Sexta de Música: o lado B de Gil

Gilberto Gil fez 76 anos na terça-feira (26).

A Sexta de Música, minha coluna na CBN, foi dedicada a ele.

Selecionei músicas do lado B de Gil.

Segue o áudio da conversa com a âncora Carla Visani.

Num livro, os 300 discos mais importantes da música brasileira

Quando me perguntam sobre livros indispensáveis sobre a música popular brasileira, gosto de citar este aqui.

Sempre releio.

Sempre consulto.

“300 Discos Importantes da Música Brasileira” é um livro precioso. Foi organizado por Charles Gavin, que ficou conhecido como baterista do grupo paulistano Titãs e há anos se dedica à pesquisa sobre a memória da nossa música popular a partir dos discos.

Tárik de Souza, Carlos Calado e Arthur Dapieve foram convidados para escrever os textos, breves comentários sobre cada um dos 300 escolhidos. Ao lado do que os três escreveram, além de muitas fotografias dos artistas, temos as capas. Algumas reproduzidas no tamanho original dos velhos LPs. Um charme. E um verdadeiro deleite para os ouvintes do tempo do vinil.

300 discos. Uma boa quantidade para que as lacunas sejam evitadas. Há espaço para todos. Ou quase todos. Alguém pode sentir falta de um título da discografia de um determinado artista. Mas certamente ele estará presente de alguma maneira com um (ou mais de um) dos seus trabalhos.

As escolhas são criteriosas. Os textos, de ótima qualidade. O livro reconstitui a história de um pedaço muito importante da nossa produção musical. E ainda oferece, como complemento, listas individuais de discos que ficaram de fora, mas que poderiam ter entrado para os 300 mais importantes.

Autores que interpretam suas composições, cantores e cantoras, grandes solistas da música instrumental, os nomes que brilharam antes da Bossa Nova, os que foram revelados a partir da invenção de João Gilberto, os da era dos festivais, os tropicalistas, as estrelas do rock nacional, as revelações dos últimos anos. Encontraremos cada um destes no trabalho organizado por Gavin.

Quem conhece o programa “O Som do Vinil” sabe da seriedade com que o baterista cuida da memória dos nossos discos. A série transporta para a linguagem da televisão o que temos no livro. E torna a leitura ainda mais prazerosa. Um produto acaba enriquecendo o outro.

Se procurarmos por “Chega de Saudade”, de João Gilberto, o disco estará lá. Como “Construção”, de Chico Buarque. Ou “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento. Também o LP tropicalista de Caetano Veloso. Ou o disco do fardão, de Gilberto Gil. E ainda o “Samba Esquema Novo”, de Jorge Ben. Assim como “Nervos de Aço”, de Paulinho da Viola, e “Academia de Danças”, de Egberto Gismonti.

Se pensarmos nos paraibanos, vários estão lá. Jackson do Pandeiro, Sivuca, Geraldo Vandré, Zé Ramalho, Chico César – nossos conterrâneos e seus trabalhos mais significativos.

Um levantamento que faz justiça aos artistas e orgulha os ouvintes.

Quer ouvir JAZZ? Veja esta lista

Trago hoje uma lista com discos essenciais do jazz, a mais importante manifestação da música popular do século XX. Misturo o que é consenso com o meu gosto pessoal. Antes, algumas definições.

Moacir Santos preferia o jazz ao rock porque suas células musicais são mais desenvolvidas. Numa conversa sobre Miles Davis e Thelonious Monk, Gilberto Gil me disse que o jazz é o homem no abismo da improvisação. Recorro, por fim, a Eric Hobsbawn, grande historiador: “não é um gênero autocontido ou imutável, não é uma linha divisória, mas uma vasta zona fronteiriça que o separa da música popular comum”.

Neste tipo de lista, não cabem coletâneas. Se coubessem, começaria com The Best of The Hot 5 & Hot 7 Recordings. Traz Louis Armstrong no início, nos apresentando aos fundamentos da improvisação e do canto jazzístico. Mas vou começar com um disco dele, numa escolha muito pessoal: Louis and the Good Book. É Satchmo maduro voltando a uma das suas fontes: os cânticos religiosos dos negros americanos.

De Armstrong para dois band-leaders: Duke Ellington e Count Basie. Do primeiro, compositor extraordinário, sugiro At Newport 1956. Do segundo, com seu piano econômico, April in Paris. Mas há muitos outros discos que nos ajudam a desvendar os timbres das suas orquestras.

Agora, as cantoras. Billie Holiday, a melhor de todas. Ella Fitzgerald, a mais clássica. Sarah Vaughan surge depois, já marcada por transformações pelas quais o jazz passaria a partir da década de 1940. Voltamos às coletâneas. Se elas estivessem valendo aqui, ficaríamos com The Master Takes and Singles, síntese generosa do que Billie gravou na Columbia em sua melhor fase. Mas vamos a um disco de carreira: Lady Sings the Blues. Ou Songs for Distingué Lovers. De Ella, fiquemos com The Cole Porter Song Book, a cantora em seu apogeu debruçada sobre Porter e suas canções. De Sarah, Sarah Vaughan with Clifford Brown. É superb, como dizem os americanos.

De Charlie Parker e Dizzy Gillespie, que revolucionaram o jazz com o bebop, ouçamos Bird and Diz. Ou o concerto histórico Jazz at Massey Hall. De Art Blakey, Moanin. De Cannonball Adderley, Somethin’ Else. De Charles Mingus, Pithecanthropus Erectus. De Dave Brubeck, Time Out. De Errol Garner, Concert by the Sea. De Gerry Mulligan, What Is There to Say?. 

De Gil Evans, Out of the Cool. De Herbie Hancock, Maiden Voyage. De John Coltrane,  A Love Supreme. De Keith Jarrett, The Köln Concert. De Oliver Nelson, The Blues and the Abstract Truth. De Oscar Peterson, Night Train. De Stan Getz e João Gilberto, Getz/Gilberto. De Thelonious Monk, Brilliant Corners.

Comecei com Louis Armstrong, o primeiro grande nome do jazz e talvez o seu maior símbolo. Termino com Miles Davis, o último dos seus gênios, autor de várias revoluções dentro do universo jazzístico.

Dele, três momentos distintos: Birth of the Cool, Kind of Blue e Bitches Brew. Os ortodoxos não aceitam Bitches Brew, que marca a fusão do jazz com o rock. Quem ouviu o rock antes do jazz geralmente não tem nenhuma dificuldade com a fusion capitaneada por Miles. Gosto de ouvi-lo por inteiro, com erros e acertos. Os discos ao vivo gravados com o quinteto dos anos 1960 são excepcionais. Falam com profundidade daquilo que Gil disse. Do homem no abismo da improvisação.

Rubens Nóbrega me leva ao Cobra Criada, e eu conto (quase) tudo

Rubens Nóbrega está entrevistando, para a TV Câmara, as “cobras criadas” do jornalismo paraibano.

Cobra Criada é o nome do projeto.

Fiquei honrado com o convite para participar. Afinal, memória é comigo mesmo.

Além do mais, não é todo dia que a gente tem um cara como Rubens como entrevistador.

Para quem tiver interesse (e paciência) de ouvir minhas histórias, segue a íntegra do programa.

Há 50 anos, 100 mil marcharam contra a ditadura militar no Rio

(Os clarins da banda militar…)
Debaixo das bombas, das bandeiras
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo das botas
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo das rosas, dos jardins
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo da lama
(Os clarins da banda militar…)
Debaixo da cama

Caetano Veloso/”Enquanto seu lobo não vem”

26 de junho de 1968.

Exatamente há meio século.

Era uma quarta-feira.

Naquele dia, Gilberto Gil estava fazendo 26 anos.

Mas o aniversário não o impediu de juntar-se aos companheiros num protesto que parou o Rio de Janeiro e ficou conhecido como a passeata dos 100 mil.

Foi uma das mais importantes manifestações da sociedade civil contra a ditadura militar brasileira.

Entre as motivações, estava o assassinato do estudante Edson Luís, ocorrido três meses antes durante a invasão do restaurante Calabouço.

O endurecimento do regime viria menos de seis meses depois, em dezembro, com a decretação do AI-5.

Nos 50 anos da passeata dos 100 mil, nesse Brasil de tantas incertezas, posto aqui essas fotografias.

Inesquecíveis registros jornalísticos daquele 26 de junho de 68 no Rio.

Fecho com uma menção a Evandro Teixeira.

Muitos fotógrafos registraram a passeata dos cem mil para a História.

O mais importante, Evandro Teixeira, do Jornal do Brasil.

É dele o melhor registro visual daquele momento.

Mestre absoluto do fotojornalismo!

 

Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca

LUIZ GONZAGA

Um gigante. Um artista autêntico, verdadeiro em sua simplicidade e sua força intuitiva. Gonzaga, seus trajes de Rei do Baião, sua sanfona, suas músicas belas e impregnadas de melancolia. O melhor pop nordestino produzido para atravessar o tempo e inserir-se na memória afetiva de milhares de pessoas, rurais ou urbanas, que cresceram ouvindo aquelas canções em casa e nas nossas festas juninas.

Uma vez, fui convocado a enumerar as músicas que prefiro no extenso repertório de Luiz Gonzaga. Légua Tirana é uma delas. Estrada de Canindé e A Morte do Vaqueiro também estão entre as prediletas. Adoro Noites Brasileiras e Olha pro Céu, uma marchinha junina comovente. O Xote das Meninas é uma delícia. Da parceria com Zé Dantas. Tema universal tratado com olhar regional. Vozes da Seca é precursora da canção de protesto. Assum Preto é Asa Branca em tom menor. A lista não tem fim.

SIVUCA

Acordeon, concertina, sanfona. Um instrumento muito popular no Brasil, não só entre os nordestinos que, a partir do final dos anos 1940, incorporaram as canções de Luiz Gonzaga ao seu repertório. Houve um tempo em que as garotas estudavam acordeon e com ele exibiam seus dotes musicais, tocando e cantando nas reuniões familiares. Artistas que depois ficaram conhecidos com o violão começaram pelo acordeon. É o caso de Gilberto Gil e Milton Nascimento, que só aderiram ao violão depois da Bossa Nova, sob a inspiração da batida criada por João Gilberto. Sivuca também fez a adesão quando morava nos Estados Unidos.

Mas foi com a sanfona que entrou para a história da nossa música popular. E para a história mundial do instrumento. Os sons que produzia eram inconfundíveis. Tinham a sua marca, o seu estilo. Diferente de Gonzaga, fundador, mas rudimentar. Ou de Dominguinhos, virtuoso, mas intuitivo. Era o “modo Sivuca” de tocar, iniciado naquele dia de Santo Antônio de 1939, quando o pai trouxe para casa o fole de dois baixos. Até a sua morte, em dezembro de 2006, foram 67 anos de convivência com o instrumento. Um longo percurso, que começou com o menino procurando as notas da marcha “A Jardineira” e terminou no encontro da sua Scandalli Super VI com a complexidade de uma orquestra sinfônica.

DOMINGUINHOS

Dominguinhos deu a Gil o xote Só Quero um Xodó. Foi parceiro de Chico Buarque em Tantas Palavras. Colocou notas e acordes de grande melancolia em Cajuína, de Caetano Veloso. Escreveu (com Manduka) e cantou lindamente a toada Quem me Levará Sou Eu. Compôs (com Nando Cordel) De Volta pro Aconchego, para Elba Ramalho imortalizar. Dividiu com Sivuca e Oswaldinho um disco (Cada um Belisca um Pouco) em que os três sanfoneiros prestam tributo a Luiz Gonzaga. Este costumava atribuir ao afilhado a urbanização do forró. E um compromisso muito sério com o Nordeste. Gonzaga estava certíssimo. Sabia que Dominguinhos seria um dos seus herdeiros. Talvez o principal. O que faria mais justiça ao seu legado. O mais fiel na interpretação do seu cancioneiro.

“Dominguinhos não sabe uma nota, mas harmoniza tão bem ou melhor do que nós todos. É pura intuição, mas uma intuição privilegiada. Para mim, é o melhor de nós todos. E ninguém toca forró nordestino melhor do que ele” – me disse Sivuca pouco antes de morrer. E ele não foi generoso com o colega. Apenas verdadeiro.

Sexta de Música: dos aniversariantes às marchinhas juninas

Marchinhas juninas: de Luiz Gonzaga a Antônio Barros.

E os aniversariantes da semana: Maria Bethânia, Paul McCartney, Chico Buarque, Hermeto Pascoal e Eumir Deodato.

Tudo isso na Sexta de Música, na CBN.

Segue o áudio da minha conversa com a âncora Carla Visani.

Eumir Deodato faz 75 anos

Eumir Deodato fez 75 anos nesta sexta-feira (22).

Grande músico brasileiro.

Pianista e arranjador.

Ficou conhecido no início dos anos 1960, em meio à consolidação da Bossa Nova no Brasil e no mundo.

Em 1967, ainda no Brasil, arranjou o primeiro disco de Milton Nascimento.

Mais tarde, radicado nos Estados Unidos, trabalhou com grandes nomes da música americana.

Entre eles, Frank Sinatra.

Eumir Deodato começou a década de 1970 vendendo milhões de discos.

O que Miles Davis fez ao fundir o jazz com o rock, Deodato, como outros músicos, transformou em algo mais palatável, comercial.

Sua versão fusion de Also Sprach Zarathustra foi um sucesso extraordinário.

Os discos Prelude e Deodato 2 trazem esse músico brasileiro no seu momento de maior criatividade e reconhecimento.

Tudo é música para o Bruxo de Alagoas, aniversariante do dia

Um dos grandes músicos do Brasil, o alagoano Hermeto Pascoal (em caricatura de William Medeiros) nem sempre é lembrado como deveria por atuar numa faixa muito restrita do mercado.

É um virtuose no nível dos melhores instrumentistas do mundo e tem um senso de improvisação que o coloca em pé de igualdade com os maiores nomes do jazz. Em Hermeto, tudo é música. Todos os sons que ele produz, seja em instrumentos como o piano, o sax ou a flauta, seja em chaleiras, bacias ou canos. Até em animais, como os porcos que já levou para estúdios e palcos.

Se quisermos escolher alguns discos para conhecer a música de Hermeto Pascoal, poderemos começar pelo Quarteto Novo, único LP gravado pelo grupo que levou este nome. É primoroso, mas o Hermeto que se ouve ali ainda não é o músico que ficou conhecido, um pouco depois, por suas ousadias.

Há um intervalo entre o disco do Quarteto Novo e A Música Livre de Hermeto Pascoal, gravado na primeira metade da década de 1970.

Entre um e outro, o músico foi para os Estados Unidos e, lá, tocou com Miles Davis, um dos gênios do jazz. Esteve com Miles no momento em que este promoveu a fusão entre o jazz e o rock. Esta fusão não é exatamente o que vamos encontrar nos discos de Hermeto a partir dos anos 1970, mas é certo que ele trouxe para o seu trabalho a liberdade de criação que encontrou no período em que conviveu, tocou e gravou com Miles Davis.

Entre os discos de Hermeto, prefiro os que gravou durante os anos 1970.

Primeiro, A Música Livre de Hermeto Pascoal, seguido do americano Slave Mass e do brasileiríssimo Zabumbê Bum-Á.

Eles sintetizam o espírito da sua música. Da beleza dos temas que compõe ao virtuosismo revelado nas improvisações, do uso das convenções da música nordestina ao mais arrojado experimentalismo. Há um pouco de tudo isto em cada um daqueles discos. Eles nos põem em contato com um artista que o Brasil conhece pouco, mas que estarrece as plateias mais exigentes que o ouvem pelo mundo.

E há o álbum-duplo de 1979 que traz a sua apresentação no Festival de Jazz de Montreux. Tem alguns temas compostos por ele e muita música feita de improviso, no nível do melhor jazz produzido pelos americanos. Os ritmos nordestinos predominam, mas o formato é totalmente jazzístico – tema e improvisação. E muita experimentação: ruídos, instrumentos quebrados, “letras” feitas na hora, diálogos improváveis entre sax e aplauso. E um samba choro executado numa escaleta que cala qualquer plateia do planeta.

O disco de Montreux sugere que Hermeto é bom mesmo para ser ouvido ao vivo. Como os grandes músicos do jazz.

No palco, ele nos arrebata com seu virtuosismo, mas também com suas invenções. Uma delas: transformar uma chaleira com água num instrumento. E usá-la para executar um clássico do repertório jazzístico, Round Midnight. Thelonious Monk e Miles Davis bateriam palmas.

Hermeto Pascoal faz 82 anos nesta sexta-feira (22).

ELTON JOHN NÃO É MAIS O MESMO. FAZ MUITO TEMPO!

O título desse post seria MEU ELTON JOHN.

Acabei mudando.

Mas é sobre o Elton John que prefiro.

Sempre volto aos primeiros discos dele.

Em Empty Sky, o disco de estreia, Skyline Pigeon, na versão de harpschord, não fez sucesso. Só faria alguns anos mais tarde, na versão de piano. A faixa que dá título ao álbum soa um pouco como os Rolling Stones.

Em Elton John (LP de capa preta com o rosto do artista), surge um grande, mas breve, parceiro: o jovem arranjador e violoncelista Paul Buckmaster. Abre com Your Song, popularizada depois por Billy Paul. Minha predileta é Border Song, com seu clima gospel.

Em Friends, bela trilha de um filme menor, as melodias de Elton John, as letras de Bernie Taupin e os arranjos de Paul Buckmaster encantam o ouvinte.

Tumbleweed Connection foi o primeiro que ouvi. A voz e o piano soul, algo da balada beatle, country, gospel. My Father’s Gun. Amoreena, que Lumet usaria na abertura de Um Dia de Cão. Talking Old Soldiers.

Madman Across the Water tem canções lindas e melancólicas. Muitas cordas arranjadas por Buckmaster. Tiny Dancer, a primeira faixa, hoje está nas antologias, mas não fez sucesso na época. Levon é devastadora!

Honky Chateau. Enfim, o sucesso. Rocket Man. Honky Cat. Fico sempre com Mona Lisa and Mad Hatters, ouvida quase três décadas depois em Quase Famosos.

Don’t Shoot Me, I’m Only the Piano Player. Mais sucesso. Crocodile Rock. Daniel. E as cordas de Buckmaster em Have Mercy on the Criminal. O maestro diz adeus.

Mais sucesso ainda. Goodbye Yellow Brick Road. Um dos grandes discos duplos do rock. Muda a sonoridade, mas as grandes canções permanecem. Elton John é super pop.

O sucesso fez mal ao artista? Há quem pergunte. Não sei. Ele geriu bem a carreira e produziu poderosos hits. Mas algo se perdeu. O fato é que aquele momento de excepcional criatividade permitido pelo frescor da juventude foi muito fugaz.

As canções de Elton John em seus primeiros anos – entre o tempo em que era desconhecido e o início do sucesso – são tão boas que até hoje elas predominam no set list dos seus shows. Também nos tributos como Revamp e Restoration, que acabam de ser lançados.