Mas contém, sobretudo, uma grande lição de tolerância. A tolerância que anda tão escassa no Brasil.

Dom José Maria Pires foi firme e corajoso como pastor de uma igreja comprometida com os pobres, mas nunca perdeu a capacidade de dialogar. Com o sorriso que oferecia aos estudantes ou aos agricultores, se apresentava aos militares do Grupamento de Engenharia ou ao governador de plantão no Palácio da Redenção.

A voz era de uma beleza que parecia música. Quase sempre mansa, sem perder a firmeza.

Tenho a alegria de ter sido contemporâneo da sua passagem pela Paraíba.

Conheci poucos homens tão especiais quanto Dom José, Dom Pelé, Dom Zumbi!

O Brasil não quer mais saber de Glauber, que hoje faria 80 anos

Se estivesse vivo, o cineasta Glauber Rocha faria 80 anos nesta quinta-feira (14).

Ele morreu aos 42 anos, em agosto de 1981.

Em 1964, aos 25 anos, estarreceu o mundo do cinema com Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Em 2019, o Brasil não quer mais saber de Glauber Rocha, seu mais importante cineasta.

Isto é o povo! Um imbecil! Um analfabeto! Um despolitizado!

A fala do personagem de Jardel Filho ecoa há mais de 50 anos!

Para mim, o nosso maior e mais instigante filme político é Terra em Transe.

O Brasil continua muito parecido com o Eldorado de Glauber Rocha.

Unidos em Glauber, o gênio do construtor e o mito do demolidor gestaram um filme que fala das nossas questões cruciais. Falava em 1967. Continua falando agora, mais de meio século depois.

Esquerda, direita, populismo, messianismo, o papel dos intelectuais, o povo, a desigualdade, o autoritarismo, o nosso destino enquanto Nação.

Terra em Transe, se tudo isso fosse pouco, ainda é absolutamente devastador como delírio estético.

A questão é que, para muitos, o filme de Glauber Rocha é tosco. Hermético. Incompreensível.

Quase ninguém quer enfrentá-lo.

Mas o problema pode ser o empobrecimento intelectual das nossas plateias. A ausência de uma crítica como a que se tinha na época em que o filme foi lançado. A falta de um ambiente propício a esse tipo de cinema.

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Lembro que, no dia seguinte à morte de Glauber, o Jornal do Brasil circulou com textos assinados pelos críticos Ely Azeredo e José Carlos Avellar.

Um deles mencionava o gênio do construtor, o cineasta que levou o cinema brasileiro a obter grande prestígio internacional com os filmes que realizou, sobretudo Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro.

O outro artigo falava do mito do demolidor, a figura de opiniões polêmicas e discurso muitas vezes incompreendido, principalmente quando enxergava nos militares que tomaram o poder em 1964 um caminho que levaria o país à redemocratização.

Lembro das duas imagens registradas por Azeredo e Avellar porque temo que, ao longo dos anos, o mito do demolidor tenha se sobreposto ao gênio do construtor. O que, se é verdade, representa uma profunda injustiça com um cineasta do tamanho de Glauber.

O homem que fez Deus e o Diabo na Terra do Sol com 25 anos e estarreceu os europeus com seu filme não pode ser lembrado só pelas falas desesperadas dos últimos anos de sua vida curta. O realizador que retratou o Brasil no país imaginário de Terra em Transe não pode ser avaliado como se ainda nos guiássemos só pelos confrontos entre esquerda e direita.

Prefiro a percepção que, de longe, Martin Scorsese tem do significado de Glauber Rocha. Cineasta e pensador do cinema, o americano de origem italiana vê e revê os filmes de Glauber e os apresenta aos seus atores.

É um contraponto  aos cinéfilos e homens de cinema que, entre nós, detratam Glauber, subdimensionam a sua obra e reforçam a tese de que, nele, o mito do demolidor é mesmo muito maior do que o gênio do construtor.

Melhor fundir os dois, enxergando em Glauber um cinema que nasceu da sua profunda inquietação criativa e da combinação desses elementos. O construtor e o demolidor, ambos movidos por uma grande ambição e um extraordinário desejo.

Nas imagens e nos sons que trazem Ford, Kurosawa e Villa-Lobos para o Sertão da Bahia em Deus e o Diabo na Terra do Sol.

Nas questões cruciais ainda não superadas pelo Brasil nessas mais de cinco décadas que nos separam de Terra em Transe.

No delírio de A Idade da Terra, síntese do seu desespero e também da sua ousadia estética.

A ambição e o desejo de Glauber falam do cinema brasileiro e do nosso destino como Nação

Neil Sedaka, o cara que botou açucar no rock, faz 80 anos

Parecem personagens saídas 

De uma balada

De Neil Sedaka

No começo dos anos 60

Neil Sedaka faz 80 anos nesta quarta-feira (13).

Lembram dele?

Não?

Mas, certamente, lembram de Oh! Carol, sua balada mais famosa.

Na segunda metade dos anos 1950, Sedaka açucarou o que a primeira geração do rock vinha fazendo.

Ele ainda não tinha 20 anos quando lançou The Diary, em 1958.

Oh! Carol, seu maior sucesso, veio no ano seguinte. É, portanto, uma sexagenária.

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O rebolado de Elvis, que a TV americana censurou.

Os comentários sociais das letras de Chuck Berry.

A performance de Little Richard, primeira bicha louca do rock.

Neil Sedaka não tinha nada disso.

Era apenas um rapaz bonitinho tocando ao piano baladas pra lá de melosas.

O diabo é que elas também ficaram, atravessaram o tempo e hoje estão aí, evocando uma época, guardadas na memória afetiva de milhões de pessoas.

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Na primeira metade dos anos 1970, no Brasil, o rock rural de Sá, Rodrix e Guarabyra já tratava Sedaka como uma referência positiva de uma década atrás.

Longe daqui, Elton John, ao conquistar as paradas com Crocodile Rock, revelava que Sedaka estava entre as influências que recebeu, era uma das suas fontes.

Não somos nós, agora, que vamos questionar o legado de Neil Sedaka, esse artista de 80 anos.

MERDA PRA VOCÊ, EDILANE ARAÚJO!

Merda!
Merda pra você!
Desejo merda!
Merda pra você também
Diga merda e tudo bem
Merda toda noite e sempre, amém

Caetano Veloso

Quando vão entrar em cena no teatro, atores e atrizes dizem “merda pra você!” uns aos outros.

No inglês, há o “break a leg!”. “Quebre a perna!”.

É como se dissessem “boa sorte!”.

Edilane Araújo não está entrando, está saindo de cena. Então, não caberia o “merda pra você!”.

Mas, como ela veio do teatro e ama o palco, tomo a liberdade de usar a expressão como desejo de sucesso nos seus novos desafios.

Incluindo – quem sabe?, quem sabe? – uma volta ao teatro.

Transcrevo o texto que escrevi para a homenagem que o JPB fez nesta segunda-feira (11) no último telejornal apresentado por Edilane Araújo:

Segunda-feira, 11 de março de 2019.

Hoje é dia de despedida no JPB2.

Despedida costuma ser coisa triste, mas aqui a gente tem mais motivos para celebrar.

Edilane Araújo está deixando o vídeo da TV Cabo Branco.

Foram 32 anos e mais uns 70 dias.

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Edilane Araújo.

A “maga”.

Ou a “bruxa”, como era chamada por Nelma Figueiredo.

Ou “Sinhá”, apelido carinhoso que nasceu no estúdio por causa de uma novela de época.

Edilane Araújo.

A garota pobre que veio do subúrbio começou jogando basquete.

Depois foi para o teatro.

Queria ser atriz.

Dizem que brilhava na comédia.

Do teatro para o rádio.

Do rádio para a televisão.

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Primeiro de janeiro de 1987.

Edilane Araújo apresentou ao vivo, na hora do almoço, o primeiro telejornal da primeira emissora de televisão de João Pessoa.

O resto é história.

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Edilane trocou o palco do teatro pelo estúdio da TV.

Fez do estúdio seu palco.

O telejornal passou a ser o seu teatro.

Afinal, ali ela era uma intérprete dos acontecimentos.

Dialogando com os telespectadores que foram conquistados pelo profissionalismo, pela ética, pela precisão, pelo jeito discreto daquela moça bonita.

Mas, sobretudo, pela credibilidade.

Sim. Credibilidade. A Palavra que resume tudo.

Edilane se transformou num ícone da televisão paraibana.

Assim reconhecida pelo público, cuidou de ser discreta como pessoa pública.

A Edilane extrovertida, a da família, dos colegas de trabalho, dos amigos que fez – esta, poucos conhecem.

No ar, no vídeo da TV Cabo Branco, só o passinho, o seu célebre passinho, parece revelar um pouco mais de Edilane para seus telespectadores.

A musa da televisão paraibana em leve momento de descontração.

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Hoje é dia de despedida no JPB.

Despedida costuma ser coisa triste, mas não a de Edilane.

Porque ela escolheu a hora de sair.

Ela planejou a sua saída e quis que isso acontecesse na hora certa, fechando uma longa trajetória no vídeo.

Na Rede Paraíba de Comunicação, Edilane sai do vídeo para se dedicar à gerência de Qualidade.

Qualidade – palavra que tem tudo a ver com ela.

A atleta da juventude, Edilane reencontrou há alguns anos e hoje é dedicada maratonista.

E o teatro?

Será que, agora, haverá uma volta aos palcos?

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Edilane Araújo!!

Muitos aplausos pra você!!

Edilane Araújo, musa do telejornalismo paraibano, sai do vídeo hoje

Edilane Araújo deixa de apresentar o JPB2 nesta segunda-feira (11).

A despedida dela será no telejornal de hoje à noite.

A partir desta terça-feira (12), quem apresenta o telejornal de maior audiência da televisão paraibana é Larissa Pereira.

Conheci Edilane Araújo em 1983/84.

Ela fazia teatro e rádio. A televisão parece ter sido a soma das duas experiências.

A estreia no vídeo foi na fase em que a TV Cabo Branco operou em caráter experimental.

A TV Cabo Branco entrou no ar em caráter definitivo no primeiro dia de 1987, como afiliada da Rede Globo. Antes, entre outubro e dezembro de 1986, ficou no ar em fase experimental, transmitindo o sinal da Band.

O primeiro telejornal posto no ar foi o Câmera 7. Depois veio o Jogo Aberto. Com o nome emprestado de um programa radiofônico e editado por Werneck Barreto, ia ao ar na hora do almoço e era apresentado por ela.

Nos primeiros tempos da TV Cabo Branco como afiliada da Globo, os telejornais se chamavam JCB. O nome JPB veio depois. Quando Edilane, depois de passar pelo JPB1, assumiu a bancada do JPB2, não era usual que os telejornais da noite fossem apresentados por uma mulher. Havia pioneirismo na decisão do jornalismo da emissora, comandado por Erialdo Pereira.

Fomos parceiros por muitos anos. Eu, na edição. Ela, na apresentação.

Seu profissionalismo, seu perfeccionismo, seu alto nível de exigência – sua postura era admirável naquela luta diária para que oferecêssemos ao telespectador a melhor informação, a mais correta e mais crível.

Era compromisso nosso. Profissional, ético.

Edilane Araújo logo se transformou na cara da televisão paraibana. Um verdadeiro sinônimo de apresentadora. De credibilidade, de qualidade. A musa do nosso telejornalismo.

Hoje ela sai do vídeo.

É o fim de um belo capítulo da televisão paraibana.

15 anos depois, festival de rock Mor-Março está de volta neste sábado

Mor-Março está de volta.

O festival de bandas de rock será realizado neste sábado (09) na Usina Cultural Energisa, em João Pessoa.

A última edição do festival foi há 15 anos no estacionamento do Manaíra Shopping.

O músico Ilsom Barros, mentor da retomada, faz uma constatação muito interessante sobre a volta do Mor-Março: que agora, em 2019, algumas das bandas que estarão no palco são formadas por músicos que, 15 anos atrás, estavam na plateia do festival.

O Mor-Março surgiu dos músicos e não dos produtores, e isso faz muita diferença – me informa a produção do evento.
O festival, ainda segundo a produção, “nunca foi pensado como um produto, nosso primeiro foco sempre foi arrecadar alimentos. A responsabilidade social é algo presente, e a música se torna elemento agregador desse mote”.
A edição 2019 do Mor-Março começa às duas da tarde deste sábado na Usina Cultural Energisa.
A entrada é apenas dois reais + 1 kg de alimento não perecível (exceto sal).
Quem não levar alimento pagada 10 reais.
As bandas se apresentarão em dois espaços da Usina: no café e na sala Vladimir Carvalho.
Bandas confirmadas:
REVOLTOS CONSTANTES/ CARRAPATO’S/MUSA JUNKIE SUICIDA/NARDONIS/MADALENA MOOG/VENUS IN FUZZ/FUGA DE SATURNO/COALIZÃO/DENSA/PRIMAVERA BLUE/SSUMO/MARGARIDAS EM FÚRIA/MATRIARCAOS/ZEFIRINA BOMBA.