ELTON JOHN NÃO É MAIS O MESMO. FAZ MUITO TEMPO!

O título desse post seria MEU ELTON JOHN.

Acabei mudando.

Mas é sobre o Elton John que prefiro.

Sempre volto aos primeiros discos dele.

Em Empty Sky, o disco de estreia, Skyline Pigeon, na versão de harpschord, não fez sucesso. Só faria alguns anos mais tarde, na versão de piano. A faixa que dá título ao álbum soa um pouco como os Rolling Stones.

Em Elton John (LP de capa preta com o rosto do artista), surge um grande, mas breve, parceiro: o jovem arranjador e violoncelista Paul Buckmaster. Abre com Your Song, popularizada depois por Billy Paul. Minha predileta é Border Song, com seu clima gospel.

Em Friends, bela trilha de um filme menor, as melodias de Elton John, as letras de Bernie Taupin e os arranjos de Paul Buckmaster encantam o ouvinte.

Tumbleweed Connection foi o primeiro que ouvi. A voz e o piano soul, algo da balada beatle, country, gospel. My Father’s Gun. Amoreena, que Lumet usaria na abertura de Um Dia de Cão. Talking Old Soldiers.

Madman Across the Water tem canções lindas e melancólicas. Muitas cordas arranjadas por Buckmaster. Tiny Dancer, a primeira faixa, hoje está nas antologias, mas não fez sucesso na época. Levon é devastadora!

Honky Chateau. Enfim, o sucesso. Rocket Man. Honky Cat. Fico sempre com Mona Lisa and Mad Hatters, ouvida quase três décadas depois em Quase Famosos.

Don’t Shoot Me, I’m Only the Piano Player. Mais sucesso. Crocodile Rock. Daniel. E as cordas de Buckmaster em Have Mercy on the Criminal. O maestro diz adeus.

Mais sucesso ainda. Goodbye Yellow Brick Road. Um dos grandes discos duplos do rock. Muda a sonoridade, mas as grandes canções permanecem. Elton John é super pop.

O sucesso fez mal ao artista? Há quem pergunte. Não sei. Ele geriu bem a carreira e produziu poderosos hits. Mas algo se perdeu. O fato é que aquele momento de excepcional criatividade permitido pelo frescor da juventude foi muito fugaz.

As canções de Elton John em seus primeiros anos – entre o tempo em que era desconhecido e o início do sucesso – são tão boas que até hoje elas predominam no set list dos seus shows. Também nos tributos como Revamp e Restoration, que acabam de ser lançados.