RETRO2018/Milos Forman

O cineasta Milos Forman morreu neste sábado (14/04) aos 86 anos.

Era tcheco, mas a maior parte da sua carreira foi nos Estados Unidos.

Em 1968, fugiu dos tanques soviéticos que acabaram com a Primavera de Praga.

Seu primeiro filme americano, vi na época, com sabor de estreia. É Procura Insaciável. Fala de pais e filhos, tem muita música e traz o olhar de um estrangeiro sobre conflitos específicos da América ali na virada dos anos 1960 para os 1970. Revi há pouco. Envelheceu, é ingênuo, mas conserva algo de singelo que faz com que não o esqueçamos.

O filme que projetou Forman internacionalmente foi Um Estranho no Ninho. Cinco prêmios Oscar, incluindo melhor filme e melhor diretor. A loucura tomada como metáfora da rebeldia do homem às pressões do sistema sobre suas prerrogativas individuais – resumiu, na época, o crítico Antônio Barreto Neto.

Milos Forman filmou Hair no final da década de 1970. O musical fizera sucesso 10 anos antes. É, portanto, um filme tardio. Belo, mas anacrônico. Quando chegou às telas, o sonho da era de aquarius já estava desfeito.

O maior triunfo de Milos Forman veio quando, afinal, voltou a Praga para rodar Amadeus. Teatro transformado em cinema com absoluta maestria. A vida de Mozart narrada pelo rival Salieri. Oscar de melhor filme. Estatueta de melhor diretor para Forman.

Há outros, mas esses quatro filmes podem apresentar o cinema de Milos Forman às novas gerações.