A gente nunca esquece a primeira vez com Gal Costa!

No próximo sábado (09), Gal Costa traz o show A Pele do Futuro ao Teatro A Pedra do Reino, em João Pessoa.

Qual foi a sua primeira vez com Gal?

A minha foi em 1975, no show Cantar.

Cantar, o disco, é de 1974. Produzido por Caetano Veloso, reaproxima Gal das lições joãogilbertianas.

Cantar, o show, passou por João Pessoa em abril de 1975.

Duas noites no Teatro Santa Roza. A primeira vez de Gal na cidade.

Na primeira noite, a montagem do equipamento atrasou.

O público impaciente se aglomerou em frente ao teatro fechado.

Gal, no portão lateral que dá para a Cardoso Vieira, precisou se identificar para não ser barrada por Seu Biu, velho funcionário do teatro.

Plateia cheia. Começa o show.

Gal, 29 anos, mais ou menos como nessa foto, linda, exuberante, a emissão vocal perfeita.

A banda sob o comando de João Donato (!!!) ao piano elétrico.

Um grande impacto para quem nunca vira a cantora ao vivo, assim tão de perto.

De repente, ocorre o que ninguém desejava. O som “morre”. Apaga completamente. Os técnicos não resolvem o problema.

A produção constata: não tem como prosseguir com o espetáculo.

E resolve: a plateia voltará no dia seguinte para um show extra às seis da tarde. Às nove, haverá o segundo show.

E foi assim.

Acabei vendo os dois.

Duas vezes Cantar.

Duas vezes Gal.

Caetano, Gil, Donato, Lyra, Mautner.

Lua, Lua, Lua, Lua. Barato Total. Até Quem Sabe. Canção que Morre no Ar. Lágrimas Negras.  

E um momento solo de Donato: Lugar Comum.

Tente esquecer em que ano estamos!

Não!

Tente lembrar em que ano estávamos!

1975!

Era tão bonito aquilo tudo!

Um momento de grande amor!

Um momento de puro amor!