Linda Blair faz 60 anos. Êxito de O Exorcista não se repetiu

Esta é Linda Blair em 1973.

A garotinha possuída pelo demônio em O Exorcista tinha 14 anos.

Esta é a Linda Blair que, nesta terça-feira (22), chega aos 60 anos.

Ela se projetou internacionalmente com O Exorcista, mas não conseguiu construir uma carreira de sucesso.

O Exorcista é de 1973.

Chegou ao Brasil no final de 1974.

Longas filas. Casas cheias. Ambulância na porta do cinema. Era assim.

O livro de William Peter Blatty era um best seller.

O filme dirigido por William Friedkin (de Operação França) foi um sucesso absoluto.

Os críticos de cinema, de um modo geral, faziam restrições.

No fundo, parecia haver uma reação preconceituosa por causa do êxito comercial.

O tempo passou.

Hoje, O Exorcista é considerado um grande filme de terror. Um verdadeiro clássico do gênero.

Há quem diga que pode passar na Sessão da Tarde sem assustar mais ninguém, mas eu não tenho tanta certeza disso.

O cinema de terror feito atualmente é mais explícito. Tecnicamente, mais bem acabado. Só que carece de elementos subjetivos que há em O Exorcista e que mexem muito mais com o medo do espectador.

Quem, aos 54 anos, fez o padre chamado para tirar o demo do corpo de Regan, a menina interpretada por Linda Blair, foi Max Von Sydow, um dos atores preferidos de Ingmar Bergman. O cara que jogou xadrez com a morte em O Sétimo Selo.

Ellen Burstyn, com pouco mais de 40 anos, era a mãe da personagem de Linda Blair.

E ainda havia, no elenco, no papel do policial, o grande Lee J. Cobb.

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Linda Blair depois contracenou com Burt Lancaster numa sequência de O Exorcista.

Também atuou num dos filmes da franquia Aeroporto.

Mas a menina que, na tela, venceu o demônio, não viu, na vida real, sua carreira deslanchar.