Djavan chega aos 70 anos como um dos grandes nomes da MPB

Em meados dos anos 1970, a Globo exibia a publicidade do disco de estreia de Djavan, que era contratado da Som Livre. Muita gente identificava nele algo dos sambas de Gilberto Gil.

O disco não aconteceu. O compositor alagoano esperou alguns anos até conquistar de fato dimensão nacional.

As coisas foram ocorrendo aos poucos.

Em 1978, Maria Bethânia gravou Álibi. A canção deu título a um dos discos mais populares dela.

Djavan trocou a Som Livre pela EMI e lá gravou três álbuns. No terceiro, Seduzir, já era reconhecido como um novo talento pelo público e pela crítica.

Nova troca de gravadora. Na Sony, começou com o LP Luz, gravado nos Estados Unidos com a participação de Stevie Wonder na faixa Samurai.

Àquela altura, início dos anos 1980, começava a figurar entre os grandes da MPB e lotava os lugares por onde passava em turnê.

Seus sambas realmente tinham muito dos sambas de Gil.

Sua música era melódica e harmonicamente sofisticada e trazia as marcas de um letrista inspirado.

Havia mais: a intimidade com o violão, a beleza da voz e o domínio do scat.

Djavan tinha o perfil do artista que fazia sucesso em seu país e chamava a atenção de músicos americanos, sobretudo os do jazz e áreas afins.

Ao longo dos anos, fazendo mais ou menos sucesso, ele construiu um repertório sólido que o inseriu no primeiro time da música popular brasileira.

Aos 70 anos, completados neste domingo (27), Djavan oferece ao seu público um disco primoroso (Vesúvio). As novas canções trazem toda a beleza da sua assinatura.