The Dark Side of the Moon ainda é grande experiência sonora

The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, está fazendo 45 anos.

Ouvi-lo em 1973 era uma grande experiência sonora.

Lembro quando chegou às lojas e logo se incorporou às nossas discotecas.

Continha novidade.

Provocava impacto.

Antes da música, havia a capa, que depois se transformou em poderosíssimo ícone pop da segunda metade do século XX.

O disco do prisma – muita gente dizia assim para identificar o álbum do Pink Floyd.

As primeiras audições foram extraordinárias.

As batidas do coração no início e no fim, sugerindo que elas não param durante toda a audição.

Em seguida, as canções.

Breathe, Time, Money, Us and Them, Brain Damage, Eclipse.

Simples, mas cheias de adornos.

Os solos da guitarra de David Gilmour.

O sax de Dick Parry.

A voz de Clare Torry em The Great Gig in the Sky.

Ruídos, muitos ruídos e efeitos sonoros.

Sem interrupção.

Uma faixa colada na outra.

Para ouvir como se fosse uma sinfonia pop, uma suíte pop que se estende por 43 minutos.

Em 1967, os Beatles fizeram pioneiramente em Sgt. Pepper.

O Pink Floyd já vinha experimentando o formato.

Do psicodelismo ao progressivo.

Mas chegou ao ponto ideal quando gravou The Dark Side of the Moon em Abbey Road.

Atingiu o topo com o álbum.

E legou à história do pop/rock um dos seus discos mais importantes, mais brilhantes.

Consumido à exaustão, o disco foi banalizado e há de ter cansado muitos ouvidos.

Mas atravessou o tempo mantendo vivos todos os seus méritos.

No universo a que pertence, The Dark Side of the Moon é um monumento à perfeição.